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segunda-feira, 7 de abril de 2014

S. Paulo da Cruz, o Físico Quântico do século XVIII

«O ser humano age por necessidades, exigidas pela esfera do humano, como por exemplo, matar a sede, a fome, necessidade de carinho e das realizações afectivas, etc. É a caminhada pela via da Animalidade que, por ser inevitavelmente finita, não aporta nem comporta razões últimas convincentes do ser e agir humanos. Estes adquirirão uma outra dimensão metafísica, após o salto no "vazio" do infinito, que facultará o encontro com o Transcendente Invisível, Ser Puro, última razão do ser humano.

(...) O salto da esfera da Identidade exige que se acabe com os Ídolos, que nos sugam... É o mundo da Animalidade. O 2º princípio (princípio da alteridade) exige uma opção; o mandamento leva-nos à transcendência. É o mundo do divino, ou melhor, o divino vem até nós».


Excerto do livro Contributo para uma outra Qualidade de Vida no âmbito da Bioética Teológica - João Bezerra. Citação do autor feita a S. Paulo da Cruz a páginas 156 e 157. 


quarta-feira, 26 de março de 2014

Qualidade e consciência

«O re-encontro, ou a descoberta do sentido, isto é, do para quê e do porquê de tudo, é que dá sentido ao nascer, ao viver e ao morrer; é que dá sentido ao trabalho, às alegrias, ao sofrimento, à vida e à morte. (...) Qualidade, portanto, é atributo da consciência. Esta aponta para a qualidade, para a selecção dos máximos. A felicidade encontra aqui um dos seus pilares, a partir dos valores espirituais ou especificamente humanos. Diego Gracia refere, a propósito, que "a teoria axiológica permite pensar o conceito de qualidade de vida de outra forma. Quando diferentes valores entram em conflito entre si, pode-se optar pela realização dos valores espirituais ou especificamente humanos à custa dos inferiores ou puramente vitais, ou se pode optar pelo contrário. No primeiro caso, considera-se mais importante a qualidade de vida, no segundo caso, a quantidade de vida. Todo o conflito de valores é, de facto, uma tragédia que se resolve ou a favor da qualidade de vida ou a favor da quantidade de vida".
Isto que se regista em último lugar, realiza-se paradigmaticamente, segundo Max Scheler, no génio, no herói e no Santo. Apesar da vida ser um valor muito estimado e apreciado, na quase totalidade das culturas, analisando-se detalhadamente o conteúdo dessa estimação, vem ao de cima o facto da vida ser um valor "paradóxico" e "conflitivo".»



Os negritos são meus. Extraído do livro Contributos para uma outra Qualidade de Vida no âmbito da Bioética Teológica - João Bezerra - pág.29.

terça-feira, 25 de março de 2014

Qualidade e quantidade segundo a Bioética

«Segundo Cournot, não convém considerar qualidade e quantidade como dois atributos gerais da mesma ordem. A relação destas duas ideias é a da espécie relativamente ao género: a quantidade é uma espécie singular de qualidade. A qualidade ou conteúdo qualitativo é geralmente susceptível de mais ou menos e, por consequência, comporta a aplicação do número. (...) Celestino Pires refere que o termo qualitas foi introduzido por Cícero como equivalente ao termo grego poiótês, que aparece pela primeira vez em Platão como termo filosófico. "É aquilo pelo qual as coisas se dizem tais". A qualidade determina o que uma coisa é na ordem essencial ou na ordem acidental. Pela qualidade as coisas diferenciam-se umas das outras e constitui-se um mundo diverso na sua unidade. Seguidamente, diz que sob o ponto de vista da lógica aristotélica-escolástica, os juízos dividem-se, segundo a qualidade, em afirmativos ou negativos. A afirmação ou a negação indicam a qualidade do juízo. O problema da qualidade não é principalmente lógico, mas ontológico e gnosiológico. Na perspectiva ontológica, qualidade é a diferença pela qual uma substância se distingue essencialmente da outra; isto é, a diferença qualitativa distingue, neste caso, as substâncias ou essências entre si. A qualidade é uma das categorias fundamentais e não se pode reduzir à quantidade, pois a diversidade do mundo não se explica só quantitativamente, apesar de se implicarem mutuamente nos entes materiais. (...)
A qualidade é um valor, não um facto. 

Continua. Extraído do livro Contributos para uma outra qualidade de vida no âmbito da Bioética Teológica - João Bezerra - págs. 25 e 26.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Bioética e abundância

«Passaram mais de dois mil anos desde que Cristo afirmou: Vim ao mundo para que tivésseis vida e a tivésseis em abundância.
Mas a palavra abundância saída da sua boca e registada para todo o sempre tinha então um sentido bem diferente do que lhe dá hoje o comum dos mortais, nesta sociedade pós-moderna em que só conta o poder, o dinheiro, outros bens materiais e o prazer. Uma vida boa é a que tem abundância, mas uma abundância de poder sobre os outros, de dinheiro e de bens obtidos de qualquer modo e de prazer, quase exclusivamente prazer genital

Extraído do prefácio do livro "Contributos para uma outra Qualidade de Vida no âmbito da Bioética Teológica - João Bezerra.

Os negritos finais são meus. Algumas das bestas sadias que por cá gravitam teriam graves problemas de consciência se lessem o trecho acima citado.
Ao longo dos próximos dias o autor deste blog irá disponibilizando vários enxertos deste livro, verdadeiramente re-evolucionário, e como o mesmo não se encontra à venda nas livrarias, posso até digitalizá-lo para quem estiver interessado.