quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

200 anos de constitucionalismo - a história repete-se

Num folheto anónimo datado de 1847, alguém notava com lucidez que «o liberalismo tinha falhado no campo moral o que deu origem a uma luta ininterrupta desde 1820, que tem como causa próxima e eficiente a ambição dos indivíduos de que se compõem os diferentes bandos que, com o falso título de partidos políticos, se disputam entre si a posse dos dinheiros públicos... As guerras civis em Portugal são evidentemente a guerra dos empregos públicos

Em 2015, tal como em 1910 e de 1820 a 1851, a história repete-se. Qualquer ideologia servia e serve ainda, de bandeira atrás da qual se encobriam todas as ambições. Não importava nem importa a forma de governo, mas convinha e convém sempre o princípio do poder.

A vaga é de loucos universalismos, de utopias regenerativas do género humano, e no entanto, o que vemos são desvarios e alucinações. Vejam-se as prioridades do novo governo; a retórica imbuída de sagazes impercepções cognitivas e a turbulência psicótica que por ali vai. 

Uma revisão constitucional se impõem, e caso a mesma não seja feita, caminhamos para o aniquilamento silencioso de um povo e de um país. O perfeito genocídio de cariz extremista-esquerdista.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O engano político

Está hoje muito em voga uma certa neologia que possui o condão de desvirtuar a propriedade e o significado de algumas palavras. Esta neologia foi criada, também mas não só, para que a igualação imposta pelos princípios democráticos fosse possível. Rebaixa-se "os de cima" e sofisma-se a natural equidistância "dos de baixo".

Tudo é um jogo (perverso) político, para as conveniências e as circunstâncias próprias de cada época serem mais facilmente recriáveis. Este jogo é caracterizado na sua génese por uma série de "parciais", dependentes e grátulos dos caciques e galopins eleitorais. Tudo e todos na política ultra-democratizada têm "o rabo preso", o que significa muito naturalmente que todos são reféns de todos. 

O que quero dizer com isto resume-se a uma coisa muito simples: Os governos democráticos não são uma coisa respeitável e caminham, a prazo, para a auto-destruição.

Há um ditado antigo que diz: «os padres inventaram a religião, hão-de acabar com ela.» Ora, uma coisa muito parecida está  acontecer com os políticos. Inventaram a liberdade e a democracia e, por este caminho, hão-de acabar com elas.

Vivemos os mesmos problemas de há cem anos atrás, a mesma incerteza política e os mesmos receios e impotências perante a roubalheira generalizada. Um pouco antes de maio de 1926, um governo de Fernandes Costa ocupa as cadeiras do poder apenas por algumas horas, e o presidente do ministério, António Maria da Silva, confessava que «o País estava a saque». Não sei se os seus avós lhe contaram que o duque de Palmela, assentou poder apenas três dias, e que o ministro da fazenda à época, António José d´Ávila, um dia se deixou dizer a uns amigos: «Estou cercado de ladrões».

A democracia tornou-se contra-natura, cheia de dirigismos económicos e com os povos entregues a uma planificação total ou gradual. Da democracia passou-se a uma socialização, que não evitou abalos sociais, e agora tende a virar para o existencialismo. Foi por isso que Molotov, antigo ministro soviético em Berlim, disse uma frase lapidar: «Quer queiram quer não, todos os caminhos vão dar ao comunismo».

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

As encruzilhadas políticas de Portugal

Desde sempre, o postulado da vida política-eleitoral transubstanciado em processus de governação tem muito a ver, na sua síntese, com a ética do sistema onde se escancara a máscara da corrupção:
Os Deputados são como as casas; saem mais baratas compradas feitas.

 Daqui decorre a degeneração do processo em larga escala, onde, para enganar os "tolinhos", reina uma igualdade muito bem qualificada por Frei Fortunato de S. Boaventura, Bispo de Évora e director do Contra-Mina : «Caminho breve e compendioso para fazer grandes os que estalavam por isso, e não lhe sentindo outro jeito, senão o de chamarem grande e Soberano, a quem nunca o poderia ser, para esbulharem destes atributos, quem o era e devia ser.»

