segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
O sentido de Estado
Entre ruínas e queimadas, entre juízos e aleijões
é buscada a certidão, que dá acesso aos romeirões
de punho macio e bigode enganado
a lata pendente e o saiote engasgado
ninguém tem fome, mas todos são comilões..
O Estado de Direito em Portugal
Encantados e encantamentos, feitiços e postumentos
léria boa e boa fibra, puxam mais do que uma carroça
desencantados os turbulentos, assim se alimentam os jumentos.
Frangos e perdizes, maroa e pengote
espargo de pedra com salsicha mentirosa
farrapos de língua e excremento político
estático e mudo, pensa, não há saída airosa...
Gigantes de pedra abençoai os nossos caminhos
ensinai os mortais a viver o seu ser
ao de leve soprai, para que sejais bem vindos.
é buscada a certidão, que dá acesso aos romeirões
de punho macio e bigode enganado
a lata pendente e o saiote engasgado
ninguém tem fome, mas todos são comilões..
O Estado de Direito em Portugal
Encantados e encantamentos, feitiços e postumentos
léria boa e boa fibra, puxam mais do que uma carroça
desencantados os turbulentos, assim se alimentam os jumentos.
Frangos e perdizes, maroa e pengote
espargo de pedra com salsicha mentirosa
farrapos de língua e excremento político
estático e mudo, pensa, não há saída airosa...
Gigantes de pedra abençoai os nossos caminhos
ensinai os mortais a viver o seu ser
ao de leve soprai, para que sejais bem vindos.
Os videntes democráticos
Iggorann, Iggorann, Iggorann
gritavam os pardos e os sampeiros
grande "mouche de savants"
nenhum cesto faz um cesteiro
antes meliante do que carteiro
Não te preza a doçura
nem a seiva delirante
come, come, a erva prazenteira
ralha o gato, a rã e o vitelo
tudo à bulha, perfume rastejante
Luz ao fundo do túnel - a mais de 40000 milhões de anos luz de distância de Portugal
(ampliação feita pelo telescópio VD-Dofe O Vopo)
Circo de S. Bento e unidos da paródia
retalheiros de morgado e faúlhas de inverno
os roubos são maquinados, lá na casa torta
De cruz em cruz, se faz o nosso calvário
de promessa em promessa, se acercam as nossas certezas
banha da cobra e lustres de fumário
escuta Toninha, as mentiras e as proezas
o túnel agiganta-se, tal como as nossas baixezas.
A visão ultrademocrática
Paisagens de pedra e de cor
sentido oblíquo e improfuso
de onde ali, barbearia do pudor
cada vez estou mais sozinho e confuso
Se vejo o que não vejo
só posso pensar; bárbaros me partam
o sentinela é o freio, e o feio já é bonito
da adega ao ramal, já não desafinam nem cantam
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Uma poesia às famigeradas passagens de ano
O lampião desfigura o presente
não se sabe se dá luz ou não
nem tão pouco, se alguma vez deu
vive sem uma perna e sem uma mão
Não se sabe para que se vive
mas mesmo assim, respira-se
despreza-se o passado
e é sempre em frente, 2014
luz da minha vida, tortura da minha esperança
doutorismos e donzelas de croquete
charlatães e alugadores de cagança
triste figura me mostra o presente
A partir das revoluções, aí vemos o futuro anunciado
de albarda respigada se move o farsante
quem tiver olho, que lhe meça o jambardo
mas se de olhos falamos, não existe mestre talhante.
A verdadeira mudança, não está condenada
o que não se move não está imóvel
a fronteira que trespassa os sentidos
espera e sonda, o abismo impenetrável.
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