quinta-feira, 31 de julho de 2014

Não há neutralidade nos factos

«Com algum inêxito, devo reconhecer, tenho combatido, com o sentimento de estar a falar sozinho, contra a perversa ideologia, útil aos senhores deste mundo, que insiste e actua, na área das ciências sociais, como se a neutralidade fosse uma realidade (...) nem os factos são neutros porque as conjunturas são sempre ideológicas. Exemplifico: Quis saber qual a percentagem de crimes graves e violentos que são perpetrados em Portugal por portugueses com cultura portuguesa (ou seja pelos autóctones de cultura histórica portuguesa). Cheguei à conclusão que são cerca de metade dos cometidos. A outra metade é levada a cabo por imigrantes de leste, imigrantes africanos, muitos são oriundos dos PALOP´S, e por outros alienígenas.
Mas, mais importantemente, se pode concluir que há ordens para calar estas estatísticas e para as manter longe do conhecimento do público, com medo da natural reacção do "bom povo português" que se julgaria invadido por criminosos estrangeiros (o Rei vai nu...).
Ou seja: em Democracia, na Europa, do século XXI, a verdade deve ser ocultada do povo supostamente soberano, por ser potencialmente fascista ou xenófoba».


Realço a última frase: Em Democracia, na Europa, do século XXI, a verdade deve ser ocultada do povo supostamente soberano, por ser potencialmente fascista ou xenófoba.



In Crise, Estado e Segurança - Edições MGI - páginas 32 e 33.