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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Democracia e Constituição - "Governar atrás da cortina"

Tenho sérias dúvidas que possamos considerar a Constituição portuguesa um instrumento de boa-fé. Uma Constituição que permite os subterfúgios e alçapões que lhe temos visto, não pode ter sido feita de boa-fé.
Se um Presidente da República está em exercício, esta-o até ao último dia do mandato. A Constituição não o entende assim, ou pelo menos, cria certas condicionantes que permitiriam, e permitiu agora recentemente, a posse de um governo ilegítimo. Há 42 anos que esta oportunidade era esperada.

E chegam ao poder da forma que sempre desejaram; não através da governação directa (essa foi dada ao desastre PS do costume), mas "atrás da cortina" com a espada e o cutelo na mão prontos a chispar no ar. E se algo correr mal, a culpa será sempre dos que governam directamente.

A democracia na mão, ou antes, na cabeça destes defensores do marxismo cultural puro é um delírio putrefacto. Querem desafiar o poder financeiro e os seus lacaios do BCE, da UE e agências de rating. Querem desafiar aqueles que "meteram um tubo por aqui dentro a largar notas".

E se um dia resolvem "desligar a máquina e retirar o tubo"? Iremos comer-nos uns aos outros!
Nem o exemplo da Grécia os demove!

"Cumprir Abril, cumprir a Constituição". Lindo slogan este, mas o que é a Constituição na cabeça dos mentores deste slogan? Uma fraude, pela amostra tida. Só existem trabalhadores na função pública, nos restantes sectores só existem escravos. É isto que diz a Constituição criada, de forma dissimulada, pelo comunismo abrilino. 
Os que defendem o slogan acima descrito são contra a iniciativa privada, mas é a iniciativa privada que lhes paga e sustenta as suas benesses, regalias, dogmas e incoerências.
A constituição diz ainda que se os funcionários públicos trabalharem 35 horas ou menos, os escravos dos outros sectores que trabalhem 50, 60 ou 100 horas para compensar os desequilíbrios. 


Mas há aqui um grande engano que tem de ser desfeito. Quando se fala em função pública, e para sermos justos e coerentes, devemos dividi-la em dois sectores; o sector de cima e o sector de baixo.
O sector de baixo, de uma forma geral, trabalha demais para o que lhe pagam (embora admitindo que há quem não faça nada). O sector de cima, recebe de mais para aquilo que faz (claro que há excepções, e ainda bem).

Aquando das greves da CGTP e de outros, com que sector é que estão preocupados? Com o de baixo? não me parece nada... existem dirigentes sindicais a locupletarem-se com milhares de euros mensalmente, dinheiro retirado, mais uma vez, da iniciativa privada que eles tanto dizem combater. O que estes tipos fazem é enganar de má-fé os grevistas e pessoas, quando afinal apenas estão preocupados com os seus ganhos completamente absurdos. Só permitidos pelos subterfúgios de uma Constituição que não o é.

O conceito de democracia deste governo, acha escandaloso que um país tenha o gasóleo abaixo de 1 euro. Aumenta-se o ISP e assim as 35 horas semanais mais as exigências dos comunistas são satisfeitas à custa de mais um aumento de impostos, que passa a não sê-lo na visão encalhada da "traquitana poeirenta" a que decidiram chamar governo. Que exemplo edificante de democracia!

Quanto ao outro partido que está a governar "atrás da cortina", está quase tudo dito. A primeira prioridade destas sumidades foi os gays e a adopção gay. Estão resolvidos os problemas de Portugal e dos portugueses
Na assembleia da república, uns quantos tons lamechas, a apelar ao sentimental, "coitadinhos dos pobrezinhos e dos portugueses que não têm trabalho", abaixo os malditos capitalistas, os retrógados e os (?)homofóbicos.... 

