quarta-feira, 13 de março de 2013

O nascimento das nações europeias

«A partir do ano 1000, coincidindo com o desenvolvimento da instituição monárquica, nascem as primeiras nações europeias. (...)

A história do feudalismo identifica-se com a das principais linhagens, em torno dos quais se forma a grande família, que é a nação. (...) Na Idade Média, os conceitos de nação e pátria, não tinham o sentido que lhes foi atribuído nos séculos XVIII e XIX mas permanecem vivos na consciência europeia. (...) O território sobre o qual se exerciam as várias autoridades (reino, região, terra, casa, etc.) - era sempre denominado nos documentos da época como: a Pátria, o domínio do pai.
A Pátria - diz Franck Funck Brentano - foi na sua origem o território da família, a terra do pai. A palavra estende-se ao domínio senhorial e a todo o reino, no qual era o pai do povo. O conjunto de territórios do reino passou a ser a Pátria. Quando aparece o símbolo da bandeira - a consciência - de ser uma nação e de ter uma pátria exprime-se na forma política do Estado, representado pelo rei e pela coroa.
 
A coroa, símbolo da soberania, era comparada ao corpus mysticum do reino. Neste estava compreendido todo o corpo político do rei, passando pelos vassalos, pelos lordes e pelos comuns. Embora distintos rei e coroa não podiam ser separados, e muito menos colocados em oposição».
 
 
 
Roberto de Mattei - A Soberania Necessária 
 
 

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