segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Os videntes democráticos


Iggorann, Iggorann, Iggorann
gritavam os pardos e os sampeiros
grande "mouche de savants"
nenhum cesto faz um cesteiro
antes meliante do que carteiro

Não te preza a doçura
nem a seiva delirante
come, come, a erva prazenteira
ralha o gato, a rã e o vitelo
tudo à bulha, perfume rastejante



Luz ao fundo do túnel - a mais de 40000 milhões de anos luz de distância de Portugal
(ampliação feita pelo telescópio VD-Dofe O Vopo)


Circo de S. Bento e unidos da paródia
retalheiros de morgado e faúlhas de inverno
os roubos são maquinados, lá na casa torta

De cruz em cruz, se faz o nosso calvário
de promessa em promessa, se acercam as nossas certezas
banha da cobra e lustres de fumário
escuta Toninha, as mentiras e as proezas
o túnel agiganta-se, tal como as nossas baixezas.







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