Pela dualidade das leis e do progresso económico,o modernismo dissolve a família,o primeiro grupo social.Geralmente,o grupo social,que se coloca entre o ser social e o estado,opõe-se ao individualismo igualitário e ao estado revolucionário.A extrema-direita apropriar-se-á destas ideias-tal como o corporativismo de Vichy.Sabe-se que a revolução tinha suprimido todo o corporativismo para abolir tudo o que lhe parecia feudal.A reabilitação contra-revolucionária dos grupos e das ordens restitui uma parte importante da tradição. A contra-revolução defende o corpo intermediário clássico.Para ela,a antiga França feudal e monárquica não é o resultado de uma construcção empírica,uma conquista aleatória: é o resultado através do tempo da verdade. «As famílias unidas num corpo formam uma nação em relação à comunidade de origem, um povo em relação à comunidade territorial,um estado em relação à comunidade das leis.»(Legislação primitiva,1802). O estado é uma grande família,não um ser moral e colectivo do tipo Rousseaunista que recebe por actos associativos,ou pacto social,«a sua unidade,o seu eu comum,a sua vida e a sua vontade.» Inversamente,quanto mais estado houver numa sociedade,pior ela está organizada. O estado torna-se despótico.É a origem do que se chama totalitarismo. As suas leis não são necessárias mas arbitrárias. Só pode estabelecer-se através da força e tende a invadir. A sociedade sacraliza-a e abdica da sua liberdade individual. Para um contra-revolucionário,o estado é apenas um instrumento,não um poder ou uma divindade. Assim sendo,tudo o que sobressai da justiça,das finanças,do exército,do comércio,etc,deve ser retido e publicitado como exemplo a seguir.É um desvio enorme relativamente à nossa mentalidade moderna,símbolo de uma reflexão política que se tornou totalmente estranha,mas que volta a ser actual perante a exasperação de tantos cidadãos contra um estado omnipresente e impotente.
Entendamos bem as diferenças:o ultra-liberalismo-que se radicaliza ainda mais com os libertários-apenas vê as supostas virtudes de um estado que incentiva as liberdades económicas,em que as leis(a mão invisível do mercado?) substituem as leis da natureza contra-revolucionária. A moral do lucro,é o monstro do individualismo que esquecendo a lei divina transforma o ser humano num selvagem. O liberalismo não compensa de nenhuma forma as desigualdades naturais,pois, não classificando as desigualdades pelas funções orgânicas mas sim pelas diferenças de talento,cria uma nova versão do darwinismo social,rebaixando os indivíduos. Chega-se assim à conclusão que o pensamento contra-revolucionário recusa o indivíduo como princípio fundador e como referência absoluta de organização social e política,e das instituições,culpada,segundo o pensamento contra-revolucionário da opressão contra os cidadãos.
Durante os Sécs.XIX e XX,estas análises conheceram uma grande prosperidade,serão recicladas e serão feitas variadas teorizações da sociedade e da política. A corrente mais importante será formada por Charles Maurras(1868-1952),a acção francesa, em que as ideias principais inscrevem-se na continuidade das concepções contra-revolucionárias.Serão radicalizadas e estendidas, criticando o romantismo,exercebação do indivíduo e do eu-o individualismo burguês,a república,essa «mulher sem cabeça.» Exaltando a nação,viram-se contra a república,que era um valor supremo da revolução para passar a ser um engano.
A concepção de Maurras em relação à nação difere grandemente da dos revolucionários;o seu nacionalismo é contra-revolucionário. A nação é um corpo organizado,a soma orgânica é funcional desde que os homens sociais estejam ligados por sentimentos de pertença e partilha mútua,um conjunto complexo e hierarquizado de famílias,de comunidades,de províncias e de corporações.Contra o estado republicano anónimo,desaglutinador,alienante,é preciso celebrar as comunidades naturais, a energia individual ao serviço da comuna e da nação,da unidade dos vivos e da harmonia.Maurras não concebe de forma nenhuma o indivíduo autónomo,livre de obrigações e cheio de direitos.Não quer ele com isto dizer que as características próprias de cada indivíduo devem ser negligenciadas,mas antes que devem ser utilizadas para o bom funcionamento geral do organismo social. Algumas grandes reformas do governo de Vichy tentarão pôr em marcha os ideais Maurrasianos.Mas,de uma foma geral serão classificadas de utopias sem conteúdo real.No entanto,nos discursos,são visíveis as teorias anti-individualistas contra-revolucionárias e uma apologia do homem social enraízado,da família( com a instituição do dia da mãe),da solidariedade nacional,do sentido de comunidade.Desta forma Vichy reforçará a protecção social.
O anti-individualismo parece totalmente contrário à nossa modernidade democrática.
