quarta-feira, 29 de junho de 2011

O realismo metafísico de Popper

Karl Popper resumiu muito bem esta deriva, "considero-me um realista metafísico", dizia ele.

Segundo o mesmo, vários filósofos e sociólogos falavam dele como sendo um positivista, posição que Popper refuta na totalidade.
O que Popper pretendia dizer é que a verdade não é estática, nem depende de condicionalismos materiais, como muito erradamente a ciência oficial admite. Quanto ao positivismo que lhe é imputado, ele resulta simplesmente do desconhecimento da sua obra e pensamento.
Popper embora não sendo um especialista em áreas de física e de química, tinha muitos conhecimentos de física quântica, e no seu íntimo percebia perfeitamente que por detrás desta ordem visível existia outra ordem invisível... o determinismo clássico começava a ruir. Uma nova epistemologia se fez necessária; Popper e outros como Eccles, Sherrington, Wheeler, conseguiram realizá-la, à luz das descobertas da física quântica e da nova unidade de consciência que se gerou, que era o problema da relação corpo-mente.

Um pequeno trecho do livro de Popper- A vida é aprendizagem: «...ser "positivista" equivale a ser um opositor de toda e qualquer especulação filosófica, especialmente opositor do realismo.»


«Outra observação sobre a palavra "metafísica". Hegel, Marx, Engels, e Lenine utilizam esta palavra para referir uma filosofia hostil à evolução, que considera o mundo estático em vez de o considerar dinâmico. Esta utilização foi sempre muito discutível, visto o problema da mudança e a evolução do mundo ser um dos problemas mais antigos da metafísica pré-socrática.»

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Swedenborg- Interacção da alma e do corpo

«O mundo espiritual tem existido e subsistido pelo seu sol, e o mundo natural pelo seu. (...) Que haja um sol do mundo espiritual e um sol do mundo natural é porque esses mundos são completamente distintos, e um mundo tira a sua origem do sol, pois o mundo em que todas as coisas são espirituais não poderia se originar do sol do qual todas as coisas procedem são naturais, porque assim haveria um influxo físico que, todavia, é contra a ordem. Que o mundo exista pelo sol e não vice-versa, vê-se pelo efeito da causa, ou seja, que o mundo em todas e cada uma de suas coisas subsiste pelo sol, e a subsistência demonstra a existência, pelo que se diz que a subsistência é a perpétua existência. Por aí é evidente que, se o sol fosse removido, o mundo cairia no caos e este no nada.
Que no mundo espiritual haja outro sol, diferente do que há no mundo natural, é o que posso testificar, porque o vi. Ele aparece ígneo como o nosso sol, de magnitude quase semelhante, distando dos Anjos assim como o nosso sol dista dos homens. Todavia, não nasce nem se põe, mas fica imóvel a meia altura, entre o zénite e o horizonte, donde há para os Anjos perpétua luz e perpétua primavera.

Um homem de razão que não conhece coisa alguma a respeito do sol espiritual delira facilmente em sua ideia sobre a criação do universo, na qual, quando a examina profundamente não percebe outra coisa senão o que vem da natureza; e como a origem da natureza é o sol, a ideia que tem é a do sol como seu criador. Além disso, ninguém pode perceber o influxo espiritual a menos que também conheça a sua origem, pois todo influxo é proveniente do sol: o influxo espiritual do seu e o influxo natural do seu. A visão interna do homem, que é a da sua mente, recebe o influxo do sol espiritual, enquanto a visão externa, que é a do corpo, recebe o influxo do sol natural, e elas se conjuntam na operação, semelhantemente ao que ocorre entre a alma e o corpo.

Por aí é evidente que a cegueira, escuridão e insensatez podem incidir sobre os que nada sabem a respeito do mundo espiritual e do seu sol. na cegueira, porque a mente que depende apenas da visão do olho se torna um dos seus raciocínios como um morcego que na noite voa de um lado para outro, na escuridão, porque a visão da mente, quando nela influi do interior a visão do olho, é privada de todo lúmen espiritual e se torna semelhante à da coruja; em insensatez, porque não obstante, o homem pensa nas coisas espirituais mas pelas naturais, e não vice-versa, por conseguinte, louca e insensatamente.

O sol do mundo espiritual é puro amor proveniente de Jehovah Deus, que está no meio desse sol.»


Emanuel Swedenborg- A interacção entre a alma e o corpo.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

História e tecnologia

A história não tem sido ensinada de uma maneira correcta. Passaram anos a ensinar história concentrando-se exclusivamente nas realizações tecnológicas da civilização e nos grandes homens que contribuíram para esse progresso. Não é que este método tenha alguma coisa de errado, mas o que é realmente importante é a concepção do mundo própria de cada época histórica, o que cada povo foi sentindo e pensando.
Nem sempre é fácil compreender isto. A história serve para dar a conhecer o contexto mais amplo em que se inscrevem as nossas vidas. A história não é só a evolução da tecnologia; é a evolução do pensamento.
Ao tentarmos compreender a realidade das pessoas que viveram antes de nós, compreendemos por que razão vemos o mundo da maneira como o fazemos e qual o nosso contributo para um maior progresso. Para se compreender a história na sua plenitude, temos de perceber o modo como se desenvolveu a nossa visão actual do mundo, como foi formada pela realidade que os outros, antes de nós, construíram. Foram necessários séculos para que se verificasse esta evolução que conduziu à maneira actual de ver o mundo.
Entretanto, fomos metódica e gradualmente esquecendo a mais importante questão de todas. Esquecemo-nos de que ainda não sabemos para que vivemos. O que implica um aumento da percepção do tempo histórico. Devemos olhar para a cultura, não apenas na perspectiva do nosso próprio tempo de vida, mas da perspectiva de todo o milénio. Só dessa forma poderemos identificar as nossas preocupações e superá-las.
A maioria das pessoas acha que o progresso económico é a "muleta" da tecnologia actual. Que apenas as realizações tecnológicas e económicas continuarão a dar sentido à vida. O que se sabe ser falso. Chegou o momento de o homem pôr de lado essas ilusões e voltar à questão original, de cariz espiritualista: -O que está por detrás da vida neste planeta? Qual a verdadeira razão porque estamos aqui?

