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segunda-feira, 7 de abril de 2014

S. Paulo da Cruz, o Físico Quântico do século XVIII

«O ser humano age por necessidades, exigidas pela esfera do humano, como por exemplo, matar a sede, a fome, necessidade de carinho e das realizações afectivas, etc. É a caminhada pela via da Animalidade que, por ser inevitavelmente finita, não aporta nem comporta razões últimas convincentes do ser e agir humanos. Estes adquirirão uma outra dimensão metafísica, após o salto no "vazio" do infinito, que facultará o encontro com o Transcendente Invisível, Ser Puro, última razão do ser humano.

(...) O salto da esfera da Identidade exige que se acabe com os Ídolos, que nos sugam... É o mundo da Animalidade. O 2º princípio (princípio da alteridade) exige uma opção; o mandamento leva-nos à transcendência. É o mundo do divino, ou melhor, o divino vem até nós».


Excerto do livro Contributo para uma outra Qualidade de Vida no âmbito da Bioética Teológica - João Bezerra. Citação do autor feita a S. Paulo da Cruz a páginas 156 e 157. 


sábado, 22 de junho de 2013

Mistérios quânticos que põem os cabelos em pé aos darwinistas

A dualidade onda-partícula é uma realidade transcendental muito difícil de entender pela lógica imanente e materialista da sociedade actual.
A dualidade onda-partícula caracteriza-se pelo facto das partículas elementares como electrões, protões, e até alguns átomos e moléculas, existirem em estados que evoluem em ondas quando não são observadas, mas que colapsam para partículas quando são observadas. Um dos maiores físicos do século XX, Heisenberg, chamou a este estado de coisas "amplitudes de probabilidades", levando-o ainda  a concluir que «a base do mundo material é não-material; que os constituintes das coisas reais não são tão reais como as coisas que constroem; que a realidade é criada por observação; que a natureza da realidade é simultaneamente não-local e de aparência mental.»
 
A não-localidade do universo é a condição essencial para a proliferação de ondas quânticas, o que se relaciona com uma ordem transcendente cujos propósitos ultrapassam em muito o que se possa conceber o assunto. Para além disto tudo, a física quântica demonstra que os processos subjacentes à realidade não são uniformes, ou seja, a criação da realidade é feita através de sobreposições "não totalmente" reais de possibilidades, que evoluem num processo determinista. As efectivações vão criando os efeitos reais que são regulados por um certo acaso.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A aparência mental do mundo quântico que irrita os darwinistas

Paul Dirac dizia numa conferência realizada em 1993 que «a natureza aleatória dos saltos quânticos não era feita às cegas como a palavra aleatória poderia deixar supor.» É feita uma escolha, continuava Dirac, dizendo ainda que neste caso, escolha, se definia como «qualquer fixação de algo que é deixado livre pelas leis da natureza.» O que Dirac pretendia dizer é que os saltos quânticos estavam à margem das leis da natureza, tal como as conhecemos.
 
Não é fácil conceber ou ter uma ideia sobre as leis que possam reger os saltos quânticos, se é que lhes podemos chamar de leis. Já mais de uma vez foi sugerido por diversos investigadores e cientistas que nos saltos quânticos, o sobrenatural se impõe ao natural. Na realidade quântica  a linha de demarcação entre o natural e o sobrenatural não é clara, tornando-se difusa e opaca, o que provoca uma fusão dos dois domínios, entrando-se pela metafísica adentro.
 
Como a natureza do ser humano é molecular, estamos sujeitos aos efeitos quânticos não locais prevalecentes no universo. As consequências dos fenómenos quânticos em relação à natureza humana, são muito claros: O ser humano tem necessidades espirituais porque a sua mente precisa de estar em contacto com aquilo que lhe é semelhante no universo - O Substrato de Aparência Mental do Universo.
 
O homem tem necessidades espirituais porque a natureza do universo é espiritual.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A física quântica - o pesadelo dos darwinistas

O fundamento da realidade baseia-se em relações numéricas - princípios não-materiais - que estabelecem a ordem existente no nosso mundo macroscópico. A realidade de que aqui se fala baseia-se em fenómenos que transcendem a nossa perspectiva clássica sobre o assunto. Santo Agostinho definiu este tema com muita clareza no seu livro Confissões onde podemos ler: «Quanto mais envelhecia, mais desprezível se tornava o vazio do meu pensamento, pois não era capaz de imaginar qualquer entidade senão como algo corporalmente visível.»
 
De forma resumida, digamos que nenhuma coisa vulgar se pode comportar como as partículas elementares de que é constituída. A natureza da realidade quântica é de "aparência mental" e manifesta-se de várias formas. Os chamados campos de probabilidades não-materiais assemelham-se muito mais a um "pensamento" do que a uma "coisa". Basta pensarmos no funcionamento da química em que o evitar das órbitas ocupadas é a base de toda a química e da ordem visível do universo, o que configura não o resultado de uma força mecânica, material portanto, mas sim, o resultado de um princípio de "aparência mental". Mas o mais surpreendente prende-se com o facto de sempre que um sistema quântico empreende transições de um estado para outro em saltos quânticos, o faz espontaneamente, sem qualquer causa aparente. Só uma "mente" pode iniciar, por sua própria iniciativa, uma cadeia de eventos causais.
 
«A natureza não dá saltos», dizia Darwin, mas para grande desgosto de Darwin e dos seus seguidores, o que a natureza mais faz é precisamente dar saltos, sempre e sem motivo aparente.
 