O que resta hoje da direita contra-revolucionária,contesta radicalmente a lei do mercado e da liberalização económica,em nome da integridade da pessoa social,pois ela denuncia a alienação do indivíduo,utilizado como simples mão-de-obra escrava e em consumidor imbecilizado. Uma das primeiras críticas do modelo actual de sociedade do trabalho surgiu da parte de Louis de Bonald em 1796:«As fábricas aprisionam,nas vilas e cidades,uma população imensa de trabalhadores[...],deixados livremente a todos os vícios que habitam a corrupção dos aglomerados,[...],a mínima diminuição de rendimento no seu trabalho,a mínima variação sobre o entusiasmo em relação ao trabalho,deixam-nos entregues à fome e ao desespero esta multitude imprevisível.»(Teoria da educação social). É certo que há algum reaccionismo(recusa de indústria,da vida na cidade,do proletariado desqualificado moralmente),mas com a incontestável acuidade do que Marx chamava de «socialismo feudal»,e um século antes ele descreve a situação,segundo a fórmula de Maurras,«o operário sem louvor,verdadeiro nómada,estacionado num deserto de homens».
Para os contra-revolucionários,o individualismo conduz à alienação.O reino do indivíduo conduz inevitavelmente à escuridão.Para salvar o homem,é preciso combater toda a filosofia e todo o sistema político fundado sobre o individualismo.
Tradução feita da revista le nouvel observateur-Hors-série(décembre 2007)
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
Bonald e de Maistre os anti-luzes-II
Os contra-revolucionários põem fundamentalmente em causa a noção de indivíduo,tal como o definiram os iluministas,especialmente Jean Jacques Rousseau.Segundo os iluministas,o indivíduo,depositário dos valores morais,pode revoltar-se contra uma sociedade que o aliena;o corpo político legítimo é composto de indivíduos livres e iguais em direitos,formando em conjunto o povo soberano,unidos pelo contrato social,onde cada um se empenha em respeitar a lei.O indivíduo torna-se cidadão e virtude cívica,e o laço social entre os indivíduos reside sobre os interesses de cada um e sobre a dedicação à comunidade,à pátria,ou seja ao bem comum.
Para Edmund Burke,o património cultural e os costumes são domínios naturais da existência social,assegurando estabilidade e prosperidade.O ser humano define-se pelos seus deveres para com a sociedade,e não pelos direitos do homem opostos à ordem tradicional:«o constrangimento é,tal como a liberdade,uma faca de dois gumes.»
Joseph de Maistre,afirma que «estamos todos unidos ao trono do ser supremo,por uma corrente flexível,que nos retém sem nos subjugar.» Contesta a noção do Homem abstracto,pura construcção especulativa sem realidade objectiva e histórica:«de modo nenhum existe esse tipo de Homem no mundo.»
Louis de Bonald,o mais rigoroso e o mais sistemático destes pensadores,derruba a posição de Rousseau.Trata-se de definir o Homem como Homem social.«o Homem é a sociedade abreviada,a sociedade é um grande Homem»(Teoria do poder político e religioso,1796).
O homem define-se antes de tudo pelas relações de poder que determinam toda a sua existência,e não somente por qualquer contrato social.A sociedade é orgânica,os seus componentes estão ligados e hierarquizados como os componentes de um organismo vivo.Nasce assim uma teoria social e política organicista:o funcionamento do corpo social é análogo ao do corpo humano.Do mesmo modo,tal é a hierarquia,a mesma estrutura trinitária que organiza toda a criação:«toda a sociedade é composta de três pessoas distintas,sejam pessoas sociais.poder,ministros,sujeitos que recebem diferentes nomes dos diversos estados da sociedade:«pai,mãe,filhos na sociedade doméstica,Deus,padres,fieís na sociedade religiosa,Reis ou chefes supremos,nobres ou funcionários públicos e povo na sociedade política»(Ensaio analítico sobre as leis naturais da ordem social,1800).
O racionalismo e o individualismo do iluminismo cresceram juntos:conduzindo à subversão.Para nos conhecermos,temos de prestar atenção aos que nos rodeiam:«o conhecimento de nós próprios não é mais do que o conhecimento das relações com os nossos semelhantes e dos nossos deveres para com eles.»O Homem está ancorado num habitat natural e na história.A filosofia contra-revolucionária conduz à visão de um Homem concreto,social,enraízado,herdeiro,e não é um indivíduo abstracto e novo dos iluministas.«O género humano começou pela família»(Demonstração filosófica do princípio constituinte da sociedade,1830):Segundo Bonald e todo o pensamento contra-revolucionário,a sociedade encontra as suas origens numa micro-sociedade que repousa na desigualdade orgânica,e a constituição social nada mais é do que esta biologia social que se desenvolve,se complexifica,mas permanece fiel aos seus princípios fundamentais.Estamos em pleno organicismo.A família é fundada sobre a propriedade,motor da actividade humana.O complexo propriedade-família forneceu à direita do Séc.XIX uma base ideológica fecunda.A família dos contra-revolucionários é agrícola.A propriedade é a terra.Aqui está a origem de um divórcio ideológico entre os contra-revolucionários e a economia moderna.(continua)
Tradução feita da revista Le Nouvel observateur-Hors-série(décembre 2007)
Para Edmund Burke,o património cultural e os costumes são domínios naturais da existência social,assegurando estabilidade e prosperidade.O ser humano define-se pelos seus deveres para com a sociedade,e não pelos direitos do homem opostos à ordem tradicional:«o constrangimento é,tal como a liberdade,uma faca de dois gumes.»
