quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O nacionalismo e os seus inimigos

«Lembrou-se um dia o estado de desenvolver na nação o espírito associativo.Para quê?
Para transformar a reacção individual,que na dura luta pela vida é sempre limitada e isenta de perigos,em reacções colectivas de tremendos efeitos destrutivos.Assim,foi ele próprio quem promoveu o desenvolvimento das organizações sindicalistas,operárias e patronais,as primeiras a breve trecho transformadas em monopolistas de mão de obra e as segundas em monopolistas de produtos.
Assim se suprimiram as acções da concorrência,que são os automáticos reguladores do preço dos produtos e da energia produtora-capital ou trabalho-e as mais eficazes forças propulsionadoras do progresso. Assim se desenvolveram,por um lado, o sindicalismo revolucionário-caminho aberto para o comunismo da mão de obra-e por outro lado o trust e o cartel,que tendem ao comunismo do capital.
E hoje,não querendo ver ainda o terrível perigo,o tremendo cataclismo que resultaria do choque violento destes dois aspectos comunistas,reage fracamente contra o primeiro e facilita o desenvolvimento do segundo.
Igualmente viciosas são as organizações cooperativistas,que o estado tanto tem ajudado,sem lograr aliás,vê-las desenvolvidas. É que estas,como as organizações sindicais,são ainda aspectos comunistas que perturbam as leis naturais de produção e do consumo,tendem ao domínio da colectividade sobre o indivíduo e correspondem por isso a uma evolução regressiva e contrária a tendências progressivas,sempre individualistas,da evolução.
O estado,que aparentemente nos aparece como feroz inimigo do comunismo é assim,e inconscientemente,o seu melhor agente.
Não fossem as organizações comunistas tão profundamente opostas nas suas características à natural evolução progressiva das sociedades,não fosse por isso o destino o seu pior inimigo,que de nada valeria a fraca força do estado para combatê-las.
Quer o país fugir ao comunismo? Caminhe para o individualismo.Faça-se de cada indivíduo um capitalista,pequeno ou grande,e imediatamente toda a tendência comunista se anulará.

Comunistas são aqueles que nada põem ao serviço da comunidade e tudo pretendem que esta ponha ao seu serviço.

Por isso os homens do estado,quaisquer que eles sejam,tendem sempre e irresistivelmente para o comunismo. As tendências comunistas que se revelam nas múltiplas manifestações da actividade absorvente do estado,caracterizam igualmente certas escolas nacionalistas,que se arvoram em irreconciliáveis inimigas do individualismo.Não se lembram esses defensores impenitentes do regresso à tirania do passado-que de nacionalistas só têm o nome-que o nacionalismo representa a expressão da máxima actividade individual de uma nação perante as outras e,logicamente,da máxima actividade individual de cada cidadão perante a nação.Sentem bem que o valor individual é o único concreto,nominal e autêntico e que o valor colectivo é, por sua natureza, abstracto,anónimo e sem realidade intrínseca,pois só é valor colectivo o somatório de valores individuais activos e concordantes;mas nem por isso deixam de combater o individualismo.
A que contradições arrasta a cegueira sectarista!Nacionalismo e individualismo são aspectos essencialmente inseparáveis. Estado,municípios,sindicatos,são inimigos natos do nacionalismo».


In Economia nacionalista-J.Perpétuo da Cruz (1928)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Paródia mundial

O anti- rei vai chegando e os escravos da democracia desejosos do seu naco de carne com ranço à mistura,pulam de alegria e vaidade por tão distinto encontro.Nada mudou,apenas muda o cenário e alguns personagens, quanto ao resto,a mesma pandologia de sempre.
E é vê-los muito zelosos do bem estar das populações(?)!!,nada preocupados com os efeitos colaterais da ignorância colectiva,sempre em bicos de pés perante os seus amos,dispostos a tudo para entrarem para os mais altos lugares da plutocracia.Quanto ao povinho?
Malhem-lhes com cimeiras do ambiente,com gripes As e respectivas vacinadas criadas do dia para a noite e com patente oficial antes do aparecimento oficial da pandemia( mas isto não é para se saber,se alguém souber,diz-se que é mentira...),juntem-lhes guerras injustas pelo controlo do petróleo,derrocada do dólar para provocar o grande crash bolsista,seguido da instalação do governo único mundial,com uma única religião,um único sistema económico,em que seremos escravos para o futuro das idades.

