quinta-feira, 25 de abril de 2013

25 da silva - nunca mais

Comemora-se hoje mais uma data fatídica nas aspirações de Portugal. Depois da revolução liberal de 1820, da implantação da sangrenta república em 1910, eis a data charneira - 25 da silva - que tiraria (!!?) Portugal da miséria lançando o país numa senda progressista sem paralelo na nossa história contemporânea.
 
Nada mais falso, e só diz o contrário quem não for sério; o 25 da silva não serviu quem diz servir. É uma grande mentira. Liberdade de expressão, de acção e de movimentos??? Pois, mas isso vale ZERO no actual contexto político.
 
Aliás, se o período entre 1970 e 1974 (imediatamente antes da pseudorevolução) foi o período de maior crescimento económico do país e o período em que os portugueses tiveram a maior paridade de poder de compra, como justificar a revolução dos cravos? Marcelo Caetano estava a proceder a uma série de liberalizações, como justificar mais uma vez a revolução? Já não se vivia e respirava a atmosfera salazarista, como justificar outra vez a revolução?
 
Há coisas muito mal contadas sobre a revolução dos idiotas que enfiaram um cravo no cú, e uma delas é precisamente o tema tabu, marxismo. A (pseudo) revolução de 25/04/1974 mostra com toda a clareza que o marxismo foi o ideólogo de uma revolução que nunca deveria ter acontecido. Pelo menos naqueles moldes e com aqueles objectivos, apanágio dos cagões comunistas, a traição à pátria e o internacionalismo bacoco. Mas também é mais ou menos sabido que esta foi a jogada perfeita dos comunistas para os mesmos se infiltrarem nos corredores do poder, pois sabiam que não chegariam lá pela via directa.
 
Dá-me uma certa tristeza observar que ninguém neste país, àparte meia dúzia de excepções, tem coragem para denunciar o óbvio: a revolução serviu para favorecer as elites militares, serviu para instalar, subterraneamente, o marxismo e as suas nefastas teorias e serviu para fazer dos portugueses escravos e desconhecedores da sua história. Não serviu para mais nada, apesar dos larantópios de serviço não pararem de apregoar as virtudes da democracia e do estado de direito (bem torto para nossa desgraça).
 
Não há nada para comemorar nesta data, apenas se comemora uma mentira de consequências verdadeiramente desastrosas para Portugal. À destruição do país segue-se o seu enterro, de forma mais ou menos velada, sempre com os tontinhos de cravo enfiado no cú e ar altivo a desafiar tudo e todos, como se os mesmos fossem os donos de tudo o que existe.