quarta-feira, 1 de abril de 2009

Jogos de palavras?

Todos aqueles que diziam que a terra era o centro do mundo,julgavam-se de um poder imenso,incompreensível e inatingível,o que lhes permitia por seu turno,o domínio da situação em qualquer circunstância,como fosse o caso da inquisição durante a idade média.Não pretendo aquilo falar sobre isso em concreto,apenas faço uso deste exemplo para fazer uma analogia muito simples.
O que está a acontecer na realidade no nosso mundo actual não nos permite ver com "olhos de ver"porque mergulhamos muito fundo na matéria,no mundo das formas,na maior ilusão universal,por mais paradoxal que isso vos possa parecer!O Homem foi feito à imagem e semelhança de Deus!
Nada há a opor a esse desígnio!Ele é simplesmente elementar,faz parte de uma ordem intrínseca que probabiliza a todo o instante,não é uma ordem determinista tal e qual a conhecemos do nosso mundo das formas.Assim sendo perante essa afirmação,de que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus,poderemos dizer que o Homem é um "Deus em potência",ou mais exactamente Deus,como afirmam e muito bem na minha opinião certos investigadores(se são idiotas ou não,isso são outras histórias...mas como a negação da negação faz parte da nossa história moderna,já nada me espanta.).
Não,não estou a brincar,nem a dar tanga a ninguém,a grande questão com que me deparo há anos é a seguinte:haverá alguém que ainda acredite nesta ordem?E qual o significado de se acreditar nesta ordem?E quem disse que a história tem sempre o mesmo significado,em todas as épocas e respectivos contextos?
A mensagem da ciência moderna,e entendam moderno aqui como não alinhado com o pensamento oficial e por inerência com o sistema oficial,mas essa mensagem dizia eu,é que o mundo das formas(o nosso mundo) depende do mundo das não formas.As descobertas recentes na física quântica e nos domínios dos cenários supersimétricos fizeram renascer das sombras o oculto e o mundo enterrado do esoterismo,sobretudo o esoterismo pagão ainda possuidor dos verdadeiros veículos da sabedoria das idades.Estamos bem enganados todos aqueles que pensarmos que aquilo que estou aqui a falar são delírios e imaginação fértil,e podeís rir-vos à vontade,porque aquilo que vos vou dizer de seguida de certeza que fará aumentar o nível sonoro das gargalhadas.A base do mundo material e real,é não material e não real!Como pode ser isso?Ainda não se sabe com rigor,o que se sabe,é que a ordem que conhecemos no nosso mundo não existe no espaço profundo,a própria ordem temporal,inexiste na sua essência.E quando se observa a matéria a escalas cada vez mais reduzidas,deparam-se-nos verdadeiras surpresas.Um mundo incompreensível se apresenta ante os nossos olhos,e o simples facto de se observar uma experiência em laboratório,essa observação tem influência no resultado!!Um electrão a partícula mensageira da electricidade,na sua realidade primeira é uma partícula e uma onda ao mesmo tempo,se for observada comporta-se como uma partícula,mas se não for observada comporta-se como uma onda!Ora alguém me pode explicar como é que um electrão(ou outros) sabem se estão ou não a ser observados???
Aqui está o cerne da questão.As recentes descobertas da física moderna poderão um dia derrubar a ciência institucionalizada,porque cada vez mais as respostas a várias perguntas vão chegando pelas vias da ciência não institucional e aliando esse cenário às descobertas da física quântica,o "puzzle"começa a encaixar.
O universo está em constante evolução e tudo,nós incluídos(porque haveríamos de estar fora disso?),tende para a perfeição absoluta,e isto não é um sonho,o universo é dinâmico,e esse dinamismo faz parte de tudo,nós incluídos.
E porque falo nisto?Muito simples.Muitos e muitos autores e lutadores por excelência se referiam a este facto,o aperfeiçoamento espiritual do homem,só isso lhe conferiria poder para continuar a evoluir,para que o Deus ,Pátria e família se restabeleça no mundo,mas um Deus grandioso e replandescente e não como o actual,vingativo e selectivo,pátria sim de direito e não de usurpação,como acontece actualmente por via dos interesses mundialistas,e família não a actual completamente desmembrada por motivos óbvios de globalização.
Para inverter o actual caos que nos está reservado é necessário que as pessoas tenham ou começam a ganhar consciência de que o futuro homem,o futuro mundo,precisará evoluir espiritualmente para se permitir atingir esse estado,esse poder existe,está a um estalar de dedos,e quando a humanidade quiser(esta afirmação poderá parecer muito audaciosa)poderá derrubar num instante a ordem mundial vigente.Mas isso não acontece,nem acontecerá nos próximos anos.A humanidade está completamente perdida no materialismo e na tecnologia de massas,factores altamente valorizados num mundo podre de moral e cheio de conservadorismo obsoleto.Mas cada um que tire as suas conclusões,e quando um executivo de uma multinacional é premiado com um prémio de 70 milhões de euros por aumentar as vendas em 700 milhões de euros,tudo está bem não fosse o caso de haver no mundo 700 milhões de pessoas ou muitas mais,que nunca ganharão todas juntas,esse dinheiro nas suas vidas.
Enquanto houver pessoas que pensem que isto é normal,nada mais nos restará senão destruição e morte.

