segunda-feira, 2 de novembro de 2009
O imobilismo social da esquerda
Um estranho desígnio abateu-se sobre a sociedade Portuguesa.Toda a gente sabe ou pelo menos terá o pressentimento,que estamos a ser subjugados por uma ditadura financeira,social e cultural.E,no entanto,ninguém toma isto a sério.É o modernismo e o progresso,dizem.É o socialismo utópico do «tempo é dinheiro versus a igualdade falsa».A esquerda radical é a melhor intérprete desta fórmula.Tudo é relativo,e tudo é verdadeiro e falso ao mesmo tempo,dependendo da situação e dos contextos.Arranjam-se continuamente bodes expiatórios para lançar as culpas de tudo sobre alguns e assim institucionaliza-se a noção de que existe um culpado eterno,que não os verdadeiros culpados,pela situação difícil em que Portugal está mergulhado.Como tal,há que desobrigar as pessoas de produzirem algo,é o imobilismo total na pior chantagem que se possa fazer à humanidade.E de seguida,juntem-lhes o aborto livre,os casamentos homossexuais e a liberalização das drogas e vejam bem o que se está aí a preparar.
domingo, 1 de novembro de 2009
O culto da terra e dos mortos-Influências do nacionalismo Alemão-III
Mas em França,neste país onde a unidade nacional existe desde longa data,onde a nação é um produto de um longo processo político,onde as fronteiras culturais e linguísticas são praticamente iguais às fronteiras políticas,a filosofia de Herder não responde a nenhuma necessidade concreta. E apesar de tudo,desde os meados do Séc.XIX,os nacionalismos alemão e Francês começam a apresentar características semelhantes:o movimento de revolta contra as luzes-movimento renovador cultural que a Alemanha tinha iniciado,e do qual,progressivamente,influenciva a França.Esta convergência atingiu o auge no início do Séc.XX. Quanto mais se avançava no tempo,mais o processo de radicalização se afirmava.Taine e Renan,um Darwinista social convicto, e outro mais próximo do ideólogo racista Arthur Gobineau,representando,em relação a Michelet,elementos determinantes para um nacionalismo de solo e de sangue.Tanto que o rejeitar das luzes começa inapelavelmente a chegar aos sectores da alta cultura até à opinião pública em geral,e o significado político deste fenómeno em França começava a provocar mossa.
Mas desde que as condições se prestaram,a revolta cultural deu origem à revolta política.Assim tinha acontecido na Alemanha: aquando do inverno de 1807,Fichte proclama o seu famoso «discurso à nação Alemã»,o apelo lançado em Berlim ocupada peo exército Francês,altamente alimentado de um puro espírito Herdeniano.As guerras levadas a cabo não somente ao exército Francês mas também às luzes Francesas foram um fenómeno de massas,às dimensões relativamente limitadas da época,mas foram efectivamente essas guerras que permitiram ao corpus intelectual ligado aos princípios essenciais do historicismo Herderiano,tornar-se uma força política.
A França foi tocada mais tarde,logo que,segundo todos os inimigos da democracia,a derrota de 1870 trouxera a prova da inferioridade de uma cultura política enraízada nas luzes francesas segundo os principios de 1789.Não foi a ditadura do golpe de estado que foi esmagada em dezembro de 1870,mas sim a obra da revolução Francesa.Aqui está,segundo Taine e Renan,as verdadeiras razões,profundas,fundamentais,da decadência Francesa,e da vitória da Prússia monárquica,autoritária e,segundo Renan,ainda semi-feudal.A França pagava o preço de uma revolução que tinha manchado a sua história,e dotando-a de uma igualdade mortal: a decomposição da França estava escrita na obra de Rousseau e os verdadeiros coveiros da grandeza Francesa não eram outros senão os Homems do Séc.XVIII e os seus descendentes,paladinos dos direitos do homem e da democracia.
Foi assim que,com o Séc.XIX aproximando-se do seu final,torna-se evidente que em França as reflexões sobre a decadência igualitária,a explicação da história em termos culturais primeiramente,racialistas de seguida,as meditações sobre o baixo utilitarismo dos novos tempos assim como as reflexões sobra a doença moral da época põem a causa toda uma cultura política sobre a qual se ancora os fundamentos da própria república.
