Estou verdadeiramente estupefacto perante toda esta incessante onda anti-nacionalista que de repente se abateu sobre a europa,sendo de salientar que os nacionalistas têm resistido,contudo falta algo que consiga fazer com que o nacionalismo dê o salto necessário,para que as pessoas começem a ter o real entendimento do que se está a passar.
Se as pessoas se derem ao cuidado de pensar um pouquinho depressa verificarão que afinal esta ordem não era para ser esta ordem,e nós somos os escravos,e acima de nós temos os nossos senhores que auferem milhões e milhões,como se fossem sábios verdadeiros,pagos a peso de ouro,cada inspiração e expiração deles custa balúrdios aos escravos.
E consideramo-nos nós modernos e uma sociedade civilizada!
Que grande engano aqui vai!O primeiro passo para a barbárie é uma civilização achar que simplesmente por ter capacidade tecnológica achar-se evoluída,mas como diziam muitos mestres da antiguidade,e também alguns recentes,todo o desenvolvimento tecnológico que não seja acompanhado do respectivo desenvolvimento espiritual,auto destroí-se por si próprio.Já aqui o disse neste blog mas nunca é demais repetí-lo,e que mais há para dizer sobre isto?Está à vista,toda a gente o vê e sente,comenta,avalia,compara,é realidade presente no nosso dia a dia.Mas se toda a gente o sente porque não se age em conformidade?
Provavelmente pelo medo que está incutido nas pessoas,estamos demasiadamente estropiados na nossa maneira de ver o mundo e de entendê-lo,há medo na sociedade actual,muito medo,medo de perder a nossa segurança financeira e material,sem isso estamos completamente desancorados do planeta terra,esta é a triste condição da humanidade actual,não concebe um estado alternativo à ausência de dinheiro,bens materiais,materialismo puro e duro como o actual,porque tudo isto é ilusão!Mas esta ilusão é vista como sendo a nossa realidade,e aqui é que está parte do problema,a ilusão ao ser vista e percepcionada como realidade confunde o princípio pelo qual se deveria reger a ordem adjacente ao poder natural.Todas as ilusões foram criadas para servir de referencial activo ao que desejamos fazer ou ser,ou intuir ou pensar,mas ao ser confundida a ordem,passamos a ser a ilusão,e não o que deveria ser,utilizarmos a ilusão em nosso proveito para evoluirmos conscientemente.Nesse cenário usamos as ilusões mas não somos essas ilusões,estamos fora delas.
Entender isto não é fácil,bem o sei,mas podeis estar certos que se a humanidade quiser ter futuro terá que começar a entender e o tempo começa a ser pouco,perante as investidas cada vez mais agressivas dos antirristas e dos tretocratas que estão a tratar de preparar a chegada do anti-cristo.Os primeiros fazem-no de certa forma inconscientemente,plenamente convencidos da sua obra,os segundos fazem-no bem conscientemente,sabem bem ao que vieram...
sábado, 9 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
Parolândia-venturas e desventuras de um país
Quando chega o tempo em que a vergonha e a decência se transformaram na mais abjecta das iniquidades,tudo passa a ser possível e temo bem que tudo isto tenha um mau fim.
É impossível dizer que somos governados por gente séria e gente que conheça minimamente o seu país,e das duas uma,ou não conhecem na realidade ou então estamos a chegar ao fim.
E este fim começa a ser visível lá ao longe,tornando-se a cada momento mais claro,o aproximar do fim em velocidade de cruzeiro.
Mas a parolândia,nada quer com isso,não quer saber,porque o mais premente,para a parolândia,é o seu fetichismo e o seu hedonismo mascarado de seu opositor.
Os mé(r)dias tão entretidos no desvigor,na imbecilização,e porque não dizê-lo,na desvirilização das populações,são a frente de ataque que vai tratando de semear a dúvida e o desconforto perante o calibre do asneiral e da coscovilhice balofa,sendo esta apanágio de uma grande franja de pseudo-doutores,que por tudo e por nada debitam o equivalente a meia dúzia de alambiques em dia de azáfama.
Quanto aos triantopatas cá do sítio,aqueles que sempre de boca aberta afirmam;vivemos em democracia e num estado de direito...bem torto esse estado de direito,para nosso azar...a história dessa gente é outra,estando ao serviço de outros interesses e objectivos,tratam eles de se precaverem o quanto antes,pois já se aperceberam que o "edifício" vai cair.
No resto da parolândia,tudo vai bem,foguetes,festa,vinho e umas patuscadas à la gardere,tudo se esquece de seguida,porque a cada novo estímulo e a cada nova sensação,o novo substitui o velho,e tendo o povo memória curta,dai-lhes aí umas mamas e umas boas pernas em horário nobre para pôr os cliptopatas a babar,de seguida futebol a rodos de preferência com polémica.E se não chegar falai todos os dias em desemprego,fábricas a fechar e outras empresas,vírus suínos,assaltos e mais assaltos,corruptos e corrupções.e tudo de mau e pior que possa haver.Quanto ao que é bom e interessante,falai,mas em surdina,sem muita gente a acompanhar,porque isso não faz parte dos planos,evidentemente.
Pobres de espírito que somos para não conseguir ver coisas tão básicas,deram-nos a ilusão do trabalha e consome,do rodeia-te de inutilidas e do conforma-te com a vida anti-natural que levas e não conseguimos vislumbrar um palmo á frente da testa!
É impossível dizer que somos governados por gente séria e gente que conheça minimamente o seu país,e das duas uma,ou não conhecem na realidade ou então estamos a chegar ao fim.
E este fim começa a ser visível lá ao longe,tornando-se a cada momento mais claro,o aproximar do fim em velocidade de cruzeiro.
Mas a parolândia,nada quer com isso,não quer saber,porque o mais premente,para a parolândia,é o seu fetichismo e o seu hedonismo mascarado de seu opositor.
Os mé(r)dias tão entretidos no desvigor,na imbecilização,e porque não dizê-lo,na desvirilização das populações,são a frente de ataque que vai tratando de semear a dúvida e o desconforto perante o calibre do asneiral e da coscovilhice balofa,sendo esta apanágio de uma grande franja de pseudo-doutores,que por tudo e por nada debitam o equivalente a meia dúzia de alambiques em dia de azáfama.
