terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Uma poesia às famigeradas passagens de ano

O lampião desfigura o presente
não se sabe se dá luz ou não
nem tão pouco, se alguma vez deu
vive sem uma perna e sem uma mão

Não se sabe para que se vive
mas mesmo assim, respira-se
despreza-se o passado
e é sempre em frente, 2014

luz da minha vida, tortura da minha esperança
doutorismos e donzelas de croquete
charlatães e alugadores de cagança
triste figura me mostra o presente

A partir das revoluções, aí vemos o futuro anunciado
de albarda respigada se move o farsante
quem tiver olho, que lhe meça o jambardo
mas se de olhos falamos, não existe mestre talhante.

A verdadeira mudança, não está condenada
o que não se move não está imóvel
a fronteira que trespassa os sentidos
espera e sonda, o abismo impenetrável.




1 comentário:

  1. SORTE TUA QUE O BRAÇO DA CIA BLOGSPOT NÃO TE CENSUROU..KK

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