sábado, 23 de fevereiro de 2013

De Deus ao GADU - as etapas da eliminação de Deus

«A maçonaria tendo tomado a dianteira do movimento revolucionário, e através da constituição civil do clero, o Galicanismo desenvolve-se até ao cisma, criando uma igreja constitucional onde os padres eram legalmente denominados "funcionários públicos".


De nossa parte, e sem ligeireza, não acreditamos na sinceridade católica dos maçons e do clero maçon. (...) Embora diversas lojas fossem dedicadas a S. João Baptista e a S. João Evangelista, cujas festas patronais se celebravam a 24 de Junho e a 27 de Dezembro. (...) Já Clemente XII e Bento XIV, muito antes de Barruel e de Maistre, tinham decifrado na perfeição que a maçonaria considerava aquelas práticas religiosas não como um acto de fé religiosa, reconhecida como verdadeira excluíndo todas as outras, mas como uma forma de honrar " o Grande Arquitecto do Universo". (...)
 
 
O Galicanismo assim como o Anglicanismo, provocaram a passagem do catolicismo de religião de estado, a religião ao serviço do estado onde à sua sombra cresce um culto político-religioso que cada vez menos se baseia na fé católica. A inatenção, dos monarcas e dos católicos sinceros das primeiras condenações romanas, constituem sem qualquer dúvida uma das explicações das suas incompreensões, quase generalizada, sobre o fenómeno revolucionário. (...)
 
Essencialmente, havia dois elementos altamente incompatíveis entre o catolicismo e a maçonaria, o sermão sobre um segredo e uma obediência e o relativismo religioso.
 
Leão XII escreve no dia 13 de Março de 1826 na sua carta apostólica Quo Graviora: «Os franco-maçons realizam agora reuniões mais perigosas e mais audaciosas. As obras que alguns dos seus membros tiveram a audácia de publicar sobre a religião e sobre a coisa pública, o desdém pela autoridade, a raiva à soberania, os seus ataques contra a divindade de Jesus Cristo e até contra a existência de Deus, o materialismo que professam, os seus códigos e estatutos que mostram os seus projectos e intenções, provam na perfeição os seus esforços para derrubar os príncipes e para deturpar e subverter os fundamentos da igreja católica.
 
Pio IX retoma este assunto diversas vezes. Numa carta escrita no dia 26 de Outubro de 1865 ao arcebispo de Paris, Monsenhor Darboy, o Papa repreendia-o com veemência em relação ao seu galicanismo e a sua recusa da supremacia pontifical, repreendia-o ainda pela sua participação no funeral do Marechal Magnan, Grão-Mestre do Grande Oriente, na catedral de Notre Dame. (...)
 
Logo após, e pouco a pouco, a maior parte dos católicos maçons acabaram por compreender a impossibilidade de ser católico e pertencer à maçonaria. Simultaneamente as tendências cada vez mais laicistas das lojas começavam a abafar qualquer sentimento religioso.
 
 
Tradução feita do livro Vérités sur la Franc-Maçonnerie de Bernard Antony

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