Quanto aos triantopatas cá do sítio,aqueles que sempre de boca aberta afirmam;vivemos em democracia e num estado de direito...bem torto esse estado de direito,para nosso azar...a história dessa gente é outra,estando ao serviço de outros interesses e objectivos,tratam eles de se precaverem o quanto antes,pois já se aperceberam que o "edifício" vai cair.
No resto da parolândia,tudo vai bem,foguetes,festa,vinho e umas patuscadas à la gardere,tudo se esquece de seguida,porque a cada novo estímulo e a cada nova sensação,o novo substitui o velho,e tendo o povo memória curta,dai-lhes aí umas mamas e umas boas pernas em horário nobre para pôr os cliptopatas a babar,de seguida futebol a rodos de preferência com polémica.E se não chegar falai todos os dias em desemprego,fábricas a fechar e outras empresas,vírus suínos,assaltos e mais assaltos,corruptos e corrupções.e tudo de mau e pior que possa haver.Quanto ao que é bom e interessante,falai,mas em surdina,sem muita gente a acompanhar,porque isso não faz parte dos planos,evidentemente.
Pobres de espírito que somos para não conseguir ver coisas tão básicas,deram-nos a ilusão do trabalha e consome,do rodeia-te de inutilidas e do conforma-te com a vida anti-natural que levas e não conseguimos vislumbrar um palmo á frente da testa!
segunda-feira, 27 de abril de 2009
As visões de D.Nuno Álvares Pereira
Segundo alguns autores e investigadores D.Nuno Álvares Pereira,estava muito á frente no seu tempo.Assim como outros seus contemporâneos,embora em menor escala.
O condestável não se limitava a ser um aluno aplicado e disciplinado,foi muito mais do que isso.Para além das suas qualidades naturais e da sua grande capacidade de liderança e estratégia,o condestável segundo alguns autores,teve visões e esteve em contacto com outros seres,a história,aliás,é muito "solícita" em relação a esse tema.Segundo outros o condestável tinha o dom da ubiquidade,e quem o tem sabe parar a corrente do tempo,entrando na quarta dimensão.Exemplo disto foi a famosa batalha de valverde,quando o condestável desapareceu repentinamente,e foram os seus companheiros já preocupados dar com ele ajoelhado em cima de um penedo,e suplicando-lhe que não era hora de rezar pois o inmigo levava vantagem,ele apenas lhes respondia,ainda não chegou a hora...
O condestável não se limitava a ser um aluno aplicado e disciplinado,foi muito mais do que isso.Para além das suas qualidades naturais e da sua grande capacidade de liderança e estratégia,o condestável segundo alguns autores,teve visões e esteve em contacto com outros seres,a história,aliás,é muito "solícita" em relação a esse tema.Segundo outros o condestável tinha o dom da ubiquidade,e quem o tem sabe parar a corrente do tempo,entrando na quarta dimensão.Exemplo disto foi a famosa batalha de valverde,quando o condestável desapareceu repentinamente,e foram os seus companheiros já preocupados dar com ele ajoelhado em cima de um penedo,e suplicando-lhe que não era hora de rezar pois o inmigo levava vantagem,ele apenas lhes respondia,ainda não chegou a hora...
domingo, 26 de abril de 2009
D.Nuno Álvares Pereira-O santo condestável
(...)durante os últimos meses de 1380 e primeiros meses do seguinte não cessaram os preparativos bélicos.O monarca Português nomeou fronteiros para as principais terras do alentejo e equipou uma frota de 21 navios,cujo comando veio a ser confiado a João Afonso Telo,irmão da Raínha.O rei de Castela concentrou as suas forças em Badajoz,dando-lhes por chefe o mestre de Sant´iago Fernando Osorez,e armou em Sevilha uma frota de 17 navios,comandada pelo experimentado almirante Fernão Sanchez de Tovar.Em maio de 1381 foi publicada a guerra;pouco depois travaram-se as primeiras escaramuças no Alentejo.Em 11 de Junho a armada Portuguesa saiu de Lisboa para ir dar combate á Castelhana.Pelas alturas do Algarve,os navios iam já separados.No porto de Saltes estava fundeada a armada Castelhana.(...)Entretanto D.Fernando enviava ao Alentejo para coordenar os esforços da defesa um seu privado,Gonçalo Vasques de Azevedo,e,pouco depois,investia no cargo de fronteiriço de entre-Tejo e-Guadiana o moço D.Nuno Álvares Pereira,que para isso mandara vir do norte do País,onde então se encontrava.
Foi por esta ocasião que Nuno Álvares Pereira empreendeu o seu primeiro acto de grande audácia,mandando raptar o filho do mestre Sant´iago para um encontro em que cada um seria acompanhado por dez cavaleiros.Já estava aceite o desafio quando D.Fernando,a quem o caso fora relatado,mandou chamar Nuno Álvares Pereira e proibiu-lhe que levasse avante o seu propósito,pois precisava do seu esforço para cousas de maior monta.(...).
Nos finais de 1381 D.Fernando e o conde de Cambridge,recentemente chegado a Portugal com cerca de 3 mil soldados,saíram de Lisboa,passando por Santarém,dirigindo-se depois para o Alentejo com as respectivas forças.A armada onde vieram os Ingleses saiu também do Tejo.Assim ficou Lisboa desguarnecida,e os Castelhanos sabendo disso,vieram atacar Lisboa.Uma armada castelhana entrou no tejo em 7 de março de 1382 e desembarcou tropas que destruiram quanto puderam em volta de Lisboa,chagando a Sintra e Palmela.Só ficou incómule a parte murada da Capital.Esta obra de destruição cessou apenas quando chegaram as forças comandadas por Nuno Álvares Pereira e seus irmãos,entre os quais Pedro Álvares,prior do hospital.
(...)Ao passo que em Castela a linha sucessória estava muito bem representada,em Portugal havia apenas para herdeira,a Infanta D.Beatriz.E era bem problemático que D.Fernando,doente,precocemente envelhecido,caminhando para a sepultura a passos largos,viesse a ter mais filhos.
A 30 de abril de 1383 tiveram lugar os desposórios da Infanta com o Rei de Castela,representado pelo arcebispo de Sant´iago,seu procurador para êste efeito.Doze dias depois,segundo uma claúsula do contrato matrimonial,deveria a Infanta ser entregue a seu esposo entre Elvas e Badajoz.
