terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Carta aberta aos sócretinos

Camaradas e partidários da mansarda socialista: Nós nunca fizemos mal a ninguém, nunca em momento algum prejudicamos o país e os portugueses. Os crimes de que nos acusam são de uma maldade infindável e mesquinha, não cometemos crime de espécie alguma, somos inocentes de todas as suspeições que sobre nós foram torpemente lançadas..

Enquanto esta carta é escrita uma leva de lágrimas escorriam, umas pela omoplata esquerda outras pelo canto direito do bigode, por fazer há cerca de 15 dias..

Vejam bem que até o meu padrinho político, mais conhecido em certos círculos portugueses em França pelo "Remantelas de Paris", vem a público afirmar a minha inocência - fazendo dos portugueses burros e zarolhos - que era uma gravíssima afronta aos direitos mais elementares da democracia e os culpados estavam ali bem à vista, e por sua vez, outros manobravam ocultos, os bandidos, que o meu padrinho nunca o foi (sic),  os cordelinhos da infâmia e da vingança.. que tristeza sinto camaradas, eu que dei tudo o que podia e não podia ao país, sou agora tratado como um vil criminoso. 

Com a carta quase pronta já não eram lágrimas que corriam mas sim, espuma, espuma de raiva misturada com perdigotos dentais e anorexia mental.

Mas eu tenho fé no meu padrinho, o exemplo número 1 da nação, o grande democrata, por excelência o senhor Doutor, ele vai livrar-me desta. Ele e todos vós camaradas, com as vossas suspeições sobre o juíz e do que sou acusado. Tereis a todo o momento a iniciativa de pôr em causa a imparcialidade e capacidade do juíz, assim como toda a matéria que possam reunir sobre o caso. O meu padrinho ensina como é, reparai bem no que ele disser e fizer. Camaradas xuxialistas, perdão, socialistas um grande abraço e até sempre, e como dizia o meu amiguito Chávez : "La revolución és lo camino más puro ante la visión de la barbárie...