De paródia não tem nada evidentemente,paródia aqui é mais um meio termo,que amplifica ou pelo menos tem essa intenção, de provocar uma amplificação do grau de entendimento do que se está a passar.O homem actual passou demasiado tempo agarrado ao materialismo.O paradigma precisa de ser alterado,enquanto isso não acontecer,nada mudará.

O anti-rei passou,como a noite gélida sem rosto,e os escravos acenaram
sem saber muito bem a quem.E então,dos escombros silenciosos erguem-se moinhos de ferro,e selváticas malfeituras que a todos fazem ranger os dentes.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Henry Ford e a parte escondida do iceberg

Henry Ford e anti-semitismo.

Fortemente anti-semita e furioso por descobrir que a sua empresa poderia ser afectada pelo que ele considera indigno das forças políticas,ele não hesita em acusar os judeus de terem desncadeado a 1ª guerra mundial.Numerosos são os movimentos americanos que aproveitam as suas teorias anti-semitas para criarem um ódio latente.O seu anti-semitismo exprime-se igualmente nas suas memórias.No capítulo XVII de my live and work,Ford exprime-se sobre os judeus americanos: «o nosso trabalho não pretende ter a última palavra sobre os judeus na américa.[...] Se os judeus são tão bem comportados como dizem,fariam melhor tornarem-se judeus americanos do que construir uma américa judaica».
Justificando-se em relação a este aspecto,ele explica no seu livro o judeu internacional,que para ele o anti-semitismo não é mais do que o fiel da balança,o anti-goyismo da comunidade judaica.
Henry Ford publicou uma obra e
m quatro volumes,the international jew,que reúne uma série artigos escritos no jornal the Dearborn independent.




Em diversas passagens destes quatro volumes os judeus são apresentados como «germes» que devem ser «extirpados».Adolf Hitler e seus colaboradores usaram esta terminologia para justificarem os seus crimes.Ford inspirou-se nos protocolos dos sábios de sião,uma obra «terrivelmente verdadeira para ser uma ficção,muito profunda nos seus conhecimentos directos sobre os jogos e interesses secretos da vida para ser considerada uma falsificação»,citada e comentada abundantemente,como prova última e irrefutável da conspiração judaica para dominar o mundo[...]o tema da cumplicidade entre o judaísmo-bolchevismo e a finança capitalista judaica,uma conspiração para impôr ao planeta um único governo mundial judeu é abundantemente tomado pelo nazismo.Segundo o mesmo Ford,a emigração massiva de judeus oriundos dos países do leste europeu para a américa nada tem a ver com perseguições ou persecuções.Os pogroms não passam de propaganda,não passando essa emigração de uma verdadeira invasão.Instalando-se posteriormente nas artes americanas «uma sensualidade oriental»,suja e indecente,«instalando um veneno moral insidioso».A contribuição de Ford á propagação do anti-semitismo não se limitou à literatura.Trabalhou arduamente para construir uma comunidade.De início,reúnem à volta do Dearborn independent,constituindo estes homems uma força importante na evolução americana do anti-semitismo,incluindo um grande número de proto-fascistas.
Henry Ford tornou-se na maior vaga de fundo do nazismo no estrangeiro,tendo sido condecorado pelo governo alemão no início dos anos 30.


