Um aspecto muito interessante da física quântica relaciona-se de muito perto com aquilo que nos é permitido observar e conhecer. Toda e qualquer molécula consiste não apenas no seu estado observável como consiste também em incontáveis números de estados que são invisíveis porque estão vazios. Os químico-quânticos chamam virtuais a estes estados vazios, porque existem virtualmente mas não "realmente". Estes estados virtuais são formas matemáticas, funções de probabilidades, fragmentos de informação, padrões de ordem, mas são mais do que simples funções ou formas matemáticas. A sua existência pode ser melhor compreendida se se tiver em conta que um átomo ou uma molécula pode fazer uma transição para um desses estados vazios, que depois se tornam reais no sentido vulgar do termo. A ordem de estados virtuais é uma ordem transcendente, e a efectuação de um estado virtual é o mecanismo pelo qual a ordem transcendente pode evoluir no mundo material.
 
Ao contrário do que afirmam os darwinistas, não é a partir do caos ou do nada que a ordem evolui, mas sim a partir da efectivação da ordem virtual que existe numa forma previsível, muito antes de ter sido efectivada.
 
O ponto de vista darwinista não reconhece alterações espontâneas, nem a selecção quântica, nem padrões de conduta não adaptados e muito menos recorre às entidades não-materiais da realidade quântica. O darwinismo faz lembrar um motor a vapor aplicado aos circuitos integrados da vida.
 
No fundamento da realidade física, a natureza das coisas materiais revela-se como não-material. Os componentes elementares das coisas reais formam uma espécie de realidade não conforme às coisas que são produzidas. São entidades com propriedades de "aparência mental". Os estados virtuais, não observáveis e de aparência ondulatória, são estados com aparência de pensamento - os resultados de saltos quânticos, com aparência material. Efectuação é materialização.
A realidade transcendente é intrinsecamente inobservável, o que muito naturalmente significa que, na fronteira de qualquer realidade observável, a mesma não se desvanece no nada, mas na metafísica.
 
Paul Dirac dizia que «as leis fundamentais da natureza não governam o mundo tal como parece no nosso quadro mental de qualquer forma muito directa, mas antes controlam um substrato do qual não podemos formar um quadro mental sem introduzir irrelevâncias.»
 
 
A continuar.

sábado, 4 de agosto de 2012

Quem vê ondas não vê electrões

No final do século XIX, era claro para muitos que a física atingira a sua total plenitude na explicação da natureza. Todos os fenómenos à escala daquilo que era mensurável ou observável tinham um enquadramento teórico considerado bastante satisfatório. Lord Kelvin foi um dos que predisse o esgotamento da investigação em física fundamental.

Duas pequenas nuvens pairavam e ensombravam ainda esse maravilhoso firmamento que lhe parecia ser a total explicação do universo em que vivemos: a hipótese do éter como suporte das ondas electromagnéticas, posta em causa pelos resultados negativos da experiência de Michelson-Morley; e a distribuição espectral da radiação do corpo negro, cujo tratamento teórico, através da termodinâmica e do electromagnetismo clássicos, conduziu a soluções fisicamente absurdas.

No entanto, os factos encarregar-se-iam de desmentir as mais redutoras visões, e as nuvens transformar-se-iam em colossais tempestades, que viriam modificar radicalmente a nossa visão da natureza. A teoria da relatividade de Einstein e a formulação da hipótese dos quanta, vieram revolucionar a física e dar o mote para o aparecimento de uma física nova, cuja teoria quântica revelava um microcosmos cheio de surpresas. Para além de que o determinismo e a objectividade da física clássica começavam a ser postos em causa.

No mundo quântico, as mudanças espontâneas não são permitidas ou toleradas, são inevitáveis!
A relação causa-efeito, tão fortemente enraízada no terreno da física clássica, perde todo o seu sentido. Os processos quânticos são inerentemente imprevisíveis e indeterminísticos, o que faz com que seja impossível prever com exactidão o comportamento futuro de qualquer sistema quântico.


Observar é perturbar:

A teoria quântica faz muitas previsões, só que estas mesmas previsões, reportam-se à distribuição global dos acontecimentos e não a acontecimentos individuais, ou seja, são as distribuições de probabilidade, e não os acontecimentos específicos, que são causalmente determinados.
Podemos exemplificar esta situação recorrendo ao exemplo clássico; dada uma amostra de material radioactivo, é possível - recorrendo a leis estatísiticas bem conhecidas - determinar muito aproximadamente o número que decairão na próxima unidade de tempo, mas é impossível dizer qual átomo ou átomos contribuem para esse número. Perante um determinado átomo instável, nada podemos dizer acerca do momento em que ele decairá espontaneamente. Observar é interagir. E interagir é perturbar. O que aqui poderia parecer um simples jogo de palavras assume no mundo quântico um papel absolutamente sui generis.

Não só a observação introduz uma perturbação incontrolável no estado do sistema quântico como é capaz de alterar a sua identidade manifesta.

A chamada dualidade onda-partícula, ou a desconcertante «ambidestreza» que as partículas quânticas evidenciam quando observadas é, de facto, uma das peculiaridades mais notáveis deste universo de estranheza que é o da realidade quântica. Esta «ambiguidade» é um dado essencialmente novo no panorama do conhecimento da natureza.

A partícula quântica manifestando-se, algumas vezes como onda e outras como partícula, ao sabor dos mecanismos da observação, é algo fundamentalmente irredutível a qualquer uma dessas entidades quânticas tal como as concebemos, e essencialmente distinto de tudo quanto se conhece na realidade macroscópica. Ressalve-se no entanto que, a partícula quântica não é um "camaleão" que se ajusta por subtil mimetismo às características do instrumento de observação ou ao estado de espírito ou à cor dos olhos do observador. É o instrumento de observação - basicamente inspirado no nosso pensamento de tipo clássico - que só está apto a reconhecer uma ou outra faceta de uma realidade virtualmente muito mais complexa e inatingível.