Surgiram inflados e chibantes, os novos privilegiados da corrupção com os seus escalões próprios, cujo predomínio evoluiu para o «tráfico de influências», um dos tráficos mais lucrativos do mundo. As necessidades dos partidos e dos agentes traficantes de influências impõem nas suas formações homens ousados e desatemorizados, recrutados, sem peias, nas baixas camadas sociais. Deste modo se compõem as quadrilhas políticas, desviadas aqui e ali para o latrocínio.

Lança-se sem cessar aos quatro ventos que é preciso um novo sentido moral na política, absolutório das volubilidades, versatilidades, porventura de indignidades, como se a moral fosse específica a ponto de o homem da política ser considerado uma espécie de "renovador" da moral.

As encobertas sociedades secretas prolificam nos carrilhos, e delas descendem os grupos de guarda-costas dos chefes eleitorais para garantia da eficiência dos seus planos. Não apenas dos chefes eleitorais mas também dos traficantes de influências.



 

Portugal e a encruzilhada política

     Ao fim de alguns meses de inactividade este blog tenta retomar vida. A ver vamos o que se seguirá. A vida profissional é um entrave a maior actividade aqui no sítio. Mas existe por cá um certo desencanto pela estupidez alheia, estupidez esta aliada a uma "certa valorização democrática" estandardizada à "americana" e igualitária à "comunista", que derruba muros e não distingue divisórias. 
     


     As vindicações da igualdade não são nada para brincadeiras; veja-se o seguinte mote de um reú em tribunal, que tratou o julgador diversas vezes por tu, sendo chamado à atenção pelo juíz:

      Se se trata a Deus por tu,
      À magestade por vós,
      Como queres que te trate
      Juíz de Porto de Mós?
  

     Não há forças que entravem o acelarado da marcha para a igualamento, nem mesmo qualquer pragmática na alta roda do Estado. Perdeu-se o respeito pelo homem e pelas suas relações com o mundo. Uns reclamam direitos desfasados da realidade, outros pavoneiam ideias promíscuas, e outros ainda, envolvidos em farófias e pesporrências, julgam-se os maiores, quer a nível intelectual quer a nível político.
     A cada canto ou esquina se topam tais exacerbações, ou melhor, auto-intoxicações mentais a entrarem no domínio da patologia aguda, cujo morbo, alastrador, engorgita as toleimas dos auto-intoxicados como febre epicmástica, atacando os indivíduos até à sintomatologia das desaustimações, das obceções e da paranóia.
     

     Mas não foi por falta de aviso que estamos na alhada que nos meteram. Ainda antes da chegada do liberalismo, em 1818, um certo manuscrito dizia:
     «O governo democrático se julga monstro porque é governo vulgar, e o vulgo sempre foi monstro; e com domínio monstro formidável, sem conselho, sem razão, sem espera e sem resolução. Todos querem ser cabeças, nescios, imprudentes e arrojadas, e como tais não resolvem o melhor, senão o primeiro que se lhes oferece.»
     Evidentemente que é esforço baldado a educação das massas, apenas preocupadas com os reis da sardinha e do chicote manso, com as rainhas da beleza deste ou daquele país, os pavões das citis e dos boulevards, os pimbas da música e da cultura, os ases da bola e as estrelas de cinema pagas a peso de ouro.
     O povo, infelizmente é burro e estúpido. Burro por acreditar em burrices tipo "igualização comunista" e estúpido pelo mimetismo seguidista que adopta. São os maiores estúpidos do planeta que comandam o destino do mesmo.



      

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O Euro, o caos e a inércia

Tenho a mais viva sensação de que andam "todos a gozar com a cara de todos" relativamente ao processo "Grécia". Se existe um problema de dívida que não é resolvida, como se resolve esse problema emprestando mais dinheiro, e a 3 meses?

Vão mas é brincar com o ... 

Claro que a alguns não interessa que a Grécia saia do euro, a outros até interessa, mas o problema é muito mais complexo do que isso. 

Tem a ver com a inoperacionalidade de um país que revela fragilidades inesperadas (?) a nível administrativo e no tecido económico em geral. 

