domingo, 1 de agosto de 2010

A direita e a esquerda- O naufrágio segue dentro de momentos

Historicamente falando, todas as personagens políticas contemporâneas, representam um plano global de manipulação mais ou menos óbvia. Da direita à esquerda, passando pelo centro ou deambulando pela extrema esquerda, os resultados são sempre os mesmos, por caminhos diferentes, mas sempre os mesmos, insisto. Não falo aqui da extrema direita porque essa nem sequer existe! É marginal ao processo e foi excluída há muito tempo das alcandarias e das chancelarias do ideologicamente aceitável, segundo os novos cânones da ripública partidocrática de matiz cleptocrata e de raíz plutocrática. A extrema direita está ausente do debate social, está ausente do senso comum, é vista e revista como o mal de todos os problemas, ou de uma boa parte deles, quando a grande realidade é que na génese da extrema direita encontram-se uma boa parte das soluções para os actuais problemas do mundo. Não vou aqui enumerar que soluções seriam essas e quais os elementos que contribuiriam para isso, muito simplesmente porque, todos aqueles que entendem ao que me refiro sabem perfeitamente que quando as trevas são mais densas do que a luz não há presença de espírito suficiente para analisar e pensar de forma diferente àquela que nos foi auto-imposta pelo "establishment".
A direita é vista como defensora do grande capital sempre em desfavor do coitado do proletário que está desprotegido em relação aos patrões. Esta é sobretudo a visão simplista e unificada da extrema-esquerda. A direita é também vista como sendo retrógada(?!) e tradicional (?!), desconheço em absoluto qual o significado destas duas palavras nos contextos em que a extrema-esquerda os usa, mas também a esquerda socialista gosta de confundir as cabeçinhas e lançar cortinas de fumo para desviar as atenções. Veja-se bem a rectilinearidade deste conceitos nas mãos, ou bocas melhor dito, da esquerda actual: « é um retrógado, é um conservador, é um tradicionalista, é um racista, é um xenófobo, é um discriminador, é um intolerante, é um fascista, é um nazi. A forte carga ideológica associada a estes termos tornou-os num poderoso meio de disuassão e castração mental de uma boa parte da população. É neste balanço que a extrema-esquerda joga. Faz o serviçinho sujo sem ter a real percepção disso mesmo, e como a haveriam de a ter se uma boa parte das suas ideologias nasceram de fraudes históricas e concepções erradas do mundo e do homem. A extrema-esquerda é hoje o agente duplo, o que começa a casa pelo telhado e começa a derrubá-la pelo piso inferior. A direita é ainda vista como um dos principais elementos do mal do mundo actual. Segundo alguns experts, comunistas e troskistas evidentemente, a real inadaptação do homem ao seu meio ou ao seu mundo, adviria essencialmente, da ideologia de direita que governou o mundo antes da fatídica revolução francesa. Ora segundo estes mesmos experts, entre eles poderíamos nomear Marx, o mundo estabeleceu-se perante uma ideologia fraticida que negava liberdades, direitos, regalias, democracias e quejandices das quais temos os resultados óbvios passados tantos anos. Marx, Engels, e mais recentemente Saramago entre outros, teorizavam que o mundo enquanto construção de Deus não seria sustentável, sendo o homem vítima de um Deus que na realidade era seu inimigo. Não era com estas palavras, isto apenas é um resumo das suas teorizações sobre o assunto. Só que esquecem-se muito convenientemente de dizer que sem hierarquia, sem disciplina, sem ordem o homem torna-se uma máquina, torna-se um proletariado amorfo e sem chama, aquilo que o marxismo tanto diz combater. Afinal a não passar de uma mentira do tamanho do planeta, esse combate contra as classes, a opressão e a exploração. Onde se acaba a disciplina, acaba-se a moralidade, onde se acaba a hierarquia começa o caos, onde se acaba a ordem começa a desordem, mas a pior desordem que possamos imaginar, a desordem psíquica, fisiológica e mental. Foi isto que a extrema-esquerda moderna e altamente democrática, como gostam de se afirmar, fez. De concepções erradas relativas à cosmologia humana derivaram para adulterações de conceitos e significados, conseguindo assim manter as suas inverdades e ideologias tão a jeito daqueles que nos pretendem destruir.
Quanto à esquerda, também ela, contrariamente àquilo que se pensa, é a favor do grande capital. É-o de uma forma dissimulada, incentivando e permitindo um certo nivelamento no acesso a produtos e bens muitas vezes desnecessários à maioria da população. É o chamado consumo de massas com o respectivo acesso a tecnologias de massas, como sejam telemóveis, MP3,4 e 5, ipods, só para dar estes pequenos exemplos. Criam um consumo desenfreado e uma competição entre os seres humanos, completamente carecidos de bens espirituais e completamente fornecidos de bens materiais, provocando o endividamento familiar, o incumprimento, o desleixo e a fuga para a frente e o vale tudo para ter este ou aquele produto. Que classificação se pode dar a isto que não seja favorecerem os ricos, os capitalistas e o grande poder económico?
A extrema-direita, que devo aqui realçar que não compreendo porque a chamam de extrema-direita, situa-se precisamente nos antípodas de todas as ideologias políticas.
A extrema-direita provavelmente, será considerada extremista na medida que uma boa parte daquilo que defende ser verdade. A verdade pura e dura. Não vou entrar aqui em pormenores de índole ideológica para sustentar esta afirmação, tal se revelaria desnecessário no momento actual. Mas a grande questão é que a verdade no nosso mundo actual revestido de mentiras, e algumas delas mentiras de mentiras de mentiras, ad infinitum, a grande questão dizia eu, é que a verdade doi muito mais do que a mentira. Talvez por isto a corrente nacionalista que é a única correcta, atrevo-me a dizê-lo, seja classificada de extrema-direita. É extremista a versão nacionalista, porque diz a verdade tal como é, sem máscaras e sem subterfúgios,sem complexos ideológicos e sem o politicamente correcto que tanto contaminou o homem e a política.

