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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Continua o circo anti-Trump

Quando ouço por aí dizer que «vivemos no século XXI e que os valores e princípios da democracia estão em causa», tenho vontade de dar gargalhadas até cair de costas. 

 Quanto ao famigerado século XXI, diga-se que o mesmo é o século da estupidez e da perfídia intelectual. Valores e princípios da democracia? Então não é democrático eu aceitar quem eu quiser e achar que deve entrar ou não em minha casa? Não é democrático eu decidir quem pode ou não - tendo em conta a preservação da raça do espírito (ai, outra coisa racista..) - trabalhar e viver no meu país?

Não é um valor eu querer preservar as minhas tradições? a minha cultura? a minha raça? 
Porque tem ela de ser destruída em favor de uma suposta miscigenação? Onde está a diversidade e para onde caminha ela?

Não tenho eu, porventura, o direito de julgar e achar (ai, ai, ai, outra coisa racista..) que certas pessoas não podem conviver comigo? Nem tão pouco serem merecedoras da nossa solidariedade?

Uma democracia que nega todas estas perguntas não é uma democracia; é uma fantochada na mão de uns imbecis que pretendem a destruição do mundo, das suas tradições, da sua diversidade,das suas culturas e modos de ser. 

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A derrota cultural da direita - continuação

A antiga noção política da verdadeira direita (a conservadora, a única passível de ser de direita) obedecia a uma bem definida hierarquia de laços sociais, que tinham como visão comum a "noção de sujeito ético". Esta noção baseia-se em larga medida no modelo ateniense que viria a ser absorvido no pensamento ocidental. Esta visão conservadora do mundo opõe-se frontalmente aos planos do liberalismo, cuja doutrina proclama que o homem deve libertar-se de todos os condicionalismos sociais e culturais, acabando desta forma com o determinismo das ciências naturais e de todo e qualquer princípio superior.

O homem é reinventado segundo um processo pavloviano, passando a ser dono de si próprio mas sem vontade própria. Daqui ao «Contrato Social» foi um passo muito fácil de dar. A comunidade deixa de fazer sentido, assim como a nação e a família. 

O que a direita actual (será mesmo direita?) não compreende é que sem família não há comunidade, nem nação, nem perenidade. Mas a direita insiste em ir atrás da esquerda em matérias sociais, parte sempre em atraso, mas acaba por alcançá-la. E é por esse estado de coisas que caminhamos alegremente para o abismo. Não há política possível sem algum bom senso e cujos princípios não estejam enraizados na "ética dos valores". 

A crise civilizacional é mais profunda do que nos querem fazer crer; é de ordem moral e social antes de ser económica, e aqui a direita tem muita culpa no cartório. Ao abandonar a sua base conservadora, a mesma tornou-se tão egoísta e materialista quanto a esquerda.

A questão central é esta: não há grandes diferenças entre a esquerda e a direita políticas, entendidas como tal num contexto de proporcionalidade parlamentar.

Urge rectificar posições e atitudes, urge criar em Portugal um partido de direita conservadora pois é a sobrevivência de uma civilização que está em risco.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A derrota cultural da Direita

A derrota cultural da Direita, hoje por hoje sem coluna vertebral, tem a ver com o não assumir-se como tal (de direita). Permeável em demasia ao politicamente correcto, ao ponto de quase evocar a sentença de Gustave Thibon: "estar entre o vento, a ambição de uma folha morta". A Direita sucumbiu ao domínio cultural da esquerda, desde há pelo menos 40 anos. A retórica esquerdista vem sendo paulatinamente estabelecida no campo político, impondo as suas palavras, o seu vocabulário e os seus esquemas intelectuais. Não esqueçamos que as palavras são os "vectores do pensamento", e assim, o clandestino ou o refugiado passa a ser o coitadinho, cuja maldade dos "racistas" o impedem de ser feliz.
Uma forma muito útil (os idiotas úteis elevados à enésima potência) de vitimizar o refugiado é precisamente fazer crer que qualquer indivíduo, que venha lá de onde vier, tem direitos e que esses direitos lhe são devidos.
De burridade em burridade, a esquerda nada quer com os interesses superiores, mas tudo quer com os interesses particulares de certas castas.

