quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Grandolaria - a nova ideologia política

Portugal vive hoje manietado e culturalmente desinspirado por via do "complexo abrilino" que tolhe este país há quase 4 décadas. Este povo, politicamente e historicamente desinteressado e alheado de tudo, não consegue perceber, ou ainda pior, intuir, que o abrilismo de 1974 é inimigo do povo e das suas aspirações. Não me venham cá com essa de que temos liberdade de expressão, de movimentos e de acção... está bem à vista que essas carradas de liberdade não nos servem para rigorosamente nada.
 
De há alguns dias a esta parte, surge uma nova ideologia - a Grandolaria - sempre que de alguma manifestação espontânea ou simples protesto: grândola vila morena, terra da burrice, de morena passas a tolice...
 
Porque não se admite entre uma certa elite portuguesa que o 25 de abril foi uma fraude? A quem interessa o estado de incultura do povo, em matéria política e de história? Porque se quer fazer do 25 de Abril a data charneira do progresso português? A haver uma data charneira, não poderia ser esta, os dados estão à vista, há que ser sério e impune às tacopatias comunistas.
 
O momento não é para revivalismos abrilistas, nem para adjectivações saudosistas, o momento é para cortar com o passado abrilista e instaurar a verdadeira democracia em Portugal, porque a democracia que existe de momento é uma imitação de democracia (totalitarismo neoliberal-marxista), emanada directamente do esgoto abrilino, que nunca teve outro propósito que não garantir tachos e mordomias para certos sectores, para além daquela fase em que os comunistas se entreteram a destruir o que o fassista tinha aferrolhado.
 
Precisamos uregentemente de uma "anti-grândola", que venha pôr ordem na desordem instalada neste país há quase 40 anos.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Do GADU ao ateísmo puro - a república anárquica

«No ano de 1877, a história maçónica conhece-se um novo desenvolvimento. O Grande Oriente de França, aprova a sugestão do abade Desmons que futuramente viria a ser o Grão Mestre dessa mesma obediência, aprova a decisão de as lojas deixarem de trabalhar em nome "da glória ao Grande arquitecto do Universo".
 
Tal decisão representava o engajamento republicano, para não dizer revolucionário, cada vez mais forte e incidente e a separação do Grande Oriente do "corpo maçónico universal". A Grande Loja Unida de Inglaterra rompe relações com o Grande Oriente, que era então "a secreta religião da república". Esta secreta religião foi o elo de ligação com a 3ª república, laboratório das ideias, das leis e das medidas anticatólicas. (...)
 
Jean Sevilha na sua excelente obra, Quando os católicos eram fora da lei, resume a actuação revolucionária em direcção à república anárquica da seguinte forma: «A liga dos ensinamentos de Jeam Macé conluída com as lojas maçónicas, o protestantismo liberal e a política escolar de Jules Ferry ao serviço do livre-pensamento. (...)
 
A maçonaria, e principalmente o Grande Oriente, é a rampa de lançamento e o centro comum de impulsão da esquerda anticlerical. (...) A Enciclopédia maçónica trata de esclarecer as dúvidas: "o papel importante de 2000 a 3000 maçons protestantes no reforço do Estado republicano e da laicização do ensino público". (...)
 
Todos os canais da política anticlerical do maçon Jules Ferry tinham uma origem comum, a maçonaria. Esta atitude anticatólica teve as suas fases de desenvolvimento, constante e sistemático, através das lojas, centros discretos de reflexão e manipulação.
 
Continua.
 
Tradução feita do livro Vérités sur la Franc-Maçonnerie de Bernard Antony.
 
 
 
 
 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

De Deus ao GADU - as etapas da eliminação de Deus

«A maçonaria tendo tomado a dianteira do movimento revolucionário, e através da constituição civil do clero, o Galicanismo desenvolve-se até ao cisma, criando uma igreja constitucional onde os padres eram legalmente denominados "funcionários públicos".


De nossa parte, e sem ligeireza, não acreditamos na sinceridade católica dos maçons e do clero maçon. (...) Embora diversas lojas fossem dedicadas a S. João Baptista e a S. João Evangelista, cujas festas patronais se celebravam a 24 de Junho e a 27 de Dezembro. (...) Já Clemente XII e Bento XIV, muito antes de Barruel e de Maistre, tinham decifrado na perfeição que a maçonaria considerava aquelas práticas religiosas não como um acto de fé religiosa, reconhecida como verdadeira excluíndo todas as outras, mas como uma forma de honrar " o Grande Arquitecto do Universo". (...)
 
