sexta-feira, 7 de março de 2014

A democracia degenera em estupidocracia

O povo português não está unido. Nunca esteve, desde o século XIX para cá. A democratização do país serviu para desunir os portugueses, e quanto mais tudo se ancora na democracia menos ordem existe. Ordem a todos os níveis. A manifestação dos polícias (6-3-2014) é um exemplo disso mesmo. 
Nenhum tipo de legitimidade pode existir na democracia portuguesa. Quem vota em quem? Quem elege quem? Votar ou ser iludido? Mas qual voto qual quê.. Polícia contra polícia? Isso não existe em nenhum estado democrático que seja saudável e fundado nos mais elementares princípios da integralidade humana. Coisa que em Portugal não se passou e, somos agora confrontados com este triste espectáculo.
Seria preferível que os polícias todos, e digo bem, todos, pegassem nos seus crachás e os entregassem ao ministério da administração dizendo: «Senhor ministro, aqui estão os nossos crachás e agora vá o senhor e os restantes membros do governo policiar a rua ou o que for..» Falar é fácil, bem sei, porque nem se sabe se isso seria legalmente possível, e também eles têm família para sustentar, casa e/ ou bens para pagar. 
Mesmo que tal procedimento não fosse possível, caso 100000, 200000 ou 300000 forças de autoridade entregassem o seu crachá, a lei seria subjugada. Instaurar processos a 100000 ou 200000 pessoas arrastar-se-ia 500 anos em tribunal. Quanto à outra situação, seria preciso organização e revezamento. 
O que se constata em democracias coxas como a nossa, é que só pela via violenta e à força se consegue alguma coisa. Isto é sintomático, e ao mesmo, paradigmático de um «Estado de não direito» e de uma grande mentira democrática (democracia parlamentar ou representativa). 
Esta gente ainda não enfiou na cabeça que só com um "25 de abril ao contrário" será possível sair do "pântano" no qual estamos amorfalhados. A democracia abrilina é um esgoto a ceú aberto de iniquidades e desmandos vários (muito antidemocráticos), e a sua fundação tem laivos de "perronismo castrante" para além de uma doutrinação achincalhada pelos mestres da traição à pátria no pré e pós 25 de abril.

2 comentários:

  1. Excelente artigo, pleno de verdade.
    Simbolicamente, o dia 24 de Abril deveria ser o escolhido para uma revolução que depusesse estes regime tirânico, e instaurasse um 4ª República de carácter nacionalista radical, social e revolucionário.

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  2. Ou então o 26 de Abril, que representaria o ultrapassar das limitações (anti)democráticas do nosso sistema político nascido das inverdades do 25 de Abril.

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