quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Operação "mãos largas" chega a Portugal

Estamos todos fartos de ouvir a ladainha podre dos perissologistas políticos, e piora ainda quando a troika diz para cortar nas altas rendas que o Estado paga, para cortar nas regalias e salários absurdamente altos de certos quadros de empresas de Estado, não sendo essas ordens cumpridas; os farronqueiros da política esfalfam-se em "choradilhos" e babilham esmolinhas aos troikeiros em troca de cortes disparatados na educação, na saúde, nas pensões, etc.

Garantir uns milhões para a alfurjada dos "coiveiros de gravata" e o povo, esse, não existe, é uma «ficção democrática».
É vê-los ululantes naquela casa impropriamente chamada de casa da Democracia, com o tecnicismo linguístico muito afinado, na realidade inócuo, pois que vazio de valores e de sentido por inoperância global de uma boa parte dos valores democráticos dos dias de hoje.

Sabendo-se que na política nacional são os maiores crápulas que chegam a lugares de destaque, suportados e financiados pelos monopolistas que se acham donos do país [Eles acham-se efectivamente os donos do país], o boicote selectivo e generalizado torna-se uma obrigação. Sem esquecer que muitos dos farronqueiros da política são fabricados nos laboratórios dos "calças sem braguilha", onde o "o bode se transforma em divindade" sob o maior charlatanismo esotérico que o mundo jamais conheceu.
Chegamos a uma época em que ninguém sabe quem é quem. Das mais baixas camadas sociais são recrutados uma boa parte dos futuros políticos, os mesmos são financiados, trabalhados, sujeitos aos primeiros desmandos e por fim publicitados pela cleptocracia, e como em geral os farronqueiros têm um passado sujo ou segredos vergonhosos, caso contrário, não teriam chegado onde chegaram, são dominados pelo pavor do escândalo, pois quem os financiou durante anos conhece perfeitamente os podres todos de cada um deles.

O que quero dizer com isto é que a democracia portuguesa é uma fraude. Não existe democracia em Portugal só porque temos liberdade de acção, de expressão e de movimentos e direito de voto. Estamos nos antípodas, não se premeia quem merece ser premiado, não se dá valor a quem trabalha neste país, causa repulsa o debate público e político e a opinião pública é manipulada ao sabor de estratégias e malabarismos de estética financeira para empaliar os troikeiros.


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