segunda-feira, 20 de maio de 2013

Grandes momentos do futebol mundial - Final da Taça de Inglaterra 1989

Uma tarde de maio de 1989, no velhinho Wembley, Liverpool - Everton, final da Taça de Inglaterra. Grande jogo de futebol, de um lado Grobellear, Hanson, Wheelan, Mc.Mahon, Steve Nicol, John Aldridge, Ray Houghton e claro, Ian Rush, e do outro, Sharp, Ratcliff, Southall, Kevin Sheedy, Steven.
 
O Liverpool liderou o marcador até aos 88 min. (1-0), mas o Everton consegue empatar nessa altura;
EXPLOSÃO DE ALEGRIA ENTRE OS ADEPTOS DO EVERTON, QUE INVADEM O RELVADO, ABRAÇANDO-SE AOS SEUS JOGADORES, LEVANTANDO-OS NO AR E DANDO-LHES BEIJOS. DEMOROU UNS DOIS MINUTOS A RETIRAR AQUELA GENTE DALI E CONTINUAR COM O JOGO. No prolongamento o Liverpool teve mais frescura física e conseguiu vencer por 3-2. Mas que foi um dos grandes jogos de futebol, não só pelo excelente jogo a que assisti, mas também pela involvência e pelo espectáculo que o evento ainda possuía.

A democracia detesta a perfeição

«O que o povo quer, após a tarântula democrática o picar? Primeiro, quer que todos os homens sejam iguais e, portanto, deseja que todas as desigualdades desapareçam, quer essas desigualdades sejam artificiais, quer naturais. Não quer desigualdades artificias ou convencionais, como a nobreza de nascimento, mercês do rei, riqueza de nascimento, e é partidário da abolição da nobreza, da realeza e das heranças; também não gosta das desigualdades naturais, isto é, não gosta que um homem seja mais inteligente, mais activo, mais valente, mais hábil que outro.
Não pode, é certo, o povo destruir estas últimas desigualdades; mas pode neutralizá-las, torná-las inúteis, afastando dos empregos públicos todos aqueles que as possuam. Portanto, o povo é levado natural e, por assim dizer, forçadamente a afastar os competentes, precisamente por serem competentes, ou, se quiserdes assim e como ele diria, não como competentes, mas como desiguais, ou, como o povo ainda diria se quisesse desculpar-se, não como desiguais, mas como suspeito de anti-igualitários, uma vez que são desiguais, o que, no fundo, vem a ser tudo a mesma coisa. Foi isto que levou Aristóteles a dizer que a democracia estava onde quer que houvesse desprezo pelo merecimento.»
 
 
Este pequeno trecho pertence ao livro de Émile Faguet, O Culto da Incompetência, livro escrito por volta de 1896, e passados mais de um século dessa data, não podemos deixar de ficar estarrecidos com a actualidade do que acima se descreveu.