A história existe muito antes de ter havido qualquer escritor digno de relatar factos e ocorrências,não sendo até de excluir pensar-se que o homem enquanto contemporâneo de evos e evos de evoluções,o que quer dizer muito justamente,que a história é muito mais antiga do que afirma a história oficial.Bem sei que isto dito assim e sem provas é muito rebuscado,é a mítica teoria conspirativa,mas o grande facto é que não é preciso ser-se um expert para se chegar à conclusão do óbvio,que é a história ser muito mais antiga do que usualmente se supõe.
Mil milhões de anos de evolução microbiana para se chegar aos primeiros organismos celulares e somente alguns milhares de anos para se chegar aos vanguardistas do reino animal seria e é,uma coisa altamente improvável.E o grande erro aqui não advém simplesmente de uma teorização certa(parcialmente...) em termos científicos e menos certa em termos metafísicos.O grande problema da humanidade é ontológico,donde o grande teorema incompreendido da criação em seis dias,significando cada dia desses um valor completamente diferente para a intuição humana,e digo bem,intuição,é mesmo disso que se trata, está para além da generalidade daquilo que a humanidade tão moderna dos nossos dias está disposta a compreender.
A humanidade hoje demitiu-se de pensar por si própria,delega esses poderes para outros que daí vão retirando vantagens,e centrando-se num estilo conformista-consumista vão-se tornando bestas (desculpem esta palavra) , em que o sentido de si próprias e dos outros se torna mero objecto de circunstância.Tudo corrompido e desvirtuado pela ambiguidade da palavra.
Os grandes mestres do passado sabiam perfeitamente da natureza ambígua da palavra e por isso mesmo já naquelas épocas diziam: tudo o que merece ser ouvido não pode ser dito por palavras...
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
O estado e a indústria
«As indústrias do estado nem sequer publicam relatórios,pois se os publicassem,veria a indústria particular quanto dinheiro o estado lhe vem arrancando pelo imposto,para se bater com ela em concorrência.E não se julgue que a indústria do estado,quando trabalha só para o próprio estado,deixa de ser um concorrente directo da indústria particular.É,e dos mais temíveis,pois rouba a esta o seu melhor cliente,que é precisamente o estado.
Seguindo o exemplo nefasto do estado (todos os maus exemplos são facilmente imitados) vêm agora as câmaras municipais,criando indústrias privativas e municipalizando os serviços públicos,não com o propósito de melhorá-los ou barateá-los- propósito este louvável embora ilusório,pois que a administração pública é por sua natureza incompetente e perdulária- mas com a intenção declarada ou oculta, de obter elevadas receitas para os municípios,mesmo que para isso seja necessário atrofiar a actividade particular.
Querendo obter lucros na própria energia vendida,e em todos os serviços municipalizados,o preço dos custos são tão elevados que não podem bater em concorrência o análogo produto estrangeiro e a indústria morre por falta de mercado.
Não lhes basta porém asfixiar a indústria pelo encarecimento da energia primária.Pela concorrência de indústrias privativas,roubam-lhes os mercados,a mão de obra e o capital e acabam por desacreditá-la chamando-lhe rotineira,improgressiva e parasitária.
Num país em que o estado e os municípios assim atrofiam e esmagam a actividade individual,será por acaso de admirar que a agricultura,o comércio e a indústria,não se desenvolvam e antes caminhem para a ruína?
In-Economia nacionalista-J.Perpétuo da Cruz
Seguindo o exemplo nefasto do estado (todos os maus exemplos são facilmente imitados) vêm agora as câmaras municipais,criando indústrias privativas e municipalizando os serviços públicos,não com o propósito de melhorá-los ou barateá-los- propósito este louvável embora ilusório,pois que a administração pública é por sua natureza incompetente e perdulária- mas com a intenção declarada ou oculta, de obter elevadas receitas para os municípios,mesmo que para isso seja necessário atrofiar a actividade particular.
Querendo obter lucros na própria energia vendida,e em todos os serviços municipalizados,o preço dos custos são tão elevados que não podem bater em concorrência o análogo produto estrangeiro e a indústria morre por falta de mercado.