Com uma função pública que aufere rendimentos e regalias impossíveis, para um país que nunca produziu grande coisa, minados pelo descalabro da sua segurança social, e, por último, mas não menos importante, de rastos perante as falácias das esquerdas em fase pós-laboratorial.

Mas argumentam os mesmos, e argumentam bem, que não foram eles os responsáveis pela crise e caos em que o país se encontra. Claro que não, mas já são os responsáveis pelo que se passa de momento, ao não terem nem apresentarem qualquer proposta digna desse nome. Preferiram sempre o confronto, escudados na táctica maquiavélica do deixa andar e do empata, adoptaram sempre uma atitude de não responsáveis e  de desconhecedores dos factos, ancorados na crença da revogabilidade das instituições e dos seus canais de influência. 

E a coberto de interesses mais ou menos disfarçados, ainda possuem o desplante de exigir dinheiro exigindo ao mesmo tempo, que quem não concordar com estas patranhices, esteja calado e se mantenha distante... 
Que bando de "borboletas escachadas"! Então eu pago e todos pagamos, para o despautério, e ainda temos de ficar caladinhos! 

Bem fazem os países que não estão no Euro recusar qualquer contribuição para uma maluquice destas. Mas veremos se conseguirão manter essas suas posições até ao fim.



sexta-feira, 10 de julho de 2015

Mexican Vigilantes Stand Up Against Crime



Interessante vídeo sobre milícias populares no México, para combater o crime organizado.



É de realçar o minuto 11.26 do vídeo onde uma série de cidadãos que juram defender as comunidades fazem a saudação romana.



Será que os bacocoides esquerditas irão acusar os indígenas (na sua maioria) de serem racistas e defensores do reich..???














quarta-feira, 24 de junho de 2015

Democracia, vira casacas e credo liberal-maçónico

«O que mais será de admirar-se é o servir de corochéu da edificação da nova cidade o modo de compreender a fé nos princípios e a dignidade ou a inteireza e fidelidade no credo partidário.
Sólidas nos poucos que se mantiveram legitimistas, sucessores dos corcundas, firmes na devoção à realeza de D. Miguel, vanguejaram nos sucessores dos malhados para as dobrezas, versatilidades e inconstâncias, para aquele espírito voltívolo representado no friso de «as 52 caras políticas de Saldanha».
Redunda disso assaz dificultoso, quase inescrutável, o apanhando, a descrição e a explicação da contradança em que os homens volteavam da cá para lá, de aquém para além em confusão babélica.

(...) em nossos dias um saliente republicano, desntabulou-a ao defender o mudadiço na política, preconizando a versatilidade de tão natural como nos próprios fenómenos geológicos. «que até os penedos mudam de lugar». Provieram dessas concepções situações antinómicas, paradoxais, surpreendentes.
Não há estranhamento, por conseguinte, com as mutações, por mais recentes e afloradas após a chegada da República.
(...)

Ninguém se emburrará perante os contrastes de aquele Dr. Afonso Costa, jurista, autoritário, o homem do gato dos nove rabos, o Robespierrot no humorismo do jornal O Dia chefiar a esquerda do regime, ou de o Dr. António José de Almeida, estruturalmente democrata, brilhante tribuno popular, político de boa fé e ingénuo a quem Homem Cristo, Pai, chamava o St. Just português, colocar-se à direita, ou ainda de o citado Dr. Camacho, «O Marat sem banheira, o cabrito macho de O Povo de Aveiro», um intelectual e confesso livre pensador, tomar lugar no centro e entreter a conspícua tertúlia dos seus afeiçoados.

Também aos menos versados na história do Liberalismo e ignorantes das defecções no realismo e verdadeiro êxodo do campo legitimista parecerá coisa nunca vista a avalanche de chegadiços republicanos, dos adesivos (daquele Brito Camacho) engrossando a cohorte da República, principalmente saídos da direita da monarquia, representada pelo partido Regenerador.

Em Trás-os-Montes a passagem dos Regeneradores foi quase em massa, e - espantosa é a contradição - a grande maioria dos Progressistas, dos da esquerda ficaram a esperar pelo regresso da constitucional Monarquia acéfala, embora do seio do partido saíssem os primeiros republicanos.
(...)