Esta condecoração a Ford originou muita polémica na américa,e terminou com uma troca de notas diplomáticas entre os estados unidos e a alemanha.
Ford ia dizendo que esta polémica não tinha razão de ser ,pois,ao ter aceite a medalha do regime alemão,não fez dele um adepto do regime nazi.Ford vai clamando que não gosta de governos militaristas,mas tira proveito da 2ª guerra mundial,alimentando o indústria de guerra dos dois campos:produz,via as suas filiais alemãs,veículos para o exército alemão e também para o americano.Ford participa do esforço de guerra alemão,com a opel filial da general motors.Sucursais de Ford implantadas na alemanha solicitam reparações pelos bombardeamentos sofridos.Um milhão de dólares americanos recebeu Ford do governo americano pelos danos causados numa fábrica sua em colónia.Ford também recebeu do governo Françês 38 milhões de francos pelo bombardeamento da sua fábrica em Poissy.
















Próxima etapa dos estados unidos:desmorenamento monetário,com guerra civil à bica,desintegração do sistema económico e financeiro para chegar à fase final,de um novo império dirigido pela "elite" e do estabelecimento final da nova ordem mundial.


Tradução feita do site www.lepouvoir mondial.com

Uma nova ordem mundial



O pesadelo americano:

«A américa não é verdadeiramente aquilo que os livros de história dizem.Nada de surpreendente quando se sabe que a história é contada pelos vencedores da guerra.
Sem comentar o facto dos estados unidos da américa terem sido construídos sobre o genocídio de um povo(os índios) e sobre a exploração de outro(os africanos),passemos directamente ao tema que desejo aqui desenvolver.
Na véspera do 65º aniversário do desembarque,penso que é essencial e importante repor a verdade dos factos.Vou falar aqui do percursso de duas personagens americanas,que influenciaram a história do início do Séc.XX até aos nossos dias.Acho,profundamente,que eles são os responsáveis do estado do mundo actual,em termos económicos,ideológicos,ecológicos,geopolíticos,estratégico-financeiros...por terem influenciado,financiado homems como Hitler,Mussolini,Bin Laden e outros,tendo assim contribuído para o desenvolvimento de uma economia desumanizada,materialista,elitista,racista...que se tornou infelizmente a nossa actualmente..Baseada no petróleo ,no armamento, na indústria automóvel...mas também na manipulação,na corrupção,nas divisões,nas guerras,no medo...a nossa civilização tornou-se caótica e auto-destrutiva.
Balzac costumava dizer que por detrás de toda a grande fortuna há um grande criminoso.É infelizmente verdade que o sonho americano não passa de um mito e a decadência actual dos estados unidos é a confirmação disso mesmo.Estas elites maçónicas chamam-e illuminati,Skull and bones,bliderberg,...
Mas regressemos aos nossos 2 personagens: que são eles Henry Ford,fundador da Ford motor company e de Prescott Bush,pai de George H.W.Bush 42º presidente dos estados unidos e avô de George W.Bush 44ºpresidente dos estados unidos.

O mito da boa guerra:A família Bush,fabricantes de guerras.

A 15 de Maio de 2008 aquando do seudiscurso no Knesset,fez um paralelismo interessante entre as declarações do senador Neuville Chamberlain sobre Hitler em 1939 e as de Obama sobre os terroristas e os extremistas.
Os excertos seguintes dão seguimento a uma introdução sobre o esforço de guerra alemão durante a 2ª guerra mundial,patrocinada pelos grupos Ford,General motors e IBM.
Excertos das págs.17 a 21:-A guerra dos Bush,segundo a fórmula de um observador,«nessa época ,existiam duas espécies de financiadores e especuladores.Tais como Joe Kennedy que simpatizava com as ideais nazis mas não fazia negócios com a alemanha,e os outros que simpatizavam particularmente com os nazis,mas que estavam sempre dispostos a negociar com o regime nazi».
Decididamente,Prescott Bush enquadrava-se no segundo caso,uma zona cinzenta onde os actos são mudos em virtude de um sólido apolitismo,uma ausência de convicções profundas e uma certa amoralidade própria do mundo dos negócios.
...
Em 1921 Prescott Bush casa-se com Dorothy Walker,a filha de um financeiro de wall street,e cinco anos depois é nomeado vice-presidente do banco de negócios que o seu sogro tinha criado juntamentecom os Harriman,seus amigos de universidade-W.A.Harriman and Company.O estabelecimento é fusionado em 1931 com a sociedade financeira anglo-americana Brown Brothers parea se tornar o banco de negócios mais importante da américa,e politicamente o mais influente.Prescott Bush e os seus parceiros tinham interesses na alemanha desde os anos 20 quando compraram a companhia de navegação Hamburgo-Americam line que detinha a quase exclusividade do tráfego alemão para a américa.Era só a primeira etapa do domínio mundial.O banco instalou a sua sede principal em Berlim e elaborara numerosas parcerias,notadamente com alguns dos mais poderosos industriais do país.Na primeira linha das parcerias estava Fritz Thyssen,proprietário do grupo siderúrgico que tinha o seu nome como denominação social.Thyssen publicou anos mais tarde um livro com um título eloquente: «j´ai financié Hitler»,tradução livre »financiei Hitler»-verdadeira profissão de fé em direcção ao nacional-socialismo,a obra confirmava igualmente o que era já de conhecimento público: Thyssen ajudou o movimento nazi desde outubro de 1923,sendo Thyssen classificado de banqueiro privado de Hitler.

