quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Num país quarto-mundista onde arde tudo

Mais um bombeiro (neste caso bombeira) que morre a combater um incêndio. Eleva-se já a cinco o número de bombeiros mortos neste mês de agosto. O que por si só é uma vergonha. Seria legítimo que os bombeiros se unissem e se recusassem a ir para os incêndios enquanto esta ausência de leis e justiça não for invertida. Que lá fossem os senhores ministros e os juízes e já agora também os fazedores de leis estúpidas.
 
As populações deveriam exigir pena máxima para todos os incendiários deste país. Enfiá-los na prisão, mas pô-los a trabalhar, a apagar incêndios, na linha da frente. E se tal não vier a acontecer, destituir os juízes que tomem decisões contrárias às acima indicadas.
 
E a todos aqueles especialistas de merda que vierem com a retólica que os incendiários são pessoas desequilibradas e tal, mandá-los para a puta que os pariu e dizer-lhes na fronha que os desequilibrados e os tolinhos são eles próprios.
 
Enquanto as leis não endurecerem relativamente a este assunto isto não terá fim, perante os sórdidos interesses que por aqui circulam.
 
Isto só endireita à chapada e à bastonada.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Desmontem-se os mitos

O "ansiolítico" perfeito para as mentes adormecidas dos nossos dias é a Democracia. O conceito de democracia é muito dúbio, muitos foram os autores que disseram que o conceito carecia de uma certa base essencial em si, para que a mesma pudesse de facto gerar uma democracia no verdadeiro sentido da palavra. Discordo do termo democracia quando o mesmo se refere à democracia representativa ou parlamentar. A existir democracia, só se for a democracia directa pois pela amostra tida com a representativa, isto caminha em direcção ao pior Totalitarismo.
 
A democracia pós-modernista do século XXI é a maior "fábrica de doentes mentais e de loucos" de sempre da nossa história contemporânea. Caminhamos para um progressivo esvaziamento ideológico, de sentimentos fortes, e por outro lado, esquecemos a história, menosprezamos as nossas origens em favor de uma subcultura fundada nos mitos panteístas da pantocracia reinante desde a malfadada revolução de 1789. No meio de todo este caos, onde as ideologias são reduzidas à sua condição mais esfarrapada, o homem vê-se confrontado consigo próprio isolado num mundo onde o virtual impera [mais que não seja para gratificação dos sentidos da populaça] sobre o real. O fantástico dá lugar ao escandaloso.
 
Tudo é normal numa sociedade de anormais; não interessa mais se uma coisa é ou não natural, se pode ou não existir. Havendo vontade, tudo se transforma, nem que para isso se tenha de pôr em causa uma série de códigos morais e leis intemporais.   

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Verdades sobre a monarquia - II

«Contemplai os saques, que temos sofrido desde que chegou ao nosso país o sopro envenenado da regeneração francesa, os roubos, as piraterias, as contribuições, os empréstimos forçados, as espoliações dos templos, das casas religiosas, e mesmo dos particulares; e para o dizer em huma palavra, as sangrias que se tem dado no mísero Portugal, e fareis uma justa idéa do estado de prosperidade, e de opulência, a que tínhamos chegado á sombra do Governo benéfico dos nossos Monarcas, que a facção revolucionária tanto se empenha em desacreditar». [A Genealogia do Pensamento Nacionalista - Fernando Campos, pág. 26 e 27].
 
 
Apesar de vivermos numa república, sem rei portanto, estas palavras escritas há mais de 180 anos são de uma actualidade impressionante. Liberdade, democracia, igualdade, slogans cujo veneno não se dilui com o tempo, ganhando até força redobrada. O conceito de liberdade, tal como hoje é visto e entendido, é muito mais negativo do que positivo. Há liberdade para tudo, excepto para o respeito da liberdade enquanto conceito gerador de prosperidade e felicidade. A liberdade politicamente entendida é limitadora dos direitos básicos (direito natural). A liberdade materialmente vivida destrói o âmago da própria liberdade. Não existe liberdade sem ordem, disciplina e hierarquia. Coisas há muito consideradas «obsoletas e atrasadas».

Democracia, bela palavra esta. Cada vez mais vã e diluída, sem expressão consentânea com a grandeza de que deveria ser geradora. A democracia foi o elo perfeito entre a perfídia e a ganância, dois pecados aos quais não se tem dado a devida atenção.