Para este efeito partiu de Salvaterra de Magos,onde se celebrara a cerimónia,para Elvas,acompanhando-a a sua mãe,e grande número de prelados e nobres,entre eles,o Mestre de Avis,D.João,futuro rei de Portugal,filho ilegítimo de D.PedroI.(...)o banquete dêsse dia teve a assinalá-lo um sucesso que bem mostrou,mais uma vez,o valor de D.Nuno Álvares Pereira.Nuno Álvares Pereira e o seu irmão Fernando Álvares Pereira pertenciam ao número dos convidados.Logo que chegou o momento próprio,todos se encaminharam para os seus lugares.Os dois irmãos,por delicadeza,não se apressaram muito,de modo que,quando chegaram junto da sua mesa,encontraram já todos os logares tomados por fidalgos Castelhanos e Portugueses.Vendo isto,o insofrido Nuno Álvares Pereira resolveu logo vingar-se de tal descortezia.Chegando-se para a mesa,derrubou-lhe um dos pés e tudo foi ao chão.Então,no meio do alvoroço geral,Nuno Álvares Pereira retirou-se calmo e tranquilo como se nada tivesse feito.Relatando minuciosamente êste curioso sucesso,o cronista Fernão Lopes acrescenta que tendo sido narrados ao Rei de Castela os motivos determinantes atitude de Nun´álvares,êle retorquira que quem tal cousa fizera viria certamente a ser autor de grandes feitos.
Aquando da Morte de D.Fernando um dos convidados para a cerimónia fúnebre fôra o jovem Nuno Álvares Pereira-o futuro condestável-então um moço sonhador,cheio de entusiasmos patrióticos.Terminadas as exéquias,Nuno Álvares Pereira comunicou a alguns nobres da sua intimidade,entre eles o seu tio Rui Pereira,a sua opinião de que urgia matar o conde de Ourém,João Fernandes Andeiro,que segundo a opinião pública era amante da Raínha.
(...)A 6 de abril de 1384,um logar a que chamavam atoleiros,entre Estremoz e Fronteira os exércitos Português e Castelhano encontraram-se.As fôrças Castelhanas eram muito superiores em número às Portuguesas.Nun´Álvares,depois de animar os seus,mandou apear os cavaleiros.Êle próprio se foi colocar entre os da vanguarda,de lança em riste.Os Castelhanos lançaram-se a cavalo contra o pequeno núcleo de Portugueses,pensando que o rude choque da sua cavalaria poria em desbarato os Portugueses;mas depressa se viu o bom êxito da medida de Nun´Álvares.Cravando-se nas lanças que os Portugueses mantinham bem firmes,os primeiros cavalos caíram logo feridos,e com êles,os cavaleiros.Os que seguiam,tropeçando nos primeiros,fôram também ao chão.Toda a massa ofensiva,que,minutos antes,parecia invencível,era agora um amontoado confuso de homens e animais,sôbre o qual choviam sem cessar virotões e dardos lançados pelos homens de pé que Nun´Álvares colocara na sua retaguarda e nas alas da sua pequena formação.Não durou muito a luta;ao cabo de bem pouco tempo,os Castelhanos estavam em fuga,deixando no campo de batalha dezenas de mortos e feridos.Dos Portugueses ninguém morrera,ninguém ficara ferido.Nuno Álvares Pereira começava a mostrar as suas qualidades de chefe militar.(...)Durante o decorrer dos sucessos do cêrco de Lisboa,Nun´Álvares não permanecera inactivo.Fôra primeiro ao Porto para coadjuvar a luta contra o arcebispo de Compostela,regressando depois ao alentejo,onde recomeçou as suas façanhas,sustentando com denodo vários recontros com o inimigo e apossando-se de Monsaraz.Quando o exército Castelhano levantou o cêrco de Lisboa,achava-se Nun´Álvares em Palmela.Partiu dali para o alentejo a encetar uma nova campanha,de que resultou a posse de Portel e um insucesso em Vila Viçosa,cujo cêrco foi forçado a levantar tendo morrido alguns dos seus,entre os quais o seu irmão Fernando Pereira.
(...)A 6 de abril de 1385,D.João,mestre de Avis foi proclamado Rei de Portugal.Os primeiros actos de D.João I foram justamente:a escolha de Nuno Álvares Pereira para o cargo de Condestável e a confirmação dos privilégios que outorgara a Lisboa quando ainda simples regente.Não bastava,porém,intensificar a devoção dos que lhe eram fieís;impunha-se também estender,a bem ou pela força,a sua autoridade a todas as terras Portuguesas.Assim o entendeu o monarca empreendendo a campanha do minho com o fim de trazer ao seu domínio as terras do norte que não lhe obedeciam.O condestável por um lado e o monarca por outro conduziram a campanha com êxito e facilidade.Ao primeiro renderam-se,após não demorada luta,Viana do Castelo e Braga,tendo a conquista da primeira destas terras provocado a rendição voluntária de Vila nova de Cerveira e Caminha.O segundo tomou,pôr surpresa,Guimarães.De Guimarães onde se tinham reunido,foram ambos atacar Ponte de Lima,regressando novamente a Guimarães,após rápida vitória.
(...)O condestável,fechando as suas considerações,afirmava altivamente a sua independência de actos que reputava como covardes,declarando que êle,mesmo só,se defrontaria com o rei de Castela.D.João I ficou indeciso.Os do conselho não mudaram de parecer.Exaltado,como era,o condestável retirou-se bruscamente para o seu acampamento,e,no dia seguinte,pôs-se a caminho de Tomar com os seus,ao encontro do exército inimigo.O Rei,em cujo ânimo tinham calado as razões de Nun´Álvares,mandou por duas vezes chamá-lo para nova conferência.Êle,porém,negando-se abertamente a aceder a êsse pedido,fez-lhe saber que levava tenção de dar batalha ao inimigo,e que,se D.João resolvesse fazer o mesmo,se dirigisse a Tomar onde o esperava.D.JoãoI empreendeu logo no dia seguinte,a marcha no encalço do condestável.Novamente unificada,partiu a hoste Portuguesa de Tomar,por Ourém e Porto de Mós,ao encontro do inimigo.Finalmente,na madrugada de 14 de agosto,as forças Portuguesas fizeram alto,ao norte de Aljubarrota,dispostas a fechar aos Castelhanos o caminho que tinham de trilhar para se dirigirem de Leiria a Lisboa.