Joseph de Maistre,afirma que «estamos todos unidos ao trono do ser supremo,por uma corrente flexível,que nos retém sem nos subjugar.» Contesta a noção do Homem abstracto,pura construcção especulativa sem realidade objectiva e histórica:«de modo nenhum existe esse tipo de Homem no mundo.»
Louis de Bonald,o mais rigoroso e o mais sistemático destes pensadores,derruba a posição de Rousseau.Trata-se de definir o Homem como Homem social.«o Homem é a sociedade abreviada,a sociedade é um grande Homem»(Teoria do poder político e religioso,1796).
O homem define-se antes de tudo pelas relações de poder que determinam toda a sua existência,e não somente por qualquer contrato social.A sociedade é orgânica,os seus componentes estão ligados e hierarquizados como os componentes de um organismo vivo.Nasce assim uma teoria social e política organicista:o funcionamento do corpo social é análogo ao do corpo humano.Do mesmo modo,tal é a hierarquia,a mesma estrutura trinitária que organiza toda a criação:«toda a sociedade é composta de três pessoas distintas,sejam pessoas sociais.poder,ministros,sujeitos que recebem diferentes nomes dos diversos estados da sociedade:«pai,mãe,filhos na sociedade doméstica,Deus,padres,fieís na sociedade religiosa,Reis ou chefes supremos,nobres ou funcionários públicos e povo na sociedade política»(Ensaio analítico sobre as leis naturais da ordem social,1800).
O racionalismo e o individualismo do iluminismo cresceram juntos:conduzindo à subversão.Para nos conhecermos,temos de prestar atenção aos que nos rodeiam:«o conhecimento de nós próprios não é mais do que o conhecimento das relações com os nossos semelhantes e dos nossos deveres para com eles.»O Homem está ancorado num habitat natural e na história.A filosofia contra-revolucionária conduz à visão de um Homem concreto,social,enraízado,herdeiro,e não é um indivíduo abstracto e novo dos iluministas.«O género humano começou pela família»(Demonstração filosófica do princípio constituinte da sociedade,1830):Segundo Bonald e todo o pensamento contra-revolucionário,a sociedade encontra as suas origens numa micro-sociedade que repousa na desigualdade orgânica,e a constituição social nada mais é do que esta biologia social que se desenvolve,se complexifica,mas permanece fiel aos seus princípios fundamentais.Estamos em pleno organicismo.A família é fundada sobre a propriedade,motor da actividade humana.O complexo propriedade-família forneceu à direita do Séc.XIX uma base ideológica fecunda.A família dos contra-revolucionários é agrícola.A propriedade é a terra.Aqui está a origem de um divórcio ideológico entre os contra-revolucionários e a economia moderna.(continua)
Tradução feita da revista Le Nouvel observateur-Hors-série(décembre 2007)
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Bonald e De Maistre os anti-luzes
A causa é perceptível:a direita contra-revolucionária está morta,ou reduzida a alguns fogachos de uma resistência folclórica atordoada.O seu discurso já só interessa aos historiadores político.Isto é uma evidência.Mas será mesmo assim?
A sua incontestável derrota política e ideológica condena-a ao silêncio eterno?
Nestes tempos actuais,tumultuosos,de interrogações,onde constantemente se põe tudo em causa,onde cada um sente,aprova e sabe em maior ou menor escala que a máquina social se desmorona,é possívelreexaminar o diagnóstico que este pensamento de direita formulou sobre as origens da nossa modernidade política.Numa época que se torna cada vez mais problemática,conflituosa,as relações entre a liberdade individual e os interesses colectivos,tornam-se confusas porque indivíduo e estado iludidos pela paixão da igualdade provocam um desejo de se singularizem,o que provoca naturalmente conflitos de interesses.As leis do mercado e de justiça social,mundialismo e nação,são interpretados ao limite máximo das consequências do iluminismo-sendo muito politicamente incorrecto contestá-los!-não se vislumbrando os seus limites e as suas incertezas.Talvez os argumentos dos inimigos do iluminismo e das suas consequências,a revolução Francesa,dito de outra forma os fósseis contra-revolucionários,estes anti-modernos por excelência,encontram hoje alguma pertinência,ou pelo menos mostram que as interrogações contemporâneas vêem de longa data,a da modernidade ante-revolucionária.