Não lhes basta porém asfixiar a indústria pelo encarecimento da energia primária.Pela concorrência de indústrias privativas,roubam-lhes os mercados,a mão de obra e o capital e acabam por desacreditá-la chamando-lhe rotineira,improgressiva e parasitária.
Num país em que o estado e os municípios assim atrofiam e esmagam a actividade individual,será por acaso de admirar que a agricultura,o comércio e a indústria,não se desenvolvam e antes caminhem para a ruína?
In-Economia nacionalista-J.Perpétuo da Cruz
Discursos de desgovernação
Quando ontem à noite num telejornal,ouço a pomposa figura do (des)governador do banco de portugal,vir dizer que os impostos deveriam ser aumentados nem queria acreditar.É muito fácil para um senhor nessas funções dizer uma coisa dessas,não fosse ele um dos que mais ganha no mundo por essas funções.Já não há vergonha nem decoro.Deve estar com medo que lhe acabe o tacho.
«... na sincera preocupação de salvar o país,é afinal a si próprios que procuram salvar-se,ou para conservar as suas posições conquistadas,ou para melhorar de posição à custa dos outros.É assim o estado quem -sem o saber e sem dar por isso-prepara e fomenta a miséria nacional;quem,guiado por um critério falso,benéfico na aparência,rouba à nação os meios de vida, não tanto pelo que consome em administrações perdulárias,mas pelas fontes de riqueza que destroí na prática de medidas violentas,anti-económicas e ruinosas.»
Economia nacionalista-J.Perpétuo da Cruz
«... na sincera preocupação de salvar o país,é afinal a si próprios que procuram salvar-se,ou para conservar as suas posições conquistadas,ou para melhorar de posição à custa dos outros.É assim o estado quem -sem o saber e sem dar por isso-prepara e fomenta a miséria nacional;quem,guiado por um critério falso,benéfico na aparência,rouba à nação os meios de vida, não tanto pelo que consome em administrações perdulárias,mas pelas fontes de riqueza que destroí na prática de medidas violentas,anti-económicas e ruinosas.»
Economia nacionalista-J.Perpétuo da Cruz
domingo, 22 de novembro de 2009
A monarquia universal:Dante
O poeta incontornável da divina comédia escreveu um tratado de política intitulado:De monarchia(1311) que deve ser traduzido em linguagem moderna por:«Do império».
Dante considera o império como um «principado único tornando-se com o tempo extensivo a todas as gentes». Em três livros o poeta propõe-se «examinar primeiro se o império é necessário ao bem estar do mundo; em segundo lugar se o povo romano teve razão em assumir o exercício da monarquia; em terceiro lugar se a autoridade monárquica provém directamente de Deus ou de qualquer ministro ou vigário de Deus».A resposta às duas primeiras questões é positiva.Quanto à terceira ,Dante pensa que a autoridade temporal e política,independente da autoridade do Papa e da igreja,depende directamente de Deus.Dante introduz assim a doutrina do direito divino dos reis. Para esse efeito elimina os argumentos simbólicos (a alegoria da lua e do sol) , os argumentos tirados das sagradas escrituras ( o poder de Pedro para ligar e desligar as coisas na terra) e tradicionais («a doação de Constantino»). O soberano temporal não está dependente do soberano espiritual no que diz respeito aos assuntos públicos. Só lhe deve respeito em virtude da sua qualidade de guia para alcançar a vida eterna.
Concretamente Dante,exilado político refugiado na Itália do norte, vira-se para o imperador alemão. Pede auxílio contra o papado, que apoia em Florença o partido dos guelfos.O apelo,que mais tarde Maquiavel dirigirá ao príncipe libertador, dirige-o Dante ao imperador pela «Itália escravizada , onde reina a angústia». [...]
Os guelfos eram os partidários dos papas,na idade média,contra os gibelinos,defensores dos imperadores da alemanha. Os guelfos,apoiados pelas cidades toscanas e lombardas que lutavam pela independência, combateram,nos Sécs.XII e XIII, contra os imperadores Frederico de Hohenstaufen, o seu filho Henrique II e contra o filho bastardo deste,Manfredo.
