sábado, 25 de abril de 2009

Desmontando o 25 da silva

Comemora-se hoje 35 anos sobra a dita revolução que não passou de um flop,a toda a largura e comprimento.Na altura tinha 3 anos e vivia em França,mas vivesse onde vivesse isso não faria diferença,pois com 3 anos não poderia ter recordações dessa época.Lembro-me é de várias pessoas que diziam aqui há alguns anos que agora é que é bom temos liberdade de expressão e de movimentos,podemos fazer isto e aquilo,podemos ir aqui ou acolá sem ninguém nos chatear.O facto é que essas mesmas pessoas estão hoje,passados 35 anos,completamente desiludidas com esta democracia.Pudera,como não haveriam de estar?Esta pseudo-revolução foi a maior fraude da nossa história recente.É o que dá uma revolução que estava e está destinada a servir interesses e apetites de uma minoria que tudo(ou quase) controla.
O espírito abrilino é uma mentira tão descarada e tão óbvia,que serviu apenas para retirar de lá uns ditadores e porem lá outros,com a única diferença de nos terem dado de bandeja a famigerada liberdade que por via de ausência de leis e justiça se transformou em libertinagem e a tão pomposa democracia que serviu e continua a servir para o enriquecimento bárbaro de uma pequena elite com o subsequente empobrecimento da maioria dos Portugueses.
Quanto à tão famigerada liberdade de expressão,de que serve ela se ninguém quer saber do que dizemos?De que serve ela se ninguém quer saber dos nossos problemas,necessidades e reindivicações?De que serve uma liberdade de expressão em que se grita muito,se faz muito barulho,se diz enormidades por tudo e por nada,se estamos entregues a nós próprios?
Veja-se o que se passa de há uns anos para cá em Portugal.Temos uma democracia que se travestiu de lobo mau com a boca sempre aberta e devorando tudo à sua passagem.
Somos o País mais atrasado da união europeia.
Vigarices,ladroagem,corrupção,incúria,irresponsabilidade,demagogia,são os pratos fortes deste País e desta democracia.Gritai todos,com o cravo na lapela ou enfiado no cú,25 da silva sempre fassismo nunca mais,25 da silva sempre fassismo nunca mais,que tristes do caralho....
Venha o 26 de abril e depressa,sob pena de um dia destes passarmos definitivamente à condição de escravos,venha a verdadeira revolução,aquela que passará a tratar todos os Portugueses por igual,e não como acontece actualmente a plutocracia a caminhar a passos largos para ser definitivamente implantada.

Viva o 26 de abril,abaixo o 25 da silva!!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

"Eternas saudades do Futuro"-O dedo na ferida

Chamou-me a atenção este comentário do João Marchante no "eternas saudades do futuro":
-...Puta que pariu este povo de merda.Porque muitas vezes penso o mesmo e pensará o mesmo, por certo,muita gente.
Entendo que o João Marchante teve um momento em que sentiu necessidade deste desabafo,mas ele tem razão e o que ele disse é a realidade presente do nosso Portugal.
O que é o nosso País actualmente?Para onde caminhamos?),900 anos de história que se transformaram na nação mais apátrida da Europa?
O que se tem feito e incentivado nas últimas décadas em Portugal é a "desculturização"maciça do povo,tem-se também incentivado um novo riquismo que muito contribui para a iliteracia funcional,se calhar até mais do que funcional em alguns casos,o progressivo abananamento das massas populares com os dejectos dos desejos e apetites,o doutoramento no supremo prazer físico que é a panaceia de uma boa parte da humanidade,sem esquecer o desinvestimento total e o desinteresse geral em relação ao cultivo do intelecto e do espírito humano.Não se incentiva a leitura,não existem tão pouco hábitos de leitura nos Portugueses,como pô-los a ler se para a maioria isso é um exercício muito penoso...,somos o povo da união europeia com a vida mais anti-natural,somos os campeões da desgraça,somos os que pagamos mais pelos bens de primeira necessidade,somos os que pagamos mais impostos proporcionalmente aos nossos rendimentos,somos uns desgraçados que para aqui andamos,mas por outro lado,em lado nenhum na europa há empresas de certos sectores a continuar a ter lucros escandalosos em tempo de crise(?) como o actual.Em lado nenhum na europa os tachos são tantos e tão profusos alguns deles,as trocas e baldrocas são uma constante,as leis e sobretudo a constituição são alvo de distorções e manipulações várias,e muito mais haveria para dizer.
Portanto queria aqui dizer ao João Marchante e a todos os que por aqui passarem,que isto não é obra do acaso,porque o acaso não existe,a exploração de um povo e a cleptocracia caminham juntos,são indissociáveis,e não esqueçamos que o facto de o povo esqueçer os seus heroís,desconhecer a história e introduzirem-lhe progressivamente elementos e dados nocivos que não permitirão a sua devida culturização,basta pensarmos no caso da educação em Portugal concretamente o ensino.
Estava tudo planeado há muito tempo,e nós fomos deixando acontecer e o resultado está bem à vista.Posso dizer que sabia do processo de canonização de D.Nuno Álvares Pereira,sei quem foi este senhor e o que representou para Portugal.Mas também,mais uma vez o digo,compreendo o João Marchante. Num tempo de crise e sombrio em que Portugal vai definhando todos os dias,é importante falar sobre o passado,porque esse passado pode ser a mola impulsionadora do futuro,é importante falar sobre Portugal e sobre os Portugueses,porque os heroís do passado e os herois do presente também não se esgotarão no futuro.