E eis-nos chegados à situação mais absurda de sempre, a igualdade. Esta igualdade não é uma igualdade fundada na razão mas sim no nominalismo totalitarista do pós-modernismo. Não há maior crime do que querer igualar, à força se preciso for, duas coisas que são desiguais por natureza e por essência. O actual conceito de igualdade reclama igualdade para todos, obliterando muito convenientemente, que nem todos desejam essa suposta liberdade, que a bem ver, se tornou uma "prisão" para a humanidade. São cometidos os maiores crimes de lesa-pátria em nome da igualdade, são cometidas as maiores fraudes sempre em nome dessa utopia mais do que utópica.

A república do saque e a democracia dos pantocratas estão a engolir Portugal. Mas nada que pareça incomodar muito os fogueteiros do costume (amnésicos e abstémios..).

Já o disse e volto a repeti-lo: - Precisamos de um rei que venha instaurar ordem na desordem. Precisamos de um rei, que se sabe ser a única personalidade política sem «rabos de palha» e sem lóbis ou condicionamentos de qualquer espécie, que possa acabar com estes espoliamentos escandalosos  aos portugueses. Só o rei tem tal poder, de reverter esta situação e evitar que o país se desintegre em definitivo.

 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Verdades sobre a monarquia

O príncipe pertence à ordem de princípios universais, não depende de sufrágios políticos, nem de nenhuma opinião pública, nem da confusão política gerada pela partidocracia encarniçada e nem tão pouco dos críticos desculturizados que em nome do progresso (!?) se esquecem muito convenientemente destas simples verdades. A revolução de 89 já tinha sido "plantada e cultivada" na Renascença e assim sendo, Rousseau limitou-se a aproveitar o momento político que favorável a uma espécie de "redivinização" do homem, aspirava  ao domínio do mundo. Tal utopia forjou os direitos humanos que viriam a condicionar fortemente as sucessivas tentativas de tal "redivinização".

«Que cousa he Revolução? Revolução he huma mudança desgraçada do bem para o mal, na ordem política, de que resulta alguma vantagem para os Scelerados, que a fazem». [A Genealogia do Pensamento Nacionalista - Fernando Campos, pág. 21].
«Todo o transtorno da ordem estabelecida he huma desgraça verdadeira; toda a mudança repentina é perigosa, e muito mais quando se passa de hum estado para outro estado diametralmente oposto. Se os hábitos políticos, e moraes arraigados profundamente pelo lapso dos séculos, se tem convertido em natureza, sem fazer a esta extrema violência, não se podem mudar, ou destruir, para adquirir outros em todo o sentido contrários. Eis-aqui o que intentão fazer as revoluções políticas, que se devem considerar como flagelos da Justiça Divina para punir os delictos dos homens. Sempre houverão revoluções em todos os povos antigos na ordem política, mas limitavam-se unicamente entre os Romanos á forma do seu governo, e ás pessoas que sustentavam as rédeas destes mesmos governos; revoluções moraes nunca existirão. Erão imudáveis as Leis, imudável a Religião, invariáveis os costumes, tudo era Romano até á expulsão dos Tarquinios, tudo foi Romano no Governo Consular, e passando o governo ao Estado Monárquico, não houve mudança alguma na ordem moral. (...) Com o ódio aos monarcas, apareccêo, não só o desprezo, mas ódio á religião, e aos costumes formados pela sua moral, o ódio ás Leis mais Sagradas da humanidade, ás instituições consagradas pelos séculos em que os Povos tinhão conservado a sua felicidade». [Ibidem, págs. 21 e 22]






 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Eles andam a gozar com os portugueses

Os tão famigerados cortes de 10% nas pensões acima dos 600 euros servem para os tais que, abrangidos pelo regime de excepção, continuam a não sofrer nenhum tipo de corte e até venham a aumentar o valor das suas reformas, e nem pensar em tocar nas reformas vitalícias. Mesmo que os detentores das mesmas tenham sido os maiores traidores da história moderna.
 
Isto é gozar com o burgo, é gozar com a populaça em geral, é corrosivamente imoral e destituído de lógica. Mas a lógica não é uma "batata", há lógica neste tipo de acções, se se compreender que o que é pretendido pelas elites político-económicas é uma futura idade de escravos, a «sinificação» total, o reino do anti-cristo.
 
No campo estritamente económico, não é a mesma coisa cortar 10% num salário de 800 euros e 10% num salário de 5000 euros. A mesma percentagem nos dois domínios revela-se muito discriminatória. E sendo o combate à discriminação uma das bandeiras do ideal «pantocrático», não se compreende este silêncio da parte de centrais sindicais e afins sobre este assunto, sempre prontos para fazer greves por «dá cá aquela palha»..., huuuummm, porque será?