Viva a Constituição, viva a democracia
viva a liberdade
mesmo quando se sabe
que não contribui para a nossa estabilidade



sexta-feira, 5 de junho de 2015

Títulos nobiliárquicos a pedido

«Doidejavam os homens até à caricata incongruência de avocarem para si aquilo que no passado recente era tido com fátuo. Malbarataram-se não só os antenomes que da V. Mercê, como curto trânsito pela Senhoria, galgaram abruptamente para a Excelência, como também os títulos nobiliárquicos, as grã-cruzes, as comendas e as cartas de concelho com tal sobejidão que nos quatro primeiros reinados fizeram-se perto de um milheiro de titulares, e no Distrito de Viana do Castelo sé em um dia de 1867 foram dadas quatro comendas da Conceição.
Não é pois de magoar-se passados dez anos uns ingleses (conta-o Júlio Dantas) rirem de verem em Lisboa a cruz de Cristo ao pescoço de um lacaio, dum mulato, dum mestre de bilhar e de um músico.

Com perverso sarcasmo observava a tal respeito nesse ano de 67 o Diário Popular: «Para ser barão, além de luvas, sege, etc., etc. é necessário pagar 50 mil reis de direitos de mercê; um visconde faz-se com 75 mil reis; um dito com grandeza com 90 mil reis; um conde com 100 mil reis; um marquês com 150 mil reis;um duque com 200 mil reis.»
«A carta de concelho é barata custa apenas 10 libras; o tratamento de excelência vale mais, sem 50 mil reis ninguém o apanha; o de senhoria já é mais em conta, custa só 30 mil reis; para fidalgo cavaleiro ou moço fidalgo em exercício, gastam-se só 30 mil reis; o fidalgo escudeiro, o moço fidalgo (sem a confeição do exercício) dispende apenas 25 mil reis; o fidalgo cavaleiro ou escudeiro fidalgo paga 15 mil reis. É barato.»

Uma Grã-Cruz custa 60 mil reis, uma comenda 40 mil reis, o grau de oficial de qualquer ordem 30 mil reis e o de cavaleiro 25 mil reis.

Parecem-nos caras estas fazendas de avaria. A licença para aceitar condecorações estrangeiras, custa uma tuta e meia, 10 mil reis.»


In Aspectos Da Nossa Guerra Dos Cem Anos de Francisco Malheiro (1958).

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Um orçamento muito estranho [estaremos próximos da queda do regime?]

Não restam mais dúvidas, a actuação deste governo PSD é um gigantesco tiro no pé do próprio partido. Esta atitude do PSD e das suas cúpulas de ignorarem as recomendações dos troikianos, 2/3 na despesa e 1/3 nas receitas, irá levar o mesmo às calendas. De seguida, preparemo-nos para mais uma quinzena de anos de governos PS, provavelmente, à mistura com os "neofascistas" dos novos movimentos esquerdistas.
Um dos problemas deste governo é ser composto por ministros que não têm a mínima noção do que fazem, são os "neosocialistas" ao serviço da plutocracia internacional. Se falarmos dos responsáveis máximos deste governo, assustamo-nos com a ignorância dos mesmos em matérias muito básicas de ciência política e económica. Como puderam espécimes destes chegar aos destinos do país?
É no confronto e no debate de perguntas deste género que intuitivamente obtemos a resposta. Há incompetência e má fé ao mesmo tempo, ou seja, existem interesses muito fortes para que as coisas continuem neste caminho: o protelar das dívidas, a erosão do sistema financeiro mundial, a subversão dos valores e da ordem, e, a médio prazo, a supressão das diferenças religiosas e ideológicas.
 
O PSD é um partido neosocialista. O mesmo perdeu as suas referências (já degeneradas) de direita e é hoje um partido factualmente igual ao PS, criadores de uma legião de parasitas com diversos tentáculos.
 
Quanto ao CDS o outro partido desta coligação, diga-se que o mesmo foi apanhado numa situação desprevenida e sem grande margem de manobra, mas ressalta logo à vista que o mesmo apenas está ali para compor número e fazer maioria, portanto nada manda e que estejam caladinhos.
É provável que este partido venha a sair beneficiado do fim mais do que anunciado deste governo (é uma questão de tempo), pois, poderá haver uma deriva de votantes tradicionais do PSD para o CDS.
 
Este orçamento propriamente dito pode ser a bomba implosiva do regime.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A política podre abrilina

A situação político-económica portuguesa tornou-se um pântano. Não há troika que nos valha, nem a austeridade resolverá o que quer que seja. Só na cabeça de uns burrinhos é que a austeridade resolverá alguma coisa.
 