A esquerda maneja na perfeição as palavras. Conhece-lhes o valor e sabe de antemão que algumas palavras, mais do que outras, transportam consigo uma carga emocional e afectiva muito forte. Sobretudo em momentos como o actual, de grandes dúvidas, incertezas e descrédito generalizado.
Basta pensar nas racismopatologias e xenofobologias, tais litanias são invocadas de maneira recorrente pela esquerda contra os seus opositores. O procedimento clássico é mais do que conhecido; a culpa é sempre dos mauzões da direita, criptotravestidos de nazis e afins.

Esta desqualificação com os chavões do costume visa precisamente eliminar qualquer possibilidade séria e isenta de debate. O que lhes importa (à esquerda) que as suas palavras e ideias não tenham qualquer realidade prática e válida nos dias de hoje? A esquerda não se tolhe das suas subtilidades intelectuais. Os sofistas já o tinham percebido, mas passados tantos séculos continua-se a desvirtuar os conceitos e os respectivos significados. Tal como dizia Voltaire: "mentei, mentei, ficará sempre qualquer coisa..."

Assim, para os samelos da esquerda, opor-se aos seus ideias e mundividências é ser um filho da puta, um retrógado, um racista e um doente mental. Ser contra a miscigenação e contra a diversidade é ser intolerante em grau máximo.

O que há de mais sedutor que a diversidade? Era bom que se soubesse de que diversidade se fala, pois uma multitude, entendida como tal, não faz uma sociedade.

Qualquer sociedade se define pelas suas aspirações e  pela unidade do seu pensamento, ou seja, o correcto visionamento e efectivação do bem comum. Não existe sociedade política sem uma visão partilhada do bem comum e sem valores comuns. E não é nenhuma justaposição de minorias que reforçará quer o bem comum, quer os valores comuns. Bem pelo contrário. É só ler a história, mas com olhos de ler (ai que coisa racista...).

Os esquerdistas acham-se o expoente máximo da moralização da vida política, impondo a sua vulgata e soletrando a sua doxa com insolência e com aquela legitimidade própria dos canalhas e hipócritas.
Dando-se ares de grande respeitabilidade e paternalismo acéfalo, increpando sempre os mauzões da direita, quase obrigando-os a pedir perdão por tal pecado... na continuidade falaciosa do discurso enviesado, a direita pede licença aos maiores falsificadores da história para falar...




domingo, 22 de janeiro de 2017

O circo protestante anti-Trump e a igualdade(???) de género

Confesso que cada vez tenho mais dúvidas do que seja ou qual a real definição de democracia na cabeça dos participantes de manifestações anti-Trump.
Vamos por partes, o homem até pode ser um "filho da mãe", pode não ter experiência política e pode até vir a tornar-se num fraco presidente, mas foi eleito segundo processos democráticos. Ora segue-se que a democracia não é exclusiva de alguns, nem só de certos sectores e nem é verdade de uns quantos.
Mas a "cegueira colectiva", gerada e incentivada a pretexto de certos direitos e verdades que nunca o foram, não pensa assim. Não ganhou quem queriam que ganhasse e toca a descredibilizar e ridicularizar o vencedor eleito democraticamente.
Pois é, a democracia tem os seus quês e as suas particularidades, e não está isenta, de forma alguma, do erro e do facciosismo próprio de supostas elites descontroladas.
Sendo hoje a igualdade de género meta a atingir não importando com que meios, qualquer tentativa sensata, diga-se de passagem, que esteja contra esses planos é campo fértil para a descredibilização através da colagem dos rótulos do costume.
Muito usuais para quem não tem argumentos para ir além da rama.

As culturas clássicas estão repletas de exemplos desses. Todas as sociedades onde a desmoralização e os baixos costumes sexuais proliferaram, as mesmas entraram em decadência. E mais uma vez, pela enésima vez, a história repete-se. Os progressistas e modernaços não sabem disso, desconhecem a história, melhor ainda, para eles a história não existe, é mais uma convenção social e cultural obsoleta que os mesmos pretendem destruir a prazo.

Chega a ser patético e desconcertante ouvir certas figuras públicas debitarem a "cascalhada febril" do costume, como se as alternativas sexuais fossem legítimas, moralmente válidas e axiologicamente irrefutáveis. Para além das habituais racismopatologias e xenofobologias.

É uma coisa degradante e estupidamente pervertida o circo e a fantochada criada por certos pensadores de "caneca furada". Triste figura que fazem, defensores de coisa nenhuma, inventores e criadores de inverdades culturais. Para eles os seres humanos nunca foram compostos de duas polaridades sexuais diferentes; isso apenas foi uma maldade, ou uma maldição, que o progressismo está em vias de reverter. Não há polaridades no sentido clássico do ser, há as polaridades que cada um quiser - uma, duas, três ou uma dúzia delas, ou até nenhuma. Ao bom estilo mundial da perversão.