domingo, 5 de abril de 2009

Agostinho da Silva-o legado

"Não sou do ortodoxo nem do paradoxo;cada um deles só exprime metade da vida;sou do paradoxo que a contém no total"


"Sempre que nos situamos numa perspectiva mais elevada ,a realidade emerge,ou parece emergir diante de nós,de uma forma paradoxal,como se olhássemos,simultaneamente,em sentidos opostos.O que é,entre outros,um dos aspectos do simbolismo de Janus o Deus das portas,representado com dois rostos em oposição,de onde se possa talvez apreender um terceiro rosto,oculto e equilibrador:o rosto do paradoxo,que inclui todos os opostos,todas as contradições...
Foi esse o ponto de vista de Agostinho da Silva que,em conversa particular,assim sugeria:...paradoxo é aquilo que caminha ao lado da verdade...e parte para o enigma do universo:o paradoxo fundamental do universo,aquele que inclui galáxias e antigaláxias,é ser ele pensamento que a si próprio se pensa:para provar mais:que não tem sujeito pensador.
Esta é a sua visão de Deus.De um Deus ao mesmo tempo pessoal e transpessoal.De um Deus que é sempre duplo,por dele se poder apreender somente a parte que cabe no nosso entendimento:Deus é sempre duplo:aquele que é e aquele que eu entendo;a esse chamo Cristo.Um Deus em si mesmo paradoxal:chamando Deus ao pensamento,nome que dou ao inominável,um dos pensamentos que há em Deus(dizer que Deus o tem é antropomorfizá-lo) é o de um Deus como nós o concebemos,o outro é o do diabo.
Esteve o paradoxo sempre ou quase sempre,na linguagem e pensamento dos grandes iniciados.Jesus,ao afirmar que não vinha trazer a paz,mas a espada,é a expressão suprema do paradoxo.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Jogos de palavras?