 
O Galicanismo assim como o Anglicanismo, provocaram a passagem do catolicismo de religião de estado, a religião ao serviço do estado onde à sua sombra cresce um culto político-religioso que cada vez menos se baseia na fé católica. A inatenção, dos monarcas e dos católicos sinceros das primeiras condenações romanas, constituem sem qualquer dúvida uma das explicações das suas incompreensões, quase generalizada, sobre o fenómeno revolucionário. (...)
 
Essencialmente, havia dois elementos altamente incompatíveis entre o catolicismo e a maçonaria, o sermão sobre um segredo e uma obediência e o relativismo religioso.
 
Leão XII escreve no dia 13 de Março de 1826 na sua carta apostólica Quo Graviora: «Os franco-maçons realizam agora reuniões mais perigosas e mais audaciosas. As obras que alguns dos seus membros tiveram a audácia de publicar sobre a religião e sobre a coisa pública, o desdém pela autoridade, a raiva à soberania, os seus ataques contra a divindade de Jesus Cristo e até contra a existência de Deus, o materialismo que professam, os seus códigos e estatutos que mostram os seus projectos e intenções, provam na perfeição os seus esforços para derrubar os príncipes e para deturpar e subverter os fundamentos da igreja católica.
 
Pio IX retoma este assunto diversas vezes. Numa carta escrita no dia 26 de Outubro de 1865 ao arcebispo de Paris, Monsenhor Darboy, o Papa repreendia-o com veemência em relação ao seu galicanismo e a sua recusa da supremacia pontifical, repreendia-o ainda pela sua participação no funeral do Marechal Magnan, Grão-Mestre do Grande Oriente, na catedral de Notre Dame. (...)
 
Logo após, e pouco a pouco, a maior parte dos católicos maçons acabaram por compreender a impossibilidade de ser católico e pertencer à maçonaria. Simultaneamente as tendências cada vez mais laicistas das lojas começavam a abafar qualquer sentimento religioso.
 
 
Tradução feita do livro Vérités sur la Franc-Maçonnerie de Bernard Antony

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A maçonaria e a cultura da morte

«O doutor Pierre Simon, maçónico, faz referência no seu livro, A vida antes de tudo, às relações tensas entre o catolicismo e a maçonaria. Este mesmo Simon foi grão-mestre da Grande Loja de França e um dos maiores pensadores da maçonaria contemporânea. Foi também um dos principais actores da legislação sobre a contracepção e o aborto, cujos princípios foram desenvolvidos nas lojas. Foi um dos principais artífices da famosa "lei Veil". A sua obra tem interesse em dois pontos, o da concepção da maçonaria e o da filosofia social maçónica. Mas lembremos antes de tudo que o título do livro de Simon, relativamente ao seu conteúdo, constitui um paradoxo ou até uma provocação. Trata-se segundo ele, de exaltar e pregar, em nome da medicina e da sociedade, o direito ao aborto e à eutanásia, mas não apenas o direito, mas também a obrigação!
Desta forma escreve: «Gostar da vida, respeitá-la, implica que por vezes também é preciso a coragem de a recusar. E face ao nascimento de uma criança que seja anormal sem remédio possível, deixar morrer não é preservar a vida?».
 
O que acima se transcreveu, não deixa de ser, sem qualquer tipo de polémica e com palavras parecidas, a argumentação da política nazi desenvolvida por Hitler através do Mein Kampf. Teorias que foram desenvolvidas e postas em prática, pela eliminação selectiva e sistemática de crianças socialmente irrecuperáveis durante o regime nazi.
 
Como vemos, a cultura da morte vem de longe. Foi desenvolvida nas lojas do final do século XVIII e início do século XIX.
Segundo Pierre Simon: «o método iniciático dos maçons, é o ser unificado, o qual é a maçonaria a responsável pela sua criação e pelo despertar fornecido aos maçons. Conseguimos assim, na profundeza arcaica do homem, a sua elevação. Desobstruídos das escórias que são os dogmas, os sistemas e as categorias do mundo. (...) As divisões do pensamento, provocam a ruína mental do homem.
O homem apenas se agita à superfície, a sua natureza profunda é eterna e imortal. É precisamente para o homem se reencontrar, que de tantos em tantos anos surgem as ordens iniciáticas. A sua vocação? Dar significado à vida, a busca comum do ser escondido no fundo do nosso ser e, à luz desta quietude interior, buscar uma moral para o homem de cada época».
 