 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Emigração e acolhimento, as fraudes esquerdistas

Não deixa de ser curioso notar que nos dias actuais os partidos ou posições ideológicas que mais defendem a emigração e as leis de acolhimento, tiveram num passado não muito distante posições bem contrárias. Dizia há cerca de 35 anos atrás o comunista Georges Marchais: 
      
      «Tendo em conta a presença em França de quatro milhões e meio de emigrantes e dos membros da sua família, a contínua chegada de povos estrangeiros a França coloca graves problemas. Atingiu-se o nível máximo de alerta. É preciso parar a emigração sob pena de lançar novos trabalhadores para o desemprego. Os emigrantes estão entalados nos guetos, famílias com tradições, línguas e maneiras de viver diferentes. Isto torna difícil a sua relação com os franceses. E a crise do alojamento agrava-se.»
     Outros tempos, outras prioridades. Um discurso destes é hoje classificado de "extrema-direita".
Mas muito antes de Marchais, os esquerdistas Jean Jaurés e Léon Blum justificavam a aventura colonial da 3ª república francesa afirmando:

       «O dever das raças superiores é de controlar e governar as raças que não estão no mesmo grau de civilização e cultura».
     Esta afirmação seria nos dias de hoje classificada incessantemente de racista, até caírem os dentes.
Por aqui se vê caros leitores, o engano, a perfídia, a fraude e a pouca vergonha que acompanham as ideologias políticas dos nossos dias.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Ai democracia, o que te fizeram

Democracia, palavra tão mal tratada e fatalmente desconstruída
serves para todo o pano e és pau para toda a obra
ninguém sabe quem tu és, mas também ninguém se importa
do ter ao ser, o caminho é o mesmo do não crer
violentas-te a toda a hora, ardes sem combustão e sem fogueira
com fantasmas te espantam e com loas te fazem remexer.


Democracia que jogas às escondidas
enganas as vistas do teu povo
com mentiras e atitudes bandidas
Democracia porque foges?
agora preciso, e tu por onde andas?

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Ai democracia, democracia

Democracia a quanto obrigas, que vergonhas te permites, que falsidades tu admites...
O randau atravessa a praça, multidão galopante se debruça, farinhosices e parvajolas...
Estonteante é o termo, no fim é o princípio, o princípio já não subsiste...
Triste fado dos panteáveis, conspurcado pela ignorância, elevada a espertança...
Democracia para onde caminhas, na névoa formada, dos heroís dos passados. 
Caminho sem tréguas, inigualáveis sentimentos e atitudes, esperança fundida das verdades incertas. 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

200 anos de constitucionalismo - a história repete-se

Num folheto anónimo datado de 1847, alguém notava com lucidez que «o liberalismo tinha falhado no campo moral o que deu origem a uma luta ininterrupta desde 1820, que tem como causa próxima e eficiente a ambição dos indivíduos de que se compõem os diferentes bandos que, com o falso título de partidos políticos, se disputam entre si a posse dos dinheiros públicos... As guerras civis em Portugal são evidentemente a guerra dos empregos públicos

Em 2015, tal como em 1910 e de 1820 a 1851, a história repete-se. Qualquer ideologia servia e serve ainda, de bandeira atrás da qual se encobriam todas as ambições. Não importava nem importa a forma de governo, mas convinha e convém sempre o princípio do poder.

A vaga é de loucos universalismos, de utopias regenerativas do género humano, e no entanto, o que vemos são desvarios e alucinações. Vejam-se as prioridades do novo governo; a retórica imbuída de sagazes impercepções cognitivas e a turbulência psicótica que por ali vai. 

Uma revisão constitucional se impõem, e caso a mesma não seja feita, caminhamos para o aniquilamento silencioso de um povo e de um país. O perfeito genocídio de cariz extremista-esquerdista.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Democracia, igualdade e sufrágio universal

«No dia em que o marechal de campo José António de Azevedo Lemos negociou a rendição em Évora Monte e D. Miguel I, num assomo de dignidade real, se despoja do único objecto da Coroa em seu poder, nessa solene e emocionante conjuntura se pôs ponto à guerra civil.
Dissipavam-se de vez as nuvens que encobriam o sol da Liberdade, desde então raiando esplendoroso e caricioso. 
(...) A democracia, sorria, atraente, prometedora. Mas, em pouco tempo, um dos grandes valores da ordem nova, que andou mancomunado com o brigadeiro Lanes na vesga política diplomática desse ministro plenipotenciário de Napoleão, se emiscuira na torva aspiração da Ibéria, que em 1810 servira como alferes agregado de infantaria 16, e cujas artes de santilão o fizeram beijar o conde de Tomar na casa do parlamento, enfim, a «raposa» Rodrigo da Fonseca Magalhães.

