quinta-feira, 28 de março de 2013

A (des)evolução da maçonaria

A evolução da franco-maçonaria devia-se em larga medida, às ideias e desejos revolucionários da sociedade inglesa do século XVII. O Catolicismo tinha sido vencido, persecutado, marginalizado. Apesar de tudo, a Igreja Anglicana oficial não era exemplo nenhum, sempre submetida e vigiada pela coroa inglesa, tutelada e não raramente repreendida pela alta nobreza, não apenas anti-católica mas cada vez mais anti-cristã, algumas vezes vagamente deísta e muitas vezes ateísta. (...)
 
Segundo Bernard Fay, «os deístas obedeciam a duas tendências complementares e frequentemente contraditórias: a necessidade da lógica rigorosa e o profundo instinto erudito, que se prolonga até aos cultos do mistério e do obscuro». Quando o gosto e o sentido do Cristianismo são perdidos, continua-se a luta da Reforma Protestante bem para lá dos objectivos iniciais. (...)
 
O universo intelectual maçónico onde a interpretação simbólica é possível, a realidade dos factos não tem grande importância. No entanto, de tudo o mais, é inegável que a reunião das 4 principais lojas macónicas em 1717 na cidade de Londres, e que tenha tido lugar ou não no dia de S. João [24 de Junho], precede a afirmação de uma ruptura deliberada e ideologicamente desejada com a antiga maçonaria operativa e católica das Old Charges. Tal acontecimento é considerado como o da fundação da maçonaria actual,dita especulativa.
 
Segundo mais uma vez Bernard Fay, «tinha início a grande cruzda laica dos tempos modernos».
Um dos grandes impulsionadores da maçonaria especulatica foi o influente e enérgico franco-maçon John Theophilus Desaguliers e também o pastor da Igreja Prebisteriana James Anderson, cujo nome titularia a constituição da maçonaria especulativa.
 
 
 
 
Tradução feita do livro Vérités sur la Franc-Maçonnerie de Bernard Antony
 
 

sexta-feira, 22 de março de 2013

A maçonaria católica das "Old Charges"

Não existe referência alguma à maçonaria antes do século XIV e em mais nenhum país exceptuando Inglaterra. Os textos mais antigos conhecidos da maçonaria, em número de 80, são as "Old Charges", que podem ser traduzidas por "Deveres Antigos". Existem também dois manuscritos: o manuscrito Regius datado de 1390 e o manuscrito Cooke datado de 1400-1410. Estes dois manuscritos foram escritos no dialecto falado nessa época no centro sudoeste de Inglaterra.
 
O Regius é um poema com 794 versos estruturado da seguinte forma:
 
1) - O recital histórico, ou seja, lendário (1 a 84). É narrada a fundação da maçonaria no Egipto por Euclides e também é descrita a sua introdução em Inglaterra durante o século XIV, em que os Deveres são fornecidos aos maçons.
 
2) - Os Deveres (87 a 496), constituem um guia dos deveres recíprocos, profissionais e morais sob o lema de "amar a Deus e a santa Igreja", no receio das "grandes desordens que poderiam surgir do ignóbil pecado mortal". Desenvolve-se toda  a vida profissional no respeirto da moral católica.
 
3) - O apêndice, constituído por diversos elementos: o recital das quatro coroas - A torre de Babel - as sete artes liberais fundadas por Euclides e a forma de as estudar após as invocações aos dons do Espírito Santo - uma instrução sobre as orações do dia e da noite, a participação na missa - um ensino de boas maneiras, de boa educação e das relações de caridade com outrém.
 
No manuscrito Regius lê-se o seguinte: «E agora rezemos a Deus todo poderoso e à sua mãe, a radiosa Maria, para nos ajudarem a guardar estes artigos e seus ensinamentos, tendo como fundamento os quatro Santos mártires que sempre foram tidos em consideração nas sete artes liberais.
 
O Regius termina assim: «Que o Grande Cristo, pela sua graça celeste, vos dê o espírito e o tempo necessário para ler e compreender, e obter o ceú em recompensa. Amen! Amen! Amen! Assim seja! Diremos todos pelo amor de Deus.»
 
Este manuscrito afirma igualmente que todos os que queiram pertencer à maçonaria, devem antes de tudo Amar Deus e a Santa Igreja e todos os Santos e os seus mestres e companheiros, como se fossem seus próprios irmãos. Também é dito que todos os maçons devem ser leais ao rei de Inglaterra e ao reino.
 
