terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Uma poesia às famigeradas passagens de ano

O lampião desfigura o presente
não se sabe se dá luz ou não
nem tão pouco, se alguma vez deu
vive sem uma perna e sem uma mão

Não se sabe para que se vive
mas mesmo assim, respira-se
despreza-se o passado
e é sempre em frente, 2014

luz da minha vida, tortura da minha esperança
doutorismos e donzelas de croquete
charlatães e alugadores de cagança
triste figura me mostra o presente

A partir das revoluções, aí vemos o futuro anunciado
de albarda respigada se move o farsante
quem tiver olho, que lhe meça o jambardo
mas se de olhos falamos, não existe mestre talhante.

A verdadeira mudança, não está condenada
o que não se move não está imóvel
a fronteira que trespassa os sentidos
espera e sonda, o abismo impenetrável.




sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A corrupção e o ranking da FIFA Vs. O sorteio do mundial

São proféticas as palavras de um certo futebolista, ex-futebolista para ser mais exacto: «A FIFA representa o lado mais podre do futebol». Esta afirmação foi feita há cerca de 18 anos, numa época em que o futebol era muito superior ao actual. Apesar de Ronaldo, Messi, Neymar, Bale, Rooney, Pirlo, Gerrard, etc, etc, contraponho com Van Basten, Maradona, Klinsmann, Gullit, Baresi, Rijkaard, Lineker, Rui Costa, Figo, Vítor Baía, Futre, Francescoli, Maldini, Vanenburg, Dassaev, Dobrovolsky, Ceulemans, Preud´homme, Gerets, João Pinto (defesa direito do porto); João Pinto (avançado do benfica), Ricardo Gomes, Valdo, Raúl, Waddle, Elkjaer Larsen, Lerby, Voeller, Littbarsky, Rummenigge, Matthaeus, Sammer, Augenthaler, Patrick Vieira, Bergkamp, Ronald de Boer, Koeman, Ian Rush, Andy Gray, Laurent Blanc, Donadoni, Albertini e muitos mais de quem não me recordo de momento. 

Hoje impera no futebol um novo modelo de oportunismo e de "licitação" da corrupção no futebol: OS EMPRESÁRIOS. Esta é a pior seita que palmilha o futebol. E a FIFA, grande organismo de lavagem mundial de dinheiro, aproveita o esquema para enganar os incautos. A mentira e o engano são tão evidentes que ficamos perplexos e inactivos perante as patranhices de quem gere o futebol mundial. Afirmam uma coisa mas fazem outra muito diferente. 

Os rankings elaborados pela FIFA são falsos e enganadores. Os EUA em 14º Lugar? Apesar de Platini e das suas manobras, a França com um dos piores rankings das selecções do mundial? E Portugal em 5º? 
Estes gajos ainda têm o desplante de gozar com pessoas como eu que vê futebol de alto nível há mais de 27 anos. Vejo mais eu com meio-olho do que todos eles juntos. Mas eles acham que não e arranjam estes "caldinhos" para dar a sensação de seriedade.. só que eles esquecem-se que o ranking por eles idealizado e elaborado, não tem qualquer base sustentável, a fase de qualificação europeia é a mais difícil de todas, assim sendo, que critérios utilizam estes "nabos" para elaborar o ranking?

O sorteio do mundial foi o mais descarado sorteio de sempre. É só ver os grupos, Bélgica, Argélia, Rússia e Coreia ou ainda, França, Suiça, Honduras e Equador e Uruguai, Itália e Inglaterra com a Costa Rica. Admira-me que quer italianos e ingleses tenham ficado silenciosos perante o seu grupo. Talvez tenham recebido dinheiro dos corruptos da FIFA...  


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Esclarecimentos sobre os estaleiros de Viana do Castelo

Provavelmente, uma boa parte dos portugueses desconhece o que se realmente se está a passar, e passou ao longo de vários anos, nos estaleiros de Viana. Perante tanta informação e desinformação sobre o assunto, sem esquecer a recente tentativa de branqueamento político levada a cabo por um ex-político com algumas culpas no cartório, a confirmarem a máxima: «o povo tem memória curta». É natural que uma boa parte dos portugueses ignore e até se sinta confuso sobre os estaleiros de Viana do Castelo. 

