segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A maçonaria é a madrinha da Revolução de 1789 III

« Barruel explica que tudo o que conseguiu reunir sobre os Altos Graus (Kadosh, Rosacruz, etc.), sobre as maçonarias "herméticas", "cabalísticas", "ecléticas", se ligam aos maçons martinistas e do seu fundador que diz sobre o mesmo:

Ignoro a origem do Senhor M. de Saint-Martin que deixou o nome a esse ramo maçónico; mas desconfio que sobre um exterior de probidade e sobre um intenso tom devocional, místico e aparente, encontramos mais hipocrisia que intenção e fé propriamente dita. Não passam de vil copistas de Maquiavel.
A maior parte das heresias do Judeo-Cristianismo não têm elas, por sua vez, a ver com o panteísmo, o dualismo e o maniqueísmo?
Acusou-se Barruel de ter tido uma alucinação "anti-maçónica" com a sua teoria das "lojas traseiras"; no entanto, não são estas últimas e toda a literatura que as procede que oferece o espectáculo o mais atordoante com personagens como o "Grande Copta" (Cagliostro), genial charlatão e contador de um salmigondis de alquimia, de astrologia, de cabala a fazer girar as mesas e as cabeças! Sobretudo um fatras gnóstico, que não deixou de se manifestar contra a Igreja Católica. Este acto, por si só, alimentou as imaginações ferteís dos jacobinos. O universo cultural pré-revolucionário apresenta assim, o que apenas é um paradoxo para os espíritos ligeiros, um vaivém entre os discursos racionalistas de Voltaire e o hedonismo provocado pelas divagações do falso misticismo.»
 
 
Continua.
 
Tradução feita do livro Vérités sur la Franc-Maçonnerie de Bernard Antony.
 
 

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