O que acima precede, prova claramente a impregnação católica da antiga maçonaria das "Old Charges", estreitamente ligada às confrarias francesas, que estavam por sua vez, ligadas à autoridade espiritual e moral dos clérigos definidores da programação arquitectural dos edifícios.
 
Esta antiga maçonaria impregnada de fé católica, não era ainda a operativa já sem a cultura das sete artes liberais. Para além deste pormenor refira-se que a Idade Média das grandes épocas de Citeaux e Cluny, foi rica em disputas intelectuais assim como em confrontações com as heresias, os mitos gnósticos em cosntante renascimento, e o fascínio pela alquimia.
 
Esta maçonaria iria manter o seu teor altamente católico até à reforma protestante. A partir da reforma de 1517, um turbilhão de ideias neoplatónicas, neopitagóricas, cabalísticas e herméticas, vieram subverter a tradição católica da mesma, transformando-a gradualmente em especulativa já destituída de qualquer sentimento ou tradição católica.
 
Continua.
 
Tradução feita do livro Vérités sul la Franc-maçonnerie de Bernard Antony

quarta-feira, 13 de março de 2013

O nascimento das nações europeias

«A partir do ano 1000, coincidindo com o desenvolvimento da instituição monárquica, nascem as primeiras nações europeias. (...)

A história do feudalismo identifica-se com a das principais linhagens, em torno dos quais se forma a grande família, que é a nação. (...) Na Idade Média, os conceitos de nação e pátria, não tinham o sentido que lhes foi atribuído nos séculos XVIII e XIX mas permanecem vivos na consciência europeia. (...) O território sobre o qual se exerciam as várias autoridades (reino, região, terra, casa, etc.) - era sempre denominado nos documentos da época como: a Pátria, o domínio do pai.
A Pátria - diz Franck Funck Brentano - foi na sua origem o território da família, a terra do pai. A palavra estende-se ao domínio senhorial e a todo o reino, no qual era o pai do povo. O conjunto de territórios do reino passou a ser a Pátria. Quando aparece o símbolo da bandeira - a consciência - de ser uma nação e de ter uma pátria exprime-se na forma política do Estado, representado pelo rei e pela coroa.
 
A coroa, símbolo da soberania, era comparada ao corpus mysticum do reino. Neste estava compreendido todo o corpo político do rei, passando pelos vassalos, pelos lordes e pelos comuns. Embora distintos rei e coroa não podiam ser separados, e muito menos colocados em oposição».
 
 
 
Roberto de Mattei - A Soberania Necessária 
 
 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Secularização e gnosticismo

Considerar os totalitarismos o resultado de um processo moderno de secularização não parece ser muito original: não é difícil encontrar perspectivas anti-modernas nos filósofos católicos, sendo o exemplo mais recente o de Joseph Vialatoux que, "Na cidade de Hobbes" - teoria do Estado totalitário - escrito em 1935, reconhece e identifica Hobbes como o "pai" das doutrinas totalitárias contemporâneas. Por outro lado, Carl Schmitt, nomeia o Estado total, ou Estado quantitativo [também conhecido como «totalitarismo liberal» (?)], o responsável pela secularização. A sociedade civil absorveu o Estado, e torna-se absolutamente política num sentido totalmente desfigurado.
 
De forma bem diversa, Voegelin vê essa secularização não tanto como uma perca da dimensão do sagrado e da espiritualidade, mas sim, como uma espiritualização, se se tiver em conta que para Voegelin (tal como para S. Agostinho), a concupiscência carnal não é a raíz mas sim a consequência do pecado original, onde a sua origem tem lugar num acto de positivismo apóstata.
 
Voegelin considera que a secularização, a laicização e a mundialização são epifenómenos de um acto espiritual que visam destruir a divindade. É esta visão que dá corpo à obra de Karl Lowith, História e Saudade, escrita em 1949, que analisa o fenómeno da imanentização como um produto de uma evolução histórica, e não como uma força espiritual maligna.
 