O nacionalismo é sobretudo espiritual,tem muito mais de espiritual do que material.Para o aparecimento do "homem novo"é necessário que a espiritualização humana seja uma realidade e para isso ser realidade é vital que esse processo aconteça o quanto antes.A próxima etapa do desenvolvimento humano proceder-se-á nos domínios espirituais,com a respectiva subtilização dos corpos humanos.O próprio nacionalismo e as diversas correntes nacionalistas fazem menção a isso.Haja olhos de ver e ouvidos de ouvir.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Doutrinas políticas-Utopistas

A geração dos utopistas:

"A descendência dos utopistas é imensa.
No século XVI houve vários utopistas notáveis.Entre eles há dois sobre os quais seria interessante fixarmpos a nossa atenção:o primeiro,Campanella(1568-1639),dominicano natural da Calábria,sociólogo,astrólogo,historiador,poeta e conspirador,deixou duas obras utópicas-Civitas solis(a cidade radiosa) e a Monarchia Messiae(A monarquia do Messias);o segundo,o normando Guillaume Postel(1520-1580),autor do De orbis terrae concordia teve rasgos de génio como autor da primeira gramática comparada;mas,tal como Campanella,é astrólogo e um pouco visionário.Condenado como herético a permanecer em residência vigiada em Saint-Martin des Champs,aí vive dezoito anos,continuando no entanto a dar aulas no colégio de França.
No século XVII,em França,Joachim du Moulin escreve O grande reino de Antargil(1616,reeditado em 1933,Paris,La Conaissance);Fénelon,escreve a sua Salenta(1699).Em Inglaterra,Harrington publica O oceano em 1696,obra que estaria esquecida se Montesquieu não tivesse censurado o seu autor por ter«construído Calcedónia quando tinha as margens de Bisâncio diante de seus olhos»,frase que se tornou num provérbio e que condena todo o utopista que pretende construir uma cidade imaginária quando não teria mais que estudar a realidade que se encontra na sua frente(L´esprit des lois).No século XVIII,entre muitos outros podemos citar,Barthélémy,a viagem do jovem Anacarsis,o Voltairiano Sébastien Mercier com a sua obra no ano 2240;e a basilíada de Morely,um discípulo de Rousseau.Finalmente,o próprio Montesquieu,nas suas cartas persas,escreve muitas vezes como um utopista.
No século XIX são sobretudo os escritores socialistas que apresentam utopias:a icária de cabete e o «falanstério» de Fourrier.Os reformadores Franceses são, em geral,apelidados de utopistas por Karl Marx,que pensa que toda a descrição do futuro pertence ao domínio da utopia.
No século XX temos,sobre a pedra branca de Anatole France;notícias de parte nenhuma de William Mooris;os romances de antecipação de Júlio Verne e de Wells;a cidade reedificada do italiano Solari;a minha utopia do Suiço Secrétan;a civilização de M.J.Fourastié.
Todas estas obras mostram que existem sempre viajantes que partem para a «ilha desconhecida» e que uma ou outra forma de utilização renova,todos os séculos,os processos imaginados por More há mais de trezentos e cinquenta anos."

By Marcel Prélot-in doutrinas políticas.

quinta-feira, 26 de março de 2009

doutrinas políticas-III

A utopia como método político:
O sucesso da obra foi tão grande que algumas pessoas tomaram a história de More muito a sério.Certas almas caridosas quiseram mesmo fretar um navio para ir evangelizar os simpáticos utópicos e fazê-los abandonar a religião natural e aceitar a religião cristã.