Estas palavras de Simon mostram bem a vacuidade de um pensamento que repudia a tradição judaico-cristã, negando Deus ao longo de todo o livro. Simon remete para uma alternativa que se baseia numa crença insípida baseada numa eternidade que nada tem a ver com a criação segundo Deus revelada na Bíblia. É um sincretismo indiferenciado de ideias e matéria, totalmente desligada de qualquer coerência ou factualidade científica. 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Humanismo - o grande fedor maçónico

O Humanismo surgido no século XV foi a primeira grande revolução na mentalidade e cultura europeia. Maquiavel é o primeiro marxista da história contemporânea. Trata-se agora de mudar o mundo e não de conhecer o mundo. A ideologia humanista emancipou a esfera política da sua fonte metafísica e moral, da qual a igreja católica era depositária e guardiã.
Este retorno ao "paganismo", preparou o terreno para a reforma protestante, que na sua génese, negava radicalmente a autoridade da igreja, tendo provocado a separação definitiva entre a mesma e o Estado. A dupla revolução, intelectual e religiosa, provocada pelo humanismo e pelo protestantismo deu origem ao Absolutismo (1520-1740).
 
A visão radicalmente pessimista da natureza humana, comum a Maquiavel e a Lutero, impossibilita governar em nome da filosofia do Evangelho. Desta antropologia pessimista, resulta a necessidade de conceder ao príncipe uma autoridade férrea, cuja intenção foi a fundação do Absolutismo.
A negação da autoridade da igreja e do Império, produziu um sistema igualitário baseado na força, e implicou a perda de um critério objectivo que transcendia as relações de força entre Estados.
Durante o século XVII, Hobbes, Grotius e Pufendorf, sobretudo estes três, tratam de provocar a emancipação definitiva da política relativamente à lei,  ao direito natural e à moral.
Do direito natural ao direito positivo, estava dado o primeiro passo para a "revolução final" acontecida nos finais do século XVIII.
 
O século XVIII já separado dos fundamentos teológicos do direito divino e apoiado nas ideias de Loecke, Hobbes e Rousseau, dá origem a um novo fenómeno político, o despotismo iluminado (1740-1789). Devido a este novo fenómeno político, o poder régio hipertrofia-se, começando assim a nascer o Estado contemporâneo.
A secularização dos sucessivos regimes prepara a "republicanização" da sociedade desencadeada pela Revolução Francesa. Luís XVI de França é assassinado no dia 21 de Janeiro de 1793, sendo o seu único crime o facto de ser rei. O reú não era um homem mas a monarquia. A sua morte foi ditada por «ódio à religião católica» segundo o Papa Pio VI.

O Humanismo não deixou de ser um filão para as diversas ideologias nascentes no período pós-1789, de tal forma que, sob as influências do seu desenvolvimento teórico e prático, a "nação" e a "humanidade" passaram a ser consideradas contingências puramente humanas. Desta profunda dissociação destes dois conceitos, desenvolvida até meados do século XIX, nasceu a chamada "pátria filosófica", muito bem associada aos direitos do homem. Do Humanismo, passando pela Revolução Francesa, pela dissociação dos conceitos de nação e humanidade, e pela negação da ordem e da autoridade, negando-se o princípio cristão de «não haver autoridade que não provenha de Deus», chega-se aos socialismos "ululantes" dos finais do século XIX e inícios do século XX e aos totalitarismos do século XX.

O "não-Estado", ainda por cima considerado "ético", pelos socialistas pós-1789, dinamitou por completo a capacidade de reacção dos povos. A loja tinha vencido. 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A herança filosófica da esquerda e da direita

Ser conservador hoje, é sobretudo reconhecer uma ordem natural das coisas que o homem não pode modificar sem causar grandes destruições. Sejam elas materiais ou espirituais. Mas ser-se conservador é mais do que simplesmente o acima dito, é a compreensão clara que a tradição tem um papel muito importante para qualquer aspiração de progresso. Tal como assistimos hoje, o homem, sendo autor de uma "ordem artificial", pode modificá-la mediante a evolução dos acontecimentos. A intuição de um conservador consegue perceber a existência de uma ordem natural da qual o homem não é o autor, mas o mesmo é inevitavelmente participante nessa ordem, podendo modificá-la e moldá-la.
Todos aqueles que não percebem ou intuem esta ordem, foram de diversas formas "formatados" pela ideologia do contrato social, que rejeitava pura e simplesmente a natureza política do homem, considerando a sociedade como uma convenção puramente humana. É provável que esta ideologia desconstrutiva do Ancien Regime se destinaria sobretudo ao rei, último bastião contra as abstracções filosóficas de 1789, mas a mesma não deixou de ferir de morte as pátrias e os impérios tornando-se estas apenas ideologias ou concepções humanas sem valor. As arbitrariedades de um poder político que, tendo "despejado" a noção tradicional do homem e da natureza, rejeitava igualmente qualquer tentativa de garantir os valores em face de uma "vontade geral" classificada como inevitável. O primeiro passo para garantir a "vontade geral" tinha sido dado por Maquiavel quando o mesmo ajudou a emancipar a política da moral, depois dele Rousseau dá o passo definitivo, emancipando a política do homem.
 
