sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Verdades sobre a monarquia - II

«Contemplai os saques, que temos sofrido desde que chegou ao nosso país o sopro envenenado da regeneração francesa, os roubos, as piraterias, as contribuições, os empréstimos forçados, as espoliações dos templos, das casas religiosas, e mesmo dos particulares; e para o dizer em huma palavra, as sangrias que se tem dado no mísero Portugal, e fareis uma justa idéa do estado de prosperidade, e de opulência, a que tínhamos chegado á sombra do Governo benéfico dos nossos Monarcas, que a facção revolucionária tanto se empenha em desacreditar». [A Genealogia do Pensamento Nacionalista - Fernando Campos, pág. 26 e 27].
 
 
Apesar de vivermos numa república, sem rei portanto, estas palavras escritas há mais de 180 anos são de uma actualidade impressionante. Liberdade, democracia, igualdade, slogans cujo veneno não se dilui com o tempo, ganhando até força redobrada. O conceito de liberdade, tal como hoje é visto e entendido, é muito mais negativo do que positivo. Há liberdade para tudo, excepto para o respeito da liberdade enquanto conceito gerador de prosperidade e felicidade. A liberdade politicamente entendida é limitadora dos direitos básicos (direito natural). A liberdade materialmente vivida destrói o âmago da própria liberdade. Não existe liberdade sem ordem, disciplina e hierarquia. Coisas há muito consideradas «obsoletas e atrasadas».

Democracia, bela palavra esta. Cada vez mais vã e diluída, sem expressão consentânea com a grandeza de que deveria ser geradora. A democracia foi o elo perfeito entre a perfídia e a ganância, dois pecados aos quais não se tem dado a devida atenção.

E eis-nos chegados à situação mais absurda de sempre, a igualdade. Esta igualdade não é uma igualdade fundada na razão mas sim no nominalismo totalitarista do pós-modernismo. Não há maior crime do que querer igualar, à força se preciso for, duas coisas que são desiguais por natureza e por essência. O actual conceito de igualdade reclama igualdade para todos, obliterando muito convenientemente, que nem todos desejam essa suposta liberdade, que a bem ver, se tornou uma "prisão" para a humanidade. São cometidos os maiores crimes de lesa-pátria em nome da igualdade, são cometidas as maiores fraudes sempre em nome dessa utopia mais do que utópica.

A república do saque e a democracia dos pantocratas estão a engolir Portugal. Mas nada que pareça incomodar muito os fogueteiros do costume (amnésicos e abstémios..).

Já o disse e volto a repeti-lo: - Precisamos de um rei que venha instaurar ordem na desordem. Precisamos de um rei, que se sabe ser a única personalidade política sem «rabos de palha» e sem lóbis ou condicionamentos de qualquer espécie, que possa acabar com estes espoliamentos escandalosos  aos portugueses. Só o rei tem tal poder, de reverter esta situação e evitar que o país se desintegre em definitivo.

 
 
 
 
 
 

Sem comentários:

Enviar um comentário