"Hoje,demonstrando em relação à obra,sentimentos de admiração mais moderados que os dos seus contemporâneos,diríamos da «utopia» que «se não é a melhor das repúblicas,é a melhor das utopias»(Émile Dermenghen,Thomas More et les utopistes de la rennaissance,Paris,Plon,1927).(...)Primeiro,More criou uma palavra nova que se tornará comum.Ter-se-ia simplesmente podido traduzir «utopia» por «ilha desconhecida».
Por outro lado More,sob a capa da ficção,dotou a política com instrumentos subtis de discussão e de desenvolvimento.Ficarão certamente indicados os traços essenciais do método utópico se dissermos que ele consiste em descrever como existindo num lugar diferente e encarado sob uma perspectiva optimista,tudo o que,através de uma visão crítica,céptica e pessimista,se deplora no sítio onde vivemos.
«Noutro lugar» é a palavra chave que vale para todos os autores de utopias.«Noutro lugar» pode significar o passado.Certas utopias são históricas.«Noutro lugar» pode significar noutras paragens,e a utopia é então geográfica;«noutro lugar»pode significar o futuro.Em todo o caso,nenhum dos utopistas que imitaram Thomas More com mais ou menos sucesso se sentiu à vontade no seu país,no seu meio e no seu tempo.Todos são dominados por uma ideia:a fuga ao imediato,ao quotidiano,ao limitado,ao repetido.A sua imaginação não deve ser censurada!Sem esta não há política.Ela é necessária para prever o futuro,para ultrapassar o real.Logo,não há obra doutrinária sem alguma antecipação e,por consequência,sem um grão de utopia.Os utopistas são por princípio,aqueles que soltam as asas à imaginação,ou melhor,que sistematizam o que imaginam,dando-lhe a consciência do real."

By Marcel Prélot-In Doutrinas políticas.

Tzolkin


20,lua solar do Jaguar-kin 142-Vento rítmico branco:
-Dedico-me com o fim de comunicar.Universalizando o alento,selo a entrada do espírito.Com o tom cristal da cooperação,sou guiado pelo poder da intemporalidade.

terça-feira, 24 de março de 2009

Doutrinas políticas-II

O depositário do poder:


"Deste modo,a sociedade criada pelos homens,e à qual é dada forma pelo poder de origem divina,é a depositária inicial da autoridade.
Como pode dispor dela?
A colectividade pode conservar o poder que acaba de surgir no seio da sociedade.Mas esta conservação do poder pela colectividade não poderia durar,quanto mais não seja porque,sendo uma colectividade,tem necessidade de uma direcção unitária.
A colectividade pode transferir o poder á sua vontade.Por consequência,o tipo de governo não é de direito divino nem de direito natural,como o próprio poder,mas de direito positivo.De uma maneira remota ou próxima,diz Suarez,o poder de um príncipe ou de um magistrado emana do direito legítimo ordinário da nação ou da comunidade.Todo o poder,quer esteja na mão de uma pessoa quer na de várias,segundo o governo seja monárquico,oligárquico ou democrático,provém imediatamente dos homens".

By Marcel Prélot-doutrinas políticas

Doutrinas políticas-I

Autoridade temporal e liberdade cristã:

"O equilíbrio entre a autoridade temporal e a liberdade cristã resulta de uma distinção prévia que Calvino estabelece entre as coisas espirituais conhecidas através da graça e da escritura e as coisas terrestres conhecidas através do entendimento humano.
De entre as últimas saliente-se em primeiro lugar a doutrina política;depois a maneira de bem governar a casa(a economia de Aristóteles) e as artes mecânicas;por fim a filosofia e as disciplinas liberais.A ordem não é muito clara,a não ser o facto de que é a doutrina política que abre caminho às matérias que dizem respeito ao direito natural.Estas derivam todas das necessidades da vida comum numa república organizada.As realidades terrestres encontram-se submetidas à lei de Deus.O mandamento invocado é o quarto:«honrarás pai e mãe».«É preciso pensar o mesmo acerca dos príncipes,senhores e superiores.»Calvino retoma assim o axioma pauliniano:«todo o poder vem de Deus»mas acrescenta-lhe uma restrição que vai apresentar ulteriormente uma importância quase igual ao próprio princípio:o poder só existe para conduzir os homens pelos caminhos de Deus."

By Marcel Prélot-Doutrinas políticas.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Política e políticos















Todos sabem o que representa a política e os políticos,não vale a pena falar mais nisso.
Mas tenhamos consciência do seguinte;todos os líderes dos países tomam decisões baseados nos seus interesses económicos,e nada há de errado nisso,o que está errado é fingir que isso não acontece.É isso que a maior parte dos países fazem,actuam ou não actuam,devido a um conjunto de razões,depois como base lógica dão outro conjunto de razões.Os governos fazem isso porque sabem que as pessoas não apoiariam essas políticas se compreendessem as verdadeiras razões das decisões políticas.Há muito poucos governos e políticos que não iludam deliberamente o seu povo.O logro faz parte do governo,já que as pessoas não escolheriam ser governadas como são.Assim o governo tem de mentir para assegurar a lealdade do povo.O governo é a imagem perfeita da exactidão do axioma de que se a mentira durar o tempo suficiente,passa a ser verdade.
As pessoas no poder nunca podem deixar que o público saiba como chegaram ao poder,nem o que estão dispostas a fazer para continuar no poder.
A verdade e a política não se misturam nem podem misturar-se porque a política é a arte de dizer apenas o que precisa de ser dito-e dizê-lo de forma devida-para alcançar um fim desejado.As nossas leis não reflectem o que a nossa sociedade pensa de si própria ou o que deseja ser,as nossas leis reflectem onde está o poder!