As forças Portuguesas ficaram voltadas para Leiria,tendo sido divididas em quatro corpos:a vanguarda comandada por Nun´Álvares;a retaguarda,por D.JoãoI;a ala direita,a que chamaram ala dos namorados,por Mem Rodrigues e Rui Mendes;a ala esquerda,composta principalmente de auxiliares estrangeiros,por Antão Vasques e João de Montferrat.Esteve o exército Português em ordem de batalha durante algumas horas.Já ia bem alto o sol quando foram avistados os primeiros Castelhanos.Pouco a pouco,novas fôrças inimigas foram surgindo,mas,embora compacta já,a massa dos Castelhanos não dava mostras de querer atacar.Pelo contrário,parecia até que recebera ordem de seguir para Lisboa,sem oferecer combate.(...)os Portugueses estavam num alto,que a natureza fortificara.(...)uma praça forte entre dois arroios,de dez ou doze braças de altura.Esses arroios,que convergiam para norte,tornavam difícil o ataque da posição Portuguesa pelo lado de Leiria ou pelos flancos.Pelo lado de Aljubarrota,porém,o alto ocupado pelos Portugueses alargava-se,oferecendo um campo de operações mais vasto,quási plano e com acesso menos difícil.Acrescia a circunstância de que,atacando,pelo lado de Leiria os Castelhanos teriam o sol de frente a incomodá-los.A topografia do local e a posição do sol explicam o movimento das fôrças Castelhanas,que se propunham assaltar pelo lado do sul,em terreno menos acidentado,e com o sol a favor,a posição defendida pelos Portugueses.Quando foi verificado o intuito dos Castelhanos,os Portugueses inverteram as posições da sua formação e esperaram resolutamente o ataque.No primeiro ímpeto,a vanguarda Portuguesa abriu longa brecha por onde os inimigos avançaram.Misturados,Portugueses e Castelhanos combatiam esforçadamente.A bandeira de Castela estava já bem perto da de Portugal,que assinalava o local onde o rei Português sa batia com denodo.Num dado momento,o pendão de Castela foi ao chão,o que encheu de novo alento os Portugueses e fez desanimar os castelhanos,que começaram a fugir.Os Portugueses estavam vitoriosos,apesar da sua inferioridade numérica.
A vitória de Aljubarrota teve consequências importantíssimas.Muitas terras se entregaram logo ao Rei de Portugal-Torres Vedras,Alenquer,Sintra,Óbidos,Leiria.A frota Castelhana,fundeada no Tejo,não demorou a afastar-se.Alcançada a vitória em Aljubarrota que lhe assegurava a coroa,D.JoãoI exprimiu logo o seu regozijo e agradecimento para com o condestável,confirmando-lhe todas as doações que anteriormente lhe fizera e acrescentando-lhe muitas mais.Depois o condestável e o Rei separaram-se.O primeiro dirigiu-se ao alentejo e o segundo encaminhou-se para o norte.O condestável pensava em invadir Castela,e,com êste intuito,partiu para Évora e Vila Viçosa,a caminho da fronteira,transpondo o guadiana junto de Badajoz.Daqui passou a Almendral,dirigindo-se no dia seguinte para a aldeia de Parra,donde saiu para Vila Garcia,que foi ocupada pelos Portugueses sem resistência.Estando em Vila Garcia,foi o condestável procurado por um certo arauto que vinha comunicar-lhe o desafio dos seus inimigos.
Saindo de Vila Garcia encaminhou-se o condestável para Magacela e Vila nova de Serena.De Vila nova de Serena partiu a hoste Portuguesa para Valverde,com o fim de passar novamente o guadiana.Foi então que o condestável se viu na seriamente atacado.A passagem do guadiana realizou-se em pleno combate,que continuou na outra margem do rio,onde o pequeno exército Português era esperado por fôrças inimigas numericamente superiores.Ao mesmo tempo outras forças Castelhanas atravessavam também o guadiana,atacando pela retaguarda as fôrças Portuguesas.A peleja era rude e sangrenta,o condestável acudia constantemente a todos os pontos onde a sua presença se tornava necessária para reanimar os combatentes.ao anoitecer,a vitória coroava os Portugueses.O arrojo do condestável obrara mais um prodígio,ganhando a batalha de Valverde.Entretanto,D.JoãoI dirigira-se para o norte,depois de ter estado no Porto concentrou forças em Vila Real e foi para Chaves,ordenando ao condestável que o viesse auxiliar com o maior número possível de homens e armas,o que este prontamente fez.
Chaves capitulou nos finais de abril de 1386 e de seguida foi a vez de Bragança.
História de Portugal-Editora Portucalense-Volume II
Foi por esta ocasião que Nuno Álvares Pereira empreendeu o seu primeiro acto de grande audácia,mandando raptar o filho do mestre Sant´iago para um encontro em que cada um seria acompanhado por dez cavaleiros.Já estava aceite o desafio quando D.Fernando,a quem o caso fora relatado,mandou chamar Nuno Álvares Pereira e proibiu-lhe que levasse avante o seu propósito,pois precisava do seu esforço para cousas de maior monta.(...).
Nos finais de 1381 D.Fernando e o conde de Cambridge,recentemente chegado a Portugal com cerca de 3 mil soldados,saíram de Lisboa,passando por Santarém,dirigindo-se depois para o Alentejo com as respectivas forças.A armada onde vieram os Ingleses saiu também do Tejo.Assim ficou Lisboa desguarnecida,e os Castelhanos sabendo disso,vieram atacar Lisboa.Uma armada castelhana entrou no tejo em 7 de março de 1382 e desembarcou tropas que destruiram quanto puderam em volta de Lisboa,chagando a Sintra e Palmela.Só ficou incómule a parte murada da Capital.Esta obra de destruição cessou apenas quando chegaram as forças comandadas por Nuno Álvares Pereira e seus irmãos,entre os quais Pedro Álvares,prior do hospital.