Ferdinand Brunetiére diria mais tarde sobre Renan de ter sido um dos instigadores do anti-semitismo.Depois de Renan,vieram Maurice Barrés,Paul Bourget,Gustave Lebon e Eduard Drumond,entre outros.Maurras,descrevia a sociedade em termos de corpos,a visão da nação como um organismo vivo,o determinismo cultural engendra necessariamente uma rígida visão do mundo,enclausurada num certo extremismo.
Nos anos que precederam a primeira guerra mundial,os efeitos da acumulação de um século de anti-luzes fazem sentir na sua plenitude máxima.Foi sobre esta base que foi fundada a acção Francesa,e Maurras continuará a obra do nacionalismo integral de Barrés até Vichy.
O nacionalismo da terra e dos mortos tornou-se o motor intelectual da revolução nacional de Vichy,o particularismo nacional e racial é a prova mais forte da sua solidez e da sua potência acumulada ao longo dos anos.
Tradução feita da revista francesa-Le nouvel observateur Hors-série(décembre 2007).
Mas desde que as condições se prestaram,a revolta cultural deu origem à revolta política.Assim tinha acontecido na Alemanha: aquando do inverno de 1807,Fichte proclama o seu famoso «discurso à nação Alemã»,o apelo lançado em Berlim ocupada peo exército Francês,altamente alimentado de um puro espírito Herdeniano.As guerras levadas a cabo não somente ao exército Francês mas também às luzes Francesas foram um fenómeno de massas,às dimensões relativamente limitadas da época,mas foram efectivamente essas guerras que permitiram ao corpus intelectual ligado aos princípios essenciais do historicismo Herderiano,tornar-se uma força política.
A França foi tocada mais tarde,logo que,segundo todos os inimigos da democracia,a derrota de 1870 trouxera a prova da inferioridade de uma cultura política enraízada nas luzes francesas segundo os principios de 1789.Não foi a ditadura do golpe de estado que foi esmagada em dezembro de 1870,mas sim a obra da revolução Francesa.Aqui está,segundo Taine e Renan,as verdadeiras razões,profundas,fundamentais,da decadência Francesa,e da vitória da Prússia monárquica,autoritária e,segundo Renan,ainda semi-feudal.A França pagava o preço de uma revolução que tinha manchado a sua história,e dotando-a de uma igualdade mortal: a decomposição da França estava escrita na obra de Rousseau e os verdadeiros coveiros da grandeza Francesa não eram outros senão os Homems do Séc.XVIII e os seus descendentes,paladinos dos direitos do homem e da democracia.
Foi assim que,com o Séc.XIX aproximando-se do seu final,torna-se evidente que em França as reflexões sobre a decadência igualitária,a explicação da história em termos culturais primeiramente,racialistas de seguida,as meditações sobre o baixo utilitarismo dos novos tempos assim como as reflexões sobra a doença moral da época põem a causa toda uma cultura política sobre a qual se ancora os fundamentos da própria república.
Ferdinand Brunetiére diria mais tarde sobre Renan de ter sido um dos instigadores do anti-semitismo.Depois de Renan,vieram Maurice Barrés,Paul Bourget,Gustave Lebon e Eduard Drumond,entre outros.Maurras,descrevia a sociedade em termos de corpos,a visão da nação como um organismo vivo,o determinismo cultural engendra necessariamente uma rígida visão do mundo,enclausurada num certo extremismo.
Nos anos que precederam a primeira guerra mundial,os efeitos da acumulação de um século de anti-luzes fazem sentir na sua plenitude máxima.Foi sobre esta base que foi fundada a acção Francesa,e Maurras continuará a obra do nacionalismo integral de Barrés até Vichy.
O nacionalismo da terra e dos mortos tornou-se o motor intelectual da revolução nacional de Vichy,o particularismo nacional e racial é a prova mais forte da sua solidez e da sua potência acumulada ao longo dos anos.
Tradução feita da revista francesa-Le nouvel observateur Hors-série(décembre 2007).