Seus apóstolos e guias, a alguns dos quais Garrett mimoseou com o humilhante chamadoiro de «calças de coiro», enfarados do cheiro da plebe afastaram-se do povo para entrarem de ocupar os lugares dos privilegiados banidos, usurpando-lhes as posições, macaqueando a presença, ademanes e costumes aristocráticos, e aparentando o viver da elegância moral, distinção natural e atributos daqueles que nasciam à parte. Bem confirmavam o dito de António Sardinha que a mão leva cem anos a aristocratizar; e uma vez aristocratizada já não são precisos pergaminhos, mesmo respançados ou de nova indústria química, valorizam e afidalgam os de papel do Prado.

Em contra-prova alguns homens deixaram públicas demonstrações de inteireza e coerência democráticas. Alexandre Herculano tomou como padrinhos do seu casamento o sacristão da igreja em que casou e um mendigo que o acaso lá levou, e , nos tempos mais recentes, o Dr. Teófilo Braga, se bem que haja, cá e lá fora, quem o coloque a grande distância de Herculano, sobraçando repolhudo guarda-sol, de fraque de gato pingado e sentado no carro do Chora, entre hortaliçeiras e varinas, assim se encaminhava para o palácio da presidência do governo provisório da República.


Transcrição feita do livro Aspectos da Nossa Guerra dos Cem Anos de Francisco Malheiro.


Democracia, igualdade e sufrágio universal

«No dia em que o marechal de campo José António de Azevedo Lemos negociou a rendição em Évora Monte e D. Miguel I, num assomo de dignidade real, se despoja do único objecto da Coroa em seu poder, nessa solene e emocionante conjuntura se pôs ponto à guerra civil.
Dissipavam-se de vez as nuvens que encobriam o sol da Liberdade, desde então raiando esplendoroso e caricioso. 
(...) A democracia, sorria, atraente, prometedora. Mas, em pouco tempo, um dos grandes valores da ordem nova, que andou mancomunado com o brigadeiro Lanes na vesga política diplomática desse ministro plenipotenciário de Napoleão, se emiscuira na torva aspiração da Ibéria, que em 1810 servira como alferes agregado de infantaria 16, e cujas artes de santilão o fizeram beijar o conde de Tomar na casa do parlamento, enfim, a «raposa» Rodrigo da Fonseca Magalhães.

Consistia em postulado da vida política-eleitoral, em regra do processus na governação, ou, melhor, em síntese consubstanciando a ética do sistema, na qual se escancara a máscara da corrupção: «Os deputados são como os prédios; são mais baratos comprados feitos.»

Então, homens de boa fé e sinceros, grande parte eminentes nas ciências, nas artes e nas armas, seguem a doutrina, cedem, adaptam-se ou acomodam-se ao meio ambiente em que a Nação se debatia sob a égide do voto, colocado de chapitel nas construtoras da Liberal-Democracia.
(...) 

Porém, - é rudimentar - como a essência da eleição não está em fazer-se por muitos, mas na escolha de um entre muitos, o seu conceito foi-se graduando e evolucionando como decorrer do tempo. Não significando inicialmente senão a demonstração pública dos merecimentos dos propostos, chegou a reconhecer-se não constituir título hábil para produzir efeitos, por decorrentes de assembleias ignorantes, sáfias e indiscretas. Daí, o fazer-se a eleição indirectamente ou por representação dos mais competentes e responsáveis.

Degenerado o processo, os abusos dos colégios que representam o povo, uma vez em pé os ditames da Revolução, fizeram regressar a eleição à primitiva forma, mas com astúcias, habilidades, abstracções e mistificações, à descrição da massa comum, incaracterística e irresponsável, e com a rúbrica sonorosa de Sufrágio Universal.
Imperou a igualdade substituindo a qualidade. 

Reinou aquela igualdade metafísica que o erudito monge bernardo, bispo de Évora e director do contra-mina Frei Fortunato de S. Boaventura viu «caminho breve, e compendioso para fazer grandes, os que estalavão por isso, e não lhe sentirão outro geito, senão o de chamarem Grande e Soberano, a quem nunca o poderia ser, para esbulharem destes atributos, quem o era e devia ser.»