A fuga aos impostos

No semanário expresso de ontem, dia 31/07/2010, vem um curto e interessante artigo de opinião de Nicolau Santos sobre a fuga aos impostos. Devo realçar que este Senhor, Nicolau Santos, nem sempre diz coisas muito certas mas desta vez acertou em cheio. Mas vejamos o que diz o referido senhor: «É dos livros: quando se aumentam impostos para lá do limite da razoabilidade, os agentes económicos tomam a decisão lógica de só contribuirem para o fisco quando não podem fugir. E, por exemplo, no caso do IVA o que é que ganha um comerciante em cobrá-lo a um cliente e o que é que ganha este em pagá-lo? Nada. Ninguém ganha nesta transação nem ninguém pode amortizá-la do ponto de vista fiscal.»
Isto é sintomático da doença fiscal que existe no nosso país. Em Portugal paga-se impostos para uma classe de vigaristas e ladrões se locupletarem com o nosso dinheiro, nada mais do que isso. Todos aqueles que pagam impostos não têm o devido retorno que deveriam ter. Mas continua o Sr. Nicolau Santos: «Deve ser por isso que nos últimos dias entrei numa loja , perguntei o preço, e a senhora respondeu-me sem eu ter indagado mais nada : "12 euros sem IVA". Deve ser por isso que noutra loja, o comerciante me fez a pergunta clássica: " com factura ou sem factura?". Deve ser por isso mesmo que numa grande superfície a menina da caixa me perguntava se precisava da factura.
Eu, se fosse ao governo, começava a pensar seriamente em reduzir a despesa pública. Ou em fazer como no Brasil, onde sorteiam carros pelos contribuintes cumpridores. É que pelo lado dos impostos , acho que já não vamos lá.»
Falando claro, é óbvio que concordo com o Sr. Nicolau Santos, porque o que se está a passar, com o aumento generalizado de impostos e taxas, não contribui para a diminuição do défice e para o bem estar das populações, mas sim,para manutenção e até aumento das regalias dos que nos desgovernam. Esta é a verdadeira intenção, quer eles dêem saltos, arranquem os cabelos ou se desunhem todos. Não vale a pena dizerem e tentarem provar o contrário.

As diferenças

Alguém sabe a diferença entre Portugal e a República Checa?
É muito fácil; a República Checa tem o governo em Praga e Portugal tem uma praga no governo!!