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Paiva Couceiro e a civilização cristã

«Antes de tudo, recordaremos aqui que a ela devemos toda a história de Portugal, nascido, criado, e educado sob a sua inspiração. (...) A grandeza da nossa história só pode explicar-se com lógica pela grandeza do nosso sentimento cristão. Divorciar-se da civilização cristã significaria tanto, como enjeitar e renegar a nossa própria entidade, o nosso próprio espírito, a nossa própria política construtora, através dos séculos, os cavaleiros freires e a Santa Ordem da cavalaria; Alcobaça, a Batalha, e os Jerónimos; os lusíadas, a fé e o império; os soldados da terra e do mar, hasteando a Cruz de Cristo contra a meia-lua Muçulmana, desde a reconquista do torrão lusitano, até os apartados solares do profeta, na Arábia e no oriente; e a evangelização de estranhos Povos, desde a América ocidental, e o continente e ilhas Africanas, até aos extremos do Sol-Nascente, no Japão e na Oceânia.
Haverá algum Português, digno deste título de honra, capaz de repudiar tudo isto?
Não acreditamos.

Convém, por outro lado, ter presente que o Cristianismo foi o criador,- não diremos da única cultura, mas sim, da única civilização que existe. E por isto mesmo tem de ser visto e considerado,- não apenas no seu aspecto dentro do templo, nas orações, no culto, e na liturgia, quer dizer no aspecto divino; mas antes no seu conjunto total,- que abrange o aspecto humano, isto é, a função civilizadora dos seus ensinamentos morais, sociais e construtivos, dos seus exemplos de abnegação e sacrifício, dos seus princípios,- quer da humanidade, caridade e justiça,- quer de liberdade e fraternidade entre os homens.»


In "Profissão de fé-Lusitânia transformada"- Henrique de Paiva Couceiro.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Paiva Couceiro e a desordem no mundo

«Entre os escritores de filosofia histórica que o pensamento moderno mais escuta,-dois avultam como oráculos principais: O Germânico Spengler, com o seu declínio do ocidente,- e o Russo Berdiaeff, com a sua nova idade-média. Ambos de acordo, verificam o caos do mundo. Mas diferem nas soluções. Spengler, naturalista, baseia-se no factor humano. Homens fortes construirão o mundo-novo. E a solução virá das minorias aristocráticas por eles constituídas. Estado forte, com leis e baionetas, corrigindo a anarquia, sem preocupações da moral que Deus sanciona.
Berdiaeff, essencialmente cristão, apresenta perspectivas mais super-terrenas, vendo as causas do mal no facto de o homem se ter emancipado das ideias e disciplinas religiosas, a que se subordinaria no período da idade-média. Navio sem rumo, desde que se apagou o farol de Cristo. Evidentemente, a doutrina de Spengler, casta de senhores em face do povo de servos,- nem é compatível com a dignidade humana, nem serve para homens livres. E de homens livres é tradição Portuguesa, dentro das suas corporações,- morais, intelectuais ou económicas,- embora obedientes, por conveniência própria e necessidade nacional, às hierarquias sociais e políticas.
Por conseguinte, não é de Spengler, mas sim de Berdiaeff, a doutrina que nos corresponde, visto que é o espírito desta que se conforma com a doutrina espiritualista Portuguesa.

Não teremos descanso, enquanto se mantiver a supremacia da força, quer dentro dos estados atropelando os direitos individuais, quer, pela lógica consequência, de estado para estado, desrespeitando totalmente a consciência espiritualista da civilização ocidental, sob exclusivas preocupações materiais,- sofismando os princípios, e violando as leis divinas e humanas com a dialética bruta do lobo contra o cordeiro da fábula.
Progresso Isto? Ou antes bárbaro retrocesso? Paz? Se a quisermos a sério, será preciso voltar atrás-pelo menos até ao século XVI, evocando os conceitos de Vitória e Suarez, e dos grandes teólogos e juristas de Salamanca e Coimbra, fundadores dos direitos das gentes, e definidores das suas bases morais. Ali se defendem os direitos das nações a governarem-se por si mesmas, em igualdade de situações recíprocas, seja qual for a sua força e regime; se proclama e ensina o respeito sagrado pela integridade e liberdade dos povos, pela liberdade de consciência e pela dignidade dos homens; e se apontam e descrevem, dentro desta ordem de ideias, as condições essenciais de moral e justiça, fora das quais nunca poderá existir harmonia e concórdia, entre os homens, e entre as nações.»


In "Profissão de fé- Lusitânia transformada"-Henrique de Paiva Couceiro.