Uma chamada de atenção:nascida em 1789,o pensamento contra-revolucionário é também em boa parte herdeiro do anti-iluminismo,tal como as correntes do conservadorismo histórico,o despotismo esclarecido e o absolutismo integral.As suas elaborações teóricas intervirão em diferentes momentos,começando pela Inglaterra,pela Suiça e pela Alemanha,antes mesmo de serem elaboradas nos meios da emigração.Na sua forma mais radical,ela condena não só os princípios,actos,actores e consequências da revolução,mas também os principais conceitos filosóficos do pensamento iluminista,onde se reconhece a origem maldita da catástrofe.Elaborada entre outros pelo Irlandês Edmund Burke(1729-1797).Louis de Bonald(1754-1840) e Joseph de Maistre(1753-1821)-dois exilados da revolução-o pensamento contra-revolucionário é complexo desde a origem,devido à diversidade de pontos de vista,dos conceitos utilizados,das perspectivas ideológicas e politicas.Apesar das diferenças,as teorias contra-revolucionárias têm em comum a vontade de compreender as causas e o desenvolvimento da revolução,e de prever os possíveis fins.Recusa sobretudo,a concepção abstracta do Homem sobre o qual se fundiu a ideia revolucionária da constituição e sobre a pretensão humana de refundar a história.(continua)
Tradução feita da revista Le Nouvel observateur-Hors-série(décembre 2007)
A sua incontestável derrota política e ideológica condena-a ao silêncio eterno?
Nestes tempos actuais,tumultuosos,de interrogações,onde constantemente se põe tudo em causa,onde cada um sente,aprova e sabe em maior ou menor escala que a máquina social se desmorona,é possívelreexaminar o diagnóstico que este pensamento de direita formulou sobre as origens da nossa modernidade política.Numa época que se torna cada vez mais problemática,conflituosa,as relações entre a liberdade individual e os interesses colectivos,tornam-se confusas porque indivíduo e estado iludidos pela paixão da igualdade provocam um desejo de se singularizem,o que provoca naturalmente conflitos de interesses.As leis do mercado e de justiça social,mundialismo e nação,são interpretados ao limite máximo das consequências do iluminismo-sendo muito politicamente incorrecto contestá-los!-não se vislumbrando os seus limites e as suas incertezas.Talvez os argumentos dos inimigos do iluminismo e das suas consequências,a revolução Francesa,dito de outra forma os fósseis contra-revolucionários,estes anti-modernos por excelência,encontram hoje alguma pertinência,ou pelo menos mostram que as interrogações contemporâneas vêem de longa data,a da modernidade ante-revolucionária.
Uma chamada de atenção:nascida em 1789,o pensamento contra-revolucionário é também em boa parte herdeiro do anti-iluminismo,tal como as correntes do conservadorismo histórico,o despotismo esclarecido e o absolutismo integral.As suas elaborações teóricas intervirão em diferentes momentos,começando pela Inglaterra,pela Suiça e pela Alemanha,antes mesmo de serem elaboradas nos meios da emigração.Na sua forma mais radical,ela condena não só os princípios,actos,actores e consequências da revolução,mas também os principais conceitos filosóficos do pensamento iluminista,onde se reconhece a origem maldita da catástrofe.Elaborada entre outros pelo Irlandês Edmund Burke(1729-1797).Louis de Bonald(1754-1840) e Joseph de Maistre(1753-1821)-dois exilados da revolução-o pensamento contra-revolucionário é complexo desde a origem,devido à diversidade de pontos de vista,dos conceitos utilizados,das perspectivas ideológicas e politicas.Apesar das diferenças,as teorias contra-revolucionárias têm em comum a vontade de compreender as causas e o desenvolvimento da revolução,e de prever os possíveis fins.Recusa sobretudo,a concepção abstracta do Homem sobre o qual se fundiu a ideia revolucionária da constituição e sobre a pretensão humana de refundar a história.(continua)
Tradução feita da revista Le Nouvel observateur-Hors-série(décembre 2007)
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
A cruz-símbolo planetário
A cruz é muito mais do que um símbolo do cristianismo,é antes de tudo um símbolo planetário.A cruz na sua génese é pré-cristã,representa não só um simbolismo religioso como também um simbolismo cósmico.
Mais uma vez a elite apátrida anti-cristã veio conspurcar as relações entre o Homem e o planeta,entre o Homem e o cosmos.Nada sabem sobre a cruz,assim como sobre a suástica,sobre a circunferência,sobre a circunferência com a cruz no meio,nada sabem.Apenas sabem e glorificam o seu progressismo balofo,que lhes diz que essas coisas estão ultrapassadas.Mas ultrapassado está todo aquele que pensa assim.
