quarta-feira, 6 de março de 2013

O fim da tradição e o princípio da auto-contradição

Nos dias que correm, o homem é incentivado a abandonar a crença em realidades superiores a si próprio ocultando a dimensão moral subjacente à espiritualidade. Tal conceito é hoje visto pelos «progressistas» como uma representação cultural adquirida pela educação, da qual é necessário "libertar amarras" e ao mesmo tempo, reverter «maquiavelicamente» a ordem e a hierarquia, subvertendo o dever de obediência e os sentimentos patrióticos, familiares e religiosos.
 
 
A grande confusão que impera sobre o domínio do "ser" e sobre o domínio do "ter" acompanha a transformação do homem num ser potencialmente livre, a um ser livre, mas apenas condicionalmente e sujeito a certas regras e códigos. O homem tornou-se no "lobo" do próprio homem. Chegados a este ponto qualquer dimensão ética desaparece da "equação".
 
 
Vejam bem o que se passa actualmente com a legislação sobre o "casamento homossexual"; o conceito de casamento, que sempre foi e será de homem e mulher, foi adulterado na sua estrutura ontológica, permitindo-se assim a desestruturação sobre o qual o mesmo se fundou. O amor total sobre o casal, sobre os filhos, sobre a família, foi dissolvido por um modelo que tem como único interesse a satisfação de dois indivíduos. O contrato que os mesmos assinam, pode evidentemente ser rompido, sem ter em conta o bem comum das suas famílias, dos seus filhos (se for caso disso), da sociedade em geral.
Entender o casamento desta forma, é brincar e gozar com as pessoas. É ignorar, de forma muito grave, que o mesmo é um acto público fundador da família, ou seja, a base da sociedade. Desempenha a família uma acção social muito importante, sendo a mesma ridicularida pela equivalência "satânica" do casamento homossexual.
Não sabem onde nasceu essa «religião política» pós- marxismo cultural? Pois bem, nasceu naqueles cubículos sapateados, onde as práticas homossexuais são praticadas amiúde em algumas mansardas por esse mundo fora.
 
Claro que os "burrocratas" de "bruchelas", a carbonária sem fogo dos tempos modernos, ajustam as leis, desde Maastricht a Lisboa, com legislação que deixa de ter o tradicional princípio patriótico para ser substituído pelo princípio da subsidiariedade de preferência extra-europeia. Não deixa de ser surpreendente, de certa forma, de reconhecer aqui implicitamente a traição da direita política, que abandona a ordem tradicional, para não perder o «comboio dos progressistas» e aderindo ao «contrato social» e à sua ideologia. Era a nova era Capitalista, que reduz tudo a um contrato e aos mercados, fazendo do homem um escravo.
 
O homem de esquerda já nada representa, não é herdeiro de nada, é apenas o representante da utopia pura, ancorando-se em delírios interpretativos de realidades impossíveis. Por imperativos ideológicos de esquerda, o homem actual está amputando de si próprio, amputado do seu passado e amputado da realidade: a revolução apagou-lhe a memória e a capacidade de análise, tendo provocado o desenraízamento da sua terra, das suas tradições e da sua história. Mas esta vitória da esquerda só foi possível pela traição dos movimentos de direita que sempre se foram deixando levar pelos subterfúgios da retórica esquerdista. Emancipando-se desta forma o indivíduo de qualquer laço natural ou de qualquer relação natural que transcenda a existência do indivíduo, corta-se com a realidade objectiva e ingressa-se nas fileiras dos "construtivistas" da qual certa esquerda se reclama dona e senhora.
 
O mais grave de tudo é vermos o "zonzismo" da direita parlamentar (se é que existe efectivamente alguma direita), que já não sabe muito bem onde se situa ideologicamente, perderam a doutrina e a retórica ao embarcar na "corveta progressista". E para mal dos nossos pecados lá temos nós mais uma vez de sofrer as tormentas do mar agitado.
 
 
 
 

2 comentários:

  1. A direita política que existe não passa de um engôdo, é lacaia da esquerda, serve os interesses dos revolucionários mais subversivos e engana os conservadores que nela depositam a sua confiança. Só a ruptura com este sistema pode libertar o povo do polvo que efectivamente é quem mais ordena.

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  2. Por um mundo mais JUSTO, não podemos aceitar as proibições que BANDALHOS ÉTICOS continuam a querer impor: promoveram a proibição de ser Pai Solteiro (nota: numa primeira fase ter acesso a barrigas de aluguer, e a longo prazo ter acesso a úteros artificias)… e, simultaneamente… promoveram a NATURALIZAÇÃO de pessoal (ex. islâmicos) que reprime os Direitos das mulheres com o objectivo de... alcançar uma vantagem competitiva demográfica.
    Pois é, é de facto incrível: os badalhocos (ex: alguns cristãos) ao mesmo tempo que querem proibir o Direito de Ser Pai Solteiro... argumentam que a 'salvação' da demografia europeia está naqueles (não europeus) que tratam as mulheres como uns 'úteros ambulantes'.
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    Nota: UMA QUESTÃO A LEVANTAR:
    - O Direito de ter filhos em Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas!
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    Ainda há parolos que acreditam em histórias da carochinha... mas há que ASSUMIR a realidade:
    - Nas Sociedades Tradicionalmente Poligâmicas apenas os machos mais fortes é que possuem filhos.
    - No entanto, para conseguirem sobreviver, muitas sociedades tiveram necessidade de mobilizar/motivar os machos mais fracos no sentido de eles se interessarem/lutarem pela preservação da sua Identidade!... De facto, analisando o Tabú-Sexo (nas Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas) chegamos à conclusão de que o verdadeiro objectivo do Tabú-Sexo era proceder à integração social dos machos sexualmente mais fracos; Ver http://tabusexo.blogspot.com/.
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    CONCLUINDO:
    - Nas Sociedades Tradicionalmente Poligâmicas é natural que sejam apenas os machos mais fortes a terem filhos, NO ENTANTO, as Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas têm de assumir a sua História: não podem continuar a tratar os machos sexualmente mais fracos como sendo o caixote do lixo da sociedade!... Assim sendo, nestas sociedades deve ser possibilitada a existência de barrigas de aluguer {ÚTEROS ARTIFICIAIS - deve ser considerado uma Investigação Cientifica Prioritária!...} para que, nestas sociedades {a longo prazo} os machos (de boa saúde) rejeitados pelas fêmeas, possam ter filhos!

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