Um indivíduo de esquerda pode hoje ser classificado, incluíndo-se aí os neoliberais e os liberais de direita, de negador da ordem natural. O conceito de evolução permanente, à boa maneira de Heraclito, imagina um mundo onde o homem e a sociedade têm papel importante, mas que está sempre em mudança, o contínuo devir; sendo assim a ordem não é ditada pela natureza, passando a ser puramente contingente perante a arbitrariedade humana. Também este conceito teve o contributo de Ockham que já na sua época dizia: «Neste mundo caótico e atomizado, desprovido de sentido, toda a regra procede necessariamente de um acto voluntário».
 
Esta tentativa medieval de subjectivização de todos os parâmetros da vida humana, permitiu que o homem se convecesse que era capaz de perceber a essência das coisas, penetrando na "estrutura ontológica" do real. De seguida, postula-se uma ruptura definitiva entre o real e o ideal, que dará nascimento aos diversos socialismos e liberalismos que inundaram o século XIX, cujos efeitos se manifestaram em pleno no século XX e ainda com bastantes resquícios neste século XXI.

Big Brother à portuguesa e manual politicamente incorrecto

Neste país governado por "zamptocratas de carnaval", foi agora decretado que o cidadão comum sempre de alguma compra que faça terá de servir de "bufo" às finanças mostrando o respectivo documento de compra aos fiscais, se for abordado à saída de algum estabelecimento comercial. 
 
Pois de minha parte, não o mostrarei! Nunca, porque eu não sou obrigado sequer a pedir um documento que não me serve para nada, nem existe nenhuma lei que me obrigue a tal, portanto, esses senhores fiscais não têm autoridade nem poder para me exigir o que quer que seja, quanto mais passar-me uma multa, e a minha resposta perante uma abordagem desse tipo será: bom dia ou boa tarde, quem é o senhor? Ai o senhor é inspector das finanças... então faça o seu trabalho, que eu vou tratar do meu para o senhor poder ter esse seu trabalho, passe bem e bom dia ou boa tarde.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A maçonaria é a madrinha da Revolução de 1789 IV

«De seguida transcreve-se a forma como Barruel descrevia a evolução subversiva da maçonaria através das "lojas traseiras" de grau em grau, até ao ódio de Cristo:

Nos dois primeiros graus, isto é, o de aprendiz e o de companheiro, a seita começa logo por verter à sucapa as palavras liberdade e igualdade. De seguida, os noviços são entretidos com jogos pueris ou de fraternidade e com refeições maçónicas; mas desde logo os noviços são acostumados ao mais profundo segredo através de um discurso intimidatório e dissuasivo. No grau seguinte, o de mestre, correspondente ao terceiro grau, é contado ao noviço a história alegórica de Adoriram e de Hiram que precisam de ser vingados, e da palavra encantada que é preciso reencontrar. No grau de eleito, os noviços são instigados a vingarem-se, sem no entanto lhes ser dito sobre quem deve recair essa vingança. É-lhes lembrado os patriarcas, o tempo em que os homens não tinham, segundo as suas pretensões, outros cultos que não os da religião natural, onde todos eram padres e pontífices; ainda não é revelado aos noviços que é preciso renunciar a todas as religiões reveladas desde os patriarcas. Este último mistério é desvelado nos graus escoceses. Os maçons são finalmente declarados livres; a palavra encantada tão arduosamente buscada é a do deísta, o culto de Jeová, tal como foi reconhecido pelos filósofos naturalistas. O verdadeiro maçon torna-se num pontífice de Jeová; é aqui que o grande mistério é apresentado, petrificando todos os que não pertencem à seita. No grau dos Cavaleiros Rosa-Cruz, o que maravilhou a palavra, e que destruiu os cultos de Jeová, é o autor da religião cristã; é de Jesus Cristo e do seu evangelho que é necessário vingar os irmãos, os pontífices de Jeová. Finalmente, no grau de kadosh, o assassino de Adoriram torna-se o rei que é preciso matar para vingar o grande mestre Molay, e a ordem maçónica sucessora dos templários. A religião que é imperioso destruir, para renovar a palavra e a doutrina da verdade, é a religião de Jesus Cristo e todo o seu culto fundado sobre a revelação. A palavra em todo o seu entendimento, é a liberdade e a igualdade a restabelecer mediante a extinção de todos os reis e pela abolição de todos os cultos. Tal é a ligação e a marcha dos acontecimentos, tal é o conjunto do sistema maçónico; e é assim que, pelo desenvolvimento sucessivo do duplo princípio da igualdade e liberdade, da alegoria do mestre dos maçons que tem de ser vingado e da palavra que tem de ser reencontrada. (...) A seita conduz os seus adeptos de segredo em segredo, ao código da revolução e do jacobinismo.
 