Chegou a hora da seita democrática pagar pelo que fez ao país e aos portugueses. Basta, chega, estamos fartos das políticas de merda dos nossos (des)governantes. Se eles pensam que vão continuar a fazer asneiras e a roubar impunentemente, estão bem enganados. As falências e encerramentos de empresas serão aos milhares e a receita fiscal vai continuar a baixar, inapelavelmente, até atingir níveis escabrosos...
 
Entre Janeiro e Julho de 2012 saíram de Portugal mais de 250000 pessoas! E mais sairão, é inevitável. O país vai afundar-se cada vez mais, a receita fiscal está  a cair a pique, embora os mentirosos e crápulas digam que não, mas isso de nada lhes adiantará. Quando se aperceberem do que andaram a fazer ao país, e quando os portugueses tiverem a noção exacta do que se está a passar, essa cabronada irá passar um mau bocado. Preparem-se, pois a "tampa" vai saltar, e os efeitos colaterais serão muitos, inclusive para a "seita democrática".
 
Isto vai ser pior do que uma bomba de neutrões, vai começar tudo à chapada e não falta muito para isso começar a acontecer. Não é por acaso que a "seita democrática" está muito apreensiva e já mandou reforçar a segurança de alguns FDP cá do sítio. Mas nem assim se safarão. Vai haver mostarda, e da grossa!!!
 
Não há solução para este país, um golpe de estado aproxima-se a passos largos. Este assunto já provoca arrepios na espinha a muitos "cagões democráticos", eles não perdem pela demora, vai haver ranger de dentes e remorsos à mistura. A bomba está prestes a estourar e os efeitos serão pesadíssimos para todos. 
 
 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A democracia enquanto símbolo arcaico

Num interessante livro, "Para Um Verdadeiro Governo do Povo" escrito pelo Professor Doutor Jacinto Ferreira em 1963, na páginas 13 e 14 lê-se o seguinte: «A palavra democracia designa em princípio, governo do povo pelo povo. No sentido mais rigoroso desta expressão «uma certa concepção da organização política das sociedades, como Estado, em que o poder de mandar, a soberania, são atributo e pertença exclusiva do povo. (...) Mas se nos dedicarmos a estudar o panorama político universal, no que diz respeito às formas de governação, encontraremos as mais díspares organizações, todas rotuladas DEMOCRACIA. E a incultura geral vai considerando essas organizações como formas modernas, formas avançadas no campo político, quando a verdade é que - como diz A. Frantzen - «o que se designa actualmente por democracia não é senão uma sobrevivência da época primitiva da sociedade humana.» Progresso? - pergunta este sociólogo. E logo responde: «Mas a maioria das formas de Estado, vigentes neste século, baseia-se nos postulados doutrinais, tão discutidos, do recuado século XVIII. A maioria dos Estados quer democráticos quer ultra-democráticos, há muito que estão fora da linha do ritmo de evolução.»
 
Queria chamar a atenção aos leitores para esta última frase, "A maioria dos Estados quer democráticos quer ultra-democtráticos, há muito tempo que estão fora da linha do ritmo de evolução."
 
Segundo o Prof. Dr. Moncada de Cabral, «uma coisa é a ideia e a essência da democracia, outra os valores humanos que, se pretendem servir em nome da democracia, outra ainda as diferentes formas e concretizações que, da tal ideia e de tais valores, historicamente têm sido alcançados ou tentados através das diversas formas da ideia de democracia e em diversos tempos.
 
Georges Burdeau dizia que a democracia de hoje é o regime que leva o poder a actuar como servidor das suas vontades.
 
Voltando ao Prof. Dr. Cabral de Moncada, e sobre o assunto: «Podem dizer-nos à vontade que o valor mais alto da democracia é a liberdade individual, e teremos o liberalismo; ou que é a igualdade de todos os homens, e teremos o igualitarismo; ou simplesmente na sua forma jurídica e política (revolução francesa) e económica (socialismo); outros dirão ainda que é o povo o valor mais alto da democracia, e que não interessa a forma, podendo até ser um partido único e tida como uma soberania como um fim em si mesma (totalitarismo democrático das mais diversas cores; fascista, comunista, etc.). Efectivamente, se por democracia compreendermos o regime do sufrágio universal, o regime do culto da incompetência, da tirania das maiorias, a palavra terá de nos ser profundamente antipática. 
 