A pneumatologia da consciência consiste, segundo Voegelin, num duplo movimento de revolta do espírito contra o fundamento divino da existência e na sua respectiva «intramundização». É por isto que Voegelin caracteriza desde 1938 os colectivismos (e de uma forma generalizada, as sociedades modernas) como «religiões políticas». Diz Voegelin: «O colectivismo político não representa apenas uma aparição política e moral: é sobretudo a sua componente religiosa que me parece muito importante (...) Não quero com isto dizer que o combate contra o nacional-socialismo não possa ser feito igualmente no plano ético; mas justamente, o mesmo não é feito de maneira radical, segundo o meu ponto de vista, pois falta-lhe um enraizamento na religiosidade».
 
Por mais falsas que sejam estas religiões seculares, as mesmas implicam a realização de um acto espiritual cuja falta de autenticidade são um problema. O mal, ou o diabólico não é, precisa Voegelin, «simplesmente um negativo moral, um horror, mas uma força, uma força muito atractiva».
 
Se a ordem política opera a partir de símbolos e de «cristalizações sagradas e axiológicas da realidade», podemos então afirmar que as «religiões políticas» cristalizam o sagrado em torno de uma realidade intramundana - o Estado, o soberano, o povo, etc.

sexta-feira, 8 de março de 2013

A pouca vergonha deste país transformou-se em totalitarismo democrático

As manifestações serviram para quê? Para cantar a Grândola? O resultado está à vista. O país político interpretou muito bem os sinais; perante um "presidente da república fantasma", o Estado ainda goza com os portugueses, dá-se ao luxo de tratar os habitantes deste país como "bonequinhos".
Continuem a cantar a Grândola, juntem-se aos magotes de 100000 ou 1000000 de pessoas a entoar a música e a recitar os lugares comuns de sempre.
 
O "4º falso D. Sebastião", um execrável personagem, que por onde passou foi sempre considerado mediano, vem no seguimento da chacota política generalizada deste país, dizer que para Portugal gerar empregos e produzir mais deve "achinesar-se" a nível de salários. Bem se vê que o que esse indivíduo andou a fazer por aí fora não foi em vão... poderia ser muito mediano na representação das suas funções profissionais, mas é excelente na arte de representar e papaguear a falsa democracia (democracia parlamentar), o tipo de "idiota útil" perfeito para instaurar o totalitarismo democrático, a não passar de um totalitarismo sob novas roupagens.
 
A "seita democrática" não compreende que não serve nem representa nenhuma democracia, porque liberdade sem ordem ou igualdade sem diversidade ou até justiça sem hierarquia, é o princípio do fim da democracia, que na realidade nunca chegou a efectivar-se na sua plenitude E a plenitude da democracia é, sem qualquer sombra de dúvida, a directa.
É bem conhecida essa ideia de a democracia directa ser considerada utópica e demagógica, pois está bem à vista porquê.
 
Enquanto isso, os amigos do "bruxo" do governo, esfregam as mãos de contentes; mais uns milhões a caminho...

quinta-feira, 7 de março de 2013

A pouca vergonha deste país não tem fim

É caso para dizer, somos um país de milionários. Os preços que se praticam em Portugal sobre os bens de primeira necessidade, sobre a alimentação, sobre os combustíveis e sobre as energias são ESCANDALOSOS E DEVERIAM DAR DIREITO A ANOS E ANOS DE PRISÃO SE VIVÉSSEMOS NUM PAÍS COM JUSTIÇA.
 
MAS JÁ SE SABE, UM POVO QUE FAZ MANIFESTAÇÕES A CANTAR A GRÂNDOLA VILA MORENA, NÃO PODE ASPIRAR A MUITA COISA. ENQUANTO NÃO TERMINAREM COM OS TIQUES COMUNOÍDES NÃO VAMOS A LADO NENHUM.
 
 
 
 
PORQUE É QUE O POVO NÃO FAZ UMA MANIFESTAÇÃO DO GÉNERO: ENQUANTO OS ESCÂNDALOS DESTE PAÍS NÃO FOREM RESOLVIDOS NINGUÉM VOTA, NEM NAS AUTÁRQUICAS NEM NAS LEGISLATIVAS, NEM NAS PRESIDENCIAS.
 
