quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

200 anos de constitucionalismo - a história repete-se

Num folheto anónimo datado de 1847, alguém notava com lucidez que «o liberalismo tinha falhado no campo moral o que deu origem a uma luta ininterrupta desde 1820, que tem como causa próxima e eficiente a ambição dos indivíduos de que se compõem os diferentes bandos que, com o falso título de partidos políticos, se disputam entre si a posse dos dinheiros públicos... As guerras civis em Portugal são evidentemente a guerra dos empregos públicos

Em 2015, tal como em 1910 e de 1820 a 1851, a história repete-se. Qualquer ideologia servia e serve ainda, de bandeira atrás da qual se encobriam todas as ambições. Não importava nem importa a forma de governo, mas convinha e convém sempre o princípio do poder.

A vaga é de loucos universalismos, de utopias regenerativas do género humano, e no entanto, o que vemos são desvarios e alucinações. Vejam-se as prioridades do novo governo; a retórica imbuída de sagazes impercepções cognitivas e a turbulência psicótica que por ali vai. 

Uma revisão constitucional se impõem, e caso a mesma não seja feita, caminhamos para o aniquilamento silencioso de um povo e de um país. O perfeito genocídio de cariz extremista-esquerdista.