Consistia em postulado da vida política-eleitoral, em regra do processus na governação, ou, melhor, em síntese consubstanciando a ética do sistema, na qual se escancara a máscara da corrupção: «Os deputados são como os prédios; são mais baratos comprados feitos.»

Então, homens de boa fé e sinceros, grande parte eminentes nas ciências, nas artes e nas armas, seguem a doutrina, cedem, adaptam-se ou acomodam-se ao meio ambiente em que a Nação se debatia sob a égide do voto, colocado de chapitel nas construtoras da Liberal-Democracia.
(...) 

Porém, - é rudimentar - como a essência da eleição não está em fazer-se por muitos, mas na escolha de um entre muitos, o seu conceito foi-se graduando e evolucionando como decorrer do tempo. Não significando inicialmente senão a demonstração pública dos merecimentos dos propostos, chegou a reconhecer-se não constituir título hábil para produzir efeitos, por decorrentes de assembleias ignorantes, sáfias e indiscretas. Daí, o fazer-se a eleição indirectamente ou por representação dos mais competentes e responsáveis.

Degenerado o processo, os abusos dos colégios que representam o povo, uma vez em pé os ditames da Revolução, fizeram regressar a eleição à primitiva forma, mas com astúcias, habilidades, abstracções e mistificações, à descrição da massa comum, incaracterística e irresponsável, e com a rúbrica sonorosa de Sufrágio Universal.
Imperou a igualdade substituindo a qualidade. 

Reinou aquela igualdade metafísica que o erudito monge bernardo, bispo de Évora e director do contra-mina Frei Fortunato de S. Boaventura viu «caminho breve, e compendioso para fazer grandes, os que estalavão por isso, e não lhe sentirão outro geito, senão o de chamarem Grande e Soberano, a quem nunca o poderia ser, para esbulharem destes atributos, quem o era e devia ser.»

A igualdade que coroou o Povo Soberano, personagem mítica classificada pelo abade de Lustrosa e académico Joaquim de Santo Agostinho de Brito França Galvão de: «... noção monstruosa e contraditória, como v.g. lupus-homo, Deus-creatura, sempiterno-natural, curva-recta, sim-não.»

Em suma, um manipanço quimérico que o assombroso polemista José Agostinho de Macedo, o panfletário Padre Lagosta lobrigou e tentou desfazer, ao perguntar: «O povo impera e he soberano; o mesmo povo obedece e he vassalo. E de quem he o povo vassalo, quando não he soberano? Temos a comédia, he o amo, e he o vassalo deste mesmo amo.»

E a soberania do povo vinha-lhe do voto.
Com sua nova feição estruturalmente individualista, se queria significar a expressão dos mais sagrados direitos do cidadão e da sua elevada função social, como tal ficou na teoria, pois, a pouco trecho, figura-se objecto da mais industriosa actividade, de morbo das variadas modalidades da corrupção, contaminada a todos os sectores da vida nacional, e de legal e expurgativa explicação de todas as ambições, por mais mesquinhas, de opressões e violências, vinganças e iniquidades, senão, aqui e ali, de ignomínias e de crimes.


Transcrição feita do livro Aspectos da Nossa Guerra dos Cem Anos de Francisco Malheiro.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Os depravados da Política II