Após numerosas derrotas, conseguiram a vitória ao chamarem em seu auxílio Carlos de Anjou(1266)
In as doutrinas políticas de Marcel Prélot.
Dante considera o império como um «principado único tornando-se com o tempo extensivo a todas as gentes». Em três livros o poeta propõe-se «examinar primeiro se o império é necessário ao bem estar do mundo; em segundo lugar se o povo romano teve razão em assumir o exercício da monarquia; em terceiro lugar se a autoridade monárquica provém directamente de Deus ou de qualquer ministro ou vigário de Deus».A resposta às duas primeiras questões é positiva.Quanto à terceira ,Dante pensa que a autoridade temporal e política,independente da autoridade do Papa e da igreja,depende directamente de Deus.Dante introduz assim a doutrina do direito divino dos reis. Para esse efeito elimina os argumentos simbólicos (a alegoria da lua e do sol) , os argumentos tirados das sagradas escrituras ( o poder de Pedro para ligar e desligar as coisas na terra) e tradicionais («a doação de Constantino»). O soberano temporal não está dependente do soberano espiritual no que diz respeito aos assuntos públicos. Só lhe deve respeito em virtude da sua qualidade de guia para alcançar a vida eterna.
Concretamente Dante,exilado político refugiado na Itália do norte, vira-se para o imperador alemão. Pede auxílio contra o papado, que apoia em Florença o partido dos guelfos.O apelo,que mais tarde Maquiavel dirigirá ao príncipe libertador, dirige-o Dante ao imperador pela «Itália escravizada , onde reina a angústia». [...]
Os guelfos eram os partidários dos papas,na idade média,contra os gibelinos,defensores dos imperadores da alemanha. Os guelfos,apoiados pelas cidades toscanas e lombardas que lutavam pela independência, combateram,nos Sécs.XII e XIII, contra os imperadores Frederico de Hohenstaufen, o seu filho Henrique II e contra o filho bastardo deste,Manfredo.
Após numerosas derrotas, conseguiram a vitória ao chamarem em seu auxílio Carlos de Anjou(1266)
In as doutrinas políticas de Marcel Prélot.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Corruptos e corrupções
Começa a ser recorrente falar-se de corrupção e de corruptos.Mas em Portugal a coisa está a atingir tal ponto,que se torna dolorosamente inquietante este silêncio ensurcedor.
Nestes casos mediáticos de corrupção,são propositadamente omitidos certos factos,que em muito ajudariam para que houvesse melhor justiça e melhores leis.O mais recente caso das escutas representa um flagrante exemplo disso mesmo.E quando justificam a nulidade dessas mesmas escutas pelo facto de não se ter agido legalmente perante o que chamam de "processualidade",estamos perante o maior desvio dos princípios elementares do estado de direito,que está bem torto para nossa desgraça,e da democracia.A imunidade política de que gozam,desdobra-se num leque infindável de influências e falcatruas que permitem o desvirtuamento das leis e a proliferação de decretos de lei que servem,com toda a naturalidade,para aplicar as leis conforme as conveniências.Já sabemos que o cidadão comum está fora deste esquema,para este existem outros princípios e leis.
E esta imunidade é estendida a outras figuras decorativas da ripública,como sejam,o PGR,o Bastonário da ordem dos advogados,o (des)governador do banco de Portugal,e outros mais.
O que me deixa apreensivo é que parece que não há volta a dar.Ontem uns,hoje estes e amanhã outros,o saque continuará.E com a letargia bem instalada na sociedade portuguesa,amorfa e vencida pelo peso de uma máquina estatal autofágica,começo a duvidar do futuro deste nosso país.
Quando tantos conhecidos meus emigraram e continuam a emigrar,não é em vão que o fazem.Fazem-no porque estão fartos de ser roubados e mal tratados no seu país.Pelo menos lá fora há mais justiça social,conseguem trabalhar e viver sem o credo na boca,existe ainda algum respeito pelo ser humano,coisa que em Portugal,infelizmente já é coisa rara...
