terça-feira, 26 de maio de 2015

As sumidades que assaltaram o poder

O tom de alarme já se fazia sentir, ao longe, ainda antes da notícia ser conhecida (oficialmente): o estado calamitoso em que se encontram as seguranças sociais de Portugal.
Agora pergunto eu: Alguém fica surpreendido com isso? Parece que sim, os nossos políticos e  as nossas sumidades chamadas de "economistas zarolhos", estão surpresos pelos números... 
Ou esta gente desconhece a realidade dos factos ou então, anda a gozar com toda a gente! 

Se desde 2008 já saíram de Portugal mais de 500000 pessoas (são números que existem, se verdadeiros ou falsos não sei), isso mesmo meio-milhão, o que esperavam estas grandes sumidades? Quem se der ao trabalho, que faça os cálculos, e mesmo a dar-lhe por baixo, em 7 anos é muita massa. Não só em dinheiro de impostos, segurança social, IRS, IRC, mas também em consumos diversos que por sua vez, gerariam novos impostos. 


É muito dinheiro que o Estado português deixou de receber, por via da ineficiência directa das elites que povoam os corredores das influências partidocráticas. Como as suas pensões e benesses nunca serão reduzidas, não existe nenhum entrave à demagogia mais caricata, no fundo uma tentativa (mais do que tentativa) de propor soluções para problemas concretos completamente desfasados da realidade... 
está à vista que a austeridade é um conceito que foi forjado não tendo em conta duas premissas muito importantes: 1) - Porquê a austeridade e em que moldes? 2) - A quem se destinam as medidas austeras e porque têm esses destinatários da austeridade de a aceitar?

Isto implica aqui uma série de respostas e de pressupostos que seria fastidioso desenvolver, mas de certeza absoluta, que a maioria das respostas tenderia para uma visão clara que mostraria sem qualquer margem de dúvidas que a austeridade não tem os destinatários certos nem sequer essa mesma austeridade resolve o que quer que seja.