PORQUE SERÁ QUE ESTA GENTE NÃO FAZ UMA MANIFESTAÇÃO COM UM "CADERNO REIVINDICATIVO"; ENQUANTO OS CHULOS DESTE PAÍS NÃO PASSARAM A RECEBER APENAS UMA REFORMA NINGUÉM VOTA; ENQUANTO OS SALÁRIOS DOS GESTORES E ADMINISTRADORES PÚBLICOS NÃO DESCEREM PARA MENOS DE METADE NINGUÉM VOTA; ENQUANTO AS PENSÕES DA MAIORIA DA POPULAÇÃO NÃO ATINGIREM VALORES RAZOÁVEIS NINGUÉM VOTA; ENQUANTO  OS RESPONSÁVEIS PELO ESTADO CALAMITOSO DO PAÍS NÃO FOREM INCULPADOS E PRESOS NINGUÉM VOTA; ENQUANTO O POVO NÃO PARAR DE SER ROUBADO DIARIAMENTE PELA VERGONHOSA MÁQUINA FISCAL NINGUÉM VOTA; ENQUANTO NÃO ACABAREM AS MORDOMIAS DOS POLÍTICOS E DOS DEPUTADOS EM GERAL NINGUÉM VOTA; ENQUANTO NÃO FOR APLICADA A LEI DAS INCOMPATIBILIDADES, NÃO PERMITINDO AOS POLÍTICOS TEREM OUTRA PROFISSÃO ENQUANTO ESTEJAM NA POLÍTICA NINGUÉM VOTA; ENQUANTO NÃO ACABAREM COM CERTOS SINDICATOS MAFIOSOS CONLUÍDOS COM ESTES (DES)GOVERNANTES NINGUÉM VOTA.
 
Mas não, apenas fazem-se manifestações e canta-se a Grândola (que parolismo comunoíde), chama-se gatunos e ladrões, debitam-se palavras de ordem como "demitam-se" e "está na hora do governo ir embora" (pois, e quem vai para lá?). Enquanto o povo português não tiver um caderno reivindicativo como o acima indicado ou parecido, podem cantar a Grândola à vontade, chamar ladrões e gatunos, que a classe política portuguesa estar-se-á cagando para isso, e quiçá até se rirão às gargalhadas, e a pouca vergonha continua...

quarta-feira, 6 de março de 2013

O fim da tradição e o princípio da auto-contradição

Nos dias que correm, o homem é incentivado a abandonar a crença em realidades superiores a si próprio ocultando a dimensão moral subjacente à espiritualidade. Tal conceito é hoje visto pelos «progressistas» como uma representação cultural adquirida pela educação, da qual é necessário "libertar amarras" e ao mesmo tempo, reverter «maquiavelicamente» a ordem e a hierarquia, subvertendo o dever de obediência e os sentimentos patrióticos, familiares e religiosos.
 
 
A grande confusão que impera sobre o domínio do "ser" e sobre o domínio do "ter" acompanha a transformação do homem num ser potencialmente livre, a um ser livre, mas apenas condicionalmente e sujeito a certas regras e códigos. O homem tornou-se no "lobo" do próprio homem. Chegados a este ponto qualquer dimensão ética desaparece da "equação".
 
 
Vejam bem o que se passa actualmente com a legislação sobre o "casamento homossexual"; o conceito de casamento, que sempre foi e será de homem e mulher, foi adulterado na sua estrutura ontológica, permitindo-se assim a desestruturação sobre o qual o mesmo se fundou. O amor total sobre o casal, sobre os filhos, sobre a família, foi dissolvido por um modelo que tem como único interesse a satisfação de dois indivíduos. O contrato que os mesmos assinam, pode evidentemente ser rompido, sem ter em conta o bem comum das suas famílias, dos seus filhos (se for caso disso), da sociedade em geral.
Entender o casamento desta forma, é brincar e gozar com as pessoas. É ignorar, de forma muito grave, que o mesmo é um acto público fundador da família, ou seja, a base da sociedade. Desempenha a família uma acção social muito importante, sendo a mesma ridicularida pela equivalência "satânica" do casamento homossexual.
Não sabem onde nasceu essa «religião política» pós- marxismo cultural? Pois bem, nasceu naqueles cubículos sapateados, onde as práticas homossexuais são praticadas amiúde em algumas mansardas por esse mundo fora.
 
