domingo, 22 de janeiro de 2017

O circo protestante anti-Trump e a igualdade(???) de género

Confesso que cada vez tenho mais dúvidas do que seja ou qual a real definição de democracia na cabeça dos participantes de manifestações anti-Trump.
Vamos por partes, o homem até pode ser um "filho da mãe", pode não ter experiência política e pode até vir a tornar-se num fraco presidente, mas foi eleito segundo processos democráticos. Ora segue-se que a democracia não é exclusiva de alguns, nem só de certos sectores e nem é verdade de uns quantos.
Mas a "cegueira colectiva", gerada e incentivada a pretexto de certos direitos e verdades que nunca o foram, não pensa assim. Não ganhou quem queriam que ganhasse e toca a descredibilizar e ridicularizar o vencedor eleito democraticamente.
Pois é, a democracia tem os seus quês e as suas particularidades, e não está isenta, de forma alguma, do erro e do facciosismo próprio de supostas elites descontroladas.
Sendo hoje a igualdade de género meta a atingir não importando com que meios, qualquer tentativa sensata, diga-se de passagem, que esteja contra esses planos é campo fértil para a descredibilização através da colagem dos rótulos do costume.
Muito usuais para quem não tem argumentos para ir além da rama.

As culturas clássicas estão repletas de exemplos desses. Todas as sociedades onde a desmoralização e os baixos costumes sexuais proliferaram, as mesmas entraram em decadência. E mais uma vez, pela enésima vez, a história repete-se. Os progressistas e modernaços não sabem disso, desconhecem a história, melhor ainda, para eles a história não existe, é mais uma convenção social e cultural obsoleta que os mesmos pretendem destruir a prazo.

Chega a ser patético e desconcertante ouvir certas figuras públicas debitarem a "cascalhada febril" do costume, como se as alternativas sexuais fossem legítimas, moralmente válidas e axiologicamente irrefutáveis. Para além das habituais racismopatologias e xenofobologias.

É uma coisa degradante e estupidamente pervertida o circo e a fantochada criada por certos pensadores de "caneca furada". Triste figura que fazem, defensores de coisa nenhuma, inventores e criadores de inverdades culturais. Para eles os seres humanos nunca foram compostos de duas polaridades sexuais diferentes; isso apenas foi uma maldade, ou uma maldição, que o progressismo está em vias de reverter. Não há polaridades no sentido clássico do ser, há as polaridades que cada um quiser - uma, duas, três ou uma dúzia delas, ou até nenhuma. Ao bom estilo mundial da perversão.

 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Esquerda e Direita - optimismo e pessimismo

O homem de esquerda é um optimista triste. Optimista apenas pelas suas utopias e incoerências e triste pela constatação da impossibilidade de atingir essas utopias.
O homem de direita - o verdadeiro - é um pessimista alegre. Pessimista porque sabe que a natureza humana tem de ser permanentemente corrigida, e que o paraíso na terra não existe. Alegre porque se sente contente de estar onde está, de fazer parte de uma linhagem e de uma comunidade e de sobrepor-se às suas imperfeições.

Ser conservador (a verdadeira direita) é reconhecer uma ordem natural das coisas que nenhum homem pode mudar sem causar grandes desordens, fatais à sociedade e a ele próprio. 
Ser esquerdista é considerar que a ordem natural das coisas é artificial (uma convenção cultural obsoleta!) e pode ser modificada segundo os desejos de cada um. Afirmam que o mundo está sempre em mudança, construindo uma filosofia do devir que prefigura desde logo o nominalismo: a ordem nada tem a ver com a natureza, sendo puramente contingente. 
A herança nominalista semeia a dúvida sobre a capacidade da inteligência humana entender o "ser das coisas", para além de confundir a estrutura ontológica do real.
Inexistente ou impenetrável, privada de consistência ontológica, a natureza humana para os modernos (de esquerda) deixou de ser um princípio de determinação ética.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Emigração e acolhimento, as fraudes esquerdistas

Não deixa de ser curioso notar que nos dias actuais os partidos ou posições ideológicas que mais defendem a emigração e as leis de acolhimento, tiveram num passado não muito distante posições bem contrárias. Dizia há cerca de 35 anos atrás o comunista Georges Marchais: 
      
      «Tendo em conta a presença em França de quatro milhões e meio de emigrantes e dos membros da sua família, a contínua chegada de povos estrangeiros a França coloca graves problemas. Atingiu-se o nível máximo de alerta. É preciso parar a emigração sob pena de lançar novos trabalhadores para o desemprego. Os emigrantes estão entalados nos guetos, famílias com tradições, línguas e maneiras de viver diferentes. Isto torna difícil a sua relação com os franceses. E a crise do alojamento agrava-se.»
     Outros tempos, outras prioridades. Um discurso destes é hoje classificado de "extrema-direita".
Mas muito antes de Marchais, os esquerdistas Jean Jaurés e Léon Blum justificavam a aventura colonial da 3ª república francesa afirmando:

       «O dever das raças superiores é de controlar e governar as raças que não estão no mesmo grau de civilização e cultura».
     Esta afirmação seria nos dias de hoje classificada incessantemente de racista, até caírem os dentes.
Por aqui se vê caros leitores, o engano, a perfídia, a fraude e a pouca vergonha que acompanham as ideologias políticas dos nossos dias.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Ai democracia, o que te fizeram

Democracia, palavra tão mal tratada e fatalmente desconstruída
serves para todo o pano e és pau para toda a obra
ninguém sabe quem tu és, mas também ninguém se importa
do ter ao ser, o caminho é o mesmo do não crer
violentas-te a toda a hora, ardes sem combustão e sem fogueira
com fantasmas te espantam e com loas te fazem remexer.


Democracia que jogas às escondidas
enganas as vistas do teu povo
com mentiras e atitudes bandidas
Democracia porque foges?
agora preciso, e tu por onde andas?

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Ai democracia, democracia

Democracia a quanto obrigas, que vergonhas te permites, que falsidades tu admites...
O randau atravessa a praça, multidão galopante se debruça, farinhosices e parvajolas...
Estonteante é o termo, no fim é o princípio, o princípio já não subsiste...
Triste fado dos panteáveis, conspurcado pela ignorância, elevada a espertança...
Democracia para onde caminhas, na névoa formada, dos heroís dos passados. 
Caminho sem tréguas, inigualáveis sentimentos e atitudes, esperança fundida das verdades incertas. 

quarta-feira, 2 de março de 2016

O "Ocultismo Bancário"

«Com o actual sistema bancário os banqueiros podem, com os seus cheques, proporcionar «poder de compra» aos seus concidadãos e, logo de seguida, tirar-lho de novo, num momento em que mais necessidade tem dele. A inundação súbita de um mercado com «dinheiro abstracto» - uma autêntica inflação - faz subir os preços e desperta o interesse geral em aumentar a produção. Os mercados ficam abarrotados de todas as classes de produtos e , em consequência, é necessário muito dinheiro para distribuí-los a seguir (é importante ter sempre presente que a única função do dinheiro é distribuir bens e serviços). Em tais circunstâncias, a retirada repentina de dinheiro provoca necessariamente uma queda geral dos preços e , ao mesmo tempo, uma onda de bancarrotas..., e depois disso, o desemprego e a fome.»



A Finança e o Poder - Joaquín Bochaca