terça-feira, 29 de julho de 2014

O modernismo destruiu a censura criando a neo-censura

A modernidade do século XXI deu a conhecer uma nova componente na estrutura político-social; esta nova componente destruiu a censura clássica substituindo-a simplesmente por uma nova censura. Esta nova censura baseia-se numa série de fenómenos relacionados de perto entre si como sejam : o excesso de informação, a contínua caducidade dessa informação (para as pessoas não pensarem), a manutenção de um estilo de vida sem ter em conta efeitos colaterais de uma civilização à deriva e sem sentimentos fortes (o deixa andar e a não denúncia é uma forma de deixar tudo como está), a cada vez maior promoção de alienações fortíssimas, futebol, desportos de multidões, espectáculos onde haja muita gente e onde os mesmos sejam muito mediatizados, mexericos e tricas sobre grandes actores ou desportistas em geral, o relativismo ético e moral sempre em crescendo, tudo isto serve para censurar nos novos paradigmas surgidos no pós-modernismo; é a censura encapotada já não externa a cada um de nós, mas bem interna, onde a não condutibilidade segundo os padrões modernistas é motivo para censura. Mas uma censura baseada em falsos pressupostos e em falsos paradigmas. 

Nenhum regime político pode aspirar a mudar isto se não voltarem a promover o espírito crítico e o conhecimento da história, mas, por outro lado, é necessário travar a marcha destruidora do contínuo relativismo ético e moral. A ignorância generalizada da sociedade é o "ingrediente básico" que dá contextura a esta neo-censura do século XXI.

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