A igualdade que coroou o Povo Soberano, personagem mítica classificada pelo abade de Lustrosa e académico Joaquim de Santo Agostinho de Brito França Galvão de: «... noção monstruosa e contraditória, como v.g. lupus-homo, Deus-creatura, sempiterno-natural, curva-recta, sim-não.»

Em suma, um manipanço quimérico que o assombroso polemista José Agostinho de Macedo, o panfletário Padre Lagosta lobrigou e tentou desfazer, ao perguntar: «O povo impera e he soberano; o mesmo povo obedece e he vassalo. E de quem he o povo vassalo, quando não he soberano? Temos a comédia, he o amo, e he o vassalo deste mesmo amo.»

E a soberania do povo vinha-lhe do voto.
Com sua nova feição estruturalmente individualista, se queria significar a expressão dos mais sagrados direitos do cidadão e da sua elevada função social, como tal ficou na teoria, pois, a pouco trecho, figura-se objecto da mais industriosa actividade, de morbo das variadas modalidades da corrupção, contaminada a todos os sectores da vida nacional, e de legal e expurgativa explicação de todas as ambições, por mais mesquinhas, de opressões e violências, vinganças e iniquidades, senão, aqui e ali, de ignomínias e de crimes.


Transcrição feita do livro Aspectos da Nossa Guerra dos Cem Anos de Francisco Malheiro.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Títulos nobiliárquicos a pedido

«Doidejavam os homens até à caricata incongruência de avocarem para si aquilo que no passado recente era tido com fátuo. Malbarataram-se não só os antenomes que da V. Mercê, como curto trânsito pela Senhoria, galgaram abruptamente para a Excelência, como também os títulos nobiliárquicos, as grã-cruzes, as comendas e as cartas de concelho com tal sobejidão que nos quatro primeiros reinados fizeram-se perto de um milheiro de titulares, e no Distrito de Viana do Castelo sé em um dia de 1867 foram dadas quatro comendas da Conceição.
Não é pois de magoar-se passados dez anos uns ingleses (conta-o Júlio Dantas) rirem de verem em Lisboa a cruz de Cristo ao pescoço de um lacaio, dum mulato, dum mestre de bilhar e de um músico.

Com perverso sarcasmo observava a tal respeito nesse ano de 67 o Diário Popular: «Para ser barão, além de luvas, sege, etc., etc. é necessário pagar 50 mil reis de direitos de mercê; um visconde faz-se com 75 mil reis; um dito com grandeza com 90 mil reis; um conde com 100 mil reis; um marquês com 150 mil reis;um duque com 200 mil reis.»
«A carta de concelho é barata custa apenas 10 libras; o tratamento de excelência vale mais, sem 50 mil reis ninguém o apanha; o de senhoria já é mais em conta, custa só 30 mil reis; para fidalgo cavaleiro ou moço fidalgo em exercício, gastam-se só 30 mil reis; o fidalgo escudeiro, o moço fidalgo (sem a confeição do exercício) dispende apenas 25 mil reis; o fidalgo cavaleiro ou escudeiro fidalgo paga 15 mil reis. É barato.»

Uma Grã-Cruz custa 60 mil reis, uma comenda 40 mil reis, o grau de oficial de qualquer ordem 30 mil reis e o de cavaleiro 25 mil reis.

Parecem-nos caras estas fazendas de avaria. A licença para aceitar condecorações estrangeiras, custa uma tuta e meia, 10 mil reis.»


In Aspectos Da Nossa Guerra Dos Cem Anos de Francisco Malheiro (1958).

