segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A derrota cultural da Direita

A derrota cultural da Direita, hoje por hoje sem coluna vertebral, tem a ver com o não assumir-se como tal (de direita). Permeável em demasia ao politicamente correcto, ao ponto de quase evocar a sentença de Gustave Thibon: "estar entre o vento, a ambição de uma folha morta". A Direita sucumbiu ao domínio cultural da esquerda, desde há pelo menos 40 anos. A retórica esquerdista vem sendo paulatinamente estabelecida no campo político, impondo as suas palavras, o seu vocabulário e os seus esquemas intelectuais. Não esqueçamos que as palavras são os "vectores do pensamento", e assim, o clandestino ou o refugiado passa a ser o coitadinho, cuja maldade dos "racistas" o impedem de ser feliz.
Uma forma muito útil (os idiotas úteis elevados à enésima potência) de vitimizar o refugiado é precisamente fazer crer que qualquer indivíduo, que venha lá de onde vier, tem direitos e que esses direitos lhe são devidos.
De burridade em burridade, a esquerda nada quer com os interesses superiores, mas tudo quer com os interesses particulares de certas castas.

A esquerda maneja na perfeição as palavras. Conhece-lhes o valor e sabe de antemão que algumas palavras, mais do que outras, transportam consigo uma carga emocional e afectiva muito forte. Sobretudo em momentos como o actual, de grandes dúvidas, incertezas e descrédito generalizado.
Basta pensar nas racismopatologias e xenofobologias, tais litanias são invocadas de maneira recorrente pela esquerda contra os seus opositores. O procedimento clássico é mais do que conhecido; a culpa é sempre dos mauzões da direita, criptotravestidos de nazis e afins.

Esta desqualificação com os chavões do costume visa precisamente eliminar qualquer possibilidade séria e isenta de debate. O que lhes importa (à esquerda) que as suas palavras e ideias não tenham qualquer realidade prática e válida nos dias de hoje? A esquerda não se tolhe das suas subtilidades intelectuais. Os sofistas já o tinham percebido, mas passados tantos séculos continua-se a desvirtuar os conceitos e os respectivos significados. Tal como dizia Voltaire: "mentei, mentei, ficará sempre qualquer coisa..."

Assim, para os samelos da esquerda, opor-se aos seus ideias e mundividências é ser um filho da puta, um retrógado, um racista e um doente mental. Ser contra a miscigenação e contra a diversidade é ser intolerante em grau máximo.

O que há de mais sedutor que a diversidade? Era bom que se soubesse de que diversidade se fala, pois uma multitude, entendida como tal, não faz uma sociedade.

Qualquer sociedade se define pelas suas aspirações e  pela unidade do seu pensamento, ou seja, o correcto visionamento e efectivação do bem comum. Não existe sociedade política sem uma visão partilhada do bem comum e sem valores comuns. E não é nenhuma justaposição de minorias que reforçará quer o bem comum, quer os valores comuns. Bem pelo contrário. É só ler a história, mas com olhos de ler (ai que coisa racista...).

Os esquerdistas acham-se o expoente máximo da moralização da vida política, impondo a sua vulgata e soletrando a sua doxa com insolência e com aquela legitimidade própria dos canalhas e hipócritas.
Dando-se ares de grande respeitabilidade e paternalismo acéfalo, increpando sempre os mauzões da direita, quase obrigando-os a pedir perdão por tal pecado... na continuidade falaciosa do discurso enviesado, a direita pede licença aos maiores falsificadores da história para falar...




7 comentários:

  1. Excelente texto! É deveras encorajador verificar que há cada vez mais pessoas na Direita que percebem a necessidade de combater o esquerdalho no plano cultural.

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  2. http://o-povo.blogspot.pt/2017/01/1-fev-manifestacao-stop-eutanasia.html

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    1. EUTANASIA PARECE SER UM NEGOCIO NEOLIBERAL VISANDO O LUCRO OS REDS APOIAM POR QUE AMBOS SE AJUDAM BEDUINAGEM

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  3. A direita sofreu uma derrota cultural, é verdade, mas já está a inverter a situação como se pode ver pelo fenómeno Trump nos EUA:

    http://historiamaximus.blogspot.pt/2017/01/hoje-rolou-primeira-cabeca.html

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  4. Caro João Nobre, espero bem que esse seja o princípio de alguma mudança. Mas, ao mesmo tempo, tenho certas dúvidas do que possa surgir. A campanha anti-Trump está a atingir a loucura e não sabemos bem o que se poderá passar a seguir. Mas tenho fé que o homem se aguente firme.

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    1. Caro Emídio, eu, de facto, nunca vi uma campanha de difamação tão grande, como a que tenho visto os me(r)dia orquestrarem contra Donald Trump. Isto é surreal a todos os níveis! Mas acredito que ele no fim, sairá por cima, pois é preciso não esquecer que Trump tem um aliado de peso chamado Putin e isso diz tudo...

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