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
O culto da terra e dos mortos-Influências do nacionalismo Alemão-II
Michelet descobre Herder pelas traduções de Edgar Quinet:nasce assim uma amizade famosa entre os dois,e Michelet,inspirando-se em Herder,introduz o seu pensamento em França.Continua a ser Michelet que,traduzindo para francês,revela à europa inteira Giambattista Vico(1668-1744),o rpimeiro a ter lançado da sua província Napolitana,o assalto contra o racionalismo.Aqui se coloca a pergunta essencial:porque é que o jovem historiador francês(Michelet),à procura de um método histórico,se voltou para Vico e Herder e não para Montesquieu ou até para Voltaire,o verdadeiro fundador da filosofia da história?Montesquieu era um racionalista,ao passo que Herder,como muito bem notou Hegel depois de Kant,era adepto de um anti-racionalismo que se tornaria a vaga de fundo que ataca a filosofia da época das luzes.Quanto a Renan,ele auto-proclamar-se-á o maior filósofo de todos os tempos,e seguirá Michelet na condenação do «veneno» que segrega o Séc.XVIII.
A explicação das reticências de Michelet a respeito de Montesquieu tem sobretudo a ver com a simpatia pelo nascimento do nacionalismo Alemão.Tal como Herder,Michelet pensa que o recurso demasiado radical da razão enfraquece as forças vitais.De facto,as suas escolhas irão doravante pesar consideravelmente sobre a evolução do pensamento nacionalista em França.A nação para Michelet é um ser vivo,cada povo possui uma alma colectiva,tal como Herder antes dele e tal como Barrés depois dele.Michelet para preservar a identidade nacional eleva-se contra o perigo do cosmopolitismo,e diz claramente:o que acontecerá a este povo,se se pusessem a imitar outros povos indo-se embora,copiando o que poderíamos chamar a anti-frança,a Inglaterra?Para Michelet «a via da imitação» é um corpo estranho que metemos na nossas carne,esta via que Herder reprovava duramente à Alemanha do seu tempo face à França,«é simplesmente a via do suicídio e da morte».
Na realidade,«o povo»(1845) representa esta vertente da historiografia e do nacionalismo Francês que traz em si a marca de vitória dos valores nacionalistas sobre os valores universalistas.É preciso seguir o fio que de Herder,passando por Michelet e Renan,até Barrés,para compreender não só a explosão do início do Séc.XX,mas também,o estranho parentesco entre os nacionalismos Alemão e Francês,que,por volta de 1900 convergem até terem características muito próximas.Não deixa de ser estranho tudo isto,pois,se a este do Rhin,da Alemanha até aos balcãs,ao báltico,à Ucrânia e à Rússia,esta concepção linguística e cultural e não política da colectividade,tal como a ideia dos novos povos aos quais o futuro pertence,tem um sentido e uma função constituíndo uma verdadeira revelação,uma força mobilizadora.Estas ideias não respondem a nenhuma necessidade concreta em França.Era natural que nessas regiões Herder se tornasse um profeta,e o particularismo nacional,histórico e cultural,mais tarde biológico,a lança de acção política,onde nada representava nas terras de eleição da monarquia e das repúblicas jacobinas.Nos impérios onde a colectividade se define pela língua e pela cultura,e não pelo estado ou pela dinastia,os conceitos de génio nacionalista e de carácter nacional eram um motor de revolta compreensível,e os critérios culturais podiam apresentar certas características democráticas,anti-dinásticas e serem forças de libertação.(continua)
Tradução feita da revista Francesa-Le nouvel observateur-Hors-Série(décembre2007)
A explicação das reticências de Michelet a respeito de Montesquieu tem sobretudo a ver com a simpatia pelo nascimento do nacionalismo Alemão.Tal como Herder,Michelet pensa que o recurso demasiado radical da razão enfraquece as forças vitais.De facto,as suas escolhas irão doravante pesar consideravelmente sobre a evolução do pensamento nacionalista em França.A nação para Michelet é um ser vivo,cada povo possui uma alma colectiva,tal como Herder antes dele e tal como Barrés depois dele.Michelet para preservar a identidade nacional eleva-se contra o perigo do cosmopolitismo,e diz claramente:o que acontecerá a este povo,se se pusessem a imitar outros povos indo-se embora,copiando o que poderíamos chamar a anti-frança,a Inglaterra?Para Michelet «a via da imitação» é um corpo estranho que metemos na nossas carne,esta via que Herder reprovava duramente à Alemanha do seu tempo face à França,«é simplesmente a via do suicídio e da morte».