«Aos seus 17 anos no jornal O Vianense subscreveu um artigo focando estrondosas questiúnculas políticas e visando particularmente pessoa inteligente e culta à qual seus predicados e elevada positura colocaram no primeiro plano social de Ponte de Lima.
Assediou D. Santiago Garcia de Mendoza, o aventureiro que deu na vista a Camilo Castelo Branco, vindo de Pontevedra para em Braga ser estimado como general carlista e casar rico em Guimarães com uma filha do visconde de Azenha, senhora de vastas propriedades herdadas pela mãe do tio João Malheiro Pereira de Castro e Lyra, o fidalgo de Crasto, da casa dos Malteses. Salientando-se na política, tanto na miguelista como na constitucional, dissipador e frascário acabou cônsul de Portugal em Marselha.
Fora crudamente alvejado. Primeiro, atribuido-lhe ingerência na prisão de um Manuel Álvares Romero cuja extradição exigia o governo espanhol e que foi capturado em 5 de Abril de 1850 e justiçado passados dois meses. Segundo, lembrando-lhe a deserção do legitimismo, com arrepanhia dos fundos do partido de Viana, qual um eleche da ideologia, vendendo-se ao duque de Saldanha par viver em sossego no país. 
Respondeu-lhe o D. Santiago. E como mais tarde fez correr a jorros sua jocosidade num outro periódico o Braz Tisana, do Porto, foi chamado aos tribunais tendo por defensor o jurisconsulto Custódio José Vieira e por acusador o já notável José Luciano de Castro.
Destas peripécias da mocidade valeram-se os contrários para lhe chamarem «moço estouvado» e «difamador e calumniador confesso».
E tanto mal lhe queriam que, apesar de a geral veneração pelo pai, general Sá Coutinho, a aleivosia de uns oficiais da administração do concelho meteu-lhe na algibeira, imperceptivelmente, um pistolão, e com esse pretexto entrou na cadeia. A velha prisão de D. Manuel I transformou-se em salão de baile para, em homenagem ao improvisado delinquente e em protesto humoroso mas veemente, a primeira sociedade da terra bailar, folgar e rir até alta madrugada.

Foram estes passos da mexida adolescência de José de Sá os motivos do foguetear de remoques e das investidas com que os amigos de Rocha Peixoto miravam debreá-lo no afinco de impedir o desemperro, a coragem e a firmeza com que se houve em Ponte de barca, que, logo a três meses de abandonar a administração do concelho, o apresenta como seu candidato a deputado.
Substituído no lugar por Rocha Peixoto, encontram-se nas eleições de 1865 seguidas à dissolução das câmaras pelo conde d´ Ávila. 

Travou-se pugna endentada e ominosa em que as mesmas personagens de há vinte anos antes fizeram reviver as violências e despotismo desse tempo, a coberto da força armada, reforçada por malta de caceteiros, servindo de guarda de honra às urnas.

Pagaram-se votos a 500, 1000 e 1550 reis, aboletaram-se os soldados só na casa dos contrários, e na freguesia da Lavradas foi rezada missa às duas horas da madrugada para prenderem-se os eleitores e levarem-se a votar arrebanhados.

Rocha Peixoto propõe-se prender um influente oposicionista a título de culpado criminalmente, e atormenta e aterra o eleitorado lançando bando de que os que viessem à vila pagariam certo imposto. O povo, encalmado e indignado, mexe-se para o motim, mas José de Sá intervém tomando a palavra na praça pública para invectivar rudemente a táctica do chefe local dos governamentais, animando e encorajando os da oposição, e assim distrair a gambérria do ânimo popular.

Nesse dia tomou pé o Sá Coutinho; e o outro, refeito do embate, apercebeu-se de ter pela frente um adversário de respeito, sobretudo ao seu amigo conde d´Ávila deixar o lugar a Aguiar, ao Mata-frades, e esse moço ser reconduzido na administração do concelho. 
Rocha Peixoto assistiu ao delirar da vila aos sons estridentes da filarmónica, dos repiques nas sineiras e das girândolas de foguetes, até alta madrugada; enfarou-se do cheiro acre e enojoso das fumigações da farrapada de um boneco figurando o conde d´Ávila, e derrancou-se com o arraial de flores e regosijosas exclamações à chegada da nova autoridade.


Quadram-se os dois contendores. A briga é severa, seu conspecto é de rigor quando José de Sá prende e faz julgar e condenar o Dr. Francisco António da Fonseca e Brito, persona grata de Rocha Peixoto, a quem os adversários acusavam de violências e desmandos «Inqualificáveis» no exercício do cargo de administrador do concelho substituto».  