As relações das plantas,dos animais e do Homem com as correntes de vida na atmosfera terrestre são representadas por uma cruz.O reino mineral não está representado porque não tem um corpo vital individual e portanto não pode ser veículo de correntes que pertencem aos reinos superiores.
O braço inferior da cruz indica a planta,que tem as suas raízes na terra química,mineral.Os espíritos de grupo das plantas estão no centro da terra.Destes espíritos de grupo das plantas fluem correntes em todas as direcções da terra,exteriorizadas através das plantas.A parte superior da cruz representa o Homem,é uma planta invertida.A planta absove os seus alimentos por baixo,pelas raízes e o Homem absorve-os pela parte superior.A planta dirige os seus órgãos de geração para o sol e o Homem,a planta invertida,volve os seus órgãos para o centro da terra.Enquanto a planta é sustentada pelas correntes espirituais do espírito de grupo, o Homem,a planta invertida,recebe do sol a influência espiritual mais elevada.O sol envia os seus raios através do Homem,que descem da cabeça para baixo.A planta recebe e absorve o venenoso dióxido de carbono expirado pelo Homem,e exala,em troca,o vivificante oxigénio que o Homem utiliza.
O animal,representado pelo braço horizontal da cruz,está entre a planta e o Homem.A sua espinha dorsal é horizontal e através dela,passam as correntes do espírito de grupo ,que circulam em torno da terra.Nenhum animal pode permanecer em posição erecta,porque nessa posição,as correntes do espírito de grupo,não podem guiá-lo.Morreria,por não estar suficientemente individualizado para suportar as correntes espirituais que penetram através da medula espinal humana.
A primeira cruz não tinha o braço superior,por não haver ainda nessa altura o Homem tal e qual o conhecemos hoje.Nessa altura era a cruz tau.
Voltando ao princípio,todos estes laicos anti-cristãos e anti-planetários(embora aqui eles não tenham consciência disto) NÃO SABEM O QUE ESTÃO A DIZER NEM O QUE ESTÃO A FAZER.
Tristes ignorantes,pensarem que a cruz se resume a uma questão religiosa,é uma coisa altamente desclassificante para as suas próprias pessoas.Mas de gargalhada em gargalhada,lá vai o progressismo rendendo asneiras e fazendo com que milhões e milhões de cristãos sejam ofendidos e vilipendiados.Se fosse o crescente lunar,já teria começado uma guerra...
Mais uma vez a elite apátrida anti-cristã veio conspurcar as relações entre o Homem e o planeta,entre o Homem e o cosmos.Nada sabem sobre a cruz,assim como sobre a suástica,sobre a circunferência,sobre a circunferência com a cruz no meio,nada sabem.Apenas sabem e glorificam o seu progressismo balofo,que lhes diz que essas coisas estão ultrapassadas.Mas ultrapassado está todo aquele que pensa assim.
As relações das plantas,dos animais e do Homem com as correntes de vida na atmosfera terrestre são representadas por uma cruz.O reino mineral não está representado porque não tem um corpo vital individual e portanto não pode ser veículo de correntes que pertencem aos reinos superiores.
O braço inferior da cruz indica a planta,que tem as suas raízes na terra química,mineral.Os espíritos de grupo das plantas estão no centro da terra.Destes espíritos de grupo das plantas fluem correntes em todas as direcções da terra,exteriorizadas através das plantas.A parte superior da cruz representa o Homem,é uma planta invertida.A planta absove os seus alimentos por baixo,pelas raízes e o Homem absorve-os pela parte superior.A planta dirige os seus órgãos de geração para o sol e o Homem,a planta invertida,volve os seus órgãos para o centro da terra.Enquanto a planta é sustentada pelas correntes espirituais do espírito de grupo, o Homem,a planta invertida,recebe do sol a influência espiritual mais elevada.O sol envia os seus raios através do Homem,que descem da cabeça para baixo.A planta recebe e absorve o venenoso dióxido de carbono expirado pelo Homem,e exala,em troca,o vivificante oxigénio que o Homem utiliza.
O animal,representado pelo braço horizontal da cruz,está entre a planta e o Homem.A sua espinha dorsal é horizontal e através dela,passam as correntes do espírito de grupo ,que circulam em torno da terra.Nenhum animal pode permanecer em posição erecta,porque nessa posição,as correntes do espírito de grupo,não podem guiá-lo.Morreria,por não estar suficientemente individualizado para suportar as correntes espirituais que penetram através da medula espinal humana.
A primeira cruz não tinha o braço superior,por não haver ainda nessa altura o Homem tal e qual o conhecemos hoje.Nessa altura era a cruz tau.
Voltando ao princípio,todos estes laicos anti-cristãos e anti-planetários(embora aqui eles não tenham consciência disto) NÃO SABEM O QUE ESTÃO A DIZER NEM O QUE ESTÃO A FAZER.
