quinta-feira, 12 de novembro de 2015

As encruzilhadas políticas de Portugal

Desde sempre, o postulado da vida política-eleitoral transubstanciado em processus de governação tem muito a ver, na sua síntese, com a ética do sistema onde se escancara a máscara da corrupção:
Os Deputados são como as casas; saem mais baratas compradas feitas.

 Daqui decorre a degeneração do processo em larga escala, onde, para enganar os "tolinhos", reina uma igualdade muito bem qualificada por Frei Fortunato de S. Boaventura, Bispo de Évora e director do Contra-Mina : «Caminho breve e compendioso para fazer grandes os que estalavam por isso, e não lhe sentindo outro jeito, senão o de chamarem grande e Soberano, a quem nunca o poderia ser, para esbulharem destes atributos, quem o era e devia ser.»

Surgiram inflados e chibantes, os novos privilegiados da corrupção com os seus escalões próprios, cujo predomínio evoluiu para o «tráfico de influências», um dos tráficos mais lucrativos do mundo. As necessidades dos partidos e dos agentes traficantes de influências impõem nas suas formações homens ousados e desatemorizados, recrutados, sem peias, nas baixas camadas sociais. Deste modo se compõem as quadrilhas políticas, desviadas aqui e ali para o latrocínio.

Lança-se sem cessar aos quatro ventos que é preciso um novo sentido moral na política, absolutório das volubilidades, versatilidades, porventura de indignidades, como se a moral fosse específica a ponto de o homem da política ser considerado uma espécie de "renovador" da moral.

As encobertas sociedades secretas prolificam nos carrilhos, e delas descendem os grupos de guarda-costas dos chefes eleitorais para garantia da eficiência dos seus planos. Não apenas dos chefes eleitorais mas também dos traficantes de influências.



 

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