(...)Ao passo que em Castela a linha sucessória estava muito bem representada,em Portugal havia apenas para herdeira,a Infanta D.Beatriz.E era bem problemático que D.Fernando,doente,precocemente envelhecido,caminhando para a sepultura a passos largos,viesse a ter mais filhos.
A 30 de abril de 1383 tiveram lugar os desposórios da Infanta com o Rei de Castela,representado pelo arcebispo de Sant´iago,seu procurador para êste efeito.Doze dias depois,segundo uma claúsula do contrato matrimonial,deveria a Infanta ser entregue a seu esposo entre Elvas e Badajoz.
Para este efeito partiu de Salvaterra de Magos,onde se celebrara a cerimónia,para Elvas,acompanhando-a a sua mãe,e grande número de prelados e nobres,entre eles,o Mestre de Avis,D.João,futuro rei de Portugal,filho ilegítimo de D.PedroI.(...)o banquete dêsse dia teve a assinalá-lo um sucesso que bem mostrou,mais uma vez,o valor de D.Nuno Álvares Pereira.Nuno Álvares Pereira e o seu irmão Fernando Álvares Pereira pertenciam ao número dos convidados.Logo que chegou o momento próprio,todos se encaminharam para os seus lugares.Os dois irmãos,por delicadeza,não se apressaram muito,de modo que,quando chegaram junto da sua mesa,encontraram já todos os logares tomados por fidalgos Castelhanos e Portugueses.Vendo isto,o insofrido Nuno Álvares Pereira resolveu logo vingar-se de tal descortezia.Chegando-se para a mesa,derrubou-lhe um dos pés e tudo foi ao chão.Então,no meio do alvoroço geral,Nuno Álvares Pereira retirou-se calmo e tranquilo como se nada tivesse feito.Relatando minuciosamente êste curioso sucesso,o cronista Fernão Lopes acrescenta que tendo sido narrados ao Rei de Castela os motivos determinantes atitude de Nun´álvares,êle retorquira que quem tal cousa fizera viria certamente a ser autor de grandes feitos.
Aquando da Morte de D.Fernando um dos convidados para a cerimónia fúnebre fôra o jovem Nuno Álvares Pereira-o futuro condestável-então um moço sonhador,cheio de entusiasmos patrióticos.Terminadas as exéquias,Nuno Álvares Pereira comunicou a alguns nobres da sua intimidade,entre eles o seu tio Rui Pereira,a sua opinião de que urgia matar o conde de Ourém,João Fernandes Andeiro,que segundo a opinião pública era amante da Raínha.
(...)A 6 de abril de 1384,um logar a que chamavam atoleiros,entre Estremoz e Fronteira os exércitos Português e Castelhano encontraram-se.As fôrças Castelhanas eram muito superiores em número às Portuguesas.Nun´Álvares,depois de animar os seus,mandou apear os cavaleiros.Êle próprio se foi colocar entre os da vanguarda,de lança em riste.Os Castelhanos lançaram-se a cavalo contra o pequeno núcleo de Portugueses,pensando que o rude choque da sua cavalaria poria em desbarato os Portugueses;mas depressa se viu o bom êxito da medida de Nun´Álvares.Cravando-se nas lanças que os Portugueses mantinham bem firmes,os primeiros cavalos caíram logo feridos,e com êles,os cavaleiros.Os que seguiam,tropeçando nos primeiros,fôram também ao chão.Toda a massa ofensiva,que,minutos antes,parecia invencível,era agora um amontoado confuso de homens e animais,sôbre o qual choviam sem cessar virotões e dardos lançados pelos homens de pé que Nun´Álvares colocara na sua retaguarda e nas alas da sua pequena formação.Não durou muito a luta;ao cabo de bem pouco tempo,os Castelhanos estavam em fuga,deixando no campo de batalha dezenas de mortos e feridos.Dos Portugueses ninguém morrera,ninguém ficara ferido.Nuno Álvares Pereira começava a mostrar as suas qualidades de chefe militar.(...)Durante o decorrer dos sucessos do cêrco de Lisboa,Nun´Álvares não permanecera inactivo.Fôra primeiro ao Porto para coadjuvar a luta contra o arcebispo de Compostela,regressando depois ao alentejo,onde recomeçou as suas façanhas,sustentando com denodo vários recontros com o inimigo e apossando-se de Monsaraz.Quando o exército Castelhano levantou o cêrco de Lisboa,achava-se Nun´Álvares em Palmela.Partiu dali para o alentejo a encetar uma nova campanha,de que resultou a posse de Portel e um insucesso em Vila Viçosa,cujo cêrco foi forçado a levantar tendo morrido alguns dos seus,entre os quais o seu irmão Fernando Pereira.
(...)A 6 de abril de 1385,D.João,mestre de Avis foi proclamado Rei de Portugal.Os primeiros actos de D.João I foram justamente:a escolha de Nuno Álvares Pereira para o cargo de Condestável e a confirmação dos privilégios que outorgara a Lisboa quando ainda simples regente.Não bastava,porém,intensificar a devoção dos que lhe eram fieís;impunha-se também estender,a bem ou pela força,a sua autoridade a todas as terras Portuguesas.Assim o entendeu o monarca empreendendo a campanha do minho com o fim de trazer ao seu domínio as terras do norte que não lhe obedeciam.O condestável por um lado e o monarca por outro conduziram a campanha com êxito e facilidade.Ao primeiro renderam-se,após não demorada luta,Viana do Castelo e Braga,tendo a conquista da primeira destas terras provocado a rendição voluntária de Vila nova de Cerveira e Caminha.O segundo tomou,pôr surpresa,Guimarães.De Guimarães onde se tinham reunido,foram ambos atacar Ponte de Lima,regressando novamente a Guimarães,após rápida vitória.