Tristes ignorantes,pensarem que a cruz se resume a uma questão religiosa,é uma coisa altamente desclassificante para as suas próprias pessoas.Mas de gargalhada em gargalhada,lá vai o progressismo rendendo asneiras e fazendo com que milhões e milhões de cristãos sejam ofendidos e vilipendiados.Se fosse o crescente lunar,já teria começado uma guerra...
terça-feira, 3 de novembro de 2009
A retoma económica-a grande mentira
Houvesse em Portugal quem tivesse a coragem de denunciar o estado calamitoso em que se movem as finanças públicas e a crise acabaria num abrir e fechar de olhos.
Portugal é um dos países em que,os comedores inúteis,classificação esta usada em certas cúpulas de poder,mais impostos directos se pagam sobre os produtos em geral proporcionalmente aos ordenados que se auferem.Paga-se 20% de IVA directamente ao estado,exceptuando na alimentação(12%) e mesmo assim só em alguns produtos e na agricultura(5%).É muito dinheiro que se torna sumido,a maior parte,nos sumidouros das cúpulas de poder.Mas há mais,60% de impostos sobre os combustíveis,mais 20% de IRS sobre os profissionais liberais e mais alguns por cento em retenção na fonte dos trabalhadores em geral.Sem falar nas diversas taxas que por aí se vai pagando.Depois teremos que juntar ao bolo os impostos indirectos,IRC,IRS,IMI,PEC,etc.Dinheiro mais do que suficiente para vivermos com estabilidade.E para que serve este dinheiro todo? Tem servido e continua a servir para alimentar obras megalómanas,serve para encher as cúpulas de altíssimos salários e regalias infindáveis e reformas vitalícias escandalosas.Não consigo compreender e ninguém conseguirá de certo,porque é que tem de haver pessoas a ganhar 10000,15000,20000,30000 e mais euros por mês,quando a maioria ganha trocos que não permitem que exista um consumo sustentável,que é o que faz funcionar uma economia.E então como justificar os altos vencimentos da parte das cúpulas do poder?
Eles esfalfam-se para encontrar soluções,aparentemente,porque em verdade são eles os verdadeiros responsáveis desta crise económica. E o mais grave de tudo foi que andaram durante anos a iludir o povinho(inculto) para ter a casa dos seus sonhos,o carro dos seus sonhos,ir ali e acolá de férias(mesmo sem dinheiro para isso),mais plasmas e LCDs,tudo isto para enriquecerem as cúpulas de poder sedentas de mais e mais,de uma forma altamente humilhante mesmo debaixo das nossas barbas.Passados os anos loucos em que a banca emprestava dinheiro à pá,triplicando os lucros de ano para ano,veio o reverso da medalha.
E este reverso da medalha é que provocou a crise.As deslocalizações,o desemprego,o endividamento familiar e a crise pois claro.Crise só para quem trabalha e paga impostos,porque quem nada faz e vive de subsídios é que está bem.Esta é a única crise que existe,pagar e não bufar,paga-se a bom pagar em Portugal para alimentar os bolsos de uns quantos a quem estas coisas são completamente desconhecidas.
Nada mudará por acção de políticos ou de políticas,a retoma económica é mais um conto de embalar para as mentes lipofrénicas do povinho não conseguirem verem o que se passa.A retoma económica serve para enfiar mais uns milhões na mão dos crápulas que desgovernam e destroem o País há mais de 30 anos.
Portugal é um dos países em que,os comedores inúteis,classificação esta usada em certas cúpulas de poder,mais impostos directos se pagam sobre os produtos em geral proporcionalmente aos ordenados que se auferem.Paga-se 20% de IVA directamente ao estado,exceptuando na alimentação(12%) e mesmo assim só em alguns produtos e na agricultura(5%).É muito dinheiro que se torna sumido,a maior parte,nos sumidouros das cúpulas de poder.Mas há mais,60% de impostos sobre os combustíveis,mais 20% de IRS sobre os profissionais liberais e mais alguns por cento em retenção na fonte dos trabalhadores em geral.Sem falar nas diversas taxas que por aí se vai pagando.Depois teremos que juntar ao bolo os impostos indirectos,IRC,IRS,IMI,PEC,etc.Dinheiro mais do que suficiente para vivermos com estabilidade.E para que serve este dinheiro todo? Tem servido e continua a servir para alimentar obras megalómanas,serve para encher as cúpulas de altíssimos salários e regalias infindáveis e reformas vitalícias escandalosas.Não consigo compreender e ninguém conseguirá de certo,porque é que tem de haver pessoas a ganhar 10000,15000,20000,30000 e mais euros por mês,quando a maioria ganha trocos que não permitem que exista um consumo sustentável,que é o que faz funcionar uma economia.E então como justificar os altos vencimentos da parte das cúpulas do poder?
