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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Deus e o universo

Deus e o universo não são a mesma coisa.

Para Deus se conhecer como o Todo, Deus tem em primeiro lugar de não se conhecer como o Todo. Através do ser humano e de todas as entidades físicas Deus conhece-se como partes do Todo, e assim fornece a si próprio a possibilidade de se conhecer como o todo na sua própria experiência.

Só podemos "experienciar" o que somos "experienciando" o que não somos, mas da mesma forma que somos aquilo que não somos também o universo é aquilo que não é. É esta dicotomia "ser e não ser" que prova claramente que Deus e o universo não são a mesma coisa.

Na nossa actual sociedade este problema é visto ao contrário. Como não queremos aceitar que Deus é o criador de tudo e está para além da nossa compreensão física, elevamos o universo à condição de Deus. Substituímos o verdadeiro Deus por uma multitude de multiversos que abastardam a moral e os costumes. O primeiro sinal de uma sociedade primitiva é pensar que é avançada, e o segundo sinal é a mesma convencer-se que é iluminada.
 
 
 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O enigma de Deus à luz da física quântica

«Apesar da sua beleza estética e do seu sucesso no plano experimental, a cromodinâmica quântica não responde a algumas questões fundamentais. Quantos sabores de quarks existem realmente? Por que razão as massas dos quarks são tão diferentes entre si, não parecendo emergir qualquer regularidade por agora?
Por que razão a natureza escolhe um número bem determinado de três cores? E, sobretudo, o isolamento permanente dos quarks (no nosso mundo, com as suas energias muito mais pequenas do que as do big-bang) poderá realmente ser deduzido, demonstrado rigorosamente a partir desta teoria?

O enigma que constitui a inexistência de quarks isolados é o problema mais importante colocado actualmente à física teórica. Escreveu isto, Steven Weinberg em 1978. A afirmação continua a manter, ainda hoje, toda a sua actualidade.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Uma visão espiritual da ciência

«..., os quarks têm uma carga eléctrica e um número bariónico fraccionários, enquanto que para todas as partículas conhecidas na natureza esses números são inteiros (por exemplo a carga eléctrica do electrão é -1, mas a carga eléctrica dos quarks é +2/3 ou -1/3).  Com grande prudência, Gell-Man preferia apresentar os quarks como entidades puramente matemáticas, sem nenhum significado físico directo: «A procura de quarks estáveis (...) aos aceleradores das mais altas energias poderia sossegar-nos sobre a não-existência dos quarks reais.», escrevia Gell-Man em conclusão do seu artigo que se propunha a ideia dos quarks.
Contudo os quarks pareciam bem reais. Introduziam uma simplificação considerável no mundo complexo dos hadrões. Qualquer hadrão pode ser entendido como sendo constituído de um quark e de um anti-quark (os mesões) ou de três quarks ou três anti-quarks (bariões e anti-bariões).

Certos mistérios da dinâmica dos quarks esclareceram-se pela formulação de uma teoria de calibragem das interacções fortes, a cromodinâmica quântica, (...) O mensageiro da interacção forte é o gluão (de cola, que cola, os quarks entre si). Existem oito gluões de massa nula que transportam uma nova carga: a cor (que nada tem a ver com a cor no sentido óptico). Diferentemente dos fotões, os gluões também podem agir uns sobre os outros, pois transportam uma carga (de cor)

Os quarks têm uma propriedade paradoxal: a força entre eles aumenta indefinidamente quando se afastam uns dos outros. Não podem ser isolados: estão confinados de maneira permanente no interior dos hadrões. Podemos compreender intuitivamente esta propriedade de isolamento permanente imaginando, por exemplo, um mesão como uma corda vibrante tendo nas duas pontas um quark e um anti-quark, sendo a própria corda formada pela cola dos gluões. Ao puxar pelas duas pontas da corda, o quark e o anti-quark afastam-se e consome-se cada vez mais energia para poder puxar a corda. Quando esta energia for suficientemente grande, um par quark/anti-quark virtual engendrado pelas flutuações do vazio materializa-se num par real. Então, o quark do par combina-se com o anti-quark inicial para formar outro mesão. É como se, ao puxar a corda, a quebrássemos obtendo duas cordas.»

Excerto do livro "Nós, a partícula e o universo" de Basarab Nicolescu.


 Adenda: a ler e ver: Deus não joga aos dados