Claro que os "burrocratas" de "bruchelas", a carbonária sem fogo dos tempos modernos, ajustam as leis, desde Maastricht a Lisboa, com legislação que deixa de ter o tradicional princípio patriótico para ser substituído pelo princípio da subsidiariedade de preferência extra-europeia. Não deixa de ser surpreendente, de certa forma, de reconhecer aqui implicitamente a traição da direita política, que abandona a ordem tradicional, para não perder o «comboio dos progressistas» e aderindo ao «contrato social» e à sua ideologia. Era a nova era Capitalista, que reduz tudo a um contrato e aos mercados, fazendo do homem um escravo.
 
O homem de esquerda já nada representa, não é herdeiro de nada, é apenas o representante da utopia pura, ancorando-se em delírios interpretativos de realidades impossíveis. Por imperativos ideológicos de esquerda, o homem actual está amputando de si próprio, amputado do seu passado e amputado da realidade: a revolução apagou-lhe a memória e a capacidade de análise, tendo provocado o desenraízamento da sua terra, das suas tradições e da sua história. Mas esta vitória da esquerda só foi possível pela traição dos movimentos de direita que sempre se foram deixando levar pelos subterfúgios da retórica esquerdista. Emancipando-se desta forma o indivíduo de qualquer laço natural ou de qualquer relação natural que transcenda a existência do indivíduo, corta-se com a realidade objectiva e ingressa-se nas fileiras dos "construtivistas" da qual certa esquerda se reclama dona e senhora.
 
O mais grave de tudo é vermos o "zonzismo" da direita parlamentar (se é que existe efectivamente alguma direita), que já não sabe muito bem onde se situa ideologicamente, perderam a doutrina e a retórica ao embarcar na "corveta progressista". E para mal dos nossos pecados lá temos nós mais uma vez de sofrer as tormentas do mar agitado.
 
 
 
 

sexta-feira, 1 de março de 2013

As grilhetas ideológicas da esquerda

A esquerda fecha-se sobre o seu dogmatismo, incapaz de qualquer abertura intelectual, porque a mesma obstina-se em analisar os pontos de vista da direita a partir das suas próprias hipóteses e teorias. A direita não chega às mesmas conclusões que a esquerda, e sendo assim, torna-se claro que a esquerda  toma o seu discurso apoiada em princípios diferentes.
 
 
 
A evolução da sociedade instiga de maneira evidente a legislação do casamento homossexual, e os que se manifestam contra essa legislação são considerados como "estando fechados no passado", deslocados relativamente à realidade. Como se o passado fosse motivo de vergonha ou repúdio e só o presente, mas sobretudo o futuro próximo, fosse digno de relevo. A diferença entre o passado e o futuro próximo mede-se apenas em termos tecnológicos e financeiros, porque de resto essa diferença deixa muito a desejar.
 
 
 
 
Mas o que a esquerda recusa interrogar, é precisamente a legitimidade sobre a qual repousa esta proposta. Imposta de forma arbitrária e ao sabor dos apetites, convém analisar o ponto de partida da sua argumentação até se tornar postulado.
 
 
 
A legislação sobre o casamento homossexual desempenha também, e simultaneamente, o papel de "vigilante" e "sancionador", vigiando a sociedade e as suas opiniões em relação a esta matéria. Se a mesma sociedade não "evolui" favoravelmente à causa homossexual, a mesma é considerada do "passado". Esta legislação criou uma espécie de "inquisição mental", que esquece muito convenientemente, ter sido fundada sobre o princípio da radicalização ideológica da extrema-esquerda.
 
Mas porque não podem os Homens de direita ter um entendimento diverso sobre esta legislação?
A situação é muito fácil de entender, da negação do indivíduo chegou-se à negação da condição humana («fé metastática»), e a visão integral da direita impede a futura sociedade homossexual.
 
Notemos que a esquerda invoca muitas vezes a evolução da sociedade para justificar nova legislação sobre diversos assuntos. Sempre houve homossexuais e sempre haverá, o fenómeno nada tem de novo, a única  e decisiva novidade prende-se com a legislação da homossexualidade e do casamento homossexual. Nenhuma sociedade chegou a esta aberração; a negação da sociedade, do macho e da fêmea, pois a prazo este é o objectivo. Pretende-se a relativização crescente do tradicional e natural modelo de macho e fêmea, substituíndo-o por uma "androginia" via rectal.
 
Esta legislação desenvolvida pela esquerda saiu directamente do buraco do diabo, ou seja das lojas maçónicas dos anos 80 do século XX.