Continua


In Aspectos da Nossa Guerra dos Cem Anos - Francisco Malheiro, páginas 76, 77, 78 e 79 tomo III

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Os depravados da política

« (...) As emanações de uma tal cultura malignavam os ares; e nessa atmosfera perniciosa e deletéria livremente viçaram as sociedades secretas, de poder quase majestático, em cujos seios se moldaram os caracteres de muitos daqueles que, com seus diplomas científicos, entraram na vida pública. Eram de ver-se a dos Divodignos, famígera pelo assassínio dos Lentes em Condeixa, a par da dos Invisíveis em Tondela, fundada por um juiz da comarca e um advogado, que chegou a deputado da Nação, fértil em vinganças políticas - incêndios e assassinatos - e degenerada em associação de ladrões.
Daí o coonestar-se com a impunidade o delito político, e com mais funestas consequências no âmago da academia coimbrã por 1835 a 1841, horroroso precedente e desolador presságio para o prestígio da direcção e administração públicas.

(...) No remoinhar da insânia destacavam-se os da república do Carmo, aos quais chamavam de Sicários por verem-nos passear com punhais ao peito e por vezados nos banditismos, sob a chefia de um ex-frade, o que não impediu que um deles morresse desembargador da Relação do Porto. (...) As encobertas sociedades secretas prolificaram nos carrilhos, e delas descendiam legitimamente os grupos de guarda-costas dos chefes eleitorais para garantia da eficiência de seus planos ou êxito das suas maquinações».


In Aspectos da Nossa Guerra dos Cem Anos - Francisco Malheiro, páginas 20 e 21 - Tomo II.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Os Sócretinos estão de volta

Anda tudo a dormir no país Portugal. Ora então vejam bem no que deu a guerra de facções do PS; o novo secretário-geral do partido PS já mostrou bem ao que veio: Cuidado meus amigos, não há redução do número de deputados na assembleia da república, essa é uma medida populista e perigosa para a Democracia. Ohh coitadinha da Democracia na mão de papagaios destes... tudo é populismo e um perigo quando o risco de se vir a "descobrir a careca" desta gente se torna elevado. Mais um sócretininho em potência!

E as Tvs?, na sua sagacidade informativa, limitam-se a fazer o jogo destes tipos, afinal também elas, sujeitas à perversão dos costumes pagas e financiadas pela elite económica e política que povoa os labirintos das mansardas democráticas. Onde o cheiro da poeira se mistura com o incenso maçónico, e onde o Deus de alguns é como o chouriço e o presunto.

Nas próximas legislativas lá teremos os sócretinos de volta, para nos infernizar a vida e continuar o trabalho inacabado pelo sócretino I. Progresso e crescimento prejudicando muitos e favorecendo alguns (poucos), desenvolvimento tecnológico e novas oportunidades para todos se instruírem na incultura geral, desenvolvimento económico criando uma cultura "de não trabalho e de subsidiodependência", patranhices atrás de patranhices, e  a manutenção da maior carga de esforço de pagamento de impostos da UE. 

Mas será que este povo não acorda!?

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

República e Democracia

«O regime em que as instituições e as leis são impostas pela razão pura à índole de povos diferentes. Na República, o futuro assenta sobre o desprezo do passado, renegando-se a tradição, em nome de princípios sem realidade prática. É a forma primária de governo, enquanto se não chega à compreensão da vantagem da continuidade do poder que é a garantia da paz pública e da justiça social. Os povos em via de formação ou em períodos de decadência, preferem sempre as instituições democráticas, no primeiro caso a diferenciação não se definiu, no segundo, a indisciplina conduz à confusão e anulação de todos os valores. A democracia é a doença dos povos que já perderam ou ainda não acharam a direcção do seu destino. Democracia e nação, democracia e justiça, democracia e exército, democracia e autoridade são conceitos que se excluem».


In Cartilha Monárquica - Alberto Monsaraz, pág. 6

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Há liberdade contra a liberdade

O conceito de liberdade acompanha o homem desde os alvores da civilização. Todo o homem é livre quando pode dispor de si próprio sem qualquer espécie de condicionalismos, seja para o bem ou para o mal. A liberdade emana directamente do livre-arbítrio, e, tal como a etimologia da palavra o deixa bem expresso, o livre-arbítrio implica liberdade; liberdade de acção, liberdade de escolha, liberdade de movimentos, liberdade nos mais diversos parâmetros.

A liberdade é tão antiga quanto a humanidade, e hoje, se chegou onde chegou, isso deve-se ao livre-arbítrio da humanidade. Em si ela é um factor ético, ou metafísico, necessário e útil ao homem. De forma nenhuma o conceito pode ser entendido como resultante da acção política ou económica, como hoje é usual pensar-se. Quem não tiver memória curta sabe que a história se repete, incessantemente, e sempre que a liberdade é entendida como uma extensão e consequência de qualquer acção política ou económica, a mesma perde o seu sentido inicial e o seu sentido mais puro. A liberdade passa a ser vista como "uma conquista que não se consegue conquistar". 