Eles esfalfam-se para encontrar soluções,aparentemente,porque em verdade são eles os verdadeiros responsáveis desta crise económica. E o mais grave de tudo foi que andaram durante anos a iludir o povinho(inculto) para ter a casa dos seus sonhos,o carro dos seus sonhos,ir ali e acolá de férias(mesmo sem dinheiro para isso),mais plasmas e LCDs,tudo isto para enriquecerem as cúpulas de poder sedentas de mais e mais,de uma forma altamente humilhante mesmo debaixo das nossas barbas.Passados os anos loucos em que a banca emprestava dinheiro à pá,triplicando os lucros de ano para ano,veio o reverso da medalha.
E este reverso da medalha é que provocou a crise.As deslocalizações,o desemprego,o endividamento familiar e a crise pois claro.Crise só para quem trabalha e paga impostos,porque quem nada faz e vive de subsídios é que está bem.Esta é a única crise que existe,pagar e não bufar,paga-se a bom pagar em Portugal para alimentar os bolsos de uns quantos a quem estas coisas são completamente desconhecidas.
Nada mudará por acção de políticos ou de políticas,a retoma económica é mais um conto de embalar para as mentes lipofrénicas do povinho não conseguirem verem o que se passa.A retoma económica serve para enfiar mais uns milhões na mão dos crápulas que desgovernam e destroem o País há mais de 30 anos.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
O imobilismo social da esquerda
Um estranho desígnio abateu-se sobre a sociedade Portuguesa.Toda a gente sabe ou pelo menos terá o pressentimento,que estamos a ser subjugados por uma ditadura financeira,social e cultural.E,no entanto,ninguém toma isto a sério.É o modernismo e o progresso,dizem.É o socialismo utópico do «tempo é dinheiro versus a igualdade falsa».A esquerda radical é a melhor intérprete desta fórmula.Tudo é relativo,e tudo é verdadeiro e falso ao mesmo tempo,dependendo da situação e dos contextos.Arranjam-se continuamente bodes expiatórios para lançar as culpas de tudo sobre alguns e assim institucionaliza-se a noção de que existe um culpado eterno,que não os verdadeiros culpados,pela situação difícil em que Portugal está mergulhado.Como tal,há que desobrigar as pessoas de produzirem algo,é o imobilismo total na pior chantagem que se possa fazer à humanidade.E de seguida,juntem-lhes o aborto livre,os casamentos homossexuais e a liberalização das drogas e vejam bem o que se está aí a preparar.
domingo, 1 de novembro de 2009
O culto da terra e dos mortos-Influências do nacionalismo Alemão-III
Mas em França,neste país onde a unidade nacional existe desde longa data,onde a nação é um produto de um longo processo político,onde as fronteiras culturais e linguísticas são praticamente iguais às fronteiras políticas,a filosofia de Herder não responde a nenhuma necessidade concreta. E apesar de tudo,desde os meados do Séc.XIX,os nacionalismos alemão e Francês começam a apresentar características semelhantes:o movimento de revolta contra as luzes-movimento renovador cultural que a Alemanha tinha iniciado,e do qual,progressivamente,influenciva a França.Esta convergência atingiu o auge no início do Séc.XX. Quanto mais se avançava no tempo,mais o processo de radicalização se afirmava.Taine e Renan,um Darwinista social convicto, e outro mais próximo do ideólogo racista Arthur Gobineau,representando,em relação a Michelet,elementos determinantes para um nacionalismo de solo e de sangue.Tanto que o rejeitar das luzes começa inapelavelmente a chegar aos sectores da alta cultura até à opinião pública em geral,e o significado político deste fenómeno em França começava a provocar mossa.
Mas desde que as condições se prestaram,a revolta cultural deu origem à revolta política.Assim tinha acontecido na Alemanha: aquando do inverno de 1807,Fichte proclama o seu famoso «discurso à nação Alemã»,o apelo lançado em Berlim ocupada peo exército Francês,altamente alimentado de um puro espírito Herdeniano.As guerras levadas a cabo não somente ao exército Francês mas também às luzes Francesas foram um fenómeno de massas,às dimensões relativamente limitadas da época,mas foram efectivamente essas guerras que permitiram ao corpus intelectual ligado aos princípios essenciais do historicismo Herderiano,tornar-se uma força política.
A França foi tocada mais tarde,logo que,segundo todos os inimigos da democracia,a derrota de 1870 trouxera a prova da inferioridade de uma cultura política enraízada nas luzes francesas segundo os principios de 1789.Não foi a ditadura do golpe de estado que foi esmagada em dezembro de 1870,mas sim a obra da revolução Francesa.Aqui está,segundo Taine e Renan,as verdadeiras razões,profundas,fundamentais,da decadência Francesa,e da vitória da Prússia monárquica,autoritária e,segundo Renan,ainda semi-feudal.A França pagava o preço de uma revolução que tinha manchado a sua história,e dotando-a de uma igualdade mortal: a decomposição da França estava escrita na obra de Rousseau e os verdadeiros coveiros da grandeza Francesa não eram outros senão os Homems do Séc.XVIII e os seus descendentes,paladinos dos direitos do homem e da democracia.