Urântia e as densidades físicas

Urântia é o nome primitivo do nosso planeta terra, também conhecido por "Uras". Vivemos na dimensão Ki, no chamado baixo astral ou na 3ª densidade que pertence à tridimensionalidade, onde a humanidade experimenta a matéria, sendo o código de encarnação 0 666 (involução). Simboliza o dualismo da 3ª densidade, representando a nossa razão de ser neste planeta experimental. Os seres separados da fonte chamaram-lhe «o número da besta ou satã» porque é o símbolo da luz obscurecida na matéria, e como estamos encarnados, a maioria dos humanos não sabe que somos seres divinos. Depois da terceira densidade que tem sub-densidades como 3,1; 3,2; 3,3 etc. vem a 4ª densidade o nível Kur, que é uma densidade intermédia entre o baixo astral e o alto astral (Augal) onde se situam as dimensões de existência superior. Esta 4ª densidade corresponde já à consciência cósmica. A partir da 5ª densidade, vibra-se nas esferas superiores da existência, mesmo que se esteja num planeta de terceira densidade como a terra. Tornamo-nos seres ascencionados. Quando vivemos a nossa divindade invertemos o código de involução 666 pelo de ascensão 999. Passamos a realizar o velho axioma, assim como é em cima , assim é em baixo.. A dualidade deixa de existir e a nossa consciência passa a vibrar simultaneamente em diversas densidades superiores, logo que se atinja a consciência da tri-unidade da 6º densidade. A partir daí, passamos a ter acesso ao nível Angal, dimensão angélica de 7ª densidade. Só para se ter uma ideia, as densidades continuam, e logo que se chegue à 18ª densidade teremos acesso ao nosso código geométrico. Para além desta densidade evoluiremos como onda ou força.

sábado, 18 de junho de 2011

Taxa de risco de pobreza-Incidências diferenciadas

A percentagem de indivíduos que se situam abaixo do limiar de pobreza corresponde à porção daqueles que dispõem de um rendimento anual líquido inferior a 60% do rendimento mediano (por adulto equivalente) num determinado país. O limiar da pobreza traça então a fronteira entre a população que está ou não em risco de pobreza a partir de um critério monetário, definido de acordo com o volume dos rendimentos anuais líquidos verificados em cada unidade geográfica. Neste sentido, as condições de vida decorrentes de uma situação de risco de pobreza variam de país para país.
A taxa de risco de pobreza tem vindo a diminuir em Portugal, o que aconteceu até 2007, mas de 2009 para cá a tendência inverteu-se com um aumento inesperado desse mesmo risco de pobreza. Uma análise mais exaustiva do caso português permite, porém, identificar em Portugal um conjunto de grupos sociais particularmente expostos à pobreza. A baixa escolaridade, o desemprego, a monoparentalidade, o número elevado de filhos e viver só são factores que contribuem para elevar a taxa de risco de pobreza.


Risco de Pobreza: o efeito das transferências

A taxa de risco de pobreza após efectuadas as transferências sociais estabilizou em Portugal desde 2005. A Hungria é o país da União Europeia no qual o efeito relativo das transferências de rendimento para as famílias é maior, segundo dados fornecidos no livro " Desigualdades sociais 2010- estudos e indicadores" de Renato Miguel do Carmo.

Em 2007, 34% da população irlandesa estava em risco de pobreza antes de efectuadas as transferências de rendimento para as famílias (exceptuando as pensões). Este é o valor mais elevado no conjunto de países da UE-27, embora na Roménia, Letónia e Hungria o valor deste indicador atinja também as três dezenas. A porção da população que se encontrava em risco de pobreza era de 25%, valor muito próximo ao que se verificava em termos médios da UE. Eslováquia, Holanda e República Checa são os países da UE nos quais a porção da população que aufere rendimento líquido inferior a 60% do rendimento nacional mediano é mais baixa. Embora a Irlanda fosse, em 2007, o país da UE que apresentava o mais elevado risco relativo de pobreza antes de efectuadas as transferências sociais, depois de efectuadas essas transferências de rendimento para as famílias passa a registar um valor abaixo da média da UE (16% contra 17%). Isto significa que neste país as transferências sociais possibilitaram diminuir em 18 pontos percentuais o risco de pobreza-tal como sucedeu na Hungria. Em Portugal essa diminuição foi de sete pontos percentuais (de 25% para 18%).+

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O PIB per capita Português representa 3/4 do valor desta medida nos países da UE-27

O produto interno bruto (PIB) per capita Português medido através do índice de paridade do poder de compra padrão (PPS) representava em 2008, 76% do valor médio deste indicador nos países da UE-27 (UE-27=100). Lisboa é a única região do país que se situa acima da média da União com 105%.

O Luxemburgo em 2008 apresentava um índice de 276%, muito acima da média da União. A Irlanda em 2008 apresentava um índice de 135,4%, a Holanda um índice de 134%, a Áustria 123,3%, a Dinamarca 120,1%, a Suécia 120%, a Finlândia 117,2%, o Reino Unido 116,3%, a Alemanha 115,6%, a Bélgica 115,1%, a França 108%, a Espanha 102,7%, a Itália 102%. Abaixo dos 100% a Grécia com 94,3%, a Eslovénia 90,9%, a República Checa 80,4%.
Mais palavras para quê?

Desigualdade de rendimentos (S90/S10): o fosso entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres

A desigualdade na distribuição do rendimento entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres tem vindo a diminuir desde 2003, mas em 2007 atingia ainda a casa das dezenas.

