sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O caciqueiro indignado - s(o)arilhos e traições

No tumulto generalizado pela prisão do ingilheiro ainda podemos ouvir a taramulhada de pessoas que deveriam ter vergonha e tento na língua. O grau de indignação patente naquele senhor, avozinho de tremelicosa beatitude, é sintomático da perfídia e da mentira que acompanham a construção política do nosso país. 

Devo dizer-te avozinho que tu só não foste engavetado porque tinhas uma série de padrinhos no exterior, que por interesses alheios à vontade do povo nunca permitiriam uma coisa dessas. Se o caso actual se tem dado com um político do espectro da direita, aí sim, as acusações seriam merecidas na tua opinião. Também tu, como bom socialista que és, não deixas de "amamentar as tuas causas e ideologias" no marxismo, neste caso, utilizas a «tolerância repressiva de Marcuse» que afirma categoricamente e "cagando na cabeça dos outros" que «os bons estão aqui deste lado e os maus estão ali..». 

És uma besta, tal como Marcuse, e ainda te dás ao luxo de vir publicamente e com uma indignação ridícula  e risível, defender o que não tem defesa. Claro que tem defesa no código de conduta da democracia da treta, que se fundou no totalitarismo da ingilharia abrilista pelos inimigos da democracia, mas a nível real e não no vosso mundo de estirpes à parte, toda a gente sabe o que aconteceu, ninguém é cego e burro ao ponto que tu e os teus amiguitos caciqueiros pretendem.

A tua fundação deveria ser dinamitada e os teus rendimentos reduzidos a 1/4 do que recebes, mas se tal acontecesse, os teus inúmeros afilhados todos chorariam ranho, baba e códeas durante anos. Coitados de nós, vivemos no país dos enganos, onde os que mais abrem a boca para (re)clamar democracia são os maiores inimigos dela. Mas pode ser que a história começe a ajustar contas convosco, sim vós os inimigos da Democracia. 

  

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O canhão encravou - Os caciques estão com medo, com muito medo

A paródia democrática portuguesa não tem limites nem pudores, o caciquismo anda em bolandas com a prisão do "hollandêz" socialista, aliás «xuxialista», cá do burgo. Os seus "amiguitos" e "kameratens" de partido e de cleptotropelias estão em pulgas: «mas afinal de que é acusado o homem?», lançam as suas inocências para o ar fazendo da restante população uma cambada de zarolhos.

O filho do cabrão maior do pré e pós 25 da silva, com a lágrima a cair-lhe pela omoplata abaixo, e com ar de grande sumidade e especialista no que ao cacique diz respeito, atira-se com esta: «a prisão do Engenheiro é injusta e injustificada.» Está visto, roubou pouco, na opinião desta grande sumidade e desta vez, a lágrima saída do olho esquerdo, escorre-lhe pela clavícula direita abaixo.

Uma antiga ministra da descultura e da descompostura, vem por outra via, manifestar a sua surpresa (?) e dúvidas relativamente ao processo !! 

É que estamos a pouco menos de 1 ano das legislativas e o objectivo do partido xuxialista conseguir a ansiada maioria para escacar definitivamente o país começa a ser posto em causa. 

Os caciques estão com medo de não conseguirem esse desiderato e todas as suspeições que se seguirem, seja sobre a imparcialidade ou idoneidade dos juízes ou seja sobre o excesso de condições ou falta delas dos edifícios onde decorrerão os julgamentos (se chegar a haver julgamento..), serão vias que os caciquistas de maré não deixarão de explorar.

A democracia, de tão pérfida que se tornou na mão destes agentes cleptocratas, começa muito justamente a ajustar contas com estes seus inimigos. 

Sim, porque toda a franja política actual, com algumas excepções, é inimiga da democracia. Os partidos políticos actuais são inimigos da democracia, toda a estrutura político-financeira deste país é inimiga da democracia. 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Tiros sobre tiros de canhão - A falácia partidocrática

Para além de óptimo espectáculo mediático este mais recente episódio político é terreno fértil para desviar as atenções, quer sejam simples tensões de facto ou sejam apenas e só intenções. O "anedotório" em volta do caso não para de evoluir.
Mas ainda se acredita no homem, há quem o defenda e o considere incapaz de tais coisas de que o acusam. Tomara esses saberem sequer metade do que por aí vai. Mas eles insistem, insinuando que somos todos burros e tolinhos e até talvez cegos...