Todos aqueles que diziam que a terra era o centro do mundo,julgavam-se de um poder imenso,incompreensível e inatingível,o que lhes permitia por seu turno,o domínio da situação em qualquer circunstância,como fosse o caso da inquisição durante a idade média.Não pretendo aquilo falar sobre isso em concreto,apenas faço uso deste exemplo para fazer uma analogia muito simples.
O que está a acontecer na realidade no nosso mundo actual não nos permite ver com "olhos de ver"porque mergulhamos muito fundo na matéria,no mundo das formas,na maior ilusão universal,por mais paradoxal que isso vos possa parecer!O Homem foi feito à imagem e semelhança de Deus!
Nada há a opor a esse desígnio!Ele é simplesmente elementar,faz parte de uma ordem intrínseca que probabiliza a todo o instante,não é uma ordem determinista tal e qual a conhecemos do nosso mundo das formas.Assim sendo perante essa afirmação,de que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus,poderemos dizer que o Homem é um "Deus em potência",ou mais exactamente Deus,como afirmam e muito bem na minha opinião certos investigadores(se são idiotas ou não,isso são outras histórias...mas como a negação da negação faz parte da nossa história moderna,já nada me espanta.).
Não,não estou a brincar,nem a dar tanga a ninguém,a grande questão com que me deparo há anos é a seguinte:haverá alguém que ainda acredite nesta ordem?E qual o significado de se acreditar nesta ordem?E quem disse que a história tem sempre o mesmo significado,em todas as épocas e respectivos contextos?
A mensagem da ciência moderna,e entendam moderno aqui como não alinhado com o pensamento oficial e por inerência com o sistema oficial,mas essa mensagem dizia eu,é que o mundo das formas(o nosso mundo) depende do mundo das não formas.As descobertas recentes na física quântica e nos domínios dos cenários supersimétricos fizeram renascer das sombras o oculto e o mundo enterrado do esoterismo,sobretudo o esoterismo pagão ainda possuidor dos verdadeiros veículos da sabedoria das idades.Estamos bem enganados todos aqueles que pensarmos que aquilo que estou aqui a falar são delírios e imaginação fértil,e podeís rir-vos à vontade,porque aquilo que vos vou dizer de seguida de certeza que fará aumentar o nível sonoro das gargalhadas.A base do mundo material e real,é não material e não real!Como pode ser isso?Ainda não se sabe com rigor,o que se sabe,é que a ordem que conhecemos no nosso mundo não existe no espaço profundo,a própria ordem temporal,inexiste na sua essência.E quando se observa a matéria a escalas cada vez mais reduzidas,deparam-se-nos verdadeiras surpresas.Um mundo incompreensível se apresenta ante os nossos olhos,e o simples facto de se observar uma experiência em laboratório,essa observação tem influência no resultado!!Um electrão a partícula mensageira da electricidade,na sua realidade primeira é uma partícula e uma onda ao mesmo tempo,se for observada comporta-se como uma partícula,mas se não for observada comporta-se como uma onda!Ora alguém me pode explicar como é que um electrão(ou outros) sabem se estão ou não a ser observados???
Aqui está o cerne da questão.As recentes descobertas da física moderna poderão um dia derrubar a ciência institucionalizada,porque cada vez mais as respostas a várias perguntas vão chegando pelas vias da ciência não institucional e aliando esse cenário às descobertas da física quântica,o "puzzle"começa a encaixar.
O universo está em constante evolução e tudo,nós incluídos(porque haveríamos de estar fora disso?),tende para a perfeição absoluta,e isto não é um sonho,o universo é dinâmico,e esse dinamismo faz parte de tudo,nós incluídos.
E porque falo nisto?Muito simples.Muitos e muitos autores e lutadores por excelência se referiam a este facto,o aperfeiçoamento espiritual do homem,só isso lhe conferiria poder para continuar a evoluir,para que o Deus ,Pátria e família se restabeleça no mundo,mas um Deus grandioso e replandescente e não como o actual,vingativo e selectivo,pátria sim de direito e não de usurpação,como acontece actualmente por via dos interesses mundialistas,e família não a actual completamente desmembrada por motivos óbvios de globalização.
Para inverter o actual caos que nos está reservado é necessário que as pessoas tenham ou começam a ganhar consciência de que o futuro homem,o futuro mundo,precisará evoluir espiritualmente para se permitir atingir esse estado,esse poder existe,está a um estalar de dedos,e quando a humanidade quiser(esta afirmação poderá parecer muito audaciosa)poderá derrubar num instante a ordem mundial vigente.Mas isso não acontece,nem acontecerá nos próximos anos.A humanidade está completamente perdida no materialismo e na tecnologia de massas,factores altamente valorizados num mundo podre de moral e cheio de conservadorismo obsoleto.Mas cada um que tire as suas conclusões,e quando um executivo de uma multinacional é premiado com um prémio de 70 milhões de euros por aumentar as vendas em 700 milhões de euros,tudo está bem não fosse o caso de haver no mundo 700 milhões de pessoas ou muitas mais,que nunca ganharão todas juntas,esse dinheiro nas suas vidas.
Enquanto houver pessoas que pensem que isto é normal,nada mais nos restará senão destruição e morte.

O nacionalismo é sobretudo espiritual,tem muito mais de espiritual do que material.Para o aparecimento do "homem novo"é necessário que a espiritualização humana seja uma realidade e para isso ser realidade é vital que esse processo aconteça o quanto antes.A próxima etapa do desenvolvimento humano proceder-se-á nos domínios espirituais,com a respectiva subtilização dos corpos humanos.O próprio nacionalismo e as diversas correntes nacionalistas fazem menção a isso.Haja olhos de ver e ouvidos de ouvir.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Doutrinas políticas-Utopistas

A geração dos utopistas:

