sexta-feira, 28 de março de 2014

Falta pouco para se comemorar o dia mais anti-nacional de sempre

40 anos de democracia deveriam ser motivo de regozijo para um povo inteiro, para a nação propriamente dita. O sentimento, aquele verdadeiro sentimento que não engana nunca, mostra precisamente o contrário. Não há democracia onde impera o vazio ideológico, não apenas no sentido de ideologia política  mas igualmente do respeito pelos valores e tradições ancestrais. Não há democracia onde os direitos mais fundamentais são constantemente postos em causa em nome do poder e do dinheiro. Não há democracia quando não se valoriza quem trabalha e se esforça, quando não se reconhece o mérito e se premeia o facilitismo, o incumprimento, numa palavra, o "utilitarismo económico". 

Quem de si, no seu perfeito juízo, pode dizer que vive num país democrático? 
Aparentemente, e este é um pressuposto muito bem fundamentado, vivemos com a "certeza" de termos saído de uma ditadura para passarmos a ser uma democracia.

Que terrível engano. Vou dizê-lo aqui alto e bom som: A democracia saída de abril serviu para tirar os ladrões e corruptos da prisão. Serviu para serem lançadas as bases para a maior roubalheira que jamais se viu (isso está a acontecer agora). Serviu para os que fizeram a descolonização exemplar não tivessem que responder pelos seus crimes. E serviu, por último, e não menos importante, para se destruir o país mais antigo da Europa.

Fico-me por aqui para não chocar os bem pensantes muito democratas. Continuarei numa próxima. Pequeno interlúdio...


quarta-feira, 26 de março de 2014

Qualidade e consciência

«O re-encontro, ou a descoberta do sentido, isto é, do para quê e do porquê de tudo, é que dá sentido ao nascer, ao viver e ao morrer; é que dá sentido ao trabalho, às alegrias, ao sofrimento, à vida e à morte. (...) Qualidade, portanto, é atributo da consciência. Esta aponta para a qualidade, para a selecção dos máximos. A felicidade encontra aqui um dos seus pilares, a partir dos valores espirituais ou especificamente humanos. Diego Gracia refere, a propósito, que "a teoria axiológica permite pensar o conceito de qualidade de vida de outra forma. Quando diferentes valores entram em conflito entre si, pode-se optar pela realização dos valores espirituais ou especificamente humanos à custa dos inferiores ou puramente vitais, ou se pode optar pelo contrário. No primeiro caso, considera-se mais importante a qualidade de vida, no segundo caso, a quantidade de vida. Todo o conflito de valores é, de facto, uma tragédia que se resolve ou a favor da qualidade de vida ou a favor da quantidade de vida".
Isto que se regista em último lugar, realiza-se paradigmaticamente, segundo Max Scheler, no génio, no herói e no Santo. Apesar da vida ser um valor muito estimado e apreciado, na quase totalidade das culturas, analisando-se detalhadamente o conteúdo dessa estimação, vem ao de cima o facto da vida ser um valor "paradóxico" e "conflitivo".»



Os negritos são meus. Extraído do livro Contributos para uma outra Qualidade de Vida no âmbito da Bioética Teológica - João Bezerra - pág.29.

terça-feira, 25 de março de 2014

Qualidade e quantidade segundo a Bioética

«Segundo Cournot, não convém considerar qualidade e quantidade como dois atributos gerais da mesma ordem. A relação destas duas ideias é a da espécie relativamente ao género: a quantidade é uma espécie singular de qualidade. A qualidade ou conteúdo qualitativo é geralmente susceptível de mais ou menos e, por consequência, comporta a aplicação do número. (...) Celestino Pires refere que o termo qualitas foi introduzido por Cícero como equivalente ao termo grego poiótês, que aparece pela primeira vez em Platão como termo filosófico. "É aquilo pelo qual as coisas se dizem tais". A qualidade determina o que uma coisa é na ordem essencial ou na ordem acidental. Pela qualidade as coisas diferenciam-se umas das outras e constitui-se um mundo diverso na sua unidade. Seguidamente, diz que sob o ponto de vista da lógica aristotélica-escolástica, os juízos dividem-se, segundo a qualidade, em afirmativos ou negativos. A afirmação ou a negação indicam a qualidade do juízo. O problema da qualidade não é principalmente lógico, mas ontológico e gnosiológico. Na perspectiva ontológica, qualidade é a diferença pela qual uma substância se distingue essencialmente da outra; isto é, a diferença qualitativa distingue, neste caso, as substâncias ou essências entre si. A qualidade é uma das categorias fundamentais e não se pode reduzir à quantidade, pois a diversidade do mundo não se explica só quantitativamente, apesar de se implicarem mutuamente nos entes materiais. (...)
A qualidade é um valor, não um facto. 

Continua. Extraído do livro Contributos para uma outra qualidade de vida no âmbito da Bioética Teológica - João Bezerra - págs. 25 e 26.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Bioética e abundância

«Passaram mais de dois mil anos desde que Cristo afirmou: Vim ao mundo para que tivésseis vida e a tivésseis em abundância.
Mas a palavra abundância saída da sua boca e registada para todo o sempre tinha então um sentido bem diferente do que lhe dá hoje o comum dos mortais, nesta sociedade pós-moderna em que só conta o poder, o dinheiro, outros bens materiais e o prazer. Uma vida boa é a que tem abundância, mas uma abundância de poder sobre os outros, de dinheiro e de bens obtidos de qualquer modo e de prazer, quase exclusivamente prazer genital

Extraído do prefácio do livro "Contributos para uma outra Qualidade de Vida no âmbito da Bioética Teológica - João Bezerra.

