terça-feira, 7 de junho de 2011

O fascismo- conceitos erróneos

Há muita gente que acha que o estado novo era um regime fascista. Nada mais falso. Nunca o foi, nem o pretendeu ser. O fascismo foi um fenómeno exclusivamente italiano criado e nascido de condicionalismos muito específicos daquele país em concreto. Essa ideologia passou posteriormente a outros países, mas com matizes já bem alteradas, como no caso do estado novo em Portugal. Existia em Portugal um corporativismo mais ou menos clássico que nada tem a ver com a definição actual do fascismo, que bem sabemos, esse termo, fascismo, foi não só adulterado como também dissimilado para lhe alterar totalmente a conotação, ... Bem evidente os truques baixos dos democratas. Os movimentos que se seguiram noutros países apenas lhe copiaram o modelo sócio-económico poderíamos assim dizer. Quer no tempo do fascismo, quer no tempo do estado novo, quer no tempo do 3º reich, os respectivos governos conseguiram pagar as dívidas e pôr a economia a crescer em poucos anos. Coisa que aliás os sucessivos governos e maralha democrática nunca o conseguiu, nem o consegue na actualidade. E os paralelismos são bem interessantes, se repararmos bem estamos a viver o mesmo de há cem anos atrás, os mesmos problemas, as mesmas incertezas existenciais, a corrupção e a demagogia política. A história faz-se em ciclos, o tempo é circular, e não linearmente como supomos, um novo 28 de maio virá, é inevitável!

Do PS para o PSD- viragem à direita

Ao fim de 6 anos o povo português é libertado das garras de um ditadorzeco que mais não fez do que mascarar realidades, encobrir escândalos, proteger amigos e destruir a já fraca economia portuguesa. Eis os méritos do "Pinto da grécia".
A grande questão que se segue é: Será "Tasco do patim" capaz de dar conta do recado?
Tenho dúvidas, mas também lhe dou a atenuante de herdar uma situação calamitosa. A história recente da democracia(?) portuguesa diz-nos que os governos PSD causam menos estragos sociais do que os do PS. Este é um facto indesmentível, apesar de serem dois partidos do arco do sistema, um é menos mau do que o outro. Perante esta evidência, e porque de nada nos adianta neste momento ignorá-la, tenho de concluir que mal por mal prefiro um governo PSD. O problema é que a escolha de candidato poderá revelar-se um erro de casting, havendo até quem diga que este senhor é um "sócretininho em potência". A ver vamos.
O que acontecerá daqui para a frente é muito simples. Este governo tentará diminuir a dívida e fazer algum aforro. Não faltarão as greves dos bacocos do "como gamar tudo ao país", o descontentamento pelo não incentivo à preguiça e quando as marionetas tiverem os fios gastos, outro governo PS para desbaratar tudo o que o do PSD conseguiu fazer, gastando e queimando dinheiro na preguiça, no ócio, na subsidiodependência. É assim que tem sido, pelo menos desde o tempo do marocas da veiga.
Não compreendo como é que em democracia (será que isso existe realmente?), um presidente de um sindicato dos trabalhadores apoia publicamente um partido do espectro do clube dos cinco. Isso quer dizer então que os trabalhadores portugueses são todos desse partido, ou melhor dito, os trabalhadores portugueses estão todos afectos a esse partido. Uma coisa destas deveria ser terminantemente proibida por lei, e no entanto, na constituição apenas vem a proibição das ideologias e partidos fascistas que nunca fizeram mal a ninguém ao contrário do partido das greves e dos pingadores democratas. Triste sina a nossa que os abrilinos nos impingiram. Até quando?