Vou tentar esclarecer um pouco. Ponto Nº 1: Como é sabido, os estaleiros são dominados e manipulados por um sindicato comunista do pior, sindicato este que o actual governo pretende liquidar. E muito bem, na minha opinião. Ponto Nº 2: dos cerca de 600 trabalhadores da empresa, alguns, para não dizer muitos, passaram anos e anos "a romper baralhos de cartas". Não, não estou maluco nem a inventar.. isto foi contado por pessoas que lá trabalharam e ainda trabalham, algumas delas. 
Ponto Nº 3: A "roubalheira" ou "desvio" se preferirem, de diversos materiais como discos de corte, electrodos, chapa inox, tubos inox e outros, parafusos, tintas, rebarbadoras, berbequins, brocas e até material eléctrico foram uma constante durante anos a fio. Nunca tal situação foi denunciada por quem quer que fosse e muito menos por algum dos gestores que por lá "mamaram à grande" e nem tão pouco pelo sindicato comunista selvagem que domina os estaleiros de Viana.

Nenhuma televisão ou jornal denunciou isto, nunca. E como não haveria uma empresa destas de não ter um passivo na ordem, segundo se consta, de 250 milhões de euros dos quais 80 milhões são dívidas a fornecedores, algumas delas com mais de 5 anos.

Afinal o que pretendem os anarco-comunistas? Que a "mama" continue para alguns? Que se continue "a romper baralhos de cartas"? Que o desvio de material continue a ser uma constante? 
Defender os trabalhadores? Desde quando qualquer sindicato defende algum trabalhador?
Mais uma vez, vai pagar o justo pelo pecador, e os justos aqui são todos aqueles trabalhadores honestos que existem nos estaleiros de Viana.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Operação "mãos largas" chega a Portugal

Estamos todos fartos de ouvir a ladainha podre dos perissologistas políticos, e piora ainda quando a troika diz para cortar nas altas rendas que o Estado paga, para cortar nas regalias e salários absurdamente altos de certos quadros de empresas de Estado, não sendo essas ordens cumpridas; os farronqueiros da política esfalfam-se em "choradilhos" e babilham esmolinhas aos troikeiros em troca de cortes disparatados na educação, na saúde, nas pensões, etc.

Garantir uns milhões para a alfurjada dos "coiveiros de gravata" e o povo, esse, não existe, é uma «ficção democrática».
É vê-los ululantes naquela casa impropriamente chamada de casa da Democracia, com o tecnicismo linguístico muito afinado, na realidade inócuo, pois que vazio de valores e de sentido por inoperância global de uma boa parte dos valores democráticos dos dias de hoje.

Sabendo-se que na política nacional são os maiores crápulas que chegam a lugares de destaque, suportados e financiados pelos monopolistas que se acham donos do país [Eles acham-se efectivamente os donos do país], o boicote selectivo e generalizado torna-se uma obrigação. Sem esquecer que muitos dos farronqueiros da política são fabricados nos laboratórios dos "calças sem braguilha", onde o "o bode se transforma em divindade" sob o maior charlatanismo esotérico que o mundo jamais conheceu.
Chegamos a uma época em que ninguém sabe quem é quem. Das mais baixas camadas sociais são recrutados uma boa parte dos futuros políticos, os mesmos são financiados, trabalhados, sujeitos aos primeiros desmandos e por fim publicitados pela cleptocracia, e como em geral os farronqueiros têm um passado sujo ou segredos vergonhosos, caso contrário, não teriam chegado onde chegaram, são dominados pelo pavor do escândalo, pois quem os financiou durante anos conhece perfeitamente os podres todos de cada um deles.

O que quero dizer com isto é que a democracia portuguesa é uma fraude. Não existe democracia em Portugal só porque temos liberdade de acção, de expressão e de movimentos e direito de voto. Estamos nos antípodas, não se premeia quem merece ser premiado, não se dá valor a quem trabalha neste país, causa repulsa o debate público e político e a opinião pública é manipulada ao sabor de estratégias e malabarismos de estética financeira para empaliar os troikeiros.