"A descendência dos utopistas é imensa.
No século XVI houve vários utopistas notáveis.Entre eles há dois sobre os quais seria interessante fixarmpos a nossa atenção:o primeiro,Campanella(1568-1639),dominicano natural da Calábria,sociólogo,astrólogo,historiador,poeta e conspirador,deixou duas obras utópicas-Civitas solis(a cidade radiosa) e a Monarchia Messiae(A monarquia do Messias);o segundo,o normando Guillaume Postel(1520-1580),autor do De orbis terrae concordia teve rasgos de génio como autor da primeira gramática comparada;mas,tal como Campanella,é astrólogo e um pouco visionário.Condenado como herético a permanecer em residência vigiada em Saint-Martin des Champs,aí vive dezoito anos,continuando no entanto a dar aulas no colégio de França.
No século XVII,em França,Joachim du Moulin escreve O grande reino de Antargil(1616,reeditado em 1933,Paris,La Conaissance);Fénelon,escreve a sua Salenta(1699).Em Inglaterra,Harrington publica O oceano em 1696,obra que estaria esquecida se Montesquieu não tivesse censurado o seu autor por ter«construído Calcedónia quando tinha as margens de Bisâncio diante de seus olhos»,frase que se tornou num provérbio e que condena todo o utopista que pretende construir uma cidade imaginária quando não teria mais que estudar a realidade que se encontra na sua frente(L´esprit des lois).No século XVIII,entre muitos outros podemos citar,Barthélémy,a viagem do jovem Anacarsis,o Voltairiano Sébastien Mercier com a sua obra no ano 2240;e a basilíada de Morely,um discípulo de Rousseau.Finalmente,o próprio Montesquieu,nas suas cartas persas,escreve muitas vezes como um utopista.
No século XIX são sobretudo os escritores socialistas que apresentam utopias:a icária de cabete e o «falanstério» de Fourrier.Os reformadores Franceses são, em geral,apelidados de utopistas por Karl Marx,que pensa que toda a descrição do futuro pertence ao domínio da utopia.
No século XX temos,sobre a pedra branca de Anatole France;notícias de parte nenhuma de William Mooris;os romances de antecipação de Júlio Verne e de Wells;a cidade reedificada do italiano Solari;a minha utopia do Suiço Secrétan;a civilização de M.J.Fourastié.
Todas estas obras mostram que existem sempre viajantes que partem para a «ilha desconhecida» e que uma ou outra forma de utilização renova,todos os séculos,os processos imaginados por More há mais de trezentos e cinquenta anos."

By Marcel Prélot-in doutrinas políticas.

quinta-feira, 26 de março de 2009

doutrinas políticas-III

A utopia como método político:
O sucesso da obra foi tão grande que algumas pessoas tomaram a história de More muito a sério.Certas almas caridosas quiseram mesmo fretar um navio para ir evangelizar os simpáticos utópicos e fazê-los abandonar a religião natural e aceitar a religião cristã.






"Hoje,demonstrando em relação à obra,sentimentos de admiração mais moderados que os dos seus contemporâneos,diríamos da «utopia» que «se não é a melhor das repúblicas,é a melhor das utopias»(Émile Dermenghen,Thomas More et les utopistes de la rennaissance,Paris,Plon,1927).(...)Primeiro,More criou uma palavra nova que se tornará comum.Ter-se-ia simplesmente podido traduzir «utopia» por «ilha desconhecida».
Por outro lado More,sob a capa da ficção,dotou a política com instrumentos subtis de discussão e de desenvolvimento.Ficarão certamente indicados os traços essenciais do método utópico se dissermos que ele consiste em descrever como existindo num lugar diferente e encarado sob uma perspectiva optimista,tudo o que,através de uma visão crítica,céptica e pessimista,se deplora no sítio onde vivemos.
«Noutro lugar» é a palavra chave que vale para todos os autores de utopias.«Noutro lugar» pode significar o passado.Certas utopias são históricas.«Noutro lugar» pode significar noutras paragens,e a utopia é então geográfica;«noutro lugar»pode significar o futuro.Em todo o caso,nenhum dos utopistas que imitaram Thomas More com mais ou menos sucesso se sentiu à vontade no seu país,no seu meio e no seu tempo.Todos são dominados por uma ideia:a fuga ao imediato,ao quotidiano,ao limitado,ao repetido.A sua imaginação não deve ser censurada!Sem esta não há política.Ela é necessária para prever o futuro,para ultrapassar o real.Logo,não há obra doutrinária sem alguma antecipação e,por consequência,sem um grão de utopia.Os utopistas são por princípio,aqueles que soltam as asas à imaginação,ou melhor,que sistematizam o que imaginam,dando-lhe a consciência do real."

By Marcel Prélot-In Doutrinas políticas.

Tzolkin


20,lua solar do Jaguar-kin 142-Vento rítmico branco:
-Dedico-me com o fim de comunicar.Universalizando o alento,selo a entrada do espírito.Com o tom cristal da cooperação,sou guiado pelo poder da intemporalidade.