O sublinhado é meu.
 
Voltando ao livro já citado no início deste post, na página 29 e seguintes diz-se:
 
« Disse não sabemos já quem, que nas épocas criadoras são as grandes ideias que exercem uma forte atracção sobre as massas. É incontestável que, entre os grandes ideais, o da liberdade suplantou e suplanta todos os outros, porque além das razões humanas que possui, tem também fortes vínculos de ordem religiosa.
Não foi a palavra liberdade inventada pela Revolução Francesa. A ela aspiravam os escravos em tempos recuados, e já os gregos davam como definição de ser livre, não ser escravo de quem quer que fosse, e de qualquer forma que fosse. Talvez porque da libertação nascia o direito de participação no Poder, segundo o pensamento de Cícero, a liberdade assumiu um significado político, de que a Revolução Francesa se tornou principal arauto, inscrevendo-a como o primeiro elemento da sua triologia, a par da igualdade e da fraternidade. (os sublinhados são meus, mais uma vez).
 
Ilusões da humanidade! Nunca houve menos liberdade do que a partir de então (1789); a igualdade permaneceu, através dos tempos modernos, a mesma utopia de sempre; e, quanto à fraternidade, jamais sequer, nela se pensou.»
 
As democracias modernas, segundo O Prof. Dr. Cabral de Moncada, continuam invariavelmente adaptadas ao sistema de divisão dos poderes, de Montesquieu. E querem chamar-se modernas, afirma surpreendemente Cabral de Moncada! O mesmo dizia ainda que eram bem conhecidas as democracias ditas populares, inventadas na sua denominação por alguém que decerto, não sabia grego, e não poderia portanto, repara no pleonasmo que a expressão encerra.
 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O mistério Álvaro Santos Pereira





Esta é a página nº 511 do livro “
Portugal na Hora da Verdade – Como Vencer a Crise Nacional

(editora Gradiva), escrito por
Álvaro Santos Pereira, agora Ministro da Economia e do Emprego.

O cabeçalho desta página é elucidativo … “Políticas para retomar o Sucesso”.

Será que o Sr. Ministro pode mostrar esta folha ao seu chefe Passos Coelho e ao seu colega dasFinanças? Ou será caso para dizer: “Façam o que eu digo (escrevo) e não façam o que eu faço” ?


 Aqui segue a transcrição da página em causa: «Claro que não. Como sublinhei ao longo deste livro, há fortes indícios de que o nosso Estado está a matar a economia nacional. No entanto, isto não quer dizer que os funcionários públicos sejam os responsáveis por esta situação. Com efeito, nada poderia estar mais errado. Uma verdadeira reforma do Estado que torne as nossas contas públicas saudáveis e sustentáveis não deve ser feita contra os funcionários públicos ou contra o serviço público. Muito pelo contrário. Uma verdadeira reforma da administração pública terá de melhorar o serviço público, não piorá-lo. Uma verdadeira reforma da função pública terá de aumentar o prestígio do emprego público, não diminuí-lo. Uma verdadeira reforma do Estado terá de incentivar a auto-estima dos funcionários públicos e fazer com que sejam eles próprios a estimular a mudança de que a nossa administração pública necessita. Finalmente, uma verdadeira e duradoura reforma do nosso Estado não poderá encarar a necessária dieta da administração pública como uma mera poupança de euros e de despesa pública, mas sim, como uma oportunidade única para melhorar a eficiência do Estado e, assim, simplificar e auxiliar a vida dos portugueses. É neste sentido que uma reforma da administração pública tem de ser feita com os funcionários públicos e não contra eles. Porquê? Porque toda e qualquer reforma que seja contra os funcionários públicos está condenada ao fracasso. E porque, como já disse, não são eles os responsáveis pela situação actual, mas sim os nossos governantes. É verdade que os funcionários públicos têm, em média, remunerações e benefícios sociais um pouco acima dos auferidos no sector privado. No entanto, não só esta situação é comum a quase todos os países mais avançados, como também não podemos fazer da função pública o bode expiatório desta crise. Não são. A culpa do descalabro das finanças públicas nacionais não é dos funcionários públicos, é dos governos.»
  