A todos aqueles que contestam que todos os maçons sejam iniciados neste caminho perverso, o mesmo responde com uma nunace a merecer atenção:
 
Mas quanto mais terríveis são esses mistérios escondidos nas "lojas traseiras", mais os historiadores devem insistir na multitude de maçons honestos que nada viram de semelhante nas suas sociedades. Não há nada mais fácil do que ser "lorpa" na maçonaria. Qualquer um pode sê-lo, sobretudo os que apenas buscam nas lojas a facilidade de fazer conhecimentos e amizades ou de preencher o vazio da sua ociosidade. É verdade que muitas vezes este império de amizades não se estende para além das lojas. (...)
 
Sempre na mesma lógica, Barruel descreve como através de uma hábil dissimulação para o comum dos irmãos sobre a significação das iniciações, a seita consegue afastar dúvidas e medos, até que estajam reunidas as condições para que o pequeno número de "profundos adeptos" seja conduzindo de grau em grau até ao terrível segredo final da maçonaria.»
 
Continua.
 
 
Tradução feita do livro Vérités sur la Franc-Maçonnerie de Bernard Antony.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A maçonaria é a madrinha da Revolução de 1789 III

« Barruel explica que tudo o que conseguiu reunir sobre os Altos Graus (Kadosh, Rosacruz, etc.), sobre as maçonarias "herméticas", "cabalísticas", "ecléticas", se ligam aos maçons martinistas e do seu fundador que diz sobre o mesmo:

Ignoro a origem do Senhor M. de Saint-Martin que deixou o nome a esse ramo maçónico; mas desconfio que sobre um exterior de probidade e sobre um intenso tom devocional, místico e aparente, encontramos mais hipocrisia que intenção e fé propriamente dita. Não passam de vil copistas de Maquiavel.
A maior parte das heresias do Judeo-Cristianismo não têm elas, por sua vez, a ver com o panteísmo, o dualismo e o maniqueísmo?
Acusou-se Barruel de ter tido uma alucinação "anti-maçónica" com a sua teoria das "lojas traseiras"; no entanto, não são estas últimas e toda a literatura que as procede que oferece o espectáculo o mais atordoante com personagens como o "Grande Copta" (Cagliostro), genial charlatão e contador de um salmigondis de alquimia, de astrologia, de cabala a fazer girar as mesas e as cabeças! Sobretudo um fatras gnóstico, que não deixou de se manifestar contra a Igreja Católica. Este acto, por si só, alimentou as imaginações ferteís dos jacobinos. O universo cultural pré-revolucionário apresenta assim, o que apenas é um paradoxo para os espíritos ligeiros, um vaivém entre os discursos racionalistas de Voltaire e o hedonismo provocado pelas divagações do falso misticismo.»
 
 
Continua.
 
Tradução feita do livro Vérités sur la Franc-Maçonnerie de Bernard Antony.
 
 

A maçonaria é a madrinha da revolução de 1789 II

«Quando se começa a estudar com seriedade a franco-maçonaria e a revolução de 1789, duas obras essencias surgem como principais informadoras, a do abade Barruel, contemporâneo dos acontecimentos e um século mais tarde, a do historiador Auguste Cochin. A considerável obra de Barruel desenvolve a ideia, e os factos que a provam, segundo a qual o antigo regime foi dinamitado pela acção de quatro homens: Voltaire, d´Alembert, Frederico II da Prússia e Diderot. São considerados por Barruel como os fundadores do jacobinismo, considerada como uma seita fundada sobre os valores subversivos da igualdade e liberdade e muito eficazmente estruturada a partir das redes das diversas lojas maçónicas, nas quais os quatro citados circulavam. Segundo Barruel, eles recrutavam, e propagandeavam as suas ideias, arrebanhando muitas pessoas com uma hábil subversão pela acção dos núcleos dirigentes que ajudaram a manobrar a revolução. A tese da conspiração foi considerada exagerada por grande parte dos historiadores da Revolução e da maçonaria. Um século mais tarde, a obra de Barruel foi duramente julgada até por Auguste Cochin, designando-a por "Uma conspiração do melodrama e um sabat de fundo de loja". Os escritos de Barruel foram bastante criticados, sobretudo por aqueles que consideram que a maçonaria nada tem a ver, em essência, com  a Revolução. Mas, lendo-se a obra e os severos julgamentos no seu devido lugar, parece-nos que muita gente que o critica nunca leu uma página dos seus escritos. [...]
A tese de Barruel apoia-se sobretudo nas duas afirmações seguintes:
1- A primeira tem a ver com a influência do chamado "partido filosófico", onde se deve incluir Rousseau, Montesquieu, Condorcet e outros enciclopedistas; apesar das diferenças, das divergências e das invejas e até da raiva que uns sentiam pelos outros.
2- A segunda diz respeito à subversão que a franco-maçonaria utilizou para seu proveito usando os jacobinos para esse efeito. Barruel "não deixa de desenvolver as distinções entre os franco-mações" e não ataca a maçonaria inglesa, o que nada quer dizer, pois a maçonaria moderna nasceu em Inglaterra! Barruel exila-se na Inglaterra no ano de 1792, essa Inglaterra tão maçónica do final do século XVIII, estando o mesmo já precavido por via dessa incongruência dizendo:

O governo e todo o Cristianismo estariam há muito perdidos em Inglaterra, se os maçons tivessem sido iniciados nos últimos mistérios da seita. Há muito tempo que existem numerosas lojas neste país, que lhes permitiu cumprir um papel significativo na sociedade inglesa. (...)
Numa só palavra, as excepções a ter em conta por via dos maçons honestos, foram e são ainda tão numerosas, que se tornam elas mesmas um mistério inexplicável para todos os que não compreenderam a história e os princípios da seita (memórias para servir a história do jacobinismo, Augustin Barruel, Diffusion de le pensée Française, p.412)

Lembremos aqui que depois de se exilar em Inglaterra Barruel foi acolhido por Edmund Burke o grande e brilhante historiador e contra-revolucionário inglês. Burke era membro da Jerusalem Lodge nº44, não tinha grande estima por Barruel e relativamente à maçonaria francesa manifestava a maior repulsa.
Excepção feita à Inglaterra e aos seus honestos maçons, a oposição exprimida por Barruel à maçonaria tem a ver com a seita jacobina desenvolvida segundo o mesmo nas "lojas traseiras". Aqui segue o que o mesmo entende por "loja traseira":

O que entendo por loja traseira tem a ver com os últimos graus da maçonaria, abarcando em geral todos os maçons que, após terem passado os três primeiros graus, se encontram excessivamente zelosos para serem admitidos aos graus seguintes, e por fim ao grau onde o veú é rasgado, onde não há mais emblema nem alegoria, onde o duplo princípio de igualdade e liberdade se explica sem equívocos, reduzindo-se a estas palavras: "Guerra ao Cristo e aos seu culto, guerra aos reis e a todos os tronos".


Continua.


Tradução feita do livro Vérités sur la Franc- Maçonnerie de Bernard Antony.
 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A maçonaria é a madrinha da revolução de 1789

«A alta nobreza do reino, estava em peso na maçonaria, facto que serviu para alguns historiadores excluirem a maçonaria dos conluios da revolução e dos respectivos horrores que se lhe seguiram.
Os que não concordavam com a acima exposto, consideravam que não haveria revolução sem a acção da maçonaria. Estamos perante uma das questões mais controversas não somente da história de França, mas também da vida política mundial até aos nossos dias, se a maior parte das obediências maçónicas e nomeadamente o Grande Oriente e a Grande Loja entendem que possuem poder sobre a política, outras afirmam seguir a tradição apolítica, segundo as mesmas, da maçonaria tradicional, negando que estivessem por detrás da Revolução de 1789. Sem paradoxo, encontramos acordo para defender a afirmação da sua participação na Revolução, franco-maçons que não se cansam de exclamar pertencer à Ordem que fundou a República e, com nuances na análise, de pensadores e historiadores contra-revolucionários. Citemos a propósito o célebre discurso de Lamartine, que não era maçon, no Hotel de Ville de Paris a 13 de Março de 1848 perante cerca de mil maçons que celebravam a vitória da revolução republicana que indubitavelmente tinha sido conduzida pelo Grande Oriente de França: é do fundo das vossas lojas que emanam primeiramente, na sombra, depois a meia-luz e por fim em plena luz, os sentimentos que provocaram a sublime explosão de que fomos testemunhas em 1790. Os vossos princípios tornaram-se nos princípios da República Francesa (Histoire des francs-maçons en France, Daniel Ligout, Privat, p.222)
Expressão que se escuta com mais frequência em milhentos discursos de maçons, e nas salas de recepção do Eliseu. Afirmação de que a essência, a especifidade da República Francesa,  são de índole maçónica. O antigo Grande Mestre do Grande Oriente, Bauer, repetia frequentemente: a franco-maçonaria é a igreja da república.
 
Lamartine tinha muito coisa em comum nas suas ideias e discursos com as teorias do abade Barruel, autor das Memórias para servir à história do jacobinismo. Em total oposição à afirmação da consubstancialidade da maçonaria e da Revolução, se revelou o grande Joseph de Maistre, ele próprio maçon, iluminista (termo que encerra diferentes proveniências) que afirmava: A franco-maçonaria que data de diversos séculos não tem certamente nos seus princípios nada de comum com a revolução francesa.
 