Daqui nasce a degenerescência da liberdade - a libertinagem - e a sua consequente metamorfose; a liberdade tal como hoje é entendida, não é liberdade nenhuma. O velhinho slogan abrilista mais gasto do que farrapo bolorento, de "não há liberdade contra a liberdade" é falso, é uma mentira muito bem urdida pelo neoditadores democráticos deste país.

HÁ LIBERDADE CONTRA A LIBERDADE, sobretudo contra aquela corrente que desvalorizou o termo tornando-o estéril e propenso às maiores confusões. Não é em ditaduras ditas duras (antidemocracias) que a liberdade é atacada e decomposta no seu contrário, mas sim em ditaduras ditas macias (democracias).

Nos regimes democráticos não temos liberdade de dizer "as verdades", e quem o fizer pode ser punido, multado, preso, ridicularizado e até ostracizado. Ora então responda quem puder: Onde está a liberdade??

terça-feira, 11 de março de 2014

O circo está armado - sanções à Rússia

Quando é que os especialistas de caca vão explicar às pessoas que sanções a qualquer país apenas prejudicam o povo e nunca qualquer regime ou políticos que dele façam parte? As sanções não servem para nada e neste caso da Rússia é ainda pior, pois, a grande verdade, é que a Rússia não precisa da União Europeia para nada. É claro que o leviatão que domina a Europa não gosta nada dessa situação e quer ver se arranja um "caldinho". Porque também, e sobretudo, a União Europeia precisa da Rússia.

Esquecem-se os merdentos da União Europeia que estão a meter-se com o tipo errado, tal como o bacoco da América. A Crimeia sempre foi russa, os seus habitantes são maioritariamente russos, portanto de nada adianta papaguear argumentos falsos e destorcidos da realidade. 

Eles que apliquem sanções à Rússia que os mesmos verão depois o que irá acontecer... mas também, tenho a sensação, que alguns dos filhos da puta que desgovernam a Europa querem que isso aconteça...

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O sentido de Estado

 Entre ruínas e queimadas, entre juízos e aleijões
é buscada a certidão, que dá acesso aos romeirões
de punho macio e bigode enganado
a lata pendente e o saiote engasgado
ninguém tem fome, mas todos são comilões..




O Estado de Direito em Portugal


Encantados e encantamentos, feitiços e postumentos
léria boa e boa fibra, puxam mais do que uma carroça
desencantados os turbulentos, assim se alimentam os jumentos.

Frangos e perdizes, maroa e pengote
espargo de pedra com salsicha mentirosa
farrapos de língua e excremento político
estático e mudo, pensa, não há saída airosa...

Gigantes de pedra abençoai os nossos caminhos
ensinai os mortais a viver o seu ser
ao de leve soprai, para que sejais bem vindos.





Os videntes democráticos


Iggorann, Iggorann, Iggorann
gritavam os pardos e os sampeiros
grande "mouche de savants"
nenhum cesto faz um cesteiro
antes meliante do que carteiro

Não te preza a doçura
nem a seiva delirante
come, come, a erva prazenteira
ralha o gato, a rã e o vitelo
tudo à bulha, perfume rastejante



Luz ao fundo do túnel - a mais de 40000 milhões de anos luz de distância de Portugal
(ampliação feita pelo telescópio VD-Dofe O Vopo)


Circo de S. Bento e unidos da paródia
retalheiros de morgado e faúlhas de inverno
os roubos são maquinados, lá na casa torta

De cruz em cruz, se faz o nosso calvário
de promessa em promessa, se acercam as nossas certezas
banha da cobra e lustres de fumário
escuta Toninha, as mentiras e as proezas
o túnel agiganta-se, tal como as nossas baixezas.







A visão ultrademocrática




Paisagens de pedra e de cor
sentido oblíquo e improfuso
de onde ali, barbearia do pudor
cada vez estou mais sozinho e confuso

Se vejo o que não vejo
só posso pensar; bárbaros me partam
o sentinela é o freio, e o feio já é bonito
da adega ao ramal, já não desafinam nem cantam

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Esclarecimentos sobre os estaleiros de Viana do Castelo

Provavelmente, uma boa parte dos portugueses desconhece o que se realmente se está a passar, e passou ao longo de vários anos, nos estaleiros de Viana. Perante tanta informação e desinformação sobre o assunto, sem esquecer a recente tentativa de branqueamento político levada a cabo por um ex-político com algumas culpas no cartório, a confirmarem a máxima: «o povo tem memória curta». É natural que uma boa parte dos portugueses ignore e até se sinta confuso sobre os estaleiros de Viana do Castelo. 