Esta notícia deixa obviamente muita gente contente, sabemos as razões e não é preciso dizer mais nada, mas o descalabro continua. Vistos gold, subvenções vitalícias, uma subvenção de tão mau gosto que fere qualquer sensibilidade que seja verdadeiramente democrática. 

A falácia partidocrática parte do princípio de considerar qualquer político num "patamar acima da lei comum", conferindo-lhe um estatuto de imunidade nefasto aos interesses da verdadeira democracia. A "Lei da Rolha" é piramidal, e quanto mais próximo se está do vértice, maior a pressão sobre a "rolha"; a corrupção funda-se num terrível pacto de silêncio dominador das ambiências. Este princípio legitima uma partidocracia difusa, que ataca e contra-ataca quando lhe interessa, e provocando uma alternância política  da qual não é possível escapar tendo em conta o panorama desolador de uma sociedade como a nossa actual. 
Mas esta falácia vai ainda mais longe, a tentativa de impor uma imunidade política a coberto de certas pretensões pseudo-democráticas, legitima uma outra acção; a existência de leis igualmente difusas que estabelecem em definitivo a possibilidade concreta da partidocracia. 
Podíamos aqui recordar uma série de julgamentos mediáticos, onde a isenção e idoneidade dos juízes era constantemente posta em causa pelos advogados ou então só passadas 10 ou 20 sessões chegavam às brilhantes conclusões que a sala era muito pequena e teriam de transferir o julgamento para outro tribunal. Depois do julgamento recomeçar noutro tribunal, e passadas novamente umas 10 ou 20 sessões, afinal o tribunal era grande demais e tinham de regressar  ao primeiro tribunal ou arranjar outro. Mas como se pode julgar actos criminosos altamente acobertalhados pela grande cúpula do poder?
Um carnaval sem fim para quase sempre dar em pouco, alguma pólvora, quase toda seca, e puuuuuffffffffffff, arrebentou o balão..



Mais tiros de canhão - A Casa das Putas Na Longa Noite dos Sardões

Corrupção, ladroagem e tráfico de influências formam uma trilogia diabólica, sem distinção de nada nem de ninguém, sem nenhum respeito pelo que quer que seja.
Há 40 anos que andamos a ser sugados por um regime que podemos classificar como CRIMINOSO. Se as pessoas deixassem de ver a "Casa das Putas Na Longa Noite dos Sardões" e outras palermices do género e começassem a investigar quem eram os nossos governantes antes de lá terem passado, metade dos roubos não aconteceriam, nem hoje viveriam num estado de pré-escravatura.

A corrupção foi inventada, ou pelo menos desenvolvida, nas mansardas maçónicas tendo em vista o empobrecimento geral das populações e sua respectiva destruição e, o enriquecimento desenfreado de uma minoria de charlatães empantucados de maus princípios até à medula... consequência total e irreversível desta invenção é o facto da ladroagem de Estado (cleptocracia) e o tráfico de influências (plutocracia) ditarem leis, isto é, foi mediante esta mistificação maçónica que se construiu um Estado de Direito e uma Democracia. E o roubo segue imparável, derruba e racha a meio qualquer obstáculo que se lhe depare.

A subversão e a torpeza intelectual tomaram conta do país, a idiotice e o chico-espertismo são as duas faces da mesma moeda, especialistas de bombarro em conluio com os "donos desta merda toda" dão-se ao luxo de falsificar permanentemente a história, da pré-escravatura à escravatura total vai um passo muito pequenino...

O retrato fiel da sociedade actual é dado pela "Casa das Putas Na Longa Noite dos Sardões", onde um bando de atrasados mentais de colhão bufado se entretém a dar umas fodas em público, ou até enrrabadelas, com impudor e impunidade, pispagando chusmas de saliva tal como as regateiras das sardinhas. Uma sociedade de caca diga-se de passagem, a Grande Sociedade Moderna de caca do Século XXI como hoje seria mais do que justo chamar-lhe, a corrupção endémica é a sua imagem de marca, tal como os seus sucedâneos, a ladroagem e o tráfico de influências.

Um dia, não muito longínquo ainda será possível ver a nossa terra transformada num gigantesco bordel, atafulhado de lambe-sogas e de taramafuleiros  saídos da Longa Noite dos Sardões.