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Na Galiza ensina-se Português abortado ortograficamente

O diabo já conseguiu entrar no convento

O recente referendo na Irlanda sobre o casamento gay, vulgo gaymónio, é uma jogada política (embora à boleia da destruição do catolicismo) que visa a prazo, e desconfio que a curto prazo, institucionalizar a paneleiragem. Não só institucionalizá-la como também elevá-la a estatuto de dogma inatacável, o que fará com que os gays e o gaymónio passem a ser o estado normal, e todos os outros os ditos normais que estão casados, homem e mulher, como sempre foi, passarão a ser os anormais. Não será apenas na consciência geral que se manifestará esta abjecta superioridade, será de igual forma nos futuros comportamentos sociais, pela indução psicológica que comportamentos desviantes gerarão inevitavelmente sobre a sociedade. A reprodução humana natural pode estar em causa num futuro próximo. E quem quiser continuar a ser um casal normal e ter filhos poderá ter de vir a pagar taxas elevadas para o poder fazer.


Este cenário tem muito de sinistro, e estou a recordar-me de um programa do clube Bilderberg, datado de 1991, que se referia precisamente ao que se está a passar actualmente. Falava-se aí sobre a elevação do gayzismo a norma (não era bem nestes modos), sobre o fim da reprodução humana pelos meios naturais, clonagem, bébés por catálogo, os mais belos e fortes mais caros e os mais feios e fracos mais baratos. 
Parece ficção científica mas é a realidade, ou ainda, por enquanto, o prelúdio da realidade.


Quanto às responsabilidades da igreja católica pelo que está a acontecer, só gostaria aqui de lembrar que Bento XVI renunciou porque sabia o que se iria passar de seguida, e como a sua consciência de verdadeiro católico ficaria ferida ao ver uma instituição de origem natural, instituída por Deus, ser conspurcada por ambições políticas e gnósticas. 


O Papa Negro profetizado nas profecias de S. Malaquias é este actual, já não há mais dúvidas disso. Não é negro na cor da pele, mas sim negro interiormente, o pior abismo que se possa imaginar brota daquela alma infernal. O ar fica nauseabundo à sua passagem, o horizonte turva-se e fica propenso a possessão pura e dura.


terça-feira, 26 de maio de 2015

As sumidades que assaltaram o poder

O tom de alarme já se fazia sentir, ao longe, ainda antes da notícia ser conhecida (oficialmente): o estado calamitoso em que se encontram as seguranças sociais de Portugal.
Agora pergunto eu: Alguém fica surpreendido com isso? Parece que sim, os nossos políticos e  as nossas sumidades chamadas de "economistas zarolhos", estão surpresos pelos números... 
Ou esta gente desconhece a realidade dos factos ou então, anda a gozar com toda a gente! 

Se desde 2008 já saíram de Portugal mais de 500000 pessoas (são números que existem, se verdadeiros ou falsos não sei), isso mesmo meio-milhão, o que esperavam estas grandes sumidades? Quem se der ao trabalho, que faça os cálculos, e mesmo a dar-lhe por baixo, em 7 anos é muita massa. Não só em dinheiro de impostos, segurança social, IRS, IRC, mas também em consumos diversos que por sua vez, gerariam novos impostos. 


É muito dinheiro que o Estado português deixou de receber, por via da ineficiência directa das elites que povoam os corredores das influências partidocráticas. Como as suas pensões e benesses nunca serão reduzidas, não existe nenhum entrave à demagogia mais caricata, no fundo uma tentativa (mais do que tentativa) de propor soluções para problemas concretos completamente desfasados da realidade... 
está à vista que a austeridade é um conceito que foi forjado não tendo em conta duas premissas muito importantes: 1) - Porquê a austeridade e em que moldes? 2) - A quem se destinam as medidas austeras e porque têm esses destinatários da austeridade de a aceitar?

Isto implica aqui uma série de respostas e de pressupostos que seria fastidioso desenvolver, mas de certeza absoluta, que a maioria das respostas tenderia para uma visão clara que mostraria sem qualquer margem de dúvidas que a austeridade não tem os destinatários certos nem sequer essa mesma austeridade resolve o que quer que seja.  