Harriman and Company & Thyssen,através de um banco que lhes pertencia na holanda,o banco Voor Handel,decidiram criar um estabelecimento comum,a union banking corporation.Segundo alguns investigadores,este recém criado banco visava o facilitar de investimentos cruzados entre os estados unidos e o grupo Thyssen e também entre outras empresas alemãs.Em 20 de outubro de 1942,pouco após os estados unidos terem entrado na guerra,o union banking corporation foi alvo de sanções por parte do governo americano,sob a acusação de «comércio com o inimigo».Prescott Bush era director geral da union banking,sendo os seus principais associados e accionistas,Roland Harriman,assim como três altos quadros nazis,dois deles trabalhavam para Thyssen.Oito dias mais tarde,a administração Rooseveltaplicava sanções após o encontro da holland-american trading corporation e da seamless steel equipment,as duas dirigidas também por Prescott Bush e Roland Harriman,que foram acusadas de conspirar com o terceiro reich.Um mês mais tarde,a 8 de novembro de 1942,igual procedimento teve a silesian american corporation,uma holding que possuía importantes minas de carvão e de zinco na alemanha e na polónia,exploradas em parte pelos prisioneiros dos campos de concentração, «daí a utilização,segundo relatórios a qual deu uma ajuda importante ao terceiro reich no seu esforço de guerra.Prescott Bush era membro do conselho de administração desta holding que tinha montagens jurídicas complexas deixando aos poucos o seu sócio alemão na sombra.E,no entanto,tratava-se do industrial Friedrich Flick,também ele um importante e destacado membro do partido nazi,e mais tarde integrante das SS por intermédio do «círculo de amigos de Himmler» do qual ele era membro.
...
Os Homens de negócios gostam de agir mas não gostam de recordar.Prescott Bush com fortuna feita,a página equivocada da 2ª guerra mundial virada,apresenta-se ao senado.Derrotado em 1950 é eleito dois anos mais tarde.É caso para dizer que as negociações com o regime Hitleriano,a família Bush tem-lhe uma certa experiência.





















Tradução feita do site Lepouvoirmondial.com

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Lepouvoirmondial

www.lepouvoirmondial.com

Para quem perceber Françês aqui está um excelente site sobre muita coisa.Já na coluna da direita.