Nestes casos mediáticos de corrupção,são propositadamente omitidos certos factos,que em muito ajudariam para que houvesse melhor justiça e melhores leis.O mais recente caso das escutas representa um flagrante exemplo disso mesmo.E quando justificam a nulidade dessas mesmas escutas pelo facto de não se ter agido legalmente perante o que chamam de "processualidade",estamos perante o maior desvio dos princípios elementares do estado de direito,que está bem torto para nossa desgraça,e da democracia.A imunidade política de que gozam,desdobra-se num leque infindável de influências e falcatruas que permitem o desvirtuamento das leis e a proliferação de decretos de lei que servem,com toda a naturalidade,para aplicar as leis conforme as conveniências.Já sabemos que o cidadão comum está fora deste esquema,para este existem outros princípios e leis.
E esta imunidade é estendida a outras figuras decorativas da ripública,como sejam,o PGR,o Bastonário da ordem dos advogados,o (des)governador do banco de Portugal,e outros mais.
O que me deixa apreensivo é que parece que não há volta a dar.Ontem uns,hoje estes e amanhã outros,o saque continuará.E com a letargia bem instalada na sociedade portuguesa,amorfa e vencida pelo peso de uma máquina estatal autofágica,começo a duvidar do futuro deste nosso país.
Quando tantos conhecidos meus emigraram e continuam a emigrar,não é em vão que o fazem.Fazem-no porque estão fartos de ser roubados e mal tratados no seu país.Pelo menos lá fora há mais justiça social,conseguem trabalhar e viver sem o credo na boca,existe ainda algum respeito pelo ser humano,coisa que em Portugal,infelizmente já é coisa rara...
domingo, 15 de novembro de 2009
A maldição do individualismo
Na república,a sociedade não é mais um corpo geral, mas uma reunião de indivíduos:como a vontade geral não é mais que uma soma de vontades particulares. A conservação geral,que é o objectivo,não é mais do que a felicidade individual; e vemos com efeito o bem estar físico do homem compensar algumas vezes nas suas repúblicas,a sua degradação moral,e o sacrifício da sua liberdade social: tudo se individualiza,tudo se canaliza e concentra na vida actual; o presente é tudo para a república;não têm futuro. Tudo o que é eterno na religião, tudo o que é permanente na sociedade é por sua vez,destruído ou desconhecido,nega-se a eternidade das penas e das recompensas,a vida futura,até a existência de Deus.E ao mesmo tempo a pena de morte,o primeiro meio de conservação de uma sociedade,é trocada por uma pena temporária,sendo as distinções hereditárias confundidas com funções amovíveis,a propriedade essencial,tudo é subvertido.O homem torna-se inconsciente,e Deus não é mais do que a junção dos seres.Observo o progresso sucessivo dastas opiniões desoladoras;e censurando não alguns anos,mas séculos,não uma ou duas sociedades,mas todas as sociedades,constato com pavor a marcha combinada do ateísmo,do materialismo e do republicanismo.
Louis de Bonald-«Teoria do poder político e religioso.» (1796)
Louis de Bonald-«Teoria do poder político e religioso.» (1796)
O homem só e o homem de Deus
Estamos todos enganados[...] devido a um sofisma tão natural que escapa totalmente à nossa atenção.Porque o homem age,e pensa que age só,e porque ele tem consciência da sua liberdade,ele esquece a sua dependência.Na ordem física,ele compreende a razão;e o que ele possa fazer, por exemplo,plantar uma árvore,regá-la,etc,no entanto,ele sabe e é conveniente que o saiba,que ele não faz árvores,nem folhas ou flores.Ele vê perfeita e indistintamente a árvore crescer,ganhar e perder folhas,flores e frutos sem que o poder humano faça qualquer diferença sobre o assunto; mas na ordem social onde ele está presente e é agente,ele acredita que é realmente o autor directo de tudo o que é feito por ele: é em certo sentido,a pá que se acha o arquitecto.O homem é inteligente,é livre,é sublime sem qualquer dúvida; mas não deixa de ser um instrumento de Deus.
Joseph de Maistre «Ensaio sobre o princípio gerador das constituições políticas e das outras instituições humanas.»(1809)
Joseph de Maistre «Ensaio sobre o princípio gerador das constituições políticas e das outras instituições humanas.»(1809)
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