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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

A Direita continua a ser massacrada pela retórica esquerdista

Não compreendo como é que a Direita não reage perante as mentiras e desonestidades intelectuais de que é vítima. Será que existe hoje Direita? Ou a Direita estará a reboque da Esquerda? Existe por existir, e é triste dizê-lo, a sua sobrevivência no plano político está em risco! Mas pode ser que daí advenham causas positivas.

A "retabularia esquerdista" está a participar do jogo da Plutocracia, mais do que participar, a Esquerda é hoje o maior aliado (inconsciente, até certo ponto) da Plutocracia. O que pretende a Plutocracia? O domínio do mundo em todos os campos, a centralização financeira e fiscal, o fim das nações, dos povos e das raças como as conhecemos. A redução drástica da população mundial, e nada melhor do que guerras, doenças e o fim da família para isso ser conseguido (siga casamentos(?) homossexuais e reconhecimento de toda a espécie de direitos impossíveis de o serem em tais circunstâncias...). 

Os que compreendem o que está a acontecer e se manifestam contra essas inverdades, são classificados de "populistas de direita radical", de "homofóbicos", "racistas", "fascistas", e mais "istas" a granel e dependendo das modas. Recusa-se a análise racional dos factos, o que interessa é descredibilizar logo à partida os adversários, os que são contra os planos da centralização mundial; um só governo e uma só moeda, uma só religião e uma raça única de humanos, desprovida de qualquer sentimento patriótico, nacional ou familiar. Uma massa amorfa de cidadãos sem interesses comuns e fortes, que pense pouco e pela cabeça dos outros, destituídos de qualquer laço familiar ou étnico, para mais facilmente se conformarem com a ditadura mundial. 

A esquerda é o exemplo mais flagrante do velho dito: «Se não podes com eles, junta-te a eles...» 
Mas a Esquerda fá-lo de uma forma desgraçadamente cobarde truncando termos e significados, praticando uma inquisição mental de baixo índice correlativo e, ao mesmo tempo e por outro lado, baseando-se numa falsa interpretação da cultura antropológica. 


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Esquerda e Direita - optimismo e pessimismo

O homem de esquerda é um optimista triste. Optimista apenas pelas suas utopias e incoerências e triste pela constatação da impossibilidade de atingir essas utopias.
O homem de direita - o verdadeiro - é um pessimista alegre. Pessimista porque sabe que a natureza humana tem de ser permanentemente corrigida, e que o paraíso na terra não existe. Alegre porque se sente contente de estar onde está, de fazer parte de uma linhagem e de uma comunidade e de sobrepor-se às suas imperfeições.

Ser conservador (a verdadeira direita) é reconhecer uma ordem natural das coisas que nenhum homem pode mudar sem causar grandes desordens, fatais à sociedade e a ele próprio. 
Ser esquerdista é considerar que a ordem natural das coisas é artificial (uma convenção cultural obsoleta!) e pode ser modificada segundo os desejos de cada um. Afirmam que o mundo está sempre em mudança, construindo uma filosofia do devir que prefigura desde logo o nominalismo: a ordem nada tem a ver com a natureza, sendo puramente contingente. 
A herança nominalista semeia a dúvida sobre a capacidade da inteligência humana entender o "ser das coisas", para além de confundir a estrutura ontológica do real.
Inexistente ou impenetrável, privada de consistência ontológica, a natureza humana para os modernos (de esquerda) deixou de ser um princípio de determinação ética.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

As raízes do absolutismo - Humanismo e Protestantismo

As raízes do absolutismo devem ser procuradas na dupla revolução, intelectual e religiosa, que provocou fortes abalos na cristandade medieval entre os séculos XV e XVI. 
Maquiavel e Lutero, são os principais símbolos desta dupla revolução. É curioso, ou talvez não, o paralelismo e a confluência entre a separação da igreja e do estado, realizada pelo protestantismo e teorizada pelo humanismo. 
O Humanismo emancipou a esfera política da sua fonte metafísica e moral, da qual a igreja católica era depositária e guardiã. O Protestantismo negando radicalmente a autoridade da igreja, separou em definitivo, esta do poder político. Por outro lado, o Humanismo distingue o poder político e o poder temporal, criando duas felicidades; uma sobrenatural, reservada à igreja e outra natural e mundana, que deveria ser assegurada pelo príncipe.
O separatismo protestante encontra expressão na visão política das seitas religiosas dos séculos XVI e XVII, como por exemplo os Anabaptistas. Daqui decorre o factor de continuidade entre o Protestantismo e o nascente Iluminismo do século XVII, que ganharia maior expressão no século seguinte.
Uma vez suprimida a presença da igreja na ordem temporal, o vazio será preenchido pelo Estado na perspectiva do absolutismo luterano, e pelo indivíduo, na perspectiva calvinista. A autonomia da política e da moral inaugurada pelo Humanismo, preparou em muitos Estados europeus a definitiva separação entre o poder secular e a autoridade da igreja católica.
A visão radicalmente pessimista da natureza humana, comum a Maquiavel e a Lutero, torna impossível governar em nome da filosofia do evangelho. Desta antropologia pessimista decorre a necessidade de conceder ao príncipe uma autoridade férrea, destinada a fundar o absolutismo na esfera política.