terça-feira, 3 de março de 2015

A perversão do sistema liberal segundo Luz Soriano

«As côrtes. como já dissemos, são sempre filhas do suborno e capricho do poder, do qual mais se devem considerar como delegadas, do que representação da nação. Sendo a camara dos pares, ou hereditária, da inteira nomeação do governo, sem intervenção directa, nem indirecta da nação, não póde haver duvida que ella só representa o poder. Vejamos agora o que sucede, quanto á constituição da camara dos deputados, ou camara electiva. Como da maioria das côrtes depende a conservação dos ministros no poder, e a preponderancia dos differentes partidos politicos nos destinos do paiz, são as eleições parlamentares a primeira origem da perversão do systema liberal, olhando-as uns e outros como o mais grave e transcendente negocio do estado, e portanto o unico a que todos consagram os seus incessantes cuidados, e a sua mais particular attenção. Para se obter um triumpho eleitoral todos os meios são lícitos e decentes, por mais indecorosos e immoraes que sejam, não duvidando recorrer a elles, tanto os ministros, como os differentes candidatos a uma cadeira parlamentar. Promessas de empregos, de condecorações e dinheiro, intimas allianças de corruptos e corruptores, protecção aos immoraes e facinoras por toda da autoridade, intervenção activa dos governadores civis, administradores e recebedores de concelho, regedores de parochia e cabos de policia em todos os actos eleitoraes, violentando escandalosamente os eleitores do seu respectivo districto a lhes aceitarem as listas, por cujo triumpho se empenham, offertas de protecções e bons officios aos que se prestam ás suas inspirações, ameaças de maior ou menor monta aos que lhes resistem, e finalmente baixezas e indignidades de toda a ordem, eis a pintura fiel de uma epoca eleitoral, pintura tanto mais verdadeira, quanto mais animada e concorrida é a votação dos eleitores. Em todas as localidades se estabelecem agentes, e se commissionam delegados sem moral, nem consciencia, e ás vezes mesmo cobertos de crimes, que todos se disfarçam, com tanto que similhantes agentes e delegados tenham coragem para calumniar os adversarios politicos dos patronos a quem servem; que sem nenhum escrupulo promettam, dêem e ameacem em nome de quem os occupa, segundo as circumstancias o pedirem; que deturpem os recenseamentos, que assaltem as igrejas para viciar as urnas, que nellas se depositam, que nas mesmas urnas tirem ou mettam as listas que querem, e finalmente que a todos estes titulos, sempre meritorios em epocas de eleições, reunam o de saber falsificar, ou mesmo de sumir as actas, quando assim fôr necessario.

Desgraçadamente o governo é sempre a alma e a vida da tão indecentes manejos, porque capitaneando uma das facções, que se debatem, e querendo como tal vencer as eleições para a sua conservação no poder, não se peja de entrar em transacções immoraes com homens d´aquella natureza, ou directamente por si, ou pelos seus delegados e pessoas da sua confiança».

Quantos paralelismos e similitudes com a nossa época actual. Este livro, editado em 1860, é um dos vários livros proféticos sobre a perversão liberal e democrata.



Transcrição feita do livro Revelações da Minha Vida de Simão José da Luz Soriano, com a grafia da época.

segunda-feira, 2 de março de 2015

A vergonha futebolística do século XXI

Não ando muito longe da verdade quando afirmo que o futebol da década de 90 do século XX era muito superior ao actual. Mas, de forma aleivosa e um tanto freneticamente, os comentadores e experts dizem o contrário; o futebol evoluiu e continua a evoluir, dizem. 
Só se for pela via do aumento de época para época dos milhões envolvidos, como se de tremoços se tratassem, em dia de romaria...

Na emergência do século XXI, despontaram uma série de empresários que, muito oportunamente, para eles, minaram as naturais e intrínsecas estruturas do futebol. A partir daqui, qualquer clube de maior dimensão sobrepunha o seu direito de contratar este ou aquele jogador sobre o direito dos outros clubes para se resguardarem da eventualidade de ter de vender porque os senhores fulanos de tal assim o exigiam. Tal como a lei Bosman, a maior aberração da história do futebol!