Os negritos finais são meus. Algumas das bestas sadias que por cá gravitam teriam graves problemas de consciência se lessem o trecho acima citado.
Ao longo dos próximos dias o autor deste blog irá disponibilizando vários enxertos deste livro, verdadeiramente re-evolucionário, e como o mesmo não se encontra à venda nas livrarias, posso até digitalizá-lo para quem estiver interessado.

quarta-feira, 19 de março de 2014

A paródia democrática Vs. Referendo da Crimeia

Eu rio-me a bom rir quando ouço e leio as declarações dos políticos de caca da UE, que não foram eleitos por ninguém, virem condenar o resultado do referendo da Crimeia. «Viola o direito internacional», dizem uns, como se o direito internacional não fosse violado todos os dias e a toda a hora em nome de interesses sujos, «viola a integridade territorial da Ucrânia», afirmam outros, como se a integridade de muitos territórios não fossem violada a todo o momento por indivíduos que não foram mandatos para o fazer.

Na Europa a única democracia que faz jus ao nome é a da Suiça, onde existe uma democracia directa em que os cidadãos do país são chamados a manifestarem-se em assuntos importantes. Aplicado agora o mesmo sistema na Crimeia, o mesmo é considerado ilegal pelos da "Paródia democrática", sem esquecer os "americaines" que também eles vão alinhando na paródia. 

A Rússia não precisa da UE para nada, mas a UE precisa da Rússia. Eis o grande pecado, e os cagalhões que pululam em bruchelas e em whasingtone querem mudar isso à força.

Está na hora de o cidadão acordar e dar uma lição a estes políticos de caca e aos seus amigos monopolistas, frequentadores de clubes maçonéticos, bilderbergs e trilaterais de testículo esticado. 

terça-feira, 11 de março de 2014

O circo está armado - sanções à Rússia

Quando é que os especialistas de caca vão explicar às pessoas que sanções a qualquer país apenas prejudicam o povo e nunca qualquer regime ou políticos que dele façam parte? As sanções não servem para nada e neste caso da Rússia é ainda pior, pois, a grande verdade, é que a Rússia não precisa da União Europeia para nada. É claro que o leviatão que domina a Europa não gosta nada dessa situação e quer ver se arranja um "caldinho". Porque também, e sobretudo, a União Europeia precisa da Rússia.

Esquecem-se os merdentos da União Europeia que estão a meter-se com o tipo errado, tal como o bacoco da América. A Crimeia sempre foi russa, os seus habitantes são maioritariamente russos, portanto de nada adianta papaguear argumentos falsos e destorcidos da realidade. 

Eles que apliquem sanções à Rússia que os mesmos verão depois o que irá acontecer... mas também, tenho a sensação, que alguns dos filhos da puta que desgovernam a Europa querem que isso aconteça...

sexta-feira, 7 de março de 2014

A democracia degenera em estupidocracia

O povo português não está unido. Nunca esteve, desde o século XIX para cá. A democratização do país serviu para desunir os portugueses, e quanto mais tudo se ancora na democracia menos ordem existe. Ordem a todos os níveis. A manifestação dos polícias (6-3-2014) é um exemplo disso mesmo. 
Nenhum tipo de legitimidade pode existir na democracia portuguesa. Quem vota em quem? Quem elege quem? Votar ou ser iludido? Mas qual voto qual quê.. Polícia contra polícia? Isso não existe em nenhum estado democrático que seja saudável e fundado nos mais elementares princípios da integralidade humana. Coisa que em Portugal não se passou e, somos agora confrontados com este triste espectáculo.
Seria preferível que os polícias todos, e digo bem, todos, pegassem nos seus crachás e os entregassem ao ministério da administração dizendo: «Senhor ministro, aqui estão os nossos crachás e agora vá o senhor e os restantes membros do governo policiar a rua ou o que for..» Falar é fácil, bem sei, porque nem se sabe se isso seria legalmente possível, e também eles têm família para sustentar, casa e/ ou bens para pagar. 
Mesmo que tal procedimento não fosse possível, caso 100000, 200000 ou 300000 forças de autoridade entregassem o seu crachá, a lei seria subjugada. Instaurar processos a 100000 ou 200000 pessoas arrastar-se-ia 500 anos em tribunal. Quanto à outra situação, seria preciso organização e revezamento. 
O que se constata em democracias coxas como a nossa, é que só pela via violenta e à força se consegue alguma coisa. Isto é sintomático, e ao mesmo, paradigmático de um «Estado de não direito» e de uma grande mentira democrática (democracia parlamentar ou representativa). 
Esta gente ainda não enfiou na cabeça que só com um "25 de abril ao contrário" será possível sair do "pântano" no qual estamos amorfalhados. A democracia abrilina é um esgoto a ceú aberto de iniquidades e desmandos vários (muito antidemocráticos), e a sua fundação tem laivos de "perronismo castrante" para além de uma doutrinação achincalhada pelos mestres da traição à pátria no pré e pós 25 de abril.