Na realidade,«o povo»(1845) representa esta vertente da historiografia e do nacionalismo Francês que traz em si a marca de vitória dos valores nacionalistas sobre os valores universalistas.É preciso seguir o fio que de Herder,passando por Michelet e Renan,até Barrés,para compreender não só a explosão do início do Séc.XX,mas também,o estranho parentesco entre os nacionalismos Alemão e Francês,que,por volta de 1900 convergem até terem características muito próximas.Não deixa de ser estranho tudo isto,pois,se a este do Rhin,da Alemanha até aos balcãs,ao báltico,à Ucrânia e à Rússia,esta concepção linguística e cultural e não política da colectividade,tal como a ideia dos novos povos aos quais o futuro pertence,tem um sentido e uma função constituíndo uma verdadeira revelação,uma força mobilizadora.Estas ideias não respondem a nenhuma necessidade concreta em França.Era natural que nessas regiões Herder se tornasse um profeta,e o particularismo nacional,histórico e cultural,mais tarde biológico,a lança de acção política,onde nada representava nas terras de eleição da monarquia e das repúblicas jacobinas.Nos impérios onde a colectividade se define pela língua e pela cultura,e não pelo estado ou pela dinastia,os conceitos de génio nacionalista e de carácter nacional eram um motor de revolta compreensível,e os critérios culturais podiam apresentar certas características democráticas,anti-dinásticas e serem forças de libertação.(continua)
Tradução feita da revista Francesa-Le nouvel observateur-Hors-Série(décembre2007)
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
O culto da terra e dos mortos-Influências do nacionalismo Alemão
Nos inícios do Séc.XX, a França opera um deslocamento radical para um nacionalismo de solo e de sangue.O que não é mais do que a consequência do rejeitar da cultura política universalista da época das luzes.
Trinta anos antes da revolução Francesa,a «enciclopédia» de Diderot e D´alembert define a nação como «uma quantidade considerável de povos que habita uma certa extenção de terras fechada dentro de certos limites e que obedece ao mesmo governo».Um ponto,e é tudo.Nem uma palavra sobre a história,a cultura,a língua,a religião:assim nasce o cidadão.Esta visão esclarecida,político e jurídica da colectividade não sobreviverá aos primeiros anos da revolução Francesa.A revolta contra as luzes da segunda metade do Séc.XVIII que da Alemanha passará à França,provocando um acentuar sobre as diferenças entre os povos de cada país e das suas comunidades de origem,dará origem ao nascimento do nacionalismo; o fundador da ideologia nacionalista foi um filósofo Alemão Johann Gottfried Herder(1744-1803).No entanto,nem o nacionalismo que iria percorrer os Sécs.XIX e XX nem os anti-luzes são exclusividades Alemãs.Por volta de 1760,Edmund Burke,o célebre autor das «reflexões sobre a revolução francesa»,que os neoconservadores insistem erradamente em classificá-lo de liberal,começa a forjar uma visão orgânica da nação.Pela primeira vez,o sentimento nacional,o culto do passado nacional,a história,a cultura e as tradições nacionais foram mobilizadas contra a autonomia dos indivíduos,os direitos naturais e a democracia.Mas foi com Herder que o nacionalismo explodiu:Herder e Burke exerceram uma influência determinante sobre Renan,sobre Taine,sobre Michelet e sobre Barrés.
Hippolyte Taine resumirá o pensamento de Johann Herder numa fórmula rapidamente aceite: o Homem é determinado pela raça,pelo meio e pelo momento.O nacionalismo generalizou-se,proclamando como verdade universal que não há verdade universal.
Maurice Barrés dirá:«Não há verdade absoluta,somente há verdades relativas».Da verdade,apenas restam uma pluralidade de verdades nacionais.