(...)O condestável,fechando as suas considerações,afirmava altivamente a sua independência de actos que reputava como covardes,declarando que êle,mesmo só,se defrontaria com o rei de Castela.D.João I ficou indeciso.Os do conselho não mudaram de parecer.Exaltado,como era,o condestável retirou-se bruscamente para o seu acampamento,e,no dia seguinte,pôs-se a caminho de Tomar com os seus,ao encontro do exército inimigo.O Rei,em cujo ânimo tinham calado as razões de Nun´Álvares,mandou por duas vezes chamá-lo para nova conferência.Êle,porém,negando-se abertamente a aceder a êsse pedido,fez-lhe saber que levava tenção de dar batalha ao inimigo,e que,se D.João resolvesse fazer o mesmo,se dirigisse a Tomar onde o esperava.D.JoãoI empreendeu logo no dia seguinte,a marcha no encalço do condestável.Novamente unificada,partiu a hoste Portuguesa de Tomar,por Ourém e Porto de Mós,ao encontro do inimigo.Finalmente,na madrugada de 14 de agosto,as forças Portuguesas fizeram alto,ao norte de Aljubarrota,dispostas a fechar aos Castelhanos o caminho que tinham de trilhar para se dirigirem de Leiria a Lisboa.
As forças Portuguesas ficaram voltadas para Leiria,tendo sido divididas em quatro corpos:a vanguarda comandada por Nun´Álvares;a retaguarda,por D.JoãoI;a ala direita,a que chamaram ala dos namorados,por Mem Rodrigues e Rui Mendes;a ala esquerda,composta principalmente de auxiliares estrangeiros,por Antão Vasques e João de Montferrat.Esteve o exército Português em ordem de batalha durante algumas horas.Já ia bem alto o sol quando foram avistados os primeiros Castelhanos.Pouco a pouco,novas fôrças inimigas foram surgindo,mas,embora compacta já,a massa dos Castelhanos não dava mostras de querer atacar.Pelo contrário,parecia até que recebera ordem de seguir para Lisboa,sem oferecer combate.(...)os Portugueses estavam num alto,que a natureza fortificara.(...)uma praça forte entre dois arroios,de dez ou doze braças de altura.Esses arroios,que convergiam para norte,tornavam difícil o ataque da posição Portuguesa pelo lado de Leiria ou pelos flancos.Pelo lado de Aljubarrota,porém,o alto ocupado pelos Portugueses alargava-se,oferecendo um campo de operações mais vasto,quási plano e com acesso menos difícil.Acrescia a circunstância de que,atacando,pelo lado de Leiria os Castelhanos teriam o sol de frente a incomodá-los.A topografia do local e a posição do sol explicam o movimento das fôrças Castelhanas,que se propunham assaltar pelo lado do sul,em terreno menos acidentado,e com o sol a favor,a posição defendida pelos Portugueses.Quando foi verificado o intuito dos Castelhanos,os Portugueses inverteram as posições da sua formação e esperaram resolutamente o ataque.No primeiro ímpeto,a vanguarda Portuguesa abriu longa brecha por onde os inimigos avançaram.Misturados,Portugueses e Castelhanos combatiam esforçadamente.A bandeira de Castela estava já bem perto da de Portugal,que assinalava o local onde o rei Português sa batia com denodo.Num dado momento,o pendão de Castela foi ao chão,o que encheu de novo alento os Portugueses e fez desanimar os castelhanos,que começaram a fugir.Os Portugueses estavam vitoriosos,apesar da sua inferioridade numérica.
A vitória de Aljubarrota teve consequências importantíssimas.Muitas terras se entregaram logo ao Rei de Portugal-Torres Vedras,Alenquer,Sintra,Óbidos,Leiria.A frota Castelhana,fundeada no Tejo,não demorou a afastar-se.Alcançada a vitória em Aljubarrota que lhe assegurava a coroa,D.JoãoI exprimiu logo o seu regozijo e agradecimento para com o condestável,confirmando-lhe todas as doações que anteriormente lhe fizera e acrescentando-lhe muitas mais.Depois o condestável e o Rei separaram-se.O primeiro dirigiu-se ao alentejo e o segundo encaminhou-se para o norte.O condestável pensava em invadir Castela,e,com êste intuito,partiu para Évora e Vila Viçosa,a caminho da fronteira,transpondo o guadiana junto de Badajoz.Daqui passou a Almendral,dirigindo-se no dia seguinte para a aldeia de Parra,donde saiu para Vila Garcia,que foi ocupada pelos Portugueses sem resistência.Estando em Vila Garcia,foi o condestável procurado por um certo arauto que vinha comunicar-lhe o desafio dos seus inimigos.
Saindo de Vila Garcia encaminhou-se o condestável para Magacela e Vila nova de Serena.De Vila nova de Serena partiu a hoste Portuguesa para Valverde,com o fim de passar novamente o guadiana.Foi então que o condestável se viu na seriamente atacado.A passagem do guadiana realizou-se em pleno combate,que continuou na outra margem do rio,onde o pequeno exército Português era esperado por fôrças inimigas numericamente superiores.Ao mesmo tempo outras forças Castelhanas atravessavam também o guadiana,atacando pela retaguarda as fôrças Portuguesas.A peleja era rude e sangrenta,o condestável acudia constantemente a todos os pontos onde a sua presença se tornava necessária para reanimar os combatentes.ao anoitecer,a vitória coroava os Portugueses.O arrojo do condestável obrara mais um prodígio,ganhando a batalha de Valverde.Entretanto,D.JoãoI dirigira-se para o norte,depois de ter estado no Porto concentrou forças em Vila Real e foi para Chaves,ordenando ao condestável que o viesse auxiliar com o maior número possível de homens e armas,o que este prontamente fez.
Chaves capitulou nos finais de abril de 1386 e de seguida foi a vez de Bragança.
História de Portugal-Editora Portucalense-Volume II
sábado, 25 de abril de 2009
Desmontando o 25 da silva
Comemora-se hoje 35 anos sobra a dita revolução que não passou de um flop,a toda a largura e comprimento.Na altura tinha 3 anos e vivia em França,mas vivesse onde vivesse isso não faria diferença,pois com 3 anos não poderia ter recordações dessa época.Lembro-me é de várias pessoas que diziam aqui há alguns anos que agora é que é bom temos liberdade de expressão e de movimentos,podemos fazer isto e aquilo,podemos ir aqui ou acolá sem ninguém nos chatear.O facto é que essas mesmas pessoas estão hoje,passados 35 anos,completamente desiludidas com esta democracia.Pudera,como não haveriam de estar?Esta pseudo-revolução foi a maior fraude da nossa história recente.É o que dá uma revolução que estava e está destinada a servir interesses e apetites de uma minoria que tudo(ou quase) controla.
