quarta-feira, 21 de maio de 2014

Democracia sem democratas - A gamela eleitoral

Decorre neste momento a campanha eleitoral para as próximas eleições europeias. O que se conclui do se ouve e vê por aí?
Conclui-se que, para não variar, a democracia e os seus representantes não estão preocupados com a democracia mas antes estão preocupados com as "gamelas" e com completar o máximo possível de lugares entre os seus "rapa-gamelas".

As acusações entre os diversos candidatos são patéticas, roçam a boçalidade mais primária, são mais do mesmo no pântano democrático em que se transformou a política portuguesa. A irresponsabilidade dos candidatos é assustadora sem que ninguém possa disciplinar e moralizar o debate político. O desprezo por esta gente é brutal, só os mesmos e os seus aparelhos partidários, que se estão cagando para os eleitores e para a democracia, pensam que não e que o povo continua a ligar alguma coisa ao que dizem e fazem.

Já se sabe que a abstenção vai ser altíssima, na ordem dos 70%, eu até acho que no momento actual ela deveria chegar aos 100%. No entanto, isso será impossível os aparelhos partidários e as clientelas assegurarão sempre os votos necessários. Assim sendo, o que fazer? Evidentemente votar, mas não em partidos que tenham representação parlamentar. A democracia parlamentar portuguesa continua a ser um partido único com cinco secções diferentes. Claro que alguns partidos fora do arco eleitoral não servem, mas outros poderão servir e é nesses que é preciso votar, em massa!

A União Europa e a democracia parlamentar portuguesa precisam de uma lição, e nada melhor do que aproveitar estas eleições para essa lição lhes ser aplicada.