Vou tentar esclarecer um pouco. Ponto Nº 1: Como é sabido, os estaleiros são dominados e manipulados por um sindicato comunista do pior, sindicato este que o actual governo pretende liquidar. E muito bem, na minha opinião. Ponto Nº 2: dos cerca de 600 trabalhadores da empresa, alguns, para não dizer muitos, passaram anos e anos "a romper baralhos de cartas". Não, não estou maluco nem a inventar.. isto foi contado por pessoas que lá trabalharam e ainda trabalham, algumas delas. 
Ponto Nº 3: A "roubalheira" ou "desvio" se preferirem, de diversos materiais como discos de corte, electrodos, chapa inox, tubos inox e outros, parafusos, tintas, rebarbadoras, berbequins, brocas e até material eléctrico foram uma constante durante anos a fio. Nunca tal situação foi denunciada por quem quer que fosse e muito menos por algum dos gestores que por lá "mamaram à grande" e nem tão pouco pelo sindicato comunista selvagem que domina os estaleiros de Viana.

Nenhuma televisão ou jornal denunciou isto, nunca. E como não haveria uma empresa destas de não ter um passivo na ordem, segundo se consta, de 250 milhões de euros dos quais 80 milhões são dívidas a fornecedores, algumas delas com mais de 5 anos.

Afinal o que pretendem os anarco-comunistas? Que a "mama" continue para alguns? Que se continue "a romper baralhos de cartas"? Que o desvio de material continue a ser uma constante? 
Defender os trabalhadores? Desde quando qualquer sindicato defende algum trabalhador?
Mais uma vez, vai pagar o justo pelo pecador, e os justos aqui são todos aqueles trabalhadores honestos que existem nos estaleiros de Viana.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Operação "mãos largas" chega a Portugal

Estamos todos fartos de ouvir a ladainha podre dos perissologistas políticos, e piora ainda quando a troika diz para cortar nas altas rendas que o Estado paga, para cortar nas regalias e salários absurdamente altos de certos quadros de empresas de Estado, não sendo essas ordens cumpridas; os farronqueiros da política esfalfam-se em "choradilhos" e babilham esmolinhas aos troikeiros em troca de cortes disparatados na educação, na saúde, nas pensões, etc.

Garantir uns milhões para a alfurjada dos "coiveiros de gravata" e o povo, esse, não existe, é uma «ficção democrática».
É vê-los ululantes naquela casa impropriamente chamada de casa da Democracia, com o tecnicismo linguístico muito afinado, na realidade inócuo, pois que vazio de valores e de sentido por inoperância global de uma boa parte dos valores democráticos dos dias de hoje.

Sabendo-se que na política nacional são os maiores crápulas que chegam a lugares de destaque, suportados e financiados pelos monopolistas que se acham donos do país [Eles acham-se efectivamente os donos do país], o boicote selectivo e generalizado torna-se uma obrigação. Sem esquecer que muitos dos farronqueiros da política são fabricados nos laboratórios dos "calças sem braguilha", onde o "o bode se transforma em divindade" sob o maior charlatanismo esotérico que o mundo jamais conheceu.
Chegamos a uma época em que ninguém sabe quem é quem. Das mais baixas camadas sociais são recrutados uma boa parte dos futuros políticos, os mesmos são financiados, trabalhados, sujeitos aos primeiros desmandos e por fim publicitados pela cleptocracia, e como em geral os farronqueiros têm um passado sujo ou segredos vergonhosos, caso contrário, não teriam chegado onde chegaram, são dominados pelo pavor do escândalo, pois quem os financiou durante anos conhece perfeitamente os podres todos de cada um deles.

O que quero dizer com isto é que a democracia portuguesa é uma fraude. Não existe democracia em Portugal só porque temos liberdade de acção, de expressão e de movimentos e direito de voto. Estamos nos antípodas, não se premeia quem merece ser premiado, não se dá valor a quem trabalha neste país, causa repulsa o debate público e político e a opinião pública é manipulada ao sabor de estratégias e malabarismos de estética financeira para empaliar os troikeiros.