Qualquer clube de qualquer país europeu deveria ser obrigado a competir com um mínimo de jogadores nacionais, vamos dizer pelo menos 5 jogadores nacionais na equipa titular. mas claro que segundo as mentes dos legisladores de coisa nenhuma, apenas da legalização da roubalheira para alguns (poucos), isso não pode ser, porque essa medida seria xenófoba.. de ir ás lágrimas.. se não fosse tão sério.. o experimentalismo da nova ordem mundial há muito que chegou ao futebol, a remitificação do panteísmo xenófobo renasce numa nova versão, ou seja, para não haver xenofobia há anti-nacionalismo, e esses, os nacionais, nasceram sem nenhuma fobia associada, não possuem nenhuma cacafobia que os salve.

Mas lá segue o maior espectáculo desportivo do mundo, detido e controlado por estruturas altamente corruptas e altamente financiadas pelos donos desta merda toda, os maiores filhos da puta da história contemporânea.

Desde donos de poços de petróleo a construtores civis, passando por donos de protectorados a tosquiadores das estepes, todos estes detém os maiores clubes de futebol da europa, passando a controlar e a traficar influências conjuntamente com os empresários no mundo do futebol, e sempre com a conivência das estruturas corruptas e ladras do futebol e com leis feitas a pedido.

Mas é de notar (isto escapa evidentemente aos adeptos empedernidos, aqueles que agridem e interpelam adeptos que enverguem adereços de outros clubes), que a tendência para gastar à tripa forra começa a ter efeitos perversos. Quanto mais se gasta menos se joga, há excepções, mas poucas. É só pensar no campeonato inglês, onde de época para época aumentam os milhões gastos e os resultados são ridículos. O campeonato inglês só é considerado um dos melhores do mundo pela via dos muitos milhões que por lá circulam, se assim não fosse e analisando os resultados dos últimos 3 anos, não poderia ser considerado como tal. 

Razão tem o Mourinho, um modelo de campeonato gasto, sem sentido, inimigo dos clubes ingleses relativamente às competições da UEFA, e que fazem os baboides que comandam lá o pontapé na bola? Castigam o Mourinho, multas e mais multas e o Mourinho a mandá-los foder a todos, baixinho, que é como mais doí... e os resultados dos clubes ingleses nas competições europeias estão bem à vista, dá-lhes Mourinho chega-lhes a esse bando de bêbados inflamados.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

As ameaças do Remantelas de Paris ao Presidente da República

As tentativas de libertar Sócrates não param nem irão parar, sabendo-se que se aproxima o dia da decisão de todas as gamelas políticas (o PS está ansioso para pôr os seus agentes a rapar o que resta). 
Até o nosso Presidente da República é ameaçado pelo traidor maior da pátria, que em surdina vem dizer que o próximo político a ser preso pode ser ele logo que termine o seu mandato. Até poderá haver motivos para isso mas, e ele? já se esqueceu do que fez? e por acaso não merecia ele também ser julgado? Isto de atirar pedras a quem tem longuíssimos telhados de vidro tem muito que se lhe diga. Criou-se uma aura de incorruptibilidade e infalibilidade sobre este indivíduo que raia a maior ignorância histórica colectiva de um povo.

Para além da farsa e da fraude do 25 de abril, ainda temos de levar com a suposta autoridade de direito de um traidor à pátria. Era vê-lo, e disso não faltam centenas de testemunhas, nas ruas de Paris renegando o seu país, cuspindo na bandeira e pisando-a em público mais do que uma vez, enquanto vendia jornais e servia de moço de recados a alguns agentes maçónicos franceses ligados à política. E mais não digo, é só pensar um pouco e puxar o cordelinho...

O facto é que a linha política baseada na traição se manteve e perpetuou no tempo, basta atentar no que se passa na política do «moderno século XXI», tal como a ignorância histórica, que alimenta a maior farsa político-social portuguesa na sua fase pós-modernista.

Soares e o PS representam os ideias perversos da democracia, tal como terem o desplante de dizerem mentiras do género: «Sócrates prestou grandes serviços aos portugueses e a Portugal.» 

Mas onde impera uma imprensa de "cães de fila" sempre a bajulá-los como se de grandes sumidades se tratassem, uma imprensa que estende o tapete vermelho a esta cambada de falseadores, não podemos esperar nada de bom. O engano vai continuar, assim como as traições da escola soarista e as tentativas para libertar Sócrates serão retomadas, incessantemente, sem descanso, até à catarse final.