Contudo,para se ter uma visão da complexidade do evoluir das ideias,dos conceitos de esquerda e direita,assim como algumas relações surpreendentes e sempre tortuosas entre o nacionalismo alemão e o nacionalismo francês,será preciso falar sobre Michelet.Barrés o teórico da terra e dos mortos,do solo e do sangue,admirava Michelet,porque ele tinha descoberto nesse grande historiador,ele próprio entusiasmado pela escola Alemã,um aspecto que passou despercebido durante muito tempo: a visão da cultura,da hitória e da nação é mais próxima da de Herder e de Burke do que a que se encontra na «enciclopédia» e nos pensadores do iluminismo Francês.(continua)
Tradução feita da revista Le nouvel Observateur Hors-Série(décembre 2007)
Trinta anos antes da revolução Francesa,a «enciclopédia» de Diderot e D´alembert define a nação como «uma quantidade considerável de povos que habita uma certa extenção de terras fechada dentro de certos limites e que obedece ao mesmo governo».Um ponto,e é tudo.Nem uma palavra sobre a história,a cultura,a língua,a religião:assim nasce o cidadão.Esta visão esclarecida,político e jurídica da colectividade não sobreviverá aos primeiros anos da revolução Francesa.A revolta contra as luzes da segunda metade do Séc.XVIII que da Alemanha passará à França,provocando um acentuar sobre as diferenças entre os povos de cada país e das suas comunidades de origem,dará origem ao nascimento do nacionalismo; o fundador da ideologia nacionalista foi um filósofo Alemão Johann Gottfried Herder(1744-1803).No entanto,nem o nacionalismo que iria percorrer os Sécs.XIX e XX nem os anti-luzes são exclusividades Alemãs.Por volta de 1760,Edmund Burke,o célebre autor das «reflexões sobre a revolução francesa»,que os neoconservadores insistem erradamente em classificá-lo de liberal,começa a forjar uma visão orgânica da nação.Pela primeira vez,o sentimento nacional,o culto do passado nacional,a história,a cultura e as tradições nacionais foram mobilizadas contra a autonomia dos indivíduos,os direitos naturais e a democracia.Mas foi com Herder que o nacionalismo explodiu:Herder e Burke exerceram uma influência determinante sobre Renan,sobre Taine,sobre Michelet e sobre Barrés.
Hippolyte Taine resumirá o pensamento de Johann Herder numa fórmula rapidamente aceite: o Homem é determinado pela raça,pelo meio e pelo momento.O nacionalismo generalizou-se,proclamando como verdade universal que não há verdade universal.
Maurice Barrés dirá:«Não há verdade absoluta,somente há verdades relativas».Da verdade,apenas restam uma pluralidade de verdades nacionais.
Contudo,para se ter uma visão da complexidade do evoluir das ideias,dos conceitos de esquerda e direita,assim como algumas relações surpreendentes e sempre tortuosas entre o nacionalismo alemão e o nacionalismo francês,será preciso falar sobre Michelet.Barrés o teórico da terra e dos mortos,do solo e do sangue,admirava Michelet,porque ele tinha descoberto nesse grande historiador,ele próprio entusiasmado pela escola Alemã,um aspecto que passou despercebido durante muito tempo: a visão da cultura,da hitória e da nação é mais próxima da de Herder e de Burke do que a que se encontra na «enciclopédia» e nos pensadores do iluminismo Francês.(continua)
Tradução feita da revista Le nouvel Observateur Hors-Série(décembre 2007)
domingo, 25 de outubro de 2009
Tradição e interpretação
«As interpretações fundamentalistas das sagradas escrituras de todas as vossas tradições de sabedoria são sábias de muitas formas e incompletas,e portanto perigosas,de muitas outras.Respeitem a tradição,mas ampliem a interpretação.É esse o truque actual.É isso que as religiões têm de fazer se pretendem ser úteis aos humanos nos anos vindouros-ou mesmo para sobreviverem.
Respeitem as vossas tradições de sabedoria,mas ampliem a sua interpretação.
(...) A nova espiritualidade nunca condenará a religião tradicional,mas procurará sempre incluí-la no processo pelo qual a verdade divina continua a ser revelada.
Existem demasiados tesouros nas vossas tradições religiosas para os abandonarem.O futuro da humanidade relativamente à religião não é sobre deserção,mas sobre dissecção,não é sobre rejeição,mas sobre rejuvenescimento.