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O desmantelamento de Portugal

Penso que hoje ninguém no seu perfeito juízo duvidará que Portugal está num processo de destruição acelerada. A este propósito veja-se a excelente análise feita aqui: O Gládio: Reflexões a partir notícia postadas nos dos últimos dois dias.

Para Portugal ter futuro tem de sair do euro. Urgentemente. E quem clamar que se isso se der será pior para Portugal, mente, mas mente com um sentido muito próprio, o povinho tem de estar com medo e desinformado. Só desta forma o roubo, a traição, a perfídia e a demagogia são elevados à categoria de "santidade" democrática.

Para Portugal ter futuro é preciso um contra-25 de abril, que acabe com a inutilidade das liberdades e igualdades absurdas, assim como com a democracia inconsequente e respectivas mentiras democráticas.

O estado de roubo e saque em que o país mergulhou, acentuou-se no início do século XXI e atinge níveis escandalosos.
Para isto acabar, é necessário destruir o edifício económico-político. E quem o pode destruir? Nós todos, o povo, digamos assim.
Ainda haverá homens em Portugal para isso ser possível?

Espero bem que sim, caso contrário, estamos condenados.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A farsa Khadafi

É engraçado como as coisas funcionam quando se está em democracia. Só passados 42 anos!, é que se lembraram que kadafi era um ditador! e o que foi durante os primeiros 41 anos? Um menino de coro está bom de ver...

Mas, inevitavelmente, o petróleo, mais uma vez (maldito..), vem complicar as coisas. É que segundo se consta Khadafi preparava-se para começar a negociar o seu petróleo em euros. Para além disso, o regime de Khadafi era um regime laico, tolerante, sem nenhuma teocracia instalada, era o país mais desenvolvido do norte de áfrica.

Estas condições são intoleráveis para os neoinquisidores. E vai daí, mata o gajo e repetei até à exaustão, ERA UM DITADOR, ERA UM DITADOR; ERA UM DITADOR. De seguida, repetei outra vez até à exaustão, vamos viver me democracia, em democracia, em democracia.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Incêndios e incendiários

Há coisas que se vão passando no nosso país que não são nada normais. Só no dia de ontem houveram mais de 40 incêndios no distrito de Viana do Castelo. Bem sei que este outubro bate recordes de temperatura mas é patente o desleixo e a incúria; a cerca de 2,5 Km. de minha casa, havia um incêndio que lavrou toda a noite, sem ninguém se preocupar muito, como não há casas naquela zona e era só mato e silvas, deixa arder....

Mas os incendiários andam por aí, e vai e sopra e bufa e chega-lhe gasolina e palha para o edifício arder definitivamente. Mais uma vez, e para não variar, o "orçamento de estado de 2012". Um orçamento bem dentro daquilo que se poderia esperar; orçamentos deste tipo são receita recorrente da pós-abrilada, nada resolvem em termos económicos, pois quem tem tanto lhe faz que lhe descontem 1000 euros num ordenado de 5000 ou 6000, agora quem recebe 1001 euros, por exemplo, já deixa de receber subsídios de natal e férias se for trabalhador público, ou do estado ou dos pós-abrilinos, como quiserem.
Vá lá que foram sensíveis ao manter o IVA nos vinhos, não é que eu defenda que os bebedores e degustadores de vinho iriam deixá-lo de consumir se houvesse um agravamento do IVA, mas é um sector, juntamente com outros, um pouco específico e com importante peso económico.

O problema dos orçamentos "à la carte pós-abrilina" é que justiça social e equidade dividem-se em duas partes, a parte de cima e a parte de baixo. O que fazem é simplesmente nivelar por baixo, impor um modelo único, estereotipado, e o que acontece de seguida é por demais conhecido; ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres.

A "democracia" destes pensadores pós-abrilinos é muitos privilégios e regalias para alguns porque possuem grandes capacidades e o resto.. que se contente em ser condenado pelas asneiras que esses supostos muito capacitados fazem ou provocam. É mesmo isso, o povo, anónimo, é o único condenado neste processo, mas isso de nada importa para as elites "trituradoras" e até convém que assim seja, docilizar e alienar com virtualidades o comum dos mortais.