quarta-feira, 19 de junho de 2013

A física quântica - o pesadelo dos darwinistas

O fundamento da realidade baseia-se em relações numéricas - princípios não-materiais - que estabelecem a ordem existente no nosso mundo macroscópico. A realidade de que aqui se fala baseia-se em fenómenos que transcendem a nossa perspectiva clássica sobre o assunto. Santo Agostinho definiu este tema com muita clareza no seu livro Confissões onde podemos ler: «Quanto mais envelhecia, mais desprezível se tornava o vazio do meu pensamento, pois não era capaz de imaginar qualquer entidade senão como algo corporalmente visível.»
 
De forma resumida, digamos que nenhuma coisa vulgar se pode comportar como as partículas elementares de que é constituída. A natureza da realidade quântica é de "aparência mental" e manifesta-se de várias formas. Os chamados campos de probabilidades não-materiais assemelham-se muito mais a um "pensamento" do que a uma "coisa". Basta pensarmos no funcionamento da química em que o evitar das órbitas ocupadas é a base de toda a química e da ordem visível do universo, o que configura não o resultado de uma força mecânica, material portanto, mas sim, o resultado de um princípio de "aparência mental". Mas o mais surpreendente prende-se com o facto de sempre que um sistema quântico empreende transições de um estado para outro em saltos quânticos, o faz espontaneamente, sem qualquer causa aparente. Só uma "mente" pode iniciar, por sua própria iniciativa, uma cadeia de eventos causais.
 
«A natureza não dá saltos», dizia Darwin, mas para grande desgosto de Darwin e dos seus seguidores, o que a natureza mais faz é precisamente dar saltos, sempre e sem motivo aparente.
 
Um aspecto muito interessante da física quântica relaciona-se de muito perto com aquilo que nos é permitido observar e conhecer. Toda e qualquer molécula consiste não apenas no seu estado observável como consiste também em incontáveis números de estados que são invisíveis porque estão vazios. Os químico-quânticos chamam virtuais a estes estados vazios, porque existem virtualmente mas não "realmente". Estes estados virtuais são formas matemáticas, funções de probabilidades, fragmentos de informação, padrões de ordem, mas são mais do que simples funções ou formas matemáticas. A sua existência pode ser melhor compreendida se se tiver em conta que um átomo ou uma molécula pode fazer uma transição para um desses estados vazios, que depois se tornam reais no sentido vulgar do termo. A ordem de estados virtuais é uma ordem transcendente, e a efectuação de um estado virtual é o mecanismo pelo qual a ordem transcendente pode evoluir no mundo material.
 
Ao contrário do que afirmam os darwinistas, não é a partir do caos ou do nada que a ordem evolui, mas sim a partir da efectivação da ordem virtual que existe numa forma previsível, muito antes de ter sido efectivada.
 
O ponto de vista darwinista não reconhece alterações espontâneas, nem a selecção quântica, nem padrões de conduta não adaptados e muito menos recorre às entidades não-materiais da realidade quântica. O darwinismo faz lembrar um motor a vapor aplicado aos circuitos integrados da vida.
 
No fundamento da realidade física, a natureza das coisas materiais revela-se como não-material. Os componentes elementares das coisas reais formam uma espécie de realidade não conforme às coisas que são produzidas. São entidades com propriedades de "aparência mental". Os estados virtuais, não observáveis e de aparência ondulatória, são estados com aparência de pensamento - os resultados de saltos quânticos, com aparência material. Efectuação é materialização.
A realidade transcendente é intrinsecamente inobservável, o que muito naturalmente significa que, na fronteira de qualquer realidade observável, a mesma não se desvanece no nada, mas na metafísica.
 
Paul Dirac dizia que «as leis fundamentais da natureza não governam o mundo tal como parece no nosso quadro mental de qualquer forma muito directa, mas antes controlam um substrato do qual não podemos formar um quadro mental sem introduzir irrelevâncias.»
 
 
A continuar.