sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Novo rombo no mito abrilino - os números não enganam

Falta muito para essa data tão ignaramente comemorada, mas antecipando o próximo feriado a ser abolido no nosso país, vou apresentar aqui alguns números respeitantes às Sínteses das Contas Públicas que provocam um novo rombo na credibilidade democrática do 25 de abril. É que a história não se faz apenas de liberdades, direitos e igualdades, faz-se também de números sujeitos à manipulação dos interesses e dos ideais e assim sendo, a fábula político-económica que nos tem sido contada é falsa e não corresponde em nada à realidade que vivemos presentemente.
 
Falar deste tema em Portugal é um "pecado" sem direito a absolvição: Quem não comunga da ditadura pantocrática é apelidado de fascista ou salazarista do primeiro ponto de matéria da cabeça ao último ponto do pé. Mas mais uma vez, os números mostram-nos que a realidade aparente está muito longe de ser o que parece ser. A mentira vai naturalmente engrossando, mas como diz o velho ditado: «Se uma mentira durar o tempo suficiente, a mesma passa a ser tida como verdade».
 
 
Ano 1834-1835  [em milhares de contos]
 
Despesa efectiva: 14   receita fiscal:  8  saldo: -6
 
Ano 1843-1844
 
Despesa efectiva: 12   receita fiscal: 10  Saldo: -2
 
Ano 1863-1864
 
Despesa efectiva: 20   receita fiscal: 15  saldo: -5
 
Ano 1893-1894
 
Despesa efectiva: 44   receita fiscal: 44  saldo: 0
 
Ano 1918-1919
 
Despesa efectiva: 271   receita fiscal: 101   saldo: -170
 
Ano 1919-1920
 
Despesa efectiva: 347   receita fiscal: 159   saldo: -188
 
Ano 1922-1923
 
Despesa efectiva: 1187  receita fiscal: 537   saldo: -649
 
Ano 1933-1934
 
Despesa efectiva:1973   receita fiscal: 1983  Saldo: +10
 
Ano 1973
 
Despesa efectiva: 47609   receita fiscal: 45182   saldo: -2427
 
Ano 1975
 
Despesa efectiva: 84850   receita fiscal: 58396   saldo: -26454
 
Ano 1977
 
Despesa efectiva: 155582  receita fiscal: 109904   saldo: - 45678
 
Ano 1985
 
Despesa efectiva: 1202886   receita fiscal: 779114   saldo: -423772
 
Ano 1995
 
Despesa efectiva: 4865022   receita fiscal: 4116477   saldo: -748545
 
Ano 1998
 
Despesa efectiva: 5918724   receita fiscal: 5530641   saldo: -388083
 
 
Estes números são públicos e quem se der ao trabalho poderá encontra-los facilmente. Quanto a estes números propriamente ditos, se bem analisados, os mesmos poderão ajudar a desmontar alguns dogmas pré-adquiridos.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Deus e o universo

Deus e o universo não são a mesma coisa.

Para Deus se conhecer como o Todo, Deus tem em primeiro lugar de não se conhecer como o Todo. Através do ser humano e de todas as entidades físicas Deus conhece-se como partes do Todo, e assim fornece a si próprio a possibilidade de se conhecer como o todo na sua própria experiência.

Só podemos "experienciar" o que somos "experienciando" o que não somos, mas da mesma forma que somos aquilo que não somos também o universo é aquilo que não é. É esta dicotomia "ser e não ser" que prova claramente que Deus e o universo não são a mesma coisa.

Na nossa actual sociedade este problema é visto ao contrário. Como não queremos aceitar que Deus é o criador de tudo e está para além da nossa compreensão física, elevamos o universo à condição de Deus. Substituímos o verdadeiro Deus por uma multitude de multiversos que abastardam a moral e os costumes. O primeiro sinal de uma sociedade primitiva é pensar que é avançada, e o segundo sinal é a mesma convencer-se que é iluminada.