Limites do poder supremo no Ancien Régime

Diversos legistas franceses sustentam que a soberania do rei é limitada não apenas pela lei Divina, mas também pela lei natural e pelas leis fundamentais do reino. A limitação da Soberania não desabilita nem debilita o Rei, impedindo-o de realizar actos que poderiam pôr em causa e destruir essa soberania. A soberania do Rei está subordinada a princípios e a leis soberanas que constituem o fundamento da sua própria soberania. As leis do reino protegem o Rei de si próprio.

A lei do Rei é protegida da tentação despótica, em virtude da presença viva, tranquilizadora e protectora das precedentes leis do reino. A vontade do Rei assume um carácter ideal: o seu princípio é o bem comum, e deve procurar alcançá-lo com rectidão. A verdade é que o poder régio nos séculos XVII e XVIII mostra que a concepção da soberania na monarquia absoluta estava nos antípodas do regime despótico. Quando o despotismo se tornou uma realidade, isso nada teve a ver com a soberania régia nem com a monarquia absoluta, mas sim com a progressiva desconstrução que a justiça foi sofrendo. A supremacia da justiça significava a supremacia da lei, mas tudo começou a inverter-se a partir da revolução francesa. A harmonia de relações que existia entre superiores e subordinados é destruída em favor de uma progressiva igualdade que destruiu por completo os fundamentos da Idade Média. 

Entramos na era da igualdade, onde a visão igualitária pretende destruir o belo, o sublime, a estética e a ética.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O que é a Direita Portuguesa?

O que restou da direita política portuguesa é algo de muito indefinível, sem coluna vertebral. Esta situação origina-se por via da mesma ter começado a negar a sua essência, assim como se recusa a assumir-se de direita. Permeável ao politicamente correcto e muito densificada, esta mesma direita "estatelou-se" por completo sob a dominação cultural de esquerda.
A esquerda ganhou o combate cultural porque a direita se demitiu das suas obrigações, e a imposição das palavras e do vocabulário de esquerda permitiu que os seus esquemas intelectuais sejam hoje prática corrente. A dialéctica esquerdista é muito contraditória, não só em termos como também na sua acção concreta. A demagogia esquerdista não quer saber dos interesses colectivos superiores e apenas admite a existência do interesse particular, a chamada «atomização da sociedade».
 
Os sofistas actuais, tal como os antigos, usam e abusam das subtilidades intelectuais, desvirtuam o significado dos conceitos, mantendo-os num estado de indefinição até não saber do que se fala, e assim, a possibilidade de tudo dizer e contradizer permite à esquerda "encostar" a direita a um estado de pavorosa inexpressão.
A esquerda maneja as palavras com grande perfeição, conhecendo muito bem o poder da palavra, e sabendo-se que algumas palavras, mais do que outras, são "portadoras" de uma grande carga afectiva se associadas a alguns períodos negros da história.
 
Os chavões da esquerda, racista, fascista, homófobo, discriminador são litanias invocadas por via da pobreza argumentativa da esquerda, embora a mesma ganhasse o combate cultural, até ver, o seu suporte ideológico é formal e incoerente, recorrendo à descredibilização sistemática dos seus adversários, pela via da colagem dos tais chavões acima falados e/ou pela desconstrução permanente dos termos, sobretudo os que podem transportar a tal carga afectiva.
Numa sociedade de "doentes mentais" como a nossa, que ainda por cima se acha muito evoluída e não se cansa de dizer que vive no século XXI, o indivíduo de direita conservadora, a única que existe e que sempre foi de direita, é visto como o "mau" colando-se-lhe etiquetas estereotipadas e anátemas usados. Esta desqualificação do indivíduo de direita liga-se a um processo maior de desconstrução: é o fim do debate político saudável e do rebater de ideias.
 
O que a esquerda faz, de uma forma subtil, é suscitar a emoção generalizando e "adormecendo" o discernimento político do eleitor com a ideologia atomista, o interesse particular em detrimento do interesse colectivo superior. E como a direita não existe, o projecto da esquerda tornou-se muito tentador, e os que são contra este projecto são vistos pelos da esquerda como uns "filhos da puta" retrógrados, salazarentos e rançosos de baba fascista.
 
O que a esquerda esqueceu, assim como a direita pantanosa, é o facto de não poder existir sociedade política sem uma visão partilhada dos interesses que dizem respeito ao bem comum. Nenhuma sociedade pode ver o bem comum como uma soma de bens individuais, os quais não representam nenhum bem partilhado por todos, mas é isto que a esquerda quer; uma sociedade reduzida a uma adição de indivíduos e uma justaposição de minorias.