Notemos imediatamente a expressão "nos seus princípios". Aqui é que se encontra o nó cego da questão. Não está fora de questão a participação de muitos maçons não apenas no germinar das ideias revolucionárias mas também na acção propriamente dita. O debate centra-se não sem incidência, sobre o papel da franco-maçonaria enquanto instituição que desempenhou ou não um uma acção decisiva, na subversão do antigo regime.
 
Continua.
 
 
Tradução feita do livro Vérités sur la Franc-Maçonnerie de Bernard Antony

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

As conexões entre a maçonaria e o comunismo II

«E os trotskystas?
Não é raro ouvir que o comunismo marxista-leninista versão trotskysta (o da 4º internacional...) seria mais aberto à maçonaria do que a versão stalinista. Invoca-se como apoio a esta tese dois argumentos. O primeiro diz respeito à personalidade do antigo grande mestre do Grande Oriente, o artista pintor Frédéric Zeller, dito Fred, que foi secretário exilado de Trotsky na Noruega. O segundo antecipa o suporte ao Grande Oriente e à Grande Loja que conduziram à Revolução de Maio de 68. Relativamente ao primeiro argumento, é preciso dizer que Trotsky não seguiu a directiva anterior de usar uma vassoura de ferro para limpar o partido de maçons. O que se sabe de Zeller, é que após a guerra o mesmo se dedicou à sua vocação de artista tornando-se um pintor renomado expondo em todas as grandes capitais do mundo, sendo nomeado em 1953 presidente honorário da federação das belas artes. Tal não significava uma ruptura com o trotskysmo mas não deixa de ser evidente, que este artista, grande amigo de Georges Pompidou, não se manifestasse mais como militante da 4ª internacional. Em verdade, o mesmo regressa ao socialismo da sua juventude fundando em 1956 o círculo fraternal de estudos e acção socialista que reagrupava os maçons socialistas para um verdadeiro trabalho fracçionário nas diversas lojas, o que é de resto, um hábito muito trotskysta.
Zeller foi iniciado em 1953 na loja Avant Garde Maçonnique à l´Órient de Paris obtendo de seguida as dignidades maçónicas até se tornar entre 1971 e 1973 o Grande Mestre do Grande Oriente. Chegamos aqui ao segundo argumento por outra via, pois efectivamente, na Grande Loja julgou-se que a revolução de 68 se aproximava das grandes aspirações de emancipação da franco-maçonaria. E então, da agitação passageira das barricadas, muitos passaram aos laboratórios da Revolução com o Doutor Simon. Na verdade, a única rivalidade que existia entre o trotskysmo e a maçonaria socialista, era apenas de hierarquia e de aparelho».
 
 
Tradução do livro Vérités sur La Franc-Maçonnerie de Bernard Antony
 
 

As conexões entre a maçonaria e o comunismo

«Até à revolução russa, em França assim como em outros países e assim como na Rússia, os franco-mações militavam nos partidos aderentes à 2ª internacional socialista (fundada em 1889, após a dissolução de 1880 da 1ª internacional fundada em Londres em 1864). Numerosos maçons socialistas viram com bons olhos a primeira fase da revolução russa que, com Kerensky, trazia para o poder numerosos irmãos. Uma parte deles aprovaram com entusiasmo a revolução dos sovietes instigada por Lenine e Trotsky.
[...] No 2º congresso da 3ª internacional socialista (fundada em 1919), realizado entre 9 de Julho e 7 de Agosto de 1929, em Petrograd e depois em Moscovo, elaboraram-se as condições exigidas aos partidos socialistas para se transformarem em comunistas. O texto compunha-se de 21 condições para a adesão à 3ª internacional socialista ficou célebre pelo nome "das 21 condições de Moscovo".
 