O espírito abrilino é uma mentira tão descarada e tão óbvia,que serviu apenas para retirar de lá uns ditadores e porem lá outros,com a única diferença de nos terem dado de bandeja a famigerada liberdade que por via de ausência de leis e justiça se transformou em libertinagem e a tão pomposa democracia que serviu e continua a servir para o enriquecimento bárbaro de uma pequena elite com o subsequente empobrecimento da maioria dos Portugueses.
Quanto à tão famigerada liberdade de expressão,de que serve ela se ninguém quer saber do que dizemos?De que serve ela se ninguém quer saber dos nossos problemas,necessidades e reindivicações?De que serve uma liberdade de expressão em que se grita muito,se faz muito barulho,se diz enormidades por tudo e por nada,se estamos entregues a nós próprios?
Veja-se o que se passa de há uns anos para cá em Portugal.Temos uma democracia que se travestiu de lobo mau com a boca sempre aberta e devorando tudo à sua passagem.
Somos o País mais atrasado da união europeia.
Vigarices,ladroagem,corrupção,incúria,irresponsabilidade,demagogia,são os pratos fortes deste País e desta democracia.Gritai todos,com o cravo na lapela ou enfiado no cú,25 da silva sempre fassismo nunca mais,25 da silva sempre fassismo nunca mais,que tristes do caralho....
Venha o 26 de abril e depressa,sob pena de um dia destes passarmos definitivamente à condição de escravos,venha a verdadeira revolução,aquela que passará a tratar todos os Portugueses por igual,e não como acontece actualmente a plutocracia a caminhar a passos largos para ser definitivamente implantada.
Viva o 26 de abril,abaixo o 25 da silva!!
O espírito abrilino é uma mentira tão descarada e tão óbvia,que serviu apenas para retirar de lá uns ditadores e porem lá outros,com a única diferença de nos terem dado de bandeja a famigerada liberdade que por via de ausência de leis e justiça se transformou em libertinagem e a tão pomposa democracia que serviu e continua a servir para o enriquecimento bárbaro de uma pequena elite com o subsequente empobrecimento da maioria dos Portugueses.
Quanto à tão famigerada liberdade de expressão,de que serve ela se ninguém quer saber do que dizemos?De que serve ela se ninguém quer saber dos nossos problemas,necessidades e reindivicações?De que serve uma liberdade de expressão em que se grita muito,se faz muito barulho,se diz enormidades por tudo e por nada,se estamos entregues a nós próprios?
Veja-se o que se passa de há uns anos para cá em Portugal.Temos uma democracia que se travestiu de lobo mau com a boca sempre aberta e devorando tudo à sua passagem.
Somos o País mais atrasado da união europeia.
Vigarices,ladroagem,corrupção,incúria,irresponsabilidade,demagogia,são os pratos fortes deste País e desta democracia.Gritai todos,com o cravo na lapela ou enfiado no cú,25 da silva sempre fassismo nunca mais,25 da silva sempre fassismo nunca mais,que tristes do caralho....
Venha o 26 de abril e depressa,sob pena de um dia destes passarmos definitivamente à condição de escravos,venha a verdadeira revolução,aquela que passará a tratar todos os Portugueses por igual,e não como acontece actualmente a plutocracia a caminhar a passos largos para ser definitivamente implantada.
Viva o 26 de abril,abaixo o 25 da silva!!
quinta-feira, 23 de abril de 2009
"Eternas saudades do Futuro"-O dedo na ferida
Chamou-me a atenção este comentário do João Marchante no "eternas saudades do futuro":
-...Puta que pariu este povo de merda.Porque muitas vezes penso o mesmo e pensará o mesmo, por certo,muita gente.
Entendo que o João Marchante teve um momento em que sentiu necessidade deste desabafo,mas ele tem razão e o que ele disse é a realidade presente do nosso Portugal.
O que é o nosso País actualmente?Para onde caminhamos?),900 anos de história que se transformaram na nação mais apátrida da Europa?
O que se tem feito e incentivado nas últimas décadas em Portugal é a "desculturização"maciça do povo,tem-se também incentivado um novo riquismo que muito contribui para a iliteracia funcional,se calhar até mais do que funcional em alguns casos,o progressivo abananamento das massas populares com os dejectos dos desejos e apetites,o doutoramento no supremo prazer físico que é a panaceia de uma boa parte da humanidade,sem esquecer o desinvestimento total e o desinteresse geral em relação ao cultivo do intelecto e do espírito humano.Não se incentiva a leitura,não existem tão pouco hábitos de leitura nos Portugueses,como pô-los a ler se para a maioria isso é um exercício muito penoso...,somos o povo da união europeia com a vida mais anti-natural,somos os campeões da desgraça,somos os que pagamos mais pelos bens de primeira necessidade,somos os que pagamos mais impostos proporcionalmente aos nossos rendimentos,somos uns desgraçados que para aqui andamos,mas por outro lado,em lado nenhum na europa há empresas de certos sectores a continuar a ter lucros escandalosos em tempo de crise(?) como o actual.Em lado nenhum na europa os tachos são tantos e tão profusos alguns deles,as trocas e baldrocas são uma constante,as leis e sobretudo a constituição são alvo de distorções e manipulações várias,e muito mais haveria para dizer.
Portanto queria aqui dizer ao João Marchante e a todos os que por aqui passarem,que isto não é obra do acaso,porque o acaso não existe,a exploração de um povo e a cleptocracia caminham juntos,são indissociáveis,e não esqueçamos que o facto de o povo esqueçer os seus heroís,desconhecer a história e introduzirem-lhe progressivamente elementos e dados nocivos que não permitirão a sua devida culturização,basta pensarmos no caso da educação em Portugal concretamente o ensino.
Estava tudo planeado há muito tempo,e nós fomos deixando acontecer e o resultado está bem à vista.Posso dizer que sabia do processo de canonização de D.Nuno Álvares Pereira,sei quem foi este senhor e o que representou para Portugal.Mas também,mais uma vez o digo,compreendo o João Marchante. Num tempo de crise e sombrio em que Portugal vai definhando todos os dias,é importante falar sobre o passado,porque esse passado pode ser a mola impulsionadora do futuro,é importante falar sobre Portugal e sobre os Portugueses,porque os heroís do passado e os herois do presente também não se esgotarão no futuro.