A melhor música do mundo

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Novo rombo no mito abrilino - os números não enganam

Falta muito para essa data tão ignaramente comemorada, mas antecipando o próximo feriado a ser abolido no nosso país, vou apresentar aqui alguns números respeitantes às Sínteses das Contas Públicas que provocam um novo rombo na credibilidade democrática do 25 de abril. É que a história não se faz apenas de liberdades, direitos e igualdades, faz-se também de números sujeitos à manipulação dos interesses e dos ideais e assim sendo, a fábula político-económica que nos tem sido contada é falsa e não corresponde em nada à realidade que vivemos presentemente.
 
Falar deste tema em Portugal é um "pecado" sem direito a absolvição: Quem não comunga da ditadura pantocrática é apelidado de fascista ou salazarista do primeiro ponto de matéria da cabeça ao último ponto do pé. Mas mais uma vez, os números mostram-nos que a realidade aparente está muito longe de ser o que parece ser. A mentira vai naturalmente engrossando, mas como diz o velho ditado: «Se uma mentira durar o tempo suficiente, a mesma passa a ser tida como verdade».
 
 
Ano 1834-1835  [em milhares de contos]
 
Despesa efectiva: 14   receita fiscal:  8  saldo: -6
 
Ano 1843-1844
 
Despesa efectiva: 12   receita fiscal: 10  Saldo: -2
 
Ano 1863-1864
 
Despesa efectiva: 20   receita fiscal: 15  saldo: -5
 
Ano 1893-1894
 
Despesa efectiva: 44   receita fiscal: 44  saldo: 0
 
Ano 1918-1919
 
Despesa efectiva: 271   receita fiscal: 101   saldo: -170
 
Ano 1919-1920
 
Despesa efectiva: 347   receita fiscal: 159   saldo: -188
 
Ano 1922-1923
 
Despesa efectiva: 1187  receita fiscal: 537   saldo: -649
 
Ano 1933-1934
 
Despesa efectiva:1973   receita fiscal: 1983  Saldo: +10
 
Ano 1973
 
Despesa efectiva: 47609   receita fiscal: 45182   saldo: -2427
 
Ano 1975
 
Despesa efectiva: 84850   receita fiscal: 58396   saldo: -26454
 
Ano 1977
 
Despesa efectiva: 155582  receita fiscal: 109904   saldo: - 45678
 
Ano 1985
 
Despesa efectiva: 1202886   receita fiscal: 779114   saldo: -423772
 
Ano 1995
 
Despesa efectiva: 4865022   receita fiscal: 4116477   saldo: -748545
 
Ano 1998
 
Despesa efectiva: 5918724   receita fiscal: 5530641   saldo: -388083
 
 
Estes números são públicos e quem se der ao trabalho poderá encontra-los facilmente. Quanto a estes números propriamente ditos, se bem analisados, os mesmos poderão ajudar a desmontar alguns dogmas pré-adquiridos.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Deus e o universo

Deus e o universo não são a mesma coisa.

Para Deus se conhecer como o Todo, Deus tem em primeiro lugar de não se conhecer como o Todo. Através do ser humano e de todas as entidades físicas Deus conhece-se como partes do Todo, e assim fornece a si próprio a possibilidade de se conhecer como o todo na sua própria experiência.

Só podemos "experienciar" o que somos "experienciando" o que não somos, mas da mesma forma que somos aquilo que não somos também o universo é aquilo que não é. É esta dicotomia "ser e não ser" que prova claramente que Deus e o universo não são a mesma coisa.

Na nossa actual sociedade este problema é visto ao contrário. Como não queremos aceitar que Deus é o criador de tudo e está para além da nossa compreensão física, elevamos o universo à condição de Deus. Substituímos o verdadeiro Deus por uma multitude de multiversos que abastardam a moral e os costumes. O primeiro sinal de uma sociedade primitiva é pensar que é avançada, e o segundo sinal é a mesma convencer-se que é iluminada.