terça-feira, 5 de maio de 2009

Parolândia-venturas e desventuras de um país

Quando chega o tempo em que a vergonha e a decência se transformaram na mais abjecta das iniquidades,tudo passa a ser possível e temo bem que tudo isto tenha um mau fim.
É impossível dizer que somos governados por gente séria e gente que conheça minimamente o seu país,e das duas uma,ou não conhecem na realidade ou então estamos a chegar ao fim.
E este fim começa a ser visível lá ao longe,tornando-se a cada momento mais claro,o aproximar do fim em velocidade de cruzeiro.
Mas a parolândia,nada quer com isso,não quer saber,porque o mais premente,para a parolândia,é o seu fetichismo e o seu hedonismo mascarado de seu opositor.
Os mé(r)dias tão entretidos no desvigor,na imbecilização,e porque não dizê-lo,na desvirilização das populações,são a frente de ataque que vai tratando de semear a dúvida e o desconforto perante o calibre do asneiral e da coscovilhice balofa,sendo esta apanágio de uma grande franja de pseudo-doutores,que por tudo e por nada debitam o equivalente a meia dúzia de alambiques em dia de azáfama.
Quanto aos triantopatas cá do sítio,aqueles que sempre de boca aberta afirmam;vivemos em democracia e num estado de direito...bem torto esse estado de direito,para nosso azar...a história dessa gente é outra,estando ao serviço de outros interesses e objectivos,tratam eles de se precaverem o quanto antes,pois já se aperceberam que o "edifício" vai cair.
No resto da parolândia,tudo vai bem,foguetes,festa,vinho e umas patuscadas à la gardere,tudo se esquece de seguida,porque a cada novo estímulo e a cada nova sensação,o novo substitui o velho,e tendo o povo memória curta,dai-lhes aí umas mamas e umas boas pernas em horário nobre para pôr os cliptopatas a babar,de seguida futebol a rodos de preferência com polémica.E se não chegar falai todos os dias em desemprego,fábricas a fechar e outras empresas,vírus suínos,assaltos e mais assaltos,corruptos e corrupções.e tudo de mau e pior que possa haver.Quanto ao que é bom e interessante,falai,mas em surdina,sem muita gente a acompanhar,porque isso não faz parte dos planos,evidentemente.

Pobres de espírito que somos para não conseguir ver coisas tão básicas,deram-nos a ilusão do trabalha e consome,do rodeia-te de inutilidas e do conforma-te com a vida anti-natural que levas e não conseguimos vislumbrar um palmo á frente da testa!