[...] a 22ª condição: irmão ou camarada, é preciso escolher. O facto é que a maioria dos maçons ignorava ou fazia de conta que ignorava a 22ª condição, que Lenine e Trotsky cozinharam, e que foi provisoriamente secreta, interditando a todo o responsável comunista de ser também maçom. Porquê este segredo? Para não afugentar os maçons dos países ocidentais e nomeadamente os grandes investidores anglo-americanos que financiaram a revolução russa. Por um lado, para os bolcheviques a maçonaria era geralmente entendida como uma associação de "pequenos burgueses" e na Rússia, tal como em França, antes da revolução, foi muito marcada pela aristocracia e protegida pelos Czars. Por outro lado ela repousava sobre um segredo e isso era considerado intolerável para um partido cuja direcção entendia que deveria controlar tudo e todos, sem qualquer influência exterior, principalmente de uma associação fundada sobre o culto do segredo. A 22ª condição não continuará secreta por muito tempo. Durante o 4º congresso da Internacional realizada no dia 17 de Dezembro de 1922 em Moscovo, Trotsky anuncia que a maçonaria "deveria ser varrida com uma vassoura de ferro"! Os idiotas úteis das lojas tinham servido os intentos comunistas, e a 22ª condição seria aplicada em todo o lado sendo a maçonaria proibida na URSS e os maçons dos partidos comunistas teriam que largar o esquedro e compasso e substituí-los pela foicinha e pelo martelo. A vassoura de ferro da Tcheka se encarregaria dos recalcitrantes. Para a França, o 4º congresso impôs ao comité director do partido comunista françês de liquidar antes do 1º de Janeiro de 1923 todas as ligações dos seus membros com a maçonaria.[...] um comunista antigamente maçom não poderia exercer qualquer actividade de responsabilidade no aparelho partidário antes de um período probatório de 2 anos. Mas Moscovo alertava ainda que a dissimulação da pertença à maçonaria por parte dos comunistas seria considerado como um acto de penetração de um agente inimigo no partido, e que seria denunciado perante o proletariado como a ignomínia do indivíduo. Na URSS isso significava, muito simplesmente, uma bala na testa.
Era bem menos perigoso pertencer à maçonaria mesmo sendo comunista, no governo de Vichy do que na URSS dos sovietes. Havia em França cerca de 2000 comunistas e maçons. Alguns deles preferiram a loja ao partido, outros tentaram organizar no seio do partido comunista françês um comité de resistência, ao arrepio das ordens de Moscovo. Foram irremediavelmente expulsos. Apenas uma pequena parte continuou a dupla actividade. Eram considerados os "olhos de Moscovo" e estavam permanentemente vigiados e serviam de espiões, relatando o que se passava na loja.
 
Continua.
 
Tradução feita do livro Vérités sur La Franc- Maçonnerie de Bernard Antony.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Cães de crómio assaltam-me na madrugada


Portugal tornou-se numa república muito cómica. Terminou-se com a era obscurantista e começou-se a era da luz. Enquanto uns fazem vigílias pelos animais e outros se indignam muito por um agente de autoridade pretender desviar um porco da estrada após um acidente, outros emitem sentenças ridículas, a raiar o escandaloso... o agente da autoridade apenas pretendia afastar o animal dali para não haver qualquer tipo de acidente pela presença do mesmo ali na estrada, mas os "cães de crómio" dizem que não, que o animal foi agredido e maltratado.... ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah, é caso para dizer como dizia Adolfo Luxúrias Canibal: «cães de crómio assaltam-me na madrugada».

Mas depois dos cães chegam os farintococos, os idiotas, que fazem vigílias por animais MAS QUE NUNCA VEREMOS A FAZER VIGÍLIAS PELOS SEUS PRÓXIMOS, QUE NUNCA FIZERAM, FAZEM OU FARÃO VIGÍLIAS PELAS CRIANÇAS QUE PASSAM FOME OU PELOS IDOSOS CUJA PENSÃO NÃO LHES CHEGA PARA FAZER FACE ÀS SUAS DESPESAS.

Esta inversão dos valores vem de longe, de muito longe, e os idiotas, ainda por cima úteis, não compreendem que ao agirem desta forma estão apenas a nivelar o homem por baixo, estão a animalizá-lo. Não se pode equiparar o sofrimento humano e animal, ontologicamente são questões diferentes. A não observância desta realidade provoca a ruptura do homem com o mundo, e a inversão de valores vem de longe, de muito longe.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

105º Aniversário do regicídio



 
 
 
Cumprem-se hoje 105 anos do regicídio, em que o Rei D. Carlos e o seu filho, Luís Filipe, sucessor do trono, foram vergonhosamente mortos pela cáfila republicana que não deixou de se inspirar largamente nos modelos ditos modernistas; de uma nova visão de um mundo onde a ética e a moral sejam a todo o momento redefinidas.
 
Nem uma única notícia nos jornais ditos de referência, nem um cantinho, nem uma vírgula... triste apologética dos tempos, sinal claro da utopia avassaladora que toma conta de tudo e todos. Os Portugueses, de uma forma geral, não conhecem a história, e assim sendo, perdem o contacto com os ensinamentos que daí poderiam retirar. A "história" está mal contada, pior compreendida e nada sentida.
 
Esta tentativa de apagar o passado à força tem objectivos muito claros, quanto menos pessoas souberem dos factos melhor, «estaremos assim afastados de qualquer tentativa revisionista», pensam e declaram os que mandam nisto (plutocracia internacional + cleptocracia nacional).
 
Se o povo começar a estudar algo sobre D. Carlos, poderá "assustar-se" com certas informações, e, tal informação a cruzar-se com o que nos deram durante 113 anos, poderá levar esse povo a exigir o restabelecimento imediato da monarquia.