In: oDeus de amanhã-Neale D. Walsh
Respeitem as vossas tradições de sabedoria,mas ampliem a sua interpretação.
(...) A nova espiritualidade nunca condenará a religião tradicional,mas procurará sempre incluí-la no processo pelo qual a verdade divina continua a ser revelada.
Existem demasiados tesouros nas vossas tradições religiosas para os abandonarem.O futuro da humanidade relativamente à religião não é sobre deserção,mas sobre dissecção,não é sobre rejeição,mas sobre rejuvenescimento.
In: oDeus de amanhã-Neale D. Walsh
Deus não julga
«Apenas faz observações.Dizer que está a chover lá fora não é o mesmo que dizer que a chuva é má.Estou simplesmente a observar que,em face do que a humanidade diz que quer ir,em face do que a humanidade insiste em querer experienciar-nomeadamente,um mundo de paz,harmonia e felicidade-estão a encaminhar-se na direcção oposta.»
In: O deus de amanhã-Neale D. Walsh
In: O deus de amanhã-Neale D. Walsh
Deus não tem necessidades
«Pois digo-te,a desnecessidade é o estado de ser em que Deus reside.Deus não precisa de nada .Vocês também não precisam de nada,mas não o sabem.Por isso, andam sempre a tentar preencher as vossas necessidades.Uma vez alcançada a mestria,contudo,percebem que não havia nada que não tivessem de fazer.As vossas necessidades sempre foram preenchidas.
De facto,não tinham necessidades nenhumas.Era tudo invenção vossa.
As pessoas estão sempre a entrar e a sair da mestria a este respeito.Compreendem-no num momento,deixam de o compreender no momento seguinte.A Desnecessidade não é uma qualidade do ser pessoal em que se pensa.É algo que saber acerca de ti próprio no âmago mais profundo do teu ser.
Quando partes desse conhecimento,consegues fazer coisas extraordinárias.(...)
A estratégia de sobrevivência dos seres humanos está a matar-vos.Estão a ser destruídos pela vossa própria história cultural.
(...)Quem colocou a história foram os contadores da história-ou seja,os anciãos e o guardiães na vossa comunidade de origem.E a primeira coisa que vos disseram foi que vocês precisam de alguma coisa.Precisam de alguma coisa para serem felizes,precisam de alguma coisa para serem aceitáveis,precisam de alguma coisa para serem bem sucedidos no mundo.Precisam de alguma coisa.É essa a mensagem da vossa cultura.Os vossos meios de comunicação reforçam-no constantemente.Até as vossas religiões actuais,das quais esperam receber a máxima sabedoria,vos dizem isso.Dizem-vos que necessitam de Deus.E que Deus necessita que vocês se comportem de determinadas maneiras.»
In: O Deus de Amanhã-Neale D.Walsh
De facto,não tinham necessidades nenhumas.Era tudo invenção vossa.
As pessoas estão sempre a entrar e a sair da mestria a este respeito.Compreendem-no num momento,deixam de o compreender no momento seguinte.A Desnecessidade não é uma qualidade do ser pessoal em que se pensa.É algo que saber acerca de ti próprio no âmago mais profundo do teu ser.
Quando partes desse conhecimento,consegues fazer coisas extraordinárias.(...)
A estratégia de sobrevivência dos seres humanos está a matar-vos.Estão a ser destruídos pela vossa própria história cultural.
(...)Quem colocou a história foram os contadores da história-ou seja,os anciãos e o guardiães na vossa comunidade de origem.E a primeira coisa que vos disseram foi que vocês precisam de alguma coisa.Precisam de alguma coisa para serem felizes,precisam de alguma coisa para serem aceitáveis,precisam de alguma coisa para serem bem sucedidos no mundo.Precisam de alguma coisa.É essa a mensagem da vossa cultura.Os vossos meios de comunicação reforçam-no constantemente.Até as vossas religiões actuais,das quais esperam receber a máxima sabedoria,vos dizem isso.Dizem-vos que necessitam de Deus.E que Deus necessita que vocês se comportem de determinadas maneiras.»
In: O Deus de Amanhã-Neale D.Walsh
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