O S90/S10 é um rácio que mede a diferença entre o rendimento total recebido pelos 10% da população que detém níveis mais elevados de rendimento (decil de topo) e o rendimento total auferido pelos 10% com menor nível de rendimento (decil de base). Em Portugal no ano de 2007 os 10% da população mais rica auferiam um rendimento 10 vezes superior aos 10% mais pobres. A amplitude desta desigualdade tem vindo a diminuir progressivamente desde 2003, ano em que a diferença era de 12,3 vezes. Pior do que portugal na UE-27, apenas e mais uma vez a Roménia , a Letónia e a Bulgária com 12,2, 11,6 e 11,2 respectivamente. A tendência, segundo dados do eurostat, é para essa diferença aumentar ainda mais até 2014.
Viva a democracia dos ladrões!

Desigualdade de rendimento (S80/S20):os 20% mais ricos face aos 20% mais pobres

De acordo com este indicador, Portugal apresentava-se como o quarto país mais assimétrico da UE-27 em 2007, apesar das desigualdades de rendimento entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres terem conhecido uma ténue diminuição entre 1997 e 2007.
O S80/S20 é um rácio de percentil que mede a diferença entre o rendimento total recebido pelos 20% da população que detém níveis mais elevados de rendimento (quintil de topo) e o rendimento total auferido pelos 20% com menor nível de rendimento (quintil de base). Em Portugal o rendimento auferido pelos 20% mais ricos é 6,1 vezes superior ao dos 20% mais pobres. O país pior classificado é a Letónia com uma diferença entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres de 7,3 vezes. Logo a seguir, em 2º e 3º lugar temos a Roménia e a Bulgária com 7 e 6,5 vezes respectivamente. Não deixa de ser curioso que os três países que estão em primeiro lugar sejam três países que aderiram recentemente à União Europeia, casos da Eslováquia, da Eslovénia e da República Checa. Verifica-se que entre 1997 e 2007, as desigualdades de rendimento em Portugal são sempre superiores às verificadas quer no conjunto de países que formam a UE-15, quer também nos NEM (novos estados membros).
Uma vez mais, Portugal é dos campeões da desgraça.
Evolução da desigualdade entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres em Portugal entre 1997 e 2007:
1997-6,8; 1998-6,4; 1999-6,4; 2000- 6,5; 2001-6,6; 2002-7,3; 2003- 6,9; 2004- 6,9; 2005- 6,8; 2006- 6,5; 2007- 6,1.
Evolução da desigualdade entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres média EU-25:
1997- 4,6; 1998- 4,6; 1999- 4,5; 2000- 4,5; 2001- 4,4; 2002- 4,6; 2003- 4,8; 2004- 4,9; 2005- 4,8; 2006-4,8, 2007- 4,8.
Desnecessário qualquer comentário!

Disparidade de riqueza-Portugal um dos países mais desiguais

Como não poderia deixar de ser a merda que nos governa há 37 anos é uma das pricipais culpadas desta situação. Segundo se diz no livro "Desigualdades sociais 2010- estudos e indicadores" de Renato Miguel do Carmo, Portugal é um país no qual o rendimento se distribui de forma bastante desigual. Os indicadores que medem a desigualdade na distribuição do rendimento mostram que, no quadro da União Europeia a 27, a situação Portuguesa é próxima da verificada em países como a Bulgária, Letónia ou Roménia. Entre os países da UE-15, apenas a Grécia e o Reino Unido se acercam do nível de desigualdade português.
Portugal está ao nível dos piores, e embora o estudo só incida sobre a União Europeia, provavelmente Portugal estará ainda pior do que alguns países do terceiro-mundo.
No mesmo livro diz-se ainda que para além da extrema desigualdade na distribuição do rendimento, Portugal apresenta níveis de riqueza per capita bastante distantes dos verificados em termos médios nos países da UE-27, realidade que se adensa quando se comparam os valores deste indicador relativos a algumas regiões NUTS II do país. Na verdade, existem desigualdades importantes no que toca à riqueza por habitante nas várias regiões. A região Autónoma da Madeira, mas principalmente Lisboa, apresentam resultados bastante acima do apurado noutras regiões. Está bom de ver que o centralismo está para ficar, e a merda política que nos (des)governa há mais de 37 anos para cá não quer saber disso para nada.
Entre os países da União, a Letónia era aquele que, em 2007, registava a distribuição de rendimentos mais desigual, com um coeficiente de Gini de 38. Portugal tinha o segundo valor mais alto com 36, juntamente com a Bulgária e a Roménia.
Esclareça-se que o coeficiente de Gini é um indicador de desigualdade na distribuição do rendimento que visa sintetizar num único valor a assimetria dessa distribuição, assumindo valores entre 0 (quando todos os indivíduos têm igual rendimento) e 100 (quando todo o rendimento se concentra numa única pessoa). A lista dos coeficientes de Gini dos países da UE-27, em 2007:
Letónia-38
Portugal, Bulgária e Roménia-36
Lituânia e Reino Unido-34
Grécia-33
Polónia-32
Estónia, Espanha e Itália-31
Alemanha e Irlanda-30
Bélgica, França, Luxemburgo, Chipre e Holanda-28
Malta-27
Áustria e Finlândia-26
R. Checa, Dinamarca e Hungria-25
Eslováquia e Suécia-24
Eslovénia-23
Diga-se de passagem que Portugal evoluiu da seguinte forma,1997/37; 1998/36; 1999/36; 2000/37; 2001/37; 2002/37; 2003/38; 2004/38; 2005/38; 2006/37; 2007/36.
Como se depreende destes dados Portugal continua na cauda da União e este coeficiente poderá piorar ainda mais nos próximos anos. Por aqui se vê a bandidagem que governa este país.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

