sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Esquerda e Direita - optimismo e pessimismo

O homem de esquerda é um optimista triste. Optimista apenas pelas suas utopias e incoerências e triste pela constatação da impossibilidade de atingir essas utopias.
O homem de direita - o verdadeiro - é um pessimista alegre. Pessimista porque sabe que a natureza humana tem de ser permanentemente corrigida, e que o paraíso na terra não existe. Alegre porque se sente contente de estar onde está, de fazer parte de uma linhagem e de uma comunidade e de sobrepor-se às suas imperfeições.

Ser conservador (a verdadeira direita) é reconhecer uma ordem natural das coisas que nenhum homem pode mudar sem causar grandes desordens, fatais à sociedade e a ele próprio. 
Ser esquerdista é considerar que a ordem natural das coisas é artificial (uma convenção cultural obsoleta!) e pode ser modificada segundo os desejos de cada um. Afirmam que o mundo está sempre em mudança, construindo uma filosofia do devir que prefigura desde logo o nominalismo: a ordem nada tem a ver com a natureza, sendo puramente contingente. 
A herança nominalista semeia a dúvida sobre a capacidade da inteligência humana entender o "ser das coisas", para além de confundir a estrutura ontológica do real.
Inexistente ou impenetrável, privada de consistência ontológica, a natureza humana para os modernos (de esquerda) deixou de ser um princípio de determinação ética.

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