sexta-feira, 28 de março de 2014

Falta pouco para se comemorar o dia mais anti-nacional de sempre

40 anos de democracia deveriam ser motivo de regozijo para um povo inteiro, para a nação propriamente dita. O sentimento, aquele verdadeiro sentimento que não engana nunca, mostra precisamente o contrário. Não há democracia onde impera o vazio ideológico, não apenas no sentido de ideologia política  mas igualmente do respeito pelos valores e tradições ancestrais. Não há democracia onde os direitos mais fundamentais são constantemente postos em causa em nome do poder e do dinheiro. Não há democracia quando não se valoriza quem trabalha e se esforça, quando não se reconhece o mérito e se premeia o facilitismo, o incumprimento, numa palavra, o "utilitarismo económico". 

Quem de si, no seu perfeito juízo, pode dizer que vive num país democrático? 
Aparentemente, e este é um pressuposto muito bem fundamentado, vivemos com a "certeza" de termos saído de uma ditadura para passarmos a ser uma democracia.

Que terrível engano. Vou dizê-lo aqui alto e bom som: A democracia saída de abril serviu para tirar os ladrões e corruptos da prisão. Serviu para serem lançadas as bases para a maior roubalheira que jamais se viu (isso está a acontecer agora). Serviu para os que fizeram a descolonização exemplar não tivessem que responder pelos seus crimes. E serviu, por último, e não menos importante, para se destruir o país mais antigo da Europa.

Fico-me por aqui para não chocar os bem pensantes muito democratas. Continuarei numa próxima. Pequeno interlúdio...


Sem comentários:

Enviar um comentário