sábado, 5 de dezembro de 2009

A actividade económica em Portugal

Depois de ter lido alguns autores do início do século XX,aliás,ao Harms da cidade do sossego deparou-se-lhe a mesma questão ao ter lido outros autores do séc.XX,só posso ficar chocado com o que me é dado a conhecer.Pensava eu que o desequilíbrio financeiro e a destruição da actividade económica tradicional era um facto relativamente recente,mas, depois de ler algumas obras antigas,afinal, estava bem enganado!
Este processo destrutivo já vem de longa data,foi cozinhado há muitos anos,provavelmente bem antes dos alvores do republicanismo temporal.Continua a existir uma fúria incontrolável por parte daqueles que supostamente mandam,querem destruir à força a tradição,a respeitabilidade social,a descentralização de poderes e outras coisas mais de grande sentido espiritual.Passados cem anos,um século e continuamos na mesma,pior,se contarmos que vivemos na era do globalismo apátrida em que a omnicentralização de tudo conduz inevitavelmente à auto-destruição.
É tal como o nosso republicanismo,que não passa de uma fábula.Em 100 anos de história nada fez,o republicanismo,de visível pelo país,ou pela nação para ser mais abrangente,e o culpado segundo os cânones oficiais do bacoquismo,é o desgraçado do salazar.
O pobre infeliz que herdou uma situação de bancarrota quase total,é claro que Salazar comenteu erros,mas,pretenderem imputar-lhe as culpas dos problemas do país é falso.Soa a manobra de diversão,como aliás convém aos sectores republicanistas,a não passarem de agentes ao serviço de outros apetites.
O Salazar foi muito mais vítima do que algoz,mas isso é algo totalmente incompreensível para uma boa parte dos Portugueses sujeitos que estão ao massacre massivo da máquina propagandística.E como os portugueses vão perdendo a faculdade de pensar,a capacidade de análise crítica e o discernimento,isso poderá dar origem ao aparecimento de um novo "Salazar".Mas este a surgir,será muito pior do que o anterior.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O estado e a nação

«Para bem definir o sentido desta frase que exprime em síntese todo um programa nacionalista-é necessário pôr em relevo a distinção profunda que em Portugal se manteve sempre entre o estado e a nação e salientar ainda certas características destas duas entidades.
É curioso notar desde já,que cabendo ao estado o papel primacial de manter a ordem, tem sido ele o principal agente provocador de todas as desordens e de todas as revoluções.
Viu alguém por acaso,nesses combatentes de rua com que periodicamente damos ao mundo o mais vergonhoso dos espectáculos, envolvidas as forças produtoras da nação:a indústria,o comércio,a agricultura?
Quem prepara as revoluções e nelas colabora é sempre o estado,representado pelas suas forças políticas e pelas suas forças militares. A nação assiste intimamente perturbada e triste, o desenrolar dos acontecimentos,procurando sempre manter a sua actividade através das dificuldades e dos perigos da luta armada,mas abstendo-se sistematicamente de tomar parte nela.Após a revolução vem a suspensão de garantias, as violências, os vexames, as leis de excepção, as medidas económicas restritivas.Para os revolucionários? Não.Para o país inteiro que à revolução se manteve alheio e lhe sofreu as consequências, sempre desastrosas, eos encargos sempre pesados.Podia o estado, após a desordem que ele próprio criou,fomentou e fez explodir com ruído, manter intactas as liberdades individuais e resolver as suas lutas intestinas e cevar os ódios mesquinhos dos seus elementos representativos, sem perturbar e ferir a nação que tranquilamente quer trabalhar e viver. Pois é precisamente contra a nação inocente, que se volta a sua fúria de vingança.
Os que à sombra da revolução alcançaram o cobiçado exercício de poder logo tratam de reorganizar ministérios e repartições para que novos lugares surjam, onde se acomodem os seus agentes de confiança,sem que perturbadas sejam as comodidades dos adversários vencidos, ilegitimamente ganhas nas revoluções anteriores.A onda de novos funcionários públicos cresce a cada nova revolução e com ela a das despesas públicas.
Ao banco dos reús é chamado só o país inocente, para pagar as custas do processo com o produto das suas liberdades individuais,duramente conquistadas em séculos de evolução, e com as pobres migalhas do seu incansável e persistente labor.Este tem sido e há-de ser sempre um dos aspectos do estado, comum a todas as cores e bandeiras.É o estado desordeiro,perdulário e tirano, que se olha a si próprio como indivíduo independente, estranho e superior à nação».



In Doutrina nacionalista-J.Perpétuo da Cruz (1928)