Foi assim que,com o Séc.XIX aproximando-se do seu final,torna-se evidente que em França as reflexões sobre a decadência igualitária,a explicação da história em termos culturais primeiramente,racialistas de seguida,as meditações sobre o baixo utilitarismo dos novos tempos assim como as reflexões sobra a doença moral da época põem a causa toda uma cultura política sobre a qual se ancora os fundamentos da própria república.
Ferdinand Brunetiére diria mais tarde sobre Renan de ter sido um dos instigadores do anti-semitismo.Depois de Renan,vieram Maurice Barrés,Paul Bourget,Gustave Lebon e Eduard Drumond,entre outros.Maurras,descrevia a sociedade em termos de corpos,a visão da nação como um organismo vivo,o determinismo cultural engendra necessariamente uma rígida visão do mundo,enclausurada num certo extremismo.
Nos anos que precederam a primeira guerra mundial,os efeitos da acumulação de um século de anti-luzes fazem sentir na sua plenitude máxima.Foi sobre esta base que foi fundada a acção Francesa,e Maurras continuará a obra do nacionalismo integral de Barrés até Vichy.
O nacionalismo da terra e dos mortos tornou-se o motor intelectual da revolução nacional de Vichy,o particularismo nacional e racial é a prova mais forte da sua solidez e da sua potência acumulada ao longo dos anos.
Tradução feita da revista francesa-Le nouvel observateur Hors-série(décembre 2007).
Mas desde que as condições se prestaram,a revolta cultural deu origem à revolta política.Assim tinha acontecido na Alemanha: aquando do inverno de 1807,Fichte proclama o seu famoso «discurso à nação Alemã»,o apelo lançado em Berlim ocupada peo exército Francês,altamente alimentado de um puro espírito Herdeniano.As guerras levadas a cabo não somente ao exército Francês mas também às luzes Francesas foram um fenómeno de massas,às dimensões relativamente limitadas da época,mas foram efectivamente essas guerras que permitiram ao corpus intelectual ligado aos princípios essenciais do historicismo Herderiano,tornar-se uma força política.
A França foi tocada mais tarde,logo que,segundo todos os inimigos da democracia,a derrota de 1870 trouxera a prova da inferioridade de uma cultura política enraízada nas luzes francesas segundo os principios de 1789.Não foi a ditadura do golpe de estado que foi esmagada em dezembro de 1870,mas sim a obra da revolução Francesa.Aqui está,segundo Taine e Renan,as verdadeiras razões,profundas,fundamentais,da decadência Francesa,e da vitória da Prússia monárquica,autoritária e,segundo Renan,ainda semi-feudal.A França pagava o preço de uma revolução que tinha manchado a sua história,e dotando-a de uma igualdade mortal: a decomposição da França estava escrita na obra de Rousseau e os verdadeiros coveiros da grandeza Francesa não eram outros senão os Homems do Séc.XVIII e os seus descendentes,paladinos dos direitos do homem e da democracia.
Foi assim que,com o Séc.XIX aproximando-se do seu final,torna-se evidente que em França as reflexões sobre a decadência igualitária,a explicação da história em termos culturais primeiramente,racialistas de seguida,as meditações sobre o baixo utilitarismo dos novos tempos assim como as reflexões sobra a doença moral da época põem a causa toda uma cultura política sobre a qual se ancora os fundamentos da própria república.
Ferdinand Brunetiére diria mais tarde sobre Renan de ter sido um dos instigadores do anti-semitismo.Depois de Renan,vieram Maurice Barrés,Paul Bourget,Gustave Lebon e Eduard Drumond,entre outros.Maurras,descrevia a sociedade em termos de corpos,a visão da nação como um organismo vivo,o determinismo cultural engendra necessariamente uma rígida visão do mundo,enclausurada num certo extremismo.
Nos anos que precederam a primeira guerra mundial,os efeitos da acumulação de um século de anti-luzes fazem sentir na sua plenitude máxima.Foi sobre esta base que foi fundada a acção Francesa,e Maurras continuará a obra do nacionalismo integral de Barrés até Vichy.
O nacionalismo da terra e dos mortos tornou-se o motor intelectual da revolução nacional de Vichy,o particularismo nacional e racial é a prova mais forte da sua solidez e da sua potência acumulada ao longo dos anos.
Tradução feita da revista francesa-Le nouvel observateur Hors-série(décembre 2007).
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