segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Verdades sobre a monarquia

O príncipe pertence à ordem de princípios universais, não depende de sufrágios políticos, nem de nenhuma opinião pública, nem da confusão política gerada pela partidocracia encarniçada e nem tão pouco dos críticos desculturizados que em nome do progresso (!?) se esquecem muito convenientemente destas simples verdades. A revolução de 89 já tinha sido "plantada e cultivada" na Renascença e assim sendo, Rousseau limitou-se a aproveitar o momento político que favorável a uma espécie de "redivinização" do homem, aspirava  ao domínio do mundo. Tal utopia forjou os direitos humanos que viriam a condicionar fortemente as sucessivas tentativas de tal "redivinização".

«Que cousa he Revolução? Revolução he huma mudança desgraçada do bem para o mal, na ordem política, de que resulta alguma vantagem para os Scelerados, que a fazem». [A Genealogia do Pensamento Nacionalista - Fernando Campos, pág. 21].
«Todo o transtorno da ordem estabelecida he huma desgraça verdadeira; toda a mudança repentina é perigosa, e muito mais quando se passa de hum estado para outro estado diametralmente oposto. Se os hábitos políticos, e moraes arraigados profundamente pelo lapso dos séculos, se tem convertido em natureza, sem fazer a esta extrema violência, não se podem mudar, ou destruir, para adquirir outros em todo o sentido contrários. Eis-aqui o que intentão fazer as revoluções políticas, que se devem considerar como flagelos da Justiça Divina para punir os delictos dos homens. Sempre houverão revoluções em todos os povos antigos na ordem política, mas limitavam-se unicamente entre os Romanos á forma do seu governo, e ás pessoas que sustentavam as rédeas destes mesmos governos; revoluções moraes nunca existirão. Erão imudáveis as Leis, imudável a Religião, invariáveis os costumes, tudo era Romano até á expulsão dos Tarquinios, tudo foi Romano no Governo Consular, e passando o governo ao Estado Monárquico, não houve mudança alguma na ordem moral. (...) Com o ódio aos monarcas, apareccêo, não só o desprezo, mas ódio á religião, e aos costumes formados pela sua moral, o ódio ás Leis mais Sagradas da humanidade, ás instituições consagradas pelos séculos em que os Povos tinhão conservado a sua felicidade». [Ibidem, págs. 21 e 22]