-...Puta que pariu este povo de merda.Porque muitas vezes penso o mesmo e pensará o mesmo, por certo,muita gente.
Entendo que o João Marchante teve um momento em que sentiu necessidade deste desabafo,mas ele tem razão e o que ele disse é a realidade presente do nosso Portugal.
O que é o nosso País actualmente?Para onde caminhamos?),900 anos de história que se transformaram na nação mais apátrida da Europa?
O que se tem feito e incentivado nas últimas décadas em Portugal é a "desculturização"maciça do povo,tem-se também incentivado um novo riquismo que muito contribui para a iliteracia funcional,se calhar até mais do que funcional em alguns casos,o progressivo abananamento das massas populares com os dejectos dos desejos e apetites,o doutoramento no supremo prazer físico que é a panaceia de uma boa parte da humanidade,sem esquecer o desinvestimento total e o desinteresse geral em relação ao cultivo do intelecto e do espírito humano.Não se incentiva a leitura,não existem tão pouco hábitos de leitura nos Portugueses,como pô-los a ler se para a maioria isso é um exercício muito penoso...,somos o povo da união europeia com a vida mais anti-natural,somos os campeões da desgraça,somos os que pagamos mais pelos bens de primeira necessidade,somos os que pagamos mais impostos proporcionalmente aos nossos rendimentos,somos uns desgraçados que para aqui andamos,mas por outro lado,em lado nenhum na europa há empresas de certos sectores a continuar a ter lucros escandalosos em tempo de crise(?) como o actual.Em lado nenhum na europa os tachos são tantos e tão profusos alguns deles,as trocas e baldrocas são uma constante,as leis e sobretudo a constituição são alvo de distorções e manipulações várias,e muito mais haveria para dizer.
Portanto queria aqui dizer ao João Marchante e a todos os que por aqui passarem,que isto não é obra do acaso,porque o acaso não existe,a exploração de um povo e a cleptocracia caminham juntos,são indissociáveis,e não esqueçamos que o facto de o povo esqueçer os seus heroís,desconhecer a história e introduzirem-lhe progressivamente elementos e dados nocivos que não permitirão a sua devida culturização,basta pensarmos no caso da educação em Portugal concretamente o ensino.
Estava tudo planeado há muito tempo,e nós fomos deixando acontecer e o resultado está bem à vista.Posso dizer que sabia do processo de canonização de D.Nuno Álvares Pereira,sei quem foi este senhor e o que representou para Portugal.Mas também,mais uma vez o digo,compreendo o João Marchante. Num tempo de crise e sombrio em que Portugal vai definhando todos os dias,é importante falar sobre o passado,porque esse passado pode ser a mola impulsionadora do futuro,é importante falar sobre Portugal e sobre os Portugueses,porque os heroís do passado e os herois do presente também não se esgotarão no futuro.
domingo, 5 de abril de 2009
Agostinho da Silva-o legado
"Não sou do ortodoxo nem do paradoxo;cada um deles só exprime metade da vida;sou do paradoxo que a contém no total"
"Sempre que nos situamos numa perspectiva mais elevada ,a realidade emerge,ou parece emergir diante de nós,de uma forma paradoxal,como se olhássemos,simultaneamente,em sentidos opostos.O que é,entre outros,um dos aspectos do simbolismo de Janus o Deus das portas,representado com dois rostos em oposição,de onde se possa talvez apreender um terceiro rosto,oculto e equilibrador:o rosto do paradoxo,que inclui todos os opostos,todas as contradições...
Foi esse o ponto de vista de Agostinho da Silva que,em conversa particular,assim sugeria:...paradoxo é aquilo que caminha ao lado da verdade...e parte para o enigma do universo:o paradoxo fundamental do universo,aquele que inclui galáxias e antigaláxias,é ser ele pensamento que a si próprio se pensa:para provar mais:que não tem sujeito pensador.
Esta é a sua visão de Deus.De um Deus ao mesmo tempo pessoal e transpessoal.De um Deus que é sempre duplo,por dele se poder apreender somente a parte que cabe no nosso entendimento:Deus é sempre duplo:aquele que é e aquele que eu entendo;a esse chamo Cristo.Um Deus em si mesmo paradoxal:chamando Deus ao pensamento,nome que dou ao inominável,um dos pensamentos que há em Deus(dizer que Deus o tem é antropomorfizá-lo) é o de um Deus como nós o concebemos,o outro é o do diabo.
Esteve o paradoxo sempre ou quase sempre,na linguagem e pensamento dos grandes iniciados.Jesus,ao afirmar que não vinha trazer a paz,mas a espada,é a expressão suprema do paradoxo.
"Sempre que nos situamos numa perspectiva mais elevada ,a realidade emerge,ou parece emergir diante de nós,de uma forma paradoxal,como se olhássemos,simultaneamente,em sentidos opostos.O que é,entre outros,um dos aspectos do simbolismo de Janus o Deus das portas,representado com dois rostos em oposição,de onde se possa talvez apreender um terceiro rosto,oculto e equilibrador:o rosto do paradoxo,que inclui todos os opostos,todas as contradições...
Foi esse o ponto de vista de Agostinho da Silva que,em conversa particular,assim sugeria:...paradoxo é aquilo que caminha ao lado da verdade...e parte para o enigma do universo:o paradoxo fundamental do universo,aquele que inclui galáxias e antigaláxias,é ser ele pensamento que a si próprio se pensa:para provar mais:que não tem sujeito pensador.
Esta é a sua visão de Deus.De um Deus ao mesmo tempo pessoal e transpessoal.De um Deus que é sempre duplo,por dele se poder apreender somente a parte que cabe no nosso entendimento:Deus é sempre duplo:aquele que é e aquele que eu entendo;a esse chamo Cristo.Um Deus em si mesmo paradoxal:chamando Deus ao pensamento,nome que dou ao inominável,um dos pensamentos que há em Deus(dizer que Deus o tem é antropomorfizá-lo) é o de um Deus como nós o concebemos,o outro é o do diabo.
Esteve o paradoxo sempre ou quase sempre,na linguagem e pensamento dos grandes iniciados.Jesus,ao afirmar que não vinha trazer a paz,mas a espada,é a expressão suprema do paradoxo.
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