As partículas elementares possuem propriedades de aparência mental

As frequentes referências à presença da mente, ou de aspectos de aparência mental, são um fenómeno fascinante na física do século XX e continuará a sê-lo no século XXI. Sempre que se pretender afectar fisicamente uma coisa, temos de despender alguma energia para o fazer. Por exemplo, para mover um objecto de um lugar para outro temos de o empurrar; ou seja, temos de lhe ceder alguma energia. O simples facto de pensar numa tal acção não a realiza.
As entidades quânticas são diferentes. Experiências revelam que estas coisas alteram os seus comportamentos quando o que sabemos acerca delas se altera. Assim, de uma forma observável, os sistemas quânticos podem reagir ao fluxo de informação, como se aquilo que alguém pensa acerca deles pudesse afectá-los.
No mundo da nossa experiência sensorial, a única coisa diferente que sabemos que pode reagir ao fluxo de informação é a mente. Neste sentido, podemos afirmar que, na formação de coisas vulgares, encontramos entidades que possuem propriedades de aparência mental.
Arthur Stanley Eddington escreveu nos anos 1930 o seguinte: -«O universo é da natureza de um pensamento ou de uma sensação numa mente universal... Para apresentar as conclusões de uma forma incipiente- a substância do mundo é substância mental. Tal como frequentemente acontece com declarações insipientes, devo esclarecer que, quando falo aqui de "mente", não pretendo significar exactamente mente; e, quando me refiro a "substância", não quero dizer substância. No entanto, é o que mais se aproxima da ideia, numa simples expressão.»
Mais ou menos na mesma época de Eddington, outro cientista, James Jeans, escrevia que: -«O universo começa a assemelhar-se mais a um grande pensamento do que a uma grande máquina. A mente já não surge como um intruso acidental no domínio da matéria; começamos a suspeitar que devemos antes saudá-la como a criadora e a dominadora do âmbito da matéria- não as nossas mentes individuais, obviamente, mas a mente em que os átomos a partir dos quais as nossas mentes cresceram existem como pensamentos... Descobrimos que o universo dá provas de um poder de desígnio ou de controlo que tem algo de comum com as mentes individuais.»
A natureza de aparência mental da realidade quântica surge em muitas formas. Os campos de probabilidade não-materiais estão mais próximos da natureza de um pensamento do que da natureza de uma coisa. O evitar das órbitas ocupadas é a base da química e a ordem visível do universo. É o resultado, não de uma força mecânica, mas de um princípio mental; ou seja, a simetria das funções ondulatórias. "Existe de facto algo quasi-mental, não físico", escreveu Margenau em 1984. Além disso, quando os sistemas quânticos empreendem transições de um estado para outro em saltos quânticos, fazem-no espontaneamente, sem serem induzidos por qualquer causa. Mais uma vez, tal como anteriormente, uma mente é a única coisa outra que sabemos que pode iniciar, por sua própria iniciativa, uma cadeia de eventos causais.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Parlamento francês rejeita legalização do casamento gay - JN

Parlamento francês rejeita legalização do casamento gay - JN

Ainda bem que há gente com juízo e que rejeita o "tarismo" da modernidade sem freio. Portugal como país ultra-moderno que é, caiu no "tarismo" do casamento homossexual e as consequências não tardarão a chegar. Não há nenhum tipo de discriminação nestas palavras e quem achar que são discriminação aconselho vivamente a rever os seus conceitos.

terça-feira, 14 de junho de 2011

O que o socialismo e José Sócrates fizeram ao país

Para bom entendedor meia palavra basta, diz o velhinho ditado. Não parece ser esse o caso dos portugueses, não somos nada bons entendedores, pelo menos em matérias políticas, e por isso mesmo continuamos a repetir os mesmos erros. A governação socialista dos últimos 6 anos é o exemplo claro de que somos maus entendedores. Não só maus entendedores como maus pensadores. Os governos socialistas não são apenas socialistas, por muito ou pouco que isso queira dizer, são antes de tudo e principalmente, socialistas fabianos. E como socialistas fabianos que são, estão ao serviço da plutocracia que reclama e publicita muitos direitos para de seguida os retirar. São estes mesmos socialistas fabianos que um pouco por todo o lado dizimam as economias em nome de um princípio igualitário e libertário, desrespeitam as aspirações dos povos em nome de um princípio político-económico que como se sabe prejudica as populações e destroem a cultura transformando-a em mero objecto comercializável. A ancestralidade e a genealogia são hoje alvos de ataques que nos fazem desconfiar do futuro. Assim também como a parentalidade e o casamento que são hoje vítimas da maior distorção de sempre. O gaymónio, o aborto, que segundo estudos é usado como método de contracepção, a eutanásia, a liberalização de tudo e todos vai resolver os problemas do país? Parece que sim, na mente dos socialistas fabianos. O programa de despopulação mundial (agenda do socialismo fabiano e da plutocracia) faz referência precisamente a esta subversão da sociedade em que o que antes estava certo passará depois do novo paradigma a estar errado....
Os socialistas fabianos possuem outra característica interessante, é que hipoteticamente são eles os responsáveis pelas crises, seja pelas suas ligações aos carteis dos bancos e das casas bolsistas, seja pelas ligações aos governos ou organismos deles dependentes, o que faz com que eles destruam tudo e de seguida queiram repôr a ordem. E de que forma querem repôr a ordem? Da única forma que o sabem e lhes ensinaram nas escolas fabianas. Dando direitos a uns mas tendo de os retirar a outros, dando muitas liberdades mas restringindo-as ao mesmo tempo, impondo uma cultura de garganta funda e manipulando a sociedade em termos maniqueístas e com foros de perseguição ideológica.
Devo dizer que o problema deste país não foi só o socialismo fabiano, porque também a social democracia, que é só democracia dos interesses, fez as suas asneiras, mas de nenhuma maneira são comparáveis as asneiras do socialismo fabiano e da social democracia. É tempo dos Portugueses acordarem.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O mistério humano segundo Eccles

John C. Eccles (1903-1997) foi um investigador e fisiologista australiano tendo-lhe sido atribuído um nobel de medicina pelo estudo dos mecanismos através dos quais os impulsos são controlados pelas células nervosas. Eccles ficou fascinado com os processos quânticos subjacentes a essa área.
Eccles estava convicto de que a natureza humana era mais complexa do que o reducionismo mecanicista afirmava, em que tudo acontecia por acaso e pelas leis da física e da química. Contra esta perspectiva levantaram-se Eccles, e outros como Sherrington, Popper, Wheeler. O mistério humano, segundo Eccles, pode ser posto desta forma: como é que o mecanicismo materialista de evolução biológica foi capaz de gerar seres com autoconsciência e valores humanos? Como se pode explicar e justificar o dualismo da natureza humana-o corpo e a mente- e a interacção entre a mente e o cérebro?
No mundo quântico, o mental e o cerebral-o que tem aparência mental e o que tem natureza material- já não estão refractariamente separados, mas interagem de uma forma íntima, em que aparentemente, a matéria desponta de estados de aparência mental. Não é necessário qualquer fluxo de energia nos processos sensíveis à informação para afectar a aparência de um evento macroscópico. E como tal, fica claro que fenómenos fisicamente energéticos podem ser afectados unicamente pelo fluxo de informação, o que indicia que a mente seja capaz de afectar sistemas quânticos da mesma forma , sem necessidade dos mecanismos sensíveis à energia do espaço-tempo.
Para Eccles, o materialismo monista era uma doutrina inaceitável, porque, como afirmava, "não era uma base para uma vida com valores".
continua.

Van Halen - (Oh) Pretty Woman

sábado, 11 de junho de 2011

O Rei o povo e as direitas

Não são as ideias políticas desenvolvidas sobre a linearidade teórica que permitem identificar as direitas, mas sim, os horizontes ideológicos acoplados a uma visão própria que fundou um conjunto hierarquizado de questões e valores chave como princípio de todas as reflexões individuais e colectivas: A sociedade é uma produção dos homens ou de Deus? O homem existe como abstracção universal ou como indivíduo particularizado pela história e pelo meio? Qual a natureza do laço social? As solidariedades essenciais são comunitárias e encaixadas numa construcção hierarquizada, ou horizontais e igualitárias? O homem tem direitos ou apenas deveres?
A fractura de 1789 é o cadinho das memórias históricas opostas mas igualmente o material dos debates do século XIX, essenciais um e outro à construcção ideológica que alimentam desde então a vida política e civil. Das direitas nascidas dos princípios monárquicos e imperiais, do legado da revolução e dos combates ideológicos do século XIX, juntaram-se então as outras direitas: A liberal após a lenta acepção do pacto republicano, a revolucionária do final do século XIX que desenvolveu uma cultura plebiscitária, orgânica e populista e a anti-democrática como o nacional- socialismo e o fascismo dos anos 1930.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O parlamentarismo segundo Salazar

«Somos anti-parlamentares, anti-democratas, anti-liberais e queremos constituir um estado corporativo. Tais afirmações são capazes de fazer tremer certos povos e até mesmo de causar horrores a alguns mais habituados a corrigir pelas virtudes da sua formação social os defeitos do seu sistema político, do que o vislumbrar os danos causados por essas mesmas instituições nos países que têm uma formação diferente. Um dos grandes erros do século XIX foi considerar que o parlamentarismo Inglês, a democracia Inglesa constituíam um regime capaz de se adaptar a todos os povos Europeus. Eis aqui o resultado: A democracia parlamentar conduziu por toda a parte à instabilidade e à desordem, ou então transformou-se numa espécie de denominação absoluta dos partidos sobre a verdadeira nação.
Em geral, as democracias do continente não fizeram pelo povo aquilo que regimes não democráticos teriam podido fazer; e não é verdade que os regimes qualificados de liberais tenham realmente salvaguardado as liberdades públicas. Nós somos anti-liberais, porque queremos garantir estas liberdades, enquanto que o liberalismo nos privou de algumas das que nós possuíamos e se mostrou incapaz de nos assegurar aquelas que teríamos podido obter. Somos anti-democratas, porque a nossa democracia, que aparentemente se apoiava no povo e pretendia representá-lo, chegou ao ponto de não se lembrar do povo a não ser no momento das eleições, ao passo que nós queremos elevar o povo, educá-lo, protegê-lo, arrancá-lo da escravidão da plutocracia.»


In "Como se levanta um estado- António Oliveira Salazar".

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Rir faz bem- Gaddafi New zanga zanga mix

Charles Maurras- um moderno anti- moderno

Alta figura da potente liga de acção francesa, Charles Maurras (1868-1952) foi uma personagem complexa que ocupava um lugar à parte na nebulosa intelectualidade francesa do século XIX. Podemos mesmo questionar se o relativo silêncio que hoje paira sobre a sua personagem não será o efeito paradoxal dessa mesma complexidade. Que facetas recordar deste personagem: o homem que defenderá a língua provençal? O poeta neoclássico? O anti-dreyfuss que coloca o interesse nacional, também chamado de «instinto de conservação», acima da justiça? O seu monarquismo? O anti-semita que aplaudiu as leis raciais editadas por Vichy? O Petainnista que, por ódio à democracia, suportará a até ao fim o regime do marechal Pétain? Como deveremos classificar as suas teses polémicas, com invectivas inflamadas e apelos constantes ao desrespeito das leis democráticas? E quem nos deixa ao mesmo tempo, a liberdade de admirar as suas obras, belissimamente escritas? E de admirar a sua língua clássica e de reconhecer a profundidade e originalidade do seu pensamento?
François Furet não hesitou em compará-lo a Tocqueville: «...como ele, escreve uma anti-história do século XIX, que, em muitos pontos, é uma crítica inteligente ao catecismo republicano.» Para defender, quase freneticamente, um contra-catecismo real. A democracia é o mal: «Um povo que se deixa embalar pela democracia perde as esperanças do futuro, opta pelo cemitério», dizia ele. A monarquia representa naturalmente » a capacidade do maior bem e do menor mal», nas minhas ideias políticas -1937. O verdadeiro Maurras vamos encontrá-lo aí, a arte da formulação, o seu lado conciliador, também algum maniqueísmo. Há algo de indefinido na sua argumentação, demasiadamente esquematizada, na opinião de outros, mas de uma dureza e de uma acutilância a todos os níveis notável. Maurras é um reaccionário. Ele olha para o passado, para o século de Luís XIV. Não lhe interessa tanto o regresso do antigo regime como a instauração de uma ordem política conforma a natureza da nação, e é esta última aspiração pelo qual batalhou toda a sua vida.

terça-feira, 7 de junho de 2011

O fascismo- conceitos erróneos

Há muita gente que acha que o estado novo era um regime fascista. Nada mais falso. Nunca o foi, nem o pretendeu ser. O fascismo foi um fenómeno exclusivamente italiano criado e nascido de condicionalismos muito específicos daquele país em concreto. Essa ideologia passou posteriormente a outros países, mas com matizes já bem alteradas, como no caso do estado novo em Portugal. Existia em Portugal um corporativismo mais ou menos clássico que nada tem a ver com a definição actual do fascismo, que bem sabemos, esse termo, fascismo, foi não só adulterado como também dissimilado para lhe alterar totalmente a conotação, ... Bem evidente os truques baixos dos democratas. Os movimentos que se seguiram noutros países apenas lhe copiaram o modelo sócio-económico poderíamos assim dizer. Quer no tempo do fascismo, quer no tempo do estado novo, quer no tempo do 3º reich, os respectivos governos conseguiram pagar as dívidas e pôr a economia a crescer em poucos anos. Coisa que aliás os sucessivos governos e maralha democrática nunca o conseguiu, nem o consegue na actualidade. E os paralelismos são bem interessantes, se repararmos bem estamos a viver o mesmo de há cem anos atrás, os mesmos problemas, as mesmas incertezas existenciais, a corrupção e a demagogia política. A história faz-se em ciclos, o tempo é circular, e não linearmente como supomos, um novo 28 de maio virá, é inevitável!

Do PS para o PSD- viragem à direita

Ao fim de 6 anos o povo português é libertado das garras de um ditadorzeco que mais não fez do que mascarar realidades, encobrir escândalos, proteger amigos e destruir a já fraca economia portuguesa. Eis os méritos do "Pinto da grécia".
A grande questão que se segue é: Será "Tasco do patim" capaz de dar conta do recado?
Tenho dúvidas, mas também lhe dou a atenuante de herdar uma situação calamitosa. A história recente da democracia(?) portuguesa diz-nos que os governos PSD causam menos estragos sociais do que os do PS. Este é um facto indesmentível, apesar de serem dois partidos do arco do sistema, um é menos mau do que o outro. Perante esta evidência, e porque de nada nos adianta neste momento ignorá-la, tenho de concluir que mal por mal prefiro um governo PSD. O problema é que a escolha de candidato poderá revelar-se um erro de casting, havendo até quem diga que este senhor é um "sócretininho em potência". A ver vamos.
O que acontecerá daqui para a frente é muito simples. Este governo tentará diminuir a dívida e fazer algum aforro. Não faltarão as greves dos bacocos do "como gamar tudo ao país", o descontentamento pelo não incentivo à preguiça e quando as marionetas tiverem os fios gastos, outro governo PS para desbaratar tudo o que o do PSD conseguiu fazer, gastando e queimando dinheiro na preguiça, no ócio, na subsidiodependência. É assim que tem sido, pelo menos desde o tempo do marocas da veiga.
Não compreendo como é que em democracia (será que isso existe realmente?), um presidente de um sindicato dos trabalhadores apoia publicamente um partido do espectro do clube dos cinco. Isso quer dizer então que os trabalhadores portugueses são todos desse partido, ou melhor dito, os trabalhadores portugueses estão todos afectos a esse partido. Uma coisa destas deveria ser terminantemente proibida por lei, e no entanto, na constituição apenas vem a proibição das ideologias e partidos fascistas que nunca fizeram mal a ninguém ao contrário do partido das greves e dos pingadores democratas. Triste sina a nossa que os abrilinos nos impingiram. Até quando?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A lata de latão- Os doutores da democracia

Era inevitável, caiu um galinheiro, ainda por cima na terra dos galos, em cima do "Pinto da grécia". Nada me assusta e me demove, os zangões não me metem medo, diz ele, o pinto da grécia. E continuai a malhar nesses tipos, à maneira do Santinhos Silva.
Doutor de democracia e respectivas lições é o que estes doutos sabem fazer, enriquecer a maralha e empobrecer o edifício social. Esse mesmo edifício social que é muito solicitado pelo "Taramelas do siso" e pelo "Rodésio de massamá". São estes dois a guarda pretoriana do sistema. Não conseguem vislumbrar que apenas estão a agir contra a hipocrisia do sistema e não contra o sistema como pensam. É-lhes permitido agir desta forma pelo sistema, tornando-se numa válvula de descompressão e uma consciência crítica que é inofensiva, sendo por isso permitida. Como dizia Rocco, número 2 da hierarquia fascista italiana: «a luta de classes da qual fazem regra da sua acção quotidiana os marxistas, apenas contribuiu para cavar um fosso intransponível entre cidadãos do mesmo país
Mais uma vez os demo-liberais deram um golpe de génio. Mas apesar desta análise simplista, diga-se de passagem, é por demais evidente o estado de confusão mental em que se encontram certos doutores de democracia que pululam bastante nos círculos da esquerda (in)volutiva. E não só aí como muito bem se sabe. De resto, digo-vos, não vos preocupeís, o "Pinto da grécia" está prestes a ser destronado. O ditadorzeco, que passa a vida a espezinhar os portugueses, ainda tem apoiantes, pasme-se, por aqui se torna bem evidente ao que chegamos e o que nos espera.

Ano primeiro da liberdade por Joseph de Maistre

«A morte do rei pôs o selo na destruição da monarquia. Ela foi destruída por decreto expresso do corpo legislativo. Gravou-se um selo nacional com a legenda: ANO PRIMEIRO DA LIBERDADE. Todas as formas mudaram e o nome do Rei desapareceu em todo o lado, substituído pelos nomes dos representantes do povo. O banco do rei passou a chamar-se banco nacional. A estátua do Rei erguida na bolsa foi retirada; e gravou-se as seguintes palavras no pedestal: EXIIT TYRANNUS REGUM ULTIMUS.
É raro que o povo ganhe alguma coisa com as revoluções que mudam a forma dos governos, pela razão de que a nova instituição, necessariamente invejosa e desconfiada, tem necessidade, para se manter, de mais interdições e severidade que a anterior.


In "Considerações sobre França- Joseph de Maistre"

Uma nova visão do sol

La Terre du Futur - La Nasa montre pour la première fois une vue à 360 degrés du Soleil

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A revolução da ordem- Individualismo e nacionalismo orgânico

«O fascismo tem um conceito orgânico e histórico da sociedade, que se opõe ao conceito tradicional, atomista e materialista, da doutrina do liberalismo. A sociedade deve ser considerada na perenidade da sua existência, que ultrapassa a dos indivíduos, elementos transitórios...
Segundo o conceito fascista, o indivíduo não pode ser considerado como o fim supremo da sociedade. A sociedade tem os seus fins próprios e imanentes, de conservação, de expansão e de aperfeiçoamento, distintos dos fins dos indivíduos que, num momento dado a compõem...
Não é possível raciocinar com mais clareza- e escrever com mais precisão. Ao predomínio do indivíduo sobre a sociedade, vem pois suceder o predomínio da sociedade sobre o indivíduo, que, desde Bonald, Maistre e Comte, a Durkheim e a Maurras, há tantos anos a ciência política reclamava. Kant disse: «O homem é um fim e não pode ser reduzido ao valor de meio.» Invertamos a fórmula de Kant...
Haverá, porém, o perigo de se cair no excesso contrário? Não estaremos ameaçados por uma Estadolatria em que o indivíduo seja sacrificado, esquecido, anulado em absoluto?
Rocco elucida-nos imediatamente sobre esta questão e não deixa subsistir equívocos: «O contraste fatal entre as necessidades da organização política e as do desenvolvimento harmonioso da personalidade humana, é resolvido pelo estado novo, visto que se o indivíduo tem uma posição subordinada perante a sociedade, essa subordinação é, ao mesmo tempo, causa de desenvolvimento e prosperidade dos indivíduos- que só se tornam possíveis onde o estado seja vigoroso e bem organizado.»
Ora isto é plenamente certo: a interdependência do bem individual e do bem social só pode ser negada pelos utopistas incuráveis... O bem social, em primeiro lugar; o bem individual, em último. Um e outro, porém, auxiliando-se e valorizando-se mutuamente, como elementos complementares.
E, assim, o Estado Fascista resulta, pode dizer-se, um estado democrático-não no velho sentido desta expressão, porque se recusa a atribuir a soberania ao povo, mas um estado democrático no sentido de que adere estreitamente ao povo, de que está em permanente contacto com ele, de que o guia espiritualmente, lhe sente as necessidades, vive a sua vida, coordena a sua actividade. Qual o principal instrumento desta aliança entre o estado e o povo? Uma representação autêntica, nada semelhante à representação fictícia